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Há um ano, Eugene Chereshnev não precisa utilizar chaves e crachás; ideia do "ciborgue profissional" é buscar novas possibilidades para o conceito de Internet das coisas

Segundo Eugene Chereshnev, equipamento não sofreu nenhum tipo de reação do organismo
Victor Hugo Silva/iG São Paulo
Segundo Eugene Chereshnev, equipamento não sofreu nenhum tipo de reação do organismo

Destaque do segundo dia da Campus Party 2016, Eugene Chereshnev, vice-presidente de marketing da Kaspersky Lab, leva o conceito de Internet das Coisas para um nível mais extremo. Há um ano, o “ciborgue profissional”, como ele se intitula, implantou um chip na sua mão para realizar testes de segurança antes da tecnologia chegar ao consumidor final.

Nesse período, Che, como também é conhecido, precisou fazer mudanças em casa e no trabalho para que o chip fosse o mais eficiente possível. Chaves e crachás viraram coisa do passado e apenas colocando a palma da mão sobre leitores, Chereshnev consegue passar por portas trancadas e catracas. “Todos falam de Internet das Coisas, mas a maioria das pessoas não faz ideia do que se trata”, conta.

Além de gerenciar equipamentos eletrônicos inteligentes, Che acredita que a Internet das Coisas deve se interligar com o próprio usuário, contribuindo em diversos momentos da vida. O biochip poderá ser utilizado tanto para substituir documentos, quanto para ajudar um medico passando um histórico detalhado de um paciente.

Durante os testes, Che também usou o biochip para se sentir dentro de um filme da saga Star Wars. Utilizando apenas a mão a uma certa distância, foi possível abrir não apenas destrancar uma porta, mas também abrir a passagem. “Gosto de pensar em mim como um jedi”, brinca.

Ao implantar o biochip em sua mão, Che passou a se perguntar sobre como os dados dos usuários seriam utilizados. Uma de suas preocupações é assegurar que o usuário seja o dono de todas as informações salvas no chip, utilizando uma maneira diferente do que acontece em plataformas como Facebook e Google, onde o usuário deve concordar plenamente com os termos de uso.

Para o executivo, o ideal seria o usuário definir que tipo de informações está disposto a passar para as empresas, que deveriam aceitar ou não os termos estabelecidos. Chereshnev acredita que se o valor para implantar a tecnologia for viável, o biochip poderá ser bastante popular a ponto de o usuário poder comprar seu próprio equipamento em qualquer loja ainda nesta década.


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