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Preço baixo é maior atrativo do aparelho. Qualidade de componentes deixa a desejar

Nos Estados Unidos e em outros países, a Apple domina o mercado de tablets com sua linha de iPads . Mas no Brasil a situação é diferente. Embora o aparelho da Apple seja sonho de consumo de muitos fãs de tecnologia, são os tablets baratinhos que vendem mais . Em comum, esses aparelhos têm preço entre R$ 300 e R$ 400, telas na faixa de 7 polegadas e sistema Android

Veja testes do Galaxy Note 8.0 , Ypy L700 , HP Slate 7 e outros tablets

Essa faixa de mercado é disputada por empresas como Positivo, CCE, Multilaser e DL. O iG testou o i-Style (R$ 340), um dos tablets da DL. Confira o teste.

A favor:

- Preço acessível;
- Roda bem aplicações básicas, jogos simples e vídeos.

Contra:

- Tela com baixa resolução e pouco ângulo de visão;
- Áudio com fones de ouvido é muito ruim;
- Posição dos botões desconfortável;
- Bateria dura pouco e demora para carregar.

Design

O i-Style segue o formato que se tornou padrão em tablets de 7 polegadas e tem traseira de material plástico na cor branca. Há uma ligeira textura na traseira que ajuda a evitar escorregões.

Um ponto negativo é que todas as conexões e botões estão na parte inferior. Isso signfica que na parte de baixo do i-Style temos entradas para fone de ouvido, carregador e cartão microSD, botões de liga/desliga e volume.

Todos os botões e entradas do i-Style ficam na parte inferior
André Cardozo/iG
Todos os botões e entradas do i-Style ficam na parte inferior

É pouco espaço para muita conexão e essa distribuição atrapalha principalmente em relação aos botões. Como tablets normalmente são usados na posição vertical, a maioria dos tablets tem botão de volume em uma das laterais, ao alcance dos dedos indicadores, e o botão de liga/desliga na parte superior, área que o usuário dificilmente esbarra sem querer.

Já no i-Style os botões ficam na parte inferior. É fácil esbarrar neles sem querer e o botão de volume é pequeno, o que dificulta um pouco na hora de aumentar ou diminuir o áudio. 

É claro que, como a tela gira, é possível se livrar dos esbarrões simplesmente virando o aparelho, mas essa posição é esquisita. Como o peso do tablet é concentrado na parte de baixo, quando o aparelho é virado a parte pesada fica em cima e faz peso para trás.

Configuração

A configuração do i-Style é a mais espartana possível. Os benchmarks usados pelo iG no teste (AnTuTu, Vellamo e Quadrant Standard) identificaram um processador de 1 GHz e um só núcleo e 390 MB de RAM disponíveis para aplicativos e sistema. Essa configuração foi suficiente para rodar bem aplicativos básicos, como navegador e jogos simples, como Angry Birds Space e Temple Run.

O iG também testou o tablet com os jogos Heroes Call e Eternity Warriors II, que exigem mais processamento. O Heroes Call rodou, porém com sérios "engasgos". Já o Eternity Warriors II não funcionou no aparelho. 

O i-Style também rodou vídeos Full HD sem problemas, embora a baixa resolução da tela prejudicasse um pouco a imagem. O iG testou vídeos com dois aplicativos, o Dice Player apresentou problemas para reproduzir os vídeos, mas com o MX Player os arquivos foram exibidos corretamente. 

Na parte de armazenamento, o tablet também economiza. São apenas 3 GB disponíveis, curiosamente divididos em dois módulos de memória (1 GB + 2 GB). Uma entrada microSD de até 32 GB para cartões de ,permite ampliar muito essa limitação. Mas, como as versões mais recentes do Android não permitem instalar aplicativos no cartão, o espaço extra acaba servindo basicamente para músicas e vídeos.

Nos benchmarks, o i-Style obteve 2.404 no Quadrant Standard. No benchmark Vellamo, foram 1.136 pontos no modo HTML5 e 314 no modo Metal. São valores de um tablet básico. Na área de conexões, ficamos apenas com Wi-Fi com recurso hotspot (compartilhamento de conexão) e USB On-The-Go. Esse recurso permite conectar periféricos como pen drives e modems 3G por meio de um cabo USB OTG (já incluído no aparelho).

Tela

Em suma, a tela do i-Style dá para o gasto. A resolução é baixa (764 x 480), valor comum em tablets básicos. A fidelidade das cores é razoável, mas o ângulo de visão é pequeno. Basta inclinar levemente o tablet para que imagem já fique difícil de enxergar.

A proporção mais alongada da tela (15,3 cm x 8,6 cm), também mais comum em tablets básicos, deixa as imagens um pouco "esticadas" em relação a tablets topo de linha, como o Nexus 7, iPad Mini ou Galaxy Note 8.0. Esse fator é notado principalmente na navegação na web.

Câmera e áudio

O problema da posição dos botões na parte inferior do aparelho também vale para a câmera. O i-Style tem apenas uma câmera, na parte da frente e usada para videoconferências. Ela também fica na parte de baixo do aparelho, no canto inferior direito.

Câmera do i-Style fica no canto inferior direito
André Cardozo/iG
Câmera do i-Style fica no canto inferior direito

É uma posição ruim porque é muito fácil bloquear a imagem da câmera com a mão sem querer, quando o tablet está na vertical. 

O áudio é possivelmente o maior ponto fraco do aparelho. A saída de áudio externa tem som de radinho de pilha, mas poucos tablets têm um áudio externo realmente de boa qualidade.

O pior mesmo é usar o áudio com a saída para fones de ouvido. O iG testou essa saída com vários arquivos de áudio de vídeo e o resultado foi sempre o mesmo. Som muito baixo, mesmo com volume no máximo, extremamente distorcido e com qualidade ruim, com agudos muito acentuados e médios e graves praticamente inaudíveis.

Na prática, isso quer dizer que em qualquer música a voz do cantor ficou muito baixa e com um efeito de eco muito esquisito. Em arquivos de vídeo, foi difícil acompanhar os diálogos entre os personagens.

Sistema e aplicativos

O i-Style roda a versão 4.1 do Android com poucas modificações em relação à versão pura do sistema. A mudança mais notável é um botão de captura de tela na parte inferior da tela, ao lado dos botões que são padrão no sistema (Voltar, Home e aplicativos abertos). A captura de tela é um recurso bastante útil e mais fabricantes poderiam pensar em incluir um botão com essa função, ou ao menos um modo de facilitar a captura de tela no Android.

Há poucos aplicativos fora do pacote básico do Google. Eles incluem o jogo Angry Birds e aplicativos do Facebook, Skype e Adobe Reader. Há ainda um aplicativo para limitar a atividade de crianças no tablet.

O fato de haver poucos aplicativos é nesse caso uma vantagem. Como o aparelho tem pouca memória, é bom que ele não venha com dezenas de aplicativos inúteis ou demos de jogos que só ocupam espaço e não podem ser desinstalados. 

Bateria

Nos testes do iG ,  a bateria do i-Style durou cerca de 4 horas com vídeo Full HD em tela cheia com Wi-Fi ligado e 5h30 em uso menos intenso, com navegação, uso de aplicativos e vídeos. São valores inferiores a outros tablets básicos, como o Positivo L700, e distantes de aparelhos de primeira linha, que podem passar de 10 horas ligados com uso moderado.

Outro fator que incomodou nos testes foi a demora para carregar a bateria. Nos testes, ela levou mais de quatro horas para ser carregada completamente, após ter sido esgotada.

Conclusão

O i-Style é uma opção interessante para quem considera o preço, e só. Ele roda bem aplicações básicas e jogos simples, mas a qualidade da tela e principalmente do áudio fica bem abaixo da encontrada em modelos intermediários.

Ficha técnica

DL i-Style

Preço: R$ 340
Configuração: Sistema Android 4.1, Tela de 7 polegadas e resolução de 764 x 480, processador de 1 GHz com um núcleo, 390 MB de RAM, 3 GB de armazenamento (+ entrada para cartão microSD), Wi-Fi com hotspot e USB OTG, câmera dianteira.
Dimensões (cm): 19,5 x 10,5 x 1,0.

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