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O PiggyPeg tem parceria com cerca de 300 lojas de rua e de shoppings e remunera pela presença física dos consumidores

Um aplicativo pode pagar o usuário somente para visitar lojas e o comércio atrair novos clientes de forma mais eficiente. De acordo com o fundador Eduardo Moreira, o PiggyPeg funciona como os links que as empresas pagam em mecanismos de buscas como o Google. O que muda é o fato de estar no mundo físico. "A diferença é que quando você clica no link, o dono do site paga para o Google. Eu sou o Google, mas estou ganhando só 10% desse valor e dou 90% para o cliente".

Aplicativo usa a geolocalização do aparelho para exibir as lojas parceiras mais próximas
Reprodução
Aplicativo usa a geolocalização do aparelho para exibir as lojas parceiras mais próximas

Disponível para aparelhos Android e iOS, o PiggyPeg exibe estabelecimentos próximos ao usuário em um mapa. Além dos 130 mil usuários, o app conta com cerca de 300 lojas de setores como vestuário, alimentação e acessórios. Para ganhar o prêmio, o usuário precisa ir à loja e confirmar a visita por meio de um pegin, ou seja, de uma confirmação por meio de QR Code que estará exposto na loja. Ao juntar R$ 20 em créditos, o usuário já pode utilizar o valor. Ao contrário de planos que de bônus que obrigam o usuário a gastar o dinheiro na mesma loja, o PiggyPeg transfere o valor para uma conta bancária e o usuário pode gastar o dinheiro como quiser.

"A ideia do PiggyPeg surgiu por uma necessidade das lojas trazerem fluxo para elas", explica Moreira. Em algumas situações, o modelo é mais vantajoso e mais efetivo do que a mídia tradicional para as empresas alcançarem novos clientes. O fato do cliente não ser obrigado a realizar a compra é um dos pontos positivos do aplicativo. Moreira acredita que a liberdade faz os usuários criarem um sentimento de reciprocidade com as lojas. "É o primeiro aplicativo que dá dinheiro de verdade para as pessoas entrarem na loja e não fazerem nada".

Eduardo Moreira, criador do PiggyPeg
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Eduardo Moreira, criador do PiggyPeg

O aplicativo também trabalha com campanhas específicas para o momento em que o cliente estiver próximo da loja. Para Moreira, este é o melhor momento para impactar o consumidor. "Quando a pessoa captura o dinheiro na loja, o aplicativo permite que ele deixe uma mensagem automática pra ele". Uma das notificações promete um desconto se a compra for realizada naquele momento.

Em uma de suas atualizações recentes, o aplicativo passou a dar dinheiro quando o usuário envia fotos de notas fiscais de compras em qualquer loja. As imagens precisam apresentar cupons com o CPF do usuário. Os envios são submetidos a uma análise interna e são validados em até 24 horas. Em seguida, o aplicativo transfere o valor do cupom – atualmente fechado em dez centavos – para a conta do usuário. "A genta fecha o ciclo", explica Moreira, pois além de incentivar o usuário a visitar lojas parceiras, o aplicativo consegue gerar inteligência por meio dos dados enviados. Moreira lembra que o PiggyPeg faz a mesma coisa que outros aplicativos, "só que remunerando as pessoas por me permitirem inserir tendências do varejo, que e uma coisa valiosa pra mim".

O fundador do app lembra que passou por uma grande burocracia durante a criação do PiggyPeg, desde a criação da empresa até conseguir realizar as transferências para contas de usuários. Entretanto, Moreira pretende oferecer uma ferramenta que torne simplifique o processo das lojas para alcançarem seus clientes. "O mundo digital é muito em cima da desintermediação", lembra.

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