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Pesquisa da Avast mostra algumas das preocupações dos usuários com a privacidade móvel e suas práticas de proteção

WhatsApp é aplicativo de mensagens mais popular do mundo
Getty Images/BBC
WhatsApp é aplicativo de mensagens mais popular do mundo

No Brasil, a mãe é a pessoa que o usuário, ou usuária, menos gostaria que tivesse acesso às informações do seu celular. A afirmação é de uma pesquisa realizada pela Avast Software sobre a privacidade móvel em onze países: Alemanha, Argentina, Brasil, Espanha, Estados Unidos, França, Índia, México, Reino Unido, República Tcheca e Rússia. O estudo foi feito em outubro de 2015 para entender como as pessoas protegem seus smarphones e a quais dados elas dão mais valor.

No Brasil, foram mais de cinco mil entrevistados. Logo após a mãe está o pai, seguido pelos cibercriminosos, empresas e irmãos, avós, governo, amigos e, por último, o companheiro. A pesquisa perguntou aos entrevistados quem eles menos gostariam que tivesse acesso aos dados em seus smarphones numa escala de 1 a 7, 1 significando que as pessoas têm mais receio desta entidade ou pessoa.

Na maioria dos países, os usuários de smarphones têm mais medo de cibercriminosos. Curiosamente, em países como Argentina, Brasil, França, Índia e Rússia a mãe vem em primeiro lugar. Espionagem do governo vem em segundo lugar nos EUA, México, Alemanha e República Tcheca.

De acordo com a pesquisa, usuários de smarphones no mundo inteiro se dizem preocupados com a possibilidade de que alguém veja informações pessoais em seus telefones. Em todos os países, somente uma pequena minoria respondeu dizendo que não se preocupava se alguém acessasse informações privadas em seus telefones, ou que não tinha certeza se isso iria preocupá-las. No Brasil, 90,6% responderam que ficam muito preocupados, preocupados ou bastante preocupados.

Apesar das preocupações com privacidade entre os usuários de smarphones, muitos não se esforçam para protegê-los. No Reino Unido, Brasil, México e Argentina, menos da metade bloqueia seus telefones usando PIN ou algum outro método. 

Dados financeiros são mais dolorosos

A pesquisa perguntou aos entrevistados que dados seriam os mais dolorosos se fossem acessados pela pessoa que indicaram em primeiro lugar na lista de pessoas que menos gostariam que ganhassem acesso aos dados em seus smarphones. Em quase todos os países, as pessoas indicaram “informações financeiras, como detalhes de cartões de crédito” como a mais crítica a ser acessada. 

A pesquisa também perguntou aos entrevistados se alguém havia visto casualmente informações privadas/pessoais em seus telefones, e que indicassem quais haviam sido: 61,1% dos brasileiros disseram que não. 

A pesquisa perguntou aos entrevistados qual a informação mais privada que guardam em seus telefones. Em todas as regiões, as pessoas consideram as mensagens de texto como a informação mais privada. O estudo então perguntou aos entrevistados que app tem as suas informações mais pessoais. No Brasil, o WhatsApp ficou com 26,1%, seguido pelo banco com 17,3%, 11,7% o Facebook, logo após o o e-mail, com 11,5%, e o aplicativo de fotos, com 9,3%. No caso de escolher apenas um aplicativo para proteger com senha, em todos os países, o aplicativo bancário foi o mencionado com mais frequência. No Brasil, o WhatsApp apareceu em segundo lugar com 26,7%.

Porém, em um outro projeto global de pesquisa feito com dados do aplicativo Avast Mobile Security, a Avast descobriu que na realidade o app mais protegido é o WhatsApp, e o segundo mais protegido é o armazenamento de fotos. Os aplicativos bancários não entram nem na lista dos top 100 que as pessoas protegem com senha.

Seu dinheiro ou sua vida?

Diante da pergunta se preferiam que alguém tivesse acesso a suas fotos nuas ou a suas contas bancárias, é interessante notar que em todos os países a vasta maioria declarou que seria menos doloroso que alguém acessasse suas fotos nuas. No Brasil, 53% disseram que preferiam ter suas fotos nuas vazadas do que suas informações bancárias, representada por 47% dos entrevistados.

Jovens e o conteúdo íntimo

Como esperado, os menores de idade são os menos preocupados com o acesso a suas informações financeiras. Globalmente, só 11,73% indicaram esse tipo de dado como a mais prejudicial ao ser acessado. O grande receio deste grupo de idade é que alguém acesse suas mensagens de SMS/chat (21,85%) ou suas fotos ou vídeos (19,15%). 

Globalmente, o grupo de idade de 18 a 34 anos é o que indicou maior frequência de acesso a informação privada em seu telefone sem o seu consentimento – perto de metade dessas pessoas foi afetada, e com frequência conteúdo íntimo foi acessado. Uma em cada três pessoas nesse grupo de idade já teve alguém vendo casualmente suas mensagens de texto ou fotos nus, suas ou de parceiros.

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