Tamanho do texto

Lançamento do Windows 10 está marcado para o fim do mês

Substituto do Internet Explorer, o navegador Microsoft Edge possui um logotipo bastante similar ao do falecido IE
Divulgação
Substituto do Internet Explorer, o navegador Microsoft Edge possui um logotipo bastante similar ao do falecido IE

Há 15 dias do lançamento oficial do Windows 10, marcado para o dia 29 de julho, e diante da promessa de uma festa para fãs em São Paulo, a expectativa a respeito da novidade só aumenta. Depois de um Windows 8 não tão bem-sucedido assim, a Microsoft espera, com a nova versão do seu sistema operacional (e pulando o número nove) recuperar o prestígio da plataforma que sempre foi o carro-chefe da companhia e que ainda é, apesar dos percalços, a mais utilizada em PCs.

LEIA:  É o fim do Internet Explorer: Edge é o nome do novo navegador da Microsoft

Grande parte dos obstáculos do Windows 10 dizem respeito a se tornar de fato uma plataforma mobile, expandir para tablets, smartphones e o que mais vier por aí. Mas uma novidade, dentre as várias esperadas, chama a atenção: o Microsoft Edge, navegador que substituíra, finalmente, o Internet Explorer, browser que ao longo da última década perdeu sua liderança para concorrentes como Firefox, da Mozilla, e, mais recentemente, para o Chrome, do Google. Em uma conversa com o iG durante o Build, evento para programadores que ocorreu em São Paulo, Richard Chaves, diretor da Microsoft Brasil, pontuou as principais novidades do navegador e o que a empresa espera do Edge.

VÍDEO: Lucas Humenhuk, evangelista da Microsoft, mostra as novidades do Edge: 

Mais rápido, mais compatível e mais humilde

De acordo com Chaves, o objetivo da Microsoft é que o usuário encontre no Edge uma experiência similar a de outros navegadores e, principalmente, que não sinta necessidade de baixar outro browser assim que começar a usar o Windows 10. "Queremos que o consumidor use o Edge por escolha, não porque é obrigado. Eu estou bem feliz com a experiência", afirma o executivo, que reconheceu que a empresa errou no passado com o Internet Explorer e que agora é preciso ter certa humildade para reconquistar o usuário.

Essa necessidade de cativar o consumidor é uma das premissas por trás da decisão da Microsoft de ajudar os desenvolvedores a aproveitar o que já fizeram para os concorrentes. Um dos anúncios da Microsoft que mais impressionou foi o suporte a extensões de outros navegadores. Extensões são como aplicativos que melhoraram a experiência do usuário com o navegador, dando acesso direto a alguns serviços e programas. Ao tomar tal decisão, a Microsoft promete fazer sua parte na tentativa de impedir que o usuário de Windows 10 baixe outro navegador por essa razão. 

Segundo explicou o executivo, a ideia é que aquilo que os desenvolvedores criaram para outros browsers funcione no Edge, sem a necessidade de grandes adaptações. E que a Microsoft ajude nas mudanças. Por esse motivo também o Edge dá suporte à Java Script e HTML5, as linguagens de programação mais comuns na internet. É a Microsoft apostando na chamada interoperabilidade, isto é, a capacidade dos navegadores de terem características comuns que permitam aos desenvolvedores criarem site que rodem em todos da mesma forma.

Integração com assistente pessoal Cortana é uma das novidades do Edge
Reprodução
Integração com assistente pessoal Cortana é uma das novidades do Edge

Porém, nem tudo são flores. Chaves avisa que alguns sites desenvolvidos para Internet Explorer não vão funcionar no Edge, pois o legado é muito grande, e que por isso a Microsoft optou por trazer instalado no Windows 10 também o Internet Explorer 11, a última versão do navegador, agora zumbi.  Outra mudança é o foco na Windows Store: a busca de conteúdos e acessórios para o Edge também será centralizada na loja do sistema operacional. O investimento na Windows Store e, novamente, junto aos desenvolvedores, está sendo alto, garantiu o executivo.

Embora ainda não seja comprovado pelos nossos próprios olhos, e testes, a Microsoft afirma que o Edge será o navegador 64-bit mais rápido, inclusive que seus concorrentes, o que certamente é um bom argumento de convencimento, principalmente com o Chrome sendo acusando de utilizar muita memória RAM dos aparelhos.

Em testes feitos pela própria empresa, o Edge apareceu como 1,6 vezes mais rápido do que o Internet Explorer 11, de acordo com o benchmark Jet Stream, da Apple, e 2,25 vezes mais rápido que o IE 11, segundo o Octane 2.0, benchmark do Google. A performance do Edge em ambos os testes também foi superior ao Chrome e Firefox. Ambos os benchmarks testam a performance dos navegadores na leitura do JavaScript, código de programação presente em grande parte das páginas da web. 

Afora todo esse trabalho de bastidores para fazer do Edge um navegador atrativo, estão as novas funcionalidades, como a atualização automática, o modo leitura, a integração com a assistente de voz, Cortana, e a possibilidade de fazer anotações na tela. Segundo Chaves, ao mudar de navegador, a Microsoft espera deixar para trás as más experiências do usuário com o Internet Explorer, mas não abandonar totalmente o que aquele "E", agora com uma espécie de "topete", significa para os usuários de Windows: internet.