
O smartphone virou câmera, carteira, televisão e, claro, tocador de música. Mesmo assim, a Sony parece disposta a provar que ainda existe espaço para um aparelho dedicado exclusivamente à experiência sonora — mesmo quando ele custa mais do que um celular topo de linha.
A fabricante japonesa prepara uma nova geração de Walkman premium, segundo informações divulgadas pelo The Walkman Blog . Entre os modelos citados estão o NW-ZX900, com preço estimado em 210 mil ienes, e os NW-WM1AM3 e NW-WM1ZM3, que podem chegar a 650 mil ienes na versão mais sofisticada.
Os valores ainda não foram confirmados oficialmente pela Sony . As informações apontam para uma possível estreia no Japão em novembro, mas a empresa não anunciou formalmente os produtos nem confirmou preços para outros mercados.
A movimentação chama a atenção porque o Walkman, lançado originalmente em 1979, pertence a uma categoria que parecia ter perdido espaço com a popularização dos smartphones e dos serviços de streaming. A Sony, porém, não parece interessada em disputar o consumidor que só quer ouvir música durante o trajeto até o trabalho. Seu público é menor e mais especializado: pessoas dispostas a pagar por equipamentos dedicados à reprodução de áudio.
Quando ouvir música vira artigo de luxo
O caso mais extremo entre os modelos vazados é o NW-WM1ZM3 . Segundo as informações publicadas pela página, o aparelho pode custar 650 mil ienes, cerca de R$ 20,7 mil na conversão. A estrutura de cobre livre de oxigênio com banho de ouro é um dos elementos que ajudam a posicioná-lo no segmento de luxo.
Já o NW-WM1AM3, construído em alumínio, teria preço estimado em 345 mil ienes, aproximadamente R$ 10,9 mil . Os dois modelos compartilham boa parte da proposta técnica, mas usam materiais diferentes na construção.
O NW-ZX900 aparece como uma alternativa relativamente mais acessível dentro desse universo. O preço estimado de 210 mil ienes, equivalente a cerca de R$ 6,7 mil (US$ 1.330), ainda supera o valor de lançamento do iPhone 18 Pro nos Estados Unidos.
A diferença é que esses aparelhos não tentam substituir um smartphone . A proposta é oferecer uma experiência de áudio dedicada, com conexões específicas para fones de ouvido e tecnologias voltadas a quem presta atenção aos detalhes da reprodução musical.
Tecnologia precisa justificar o preço
No caso do NW-ZX900, as especificações vazadas apontam para tela de cinco polegadas com resolução Full HD, Android 16, 64 GB de armazenamento expansível por cartão microSD e 8 GB de memória RAM. A autonomia estimada chega a 40 horas com arquivos MP3 a 128 kbps e a 30 horas no uso de streaming.
O aparelho também manteria recursos como S-Master HX e DSEE Ultimate, além de suporte a codecs de áudio como aptX Adaptive e LC3. Para conectar fones, teria uma saída convencional de 3,5 mm e outra balanceada de 4,4 mm, comum em equipamentos voltados a entusiastas.
O peso estimado de 345 gramas, por outro lado, mostra que a proposta não prioriza a leveza. O modelo seria cerca de 52% mais pesado que o NW-ZX707, seu antecessor.
Os modelos NW-WM1AM3 e NW-WM1ZM3 também teriam telas maiores e mudanças na construção. As informações disponíveis, no entanto, indicam uma redução da autonomia em relação à geração anterior, o que torna ainda mais importante avaliar o conjunto completo antes de concluir se as melhorias justificam o investimento.