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Aplicativos de mensagem são usados por terroristas para esconder sua localização, coordenar operações e negociar armas e escravas sexuais

Brasil Econômico

Em janeiro de 2015, David Cameron criticou a falta de colaboração do WhatsApp em investigações sobre terrorismo
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Em janeiro de 2015, David Cameron criticou a falta de colaboração do WhatsApp em investigações sobre terrorismo

Autoridades da França e da Alemanha pediram nesta-feira (23) regras mais abrangentes para exigir que aplicativos de mensagem, como o WhatsApp e o Telegram, limitem a criptografia  a fim de facilitar o monitoramento da comunicação entre extremistas.

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Embora os defensores do direito à privacidade argumentem que a criptografia é fundamental para a segurança online, os aplicativos tem sido cada vez mais usados por terroristas para esconder sua localização, coordenar operações e negociar armas e escravas sexuais.

De acordo com o ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, as autoridades francesas prenderam três pessoas em agosto com "claros planos de ataque", mas que a polícia precisava de ferramentas melhores para monitorar os aplicativos de mensagens de telefones. Ele acrescentou que três das sete pessoas detidas no caso tinham vínculos com grupos terorristas.

Ele e o ministro do Interior da Alemanha, Thomas de Maizieri, ressaltaram que não estão pedindo o fim dos serviços criptografados, mas a possibilidade de trabalhar com as empresas que oferecem o serviço a fim de garantir que ele não seja usado por extremistas violentos.

Cazeneuve e Maizieri querem que os líderes europeis discutam uma política continental para controlar mensagens criptografadas durante uma reunião no próximo mês em Bratislava, Eslováquia.

Cazeneuve expressou especial preocupação com o Telegram, aplicativo frequentemente usado por extremistas do Estado Islâmico, entre eles um jovem de 19 anos que atacou uma Igreja Católica na Normandia em julho. Ele teria escrito no aplicativo sobre seus planos de executar o ataque.

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O Telegram informou em seu site que bloqueia canais públicos relacionados ao terrorismo, mas não intervém em conversas privadas.

Em janeiro de 2015, o então primeiro-ministro do Reino Unido David Cameron criticou a falta de colaboração do WhatsApp em investigações sobre terrorismo. O britânico afirmou após os ataques à revista francesa Charlie Hebdo que tentaria proibir serviços de mensagens encriptadas - como as do WhatsApp e do Snapchat - se os serviços de inteligência do Reino Unido não pudessem ter acesso ao seu conteúdo.

Os europeus não são os únicos que têm se posicionado a favor da limitação da criptografia em aplicativos. Os Estados Unidos também vem tentando convencer empresas de tecnologia a trabalhar com o governo contra a atividade extermista online.

* Com informações do Estadão Conteúdo

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