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Sete iranianos são acusados de realizar ataques aos EUA envolvendo milhões de dólares em nome do governo

Governo norte-americano indiciou sete iranianos por ciberataques entre 2011 e 2013
Reuters/Jonathan Ernst
Governo norte-americano indiciou sete iranianos por ciberataques entre 2011 e 2013

O governo Obama anunciou nesta quinta-feira o indiciamento de sete iranianos por ciberataques a dezenas de bancos norte-americanos e uma barragem em Nova York de 2011 a 2013, sinalizando esforço das autoridades para confrontar publicamente o cibercrime empreendido em nome de nações estrangeiras.

O indiciamento, apresentado em um tribunal federal em Nova York, descrevia os suspeitos, que vivem no Irã, como "hackers de computadores com experiência" e acredita-se que estavam trabalhando em nome do governo iraniano. O anúncio foi feito durante uma entrevista coletiva com Loretta Lynch (foto), procuradora-geral dos EUA, e James Comey (foto), diretor do FBI.

A ação marca a primeira vez em que o governo dos EUA acusou indivíduos ligados a um Estado com uma tentativa de interromper infraestrutura crucial, vulnerabilidade com a qual pesquisadores de segurança estão cada vez mais preocupados.

Os hackers acusados foram identificados como Ahmad Fathi, Hamid Firoozi, Amin Shokohi, Sadegh Ahmadzadegan, Sina Keissar, Omid Ghaffarinia e Nader Seidi, todos cidadãos e residentes do Irã. Eles são acusados de conspiração para cometer ataques hackers em computadores enquanto funcionários de duas empresas de computação sediadas no Irã, ITSecTeam e Mersad Company.

Lynch disse que os acusados causaram dezenas de milhões de dólares em danos a bancos norte-americanos. Ao menos 46 grandes instituições financeiras e empresas do setor foram visadas, incluindo JPMorgan, Wells Fargo e American Express, de acordo com o indiciamento.

* Com informações da Reuters.

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