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22/09 - 18:15hs

Samsung Jét: poderoso e fácil de usar
Ágil, celular da Samsung é recheado de recursos de primeira e faz bom uso da tela de toque

Rafael Rigues

Logo após o lançamento do iPhone, inúmeros fabricantes se apressaram em colocar no mercado telefones celulares equipados com tela sensível ao toque. Infelizmente, a maioria destes estava apenas tentando pegar carona na onda do aparelho da Apple, copiando a "forma" mas não a função. O resultado eram interfaces confusas, que não tiravam proveito da tela e ainda faziam o usuário passar raiva.

Felizmente o mais novo aparelho da Samsung, o Jét (com acento agudo mesmo), não é um destes. Equipado com uma tela sensível ao toque de 3.1 polegadas e um acabamento belíssimo, ele não só é lotado de recursos como estes são muito fáceis de usar, deixando pouco a desejar em comparação ao cobiçado smartphone da maçã.

Na embalagem, além do aparelho a Samsung inclui carregador, cabo USB, fones de ouvido e um cartão miniSD de 8 GB. Embora o Samsung Jét tenha saída para TV, o cabo necessário não está incluso. Mas é o mesmo cabo usado nos aparelhos Nokia, fácil de encontrar.

Vamos começar pelo design: a frente em preto é dominada pela tela, com apenas três botões abaixo dela. A traseira tem um belo efeito de "linhas" avermelhadas, que ficam mais ou menos visíveis de acordo com a iluminação. Pequeno (10,8 x 5,35 cm), fino (1,1 cm de espessura) e leve (pesa apenas 110 gramas), ele cabe bem na mão, e não faz volume no bolso.

Com tecnologia AMOLED (LED Orgânico), a tela tem cor e brilho excepcionais, muito superiores a telas LCD como as de outros aparelhos, com visibilidade perfeita sob todos os ângulos. É excepcionalmente boa para assistir vídeos: o Jét toca arquivos DiVX, um dos formatos de vídeo digital mais populares na internet.

A interface gráfica, batizada de "TouchWiz", foi projetada para ser operada com os dedos (nada de canetinhas para perder, oba!). A tela inicial (são três, na verdade) pode ser personalizada com "widgets" que dão acesso rápido a informações como a previsão do tempo ou funções do aparelho como a câmera ou MP3 Player.

Há uma outra interface, com um "cubo" em 3D onde cada face dá acesso a uma função diferente, como no LG Arena. Entretanto, creio que ela é mais para "mostrar" o aparelho, e no dia a dia os tradicionais painéis com ícones são uma solução mais prática. Praticamente todos os aplicativos, da câmera ao navegador web, tiram proveito de toques ou gestos na tela. Quando necessário, um teclado virtual permite digitar facilmente números e texto, e funciona muito bem.

A Samsung se gaba de que o Jét é o "celular mais rápido do mundo", equipado com um processador de 800 MHz. O fato é que, em um celular, na maioria dos casos a "velocidade" não importa, a não ser que ele seja lento demais. No Jét os 800 Mhz se traduzem em agilidade: resposta imediata aos comandos, seja para tirar uma foto (sem aquela pausa de alguns segundos logo depois, enquanto o aparelho processa a imagem) ou redimensionar uma página web cheia de imagens. Você não vai dizer "minha nossa, como é rápido!", mas vai ficar mais do que satisfeito com o desempenho.

O navegador web é bastante completo, e mostra as páginas como seriam vistas num PC desktop, inclusive com animações e vídeos em flash. E possível navegar em múltiplos sites simultâneamente, fazer downloads, postar em redes sociais e muito mais. O aparelho tem conexão Wi-Fi ou 3G, então a velocidade de navegação não é problema. E o utilitário SharePix permite postar automaticamente vídeos e fotos para diversos sites e comunidades na internet, direto do aparelho.

