Home office faz ataques hackers crescerem mais de 700% na América Latina

Brasil é o país líder em diversas ameaças, de acordo com relatório da empresa de cibersegurança ESET

Ataques hackers crescem durante a pandemia
Foto: Unsplash/Markus Spiske
Ataques hackers crescem durante a pandemia

Os ataques hackers do tipo de força bruta a serviços de acesso remoto, conhecidos como RDP, cresceram 704% em 2020 em toda a América Latina, aponta um relatório da empresa de cibersegurança ESET. De acordo com os especialistas da companhia, o home office foi o principal fator para esse aumento. "Os hackers viram o home office como uma oportunidade para os ataques", afirma Daniel Cunha Barbosa, especialista em cibersegurança da ESET.

A falta de conscientização digital dentro das empresas se somou ao uso equivocado de equipamentos ( notebooks de uso pessoal sendo usados para o trabalho, por exemplo) e aos orçamentos apertados que causaram menos investimentos em cibersegurança. Todos esses fatores levaram ao aumento dos ataques hackers.

A principal preocupação das empresas são os malwares , códigos maliciosos que infectam dispositivos. Eles representaram cerca de 34% de todos os incidentes de segurança em empresas latino-americanas.

E o Brasil foi o país mais afetado por esse tipo de ataque, representando 19% de todos os golpes aplicados na América Latina. Na sequência, vieram México (17,5%) e Argentina (13,3%).

Em outros tipos de ataque, como o de phishing , o Brasil também fica na liderança. Nesse caso, 26,4% das empresas afetadas por ataques de phishing na América Latina são brasileiras; 22,8% são peruanas e 12% mexicanas.

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Para os especialistas da ESET, além de soluções técnicas de segurança , é muito importante que as empresas invistam na conscientização de seus funcionários, já que muitos golpes podem ser evitados com conhecimento.