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Agência de segurança aceitou pedido de promotor e ajudará a desbloquear aparelhos de suspeitos de assassinato

Cerca de 25 pessoas apareceram pela manhã na loja da Apple no Shopping Morumbi, em São Paulo
Valdir Ribeiro Jr
Cerca de 25 pessoas apareceram pela manhã na loja da Apple no Shopping Morumbi, em São Paulo

Dias depois de desbloquear o iPhone de um dos terroristas envolvidos em um atentado na Califórnia, o FBI aceitou o pedido de um promotor que deseja acessar informações de aparelhos envolvidos em outro caso. A agência de segurança tentará desbloquear o iPhone e o iPod de dois suspeitos de assassinato no Arkansas.

A decisão do FBI chama a atenção pelo curto intervalo após o fim da batalha judicial com a Apple, que se recusou a ajudar a desbloquear o iPhone. Enquanto o caso estava aberto, Tim Cook, CEO da empresa, disse que o desbloqueio do celular seria ruim para os Estados Unidos. "Acho que algo tão importante para o país não deveria ser conduzido desta maneira", opinou Cook. Com a ajuda de terceiros, a agência de segurança utilizou um método alternativo para liberar as informações contidas no celular.

As autoridades não informaram o modelo dos aparelhos ou se o método usado pelo FBI será o mesmo. De acordo com a ABC News , os promotores informaram que um dos envolvidos usou o iPod para discutir o homicídio com outros suspeitos.

Segundo o Tech Insider , o FBI não deverá revelar tão facilmente as ferramentas que tem a disposição para desbloquear aparelhos criptografados. Além de alertar a Apple, que poderia acabar com vulnerabilidades, a divulgação ajudaria criminosos que pretendem acessar outros dispositivos ilegalmente.

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