O software de navegação é o Route 66. O GPS integrado demorou quase dois minutos para achar minha posição, e para piorar o software indicou o local errado, insistindo em dizer que estava em uma rua paralela ao meu local atual. Mas mostrou pontos de interesse (como restaurantes, bancos e escolas) na região. O Google Maps é uma alternativa mais precisa, mas requer o download dos mapas "sob demanda", o que pode acarretar cobrança de sua operadora por tráfego de dados.

A câmera tem 5 MP com "flash" dual-LED. Coloco entre aspas porque não é um flash, na verdade são dois LEDs brancos ultra-brilhantes que funcionam mais como um farolete: ficam acesos por alguns segundos a cada foto tirada. O problema é que eles são fortes demais e "lavam" completamente qualquer objeto a menos de 1 metro da lente. Parece comercial de sabão em pó: "suas fotos nunca foram tão brancas!".

Em compensação, as fotos à luz do dia são boas, com cores vivas, bastante nitidez e pouco ruído. Como o foco é automático, fica fácil tirar boas fotos em close extremo (macro). O Jét faz automaticamente fotos panorâmicas de bom tamanho (com 890 pixels de altura), basta enquadrar e clicar, mas notei alguns problemas na "costura" entre as imagens. Os vídeos chegam à resolução de 720 x 480 pixels, a mesma de um DVD. Assim como as fotos, são melhores à luz do dia.

O Jét se sai muito bem como MP3 Player. Há uma saída para fones de ouvido padrão de 3.5 mm, e o software tem quase todos os recursos que você pode desejar: só notei a falta de uma opção de reprodução aleatória (random ou "shuffle"). A qualidade sonora é ótima, e há vários perfis de equalização para adequar o som ao gosto do usuário. Depois quase 7 horas de reprodução de música ininterrupta a bateria ainda tinha cerca de 50% da carga, estimo que a autonomia seja de 12 horas de música.

Uma boa surpresa foi na parte de telefonia: o Jét conseguiu um sinal forte em locais (como estações de metrô) onde outros aparelhos como um Nokia N95 ou Motorola A1200 ficam "mudos". O som é alto e claro, e durante uma chamada a tela mostra opções úteis como ativar o viva-voz ou transformar uma chamada de voz em chamada de vídeo.

Claro, o Jet tem suas excentricidades. Por exemplo, é impossível ativar o modo USB (para transferência de arquivos para o micro) se o Bluetooth estiver ativado. A câmera não funciona se o navegador estiver aberto, e em poucos casos o sistema de auto-foco da câmera não entrou em ação. Mas são detalhes que, em geral, não atrapalham a experiência do usuário.

Em comparação ao aparelho da Apple, o Jét só perde na versatilidade: o iPhone tem uma API (interface de programação) aberta, um sistema de distribuição de software (a App Store) centralizado e ampla exposição na mídia, o que atrai programadores como formigas são atraídas pelo açúcar e resulta em milhares de aplicativos. O Jét aceita programas em Java, mas dificilmente atingirá a mesma popularidade, o que limita as possibilidades de "expansão" dos recursos via software.

Software à parte, o Samsung Jét é um dos melhores smartphones "full touch" atualmente disponíveis no mercado nacional. Ágil, cheio de recursos e muito fácil de usar, ele é capaz de agradar mesmo aos mais exigentes fãs da convergência digital.

Serviço
Nome:
Samsung Jét
Fabricante: Samsung
Preço: R$ 1.599 (sugerido pelo fabricante, sem subsídios da operadora)
Prós: belo design, ágil, boa câmera, fácil de usar
Contras: poucos aplicativos em comparação a smartphones com Windows Mobile ou Symbian OS, software de navegação lento e impreciso


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Rafael Rigues

Com design atraente, Samsung Jét tem tela sensível ao toque, é fácil de usar e esbanja recursos

Samsung Jét Ágil, celular esbanja recursos e tem tela sensível ao toque

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Com design atraente, Samsung Jét tem tela sensível ao toque, é fácil de usar e esbanja recursos

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