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06/10 - 18:01hs

O Mobo cresceu

Muito mais poderosos que a geração anterior, novos ultraportáteis da Positivo mantém a excelente autonomia de bateria, mas peso e preço sobem.

Rafael Rigues

Em maio deste ano a Positivo Informática foi a primeira empresa a lançar oficialmente no mercado nacional um subnotebook, ou “netbook” como a categoria é atualmente conhecida. Projetado para ser uma máquina pequena e barata, uma espécie de “segundo notebook” ou companheiro de viagens, o Mobo cumpria bem o que prometia e chamava a atenção principalmente pela longa duração da bateria, mais de quatro horas, e preço de apenas R$ 999, inédito em um portátil no mercado nacional na época.

Entretanto a máquina também atraiu algumas críticas, especialmente pelo hardware considerado “limitado demais” mesmo em um netbook. A principal reclamação era a ausência de um HD, substituído por apenas 2 GB de memória flash interna. Era o suficiente para o sistema operacional (o Windows XP), mas deixava pouco mais de 1 GB livres para novos programas e arquivos do usuário, pouco nessa era de MP3, vídeo digital e fotos de múltiplos megapixels.

Mas se o mundo da informática evolui a uma velocidade alucinante, o dos netbooks é ainda mais rápido. Cinco meses após o lançamento do primeiro Mobo, a Positivo Informática está colocando no mercado uma linha com nada menos que seis novos modelos do portátil. E como eles cresceram: o modelo que analisei, o Mobo White 1050, tem processador mais rápido, tela maior, duas vezes a quantidade de memória RAM e nada menos que 60 vezes mais espaço em disco que o original.

A aparência é a primeira grande diferença. Como diz o nome, os Mobo White tem um gabinete branco (na verdade um branco pérola), com teclado também branco. A cor faz com que eles pareçam mais finos e leves em relação ao modelo original, mas o peso é maior, 1.3 Kg. As dimensões também aumentaram (26 x 18 x 4.5 cm), mas por dois bons motivos: um monitor LCD de 10 polegadas, com resolução de 1024 x 600 pixels, e um teclado com teclas bem maiores, que torna a digitação muito mais confortável.

O cérebro da máquina é o novo processador Intel Atom N270 de 1.6 GHz, desenvolvido especialmente para máquinas ultraportáteis. Suas principais características são o baixo consumo de energia (mais sobre isso adiante) e a pouca geração de calor, que é um aspecto muito visível da máquina. Mesmo após horas de uso ela praticamente não esquenta. Até mesmo o ar na saída de ventilação, à esquerda, sai no máximo “morninho”.

O micro também tem 1 GB de RAM, um generoso HD de 120 GB, leitor de cartões SD (ótimo pra descarregar as fotos da câmera), webcam com resolução VGA (640 x 480 pixels) logo acima do monitor, três portas USB 2.0 para conexão de periféricos e interfaces Wi-Fi (802.11 b e g) e Ethernet (10/100 Mb/s). Não há modem, interface Bluetooth (embora haja um LED para isso no gabinete) e, como em todo netbook, também não há leitor ou gravador de CDs e DVDs.

Uma pequena falha é a ausência, na parte de baixo da máquina, de uma “porta” para acesso fácil aos pentes de memória, para expansão. Para isso, é necessário remover nove parafusos e retirar a tampa inferior inteira, o que pode invalidar a garantia.

Ultrapassado este obstáculo, é possível equipar o Mobo White 1050 com até 1.5 GB de RAM, trocando o pente de 512 MB por um modelo de 1 GB (somado aos 512 MB soldados na placa). Embora não seja um procedimento “comum”, a expansão de memória é uma forma rápida, e relativamente barata, de aumentar o desempenho da máquina, e tem seus adeptos.

