iