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Rede social de vídeos curtos, Lifestage permite apenas cadastro de pessoas com menos de 21 anos que estejam matriculados em alguma escola

Brasil Econômico

Usuário do Lifestage pode publicar vídeos em uma das categorias disponíveis no aplicativo
Reprodução
Usuário do Lifestage pode publicar vídeos em uma das categorias disponíveis no aplicativo

O Facebook continua fazendo tentativas para desbancar o Snapchat. A rede social apresentou um novo aplicativo dias após lançar um novo recurso no Instagram. O Stories causou polêmica entre os usuários  por ser praticamente igual à proposta do aplicativo de vídeos curtos. A opção permite utilizar emojis, desenhos e textos em publicações que desaparecem em 24 horas.

Batizado de Lifestage, a rede social do Facebook foi lançada sem muito alarde nos últimos dias na App Store. Assim como o Snapchat, o aplicativo exibe a câmera logo após ser aberta para incentivar o usuário a publicar vídeos sobre qualquer assunto. A principal diferença é o foco em adolescentes. Para criar uma conta e visualizar os vídeos de outras pessoas, o usuário precisa estar matriculado em uma escola e ter menos de 21 anos.

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Para conseguir atingir esse público, a interface do app foi desenvolvida por Michael Sayman, um funcionário do Facebook de apenas 19 anos. O Lifestage foi desenhado para os jovens "mostrarem aos outros quem eles são, saberem mais sobre os colegas em sua escola e conhecerem  novas pessoas", disse Sayman em sua página no Facebook.

Mesmo parecendo idêntico o Snapchat em um primeiro momento, o aplicativo possui algumas características diferentes. A principal delas está relacionada a visibilidade das postagens. As publicações na rede social ficam disponíveis para todos os usuários, mesmo aqueles que não estão te seguindo. Além disso, não é possível enviar mensagens privadas para outras pessoas.

O aplicativo está disponível apenas nos Estados Unidos para dispositivos iOS e não tem data de lançamento prevista para o Brasil. Se for aceito após informar a idade e a escola onde estuda, o usuário precisa criar vídeos dentro de algumas categorias oferecidas para se acostumar com a rede social. Entre as gravações possíveis, estão um vídeo com o rosto da pessoa e outro com algo que ela não gostam, por exemplo. Cada categoria possui uma borda específica que pode ser adicionada nos vídeos.

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Apesar de ter uma boa proposta, o Lifestage vem sendo considerado confuso por alguns especialistas. Na App Store , os usuários também acharam que o aplicativo do Facebook é difícil de usar. Alguns comentários usaram a palavra "estranho" para classificar o programa. Outro problema apontado por quem já utilizou a rede social é a segurança. Por manter as publicações disponíveis em toda a plataforma, qualquer desconhecido poderia ter acesso a informações de um perfil, inclusive a escola onde um determinado usuário estuda.

A barreira da idade não equivale a mais segurança para quem se cadastra no Lifestage. Como em quase todo serviço online, não é possível confirmar se um novo usuário realmente tem menos de 21 anos. Ainda que seja de propriedade do Facebook, a rede social pede apenas o número do celular como vínculo não tem garantia sobre a veracidade das informações. Tantas limitações aumentam o desafio do Lifestage se tornar popular entre os adolescentes.

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