A Positivo entrega o Mobo White 1050 com o Windows XP Home SP3, antivírus Kaspersky (com atualização grátis por um ano), conjunto de aplicativos de escritório BrOffice.org (compatível com o Microsoft Office), leitor de documentos Acrobat Reader e um ano de acesso gratuito ao dicionário Aurélio online, basicamente tudo o que o usuário precisa para começar a usar a máquina. A inclusão do anti-vírus, em especial, é muito bem-vinda, já que ele não fazia parte do pacote no primeiro Mobo e é uma necessidade absoluta nos dias de hoje.

Do ponto de vista do desempenho, o novo Mobo é muito mais “esperto” que seu antecessor. Mesmo programas mais pesados, como o BrOffice.org, abrem rapidamente e rodam sem problemas, e ele aguentou multi-tarefa, com navegador, editor de textos, programa de mensagens instantâneas e media player abertos ao mesmo tempo, sem reclamar. A maior quantidade de memória (1 GB, contra os 512 MB do modelo original) é um dos fatores cruciais para o bom desempenho nesta situação.

Já o processador mais rápido ajuda na multimídia: toquei vídeo com resolução de DVD (720 x 480 pixels), em tela cheia, sem engasgos. Falando na tela, ela tem cor e contraste ótimos, sem os pretos “lavados” típicos de um monitor LCD, além de um bom ângulo de visão, o que permite usar o micro como “media player” em uma viagem se você converter antes seus filmes e séries para um formato como o DiVX (já que o Mobo White não tem leitor de DVDs);

A autonomia de bateria também agradou bastante. A bateria em si é um modelo estendido, com seis células, que é maior que uma bateria comum e levanta a traseira da máquina da mesa em cerca de um centímetro. Isso acaba sendo bom, já que facilita a circulação de ar na parte de baixo (reduzindo o calor) e deixa o teclado em posição um pouco mais confortável para a digitação.

Em vez das seis horas de autonomia estimadas pelo fabricante, o Windows apontava cinco horas no total com uma carga completa da bateria. Na prática, consegui 4 horas e cinquenta minutos em uso típico, nada mal. Como sempre, a autonomia varia conforme a forma como a máquina está sendo usada. Se houver acesso intenso ao disco, ela vai durar menos. Se você ficar só navegando na internet, pode durar mais.

Testamos também a compatibilidade do aparelho com outros sistemas operacionais, como o Linux. A máquina funcionou bem com uma das versões mais populares, o Ubuntu 8.04.1: quase todos os componentes foram reconhecidos e configurados automaticamente, e a máquina apresentou ótimo desempenho sob o novo sistema. A única exceção ficou por conta da placa de rede sem fio, que teve de ser configurada manualmente. Entretanto, o processo todo não demorou mais de 5 minutos, seguindo instruções encontradas facilmente na internet.

No geral, se você não para em casa, ou no trabalho, e precisa de um portátil para acompanhar seu ritmo, o Mobo White 1050 é uma ótima opção. Ele é pequeno o suficiente para caber em uma bolsa estilo “carteiro” ou mochila sem chamar a atenção, tem desempenho de sobra para o trivial da informática e a bateria tem ótima autonomia.

É verdade que já é possível encontrar notebooks “completos” de outros fabricantes por preços similares, mas os fatores a levar em conta no Mobo são a portabilidade (especialmente o peso) e a autonomia de bateria, só igualados em portáteis tradicionais muito mais caros.

O Mobo White 1050 chega ao mercado nacional na segunda quinzena de outubro, com preço sugerido de R$ 1.400, e vem acompanhado de adaptador de força e uma maleta branca em couro sintético para transporte.

Serviço
Produto:
Mobo White 1050
Fabricante: Positivo Informática
Preço: R$ 1.400,00
Prós: Pequeno e leve, bom desempenho, longa autonomia de bateria
Contras: Não tem bluetooth, expansão de memória mais difícil do que deveria ser


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Rafael Rigues

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A bateria estendida levanta a traseira da máquina da mesa em cerca de um centímetro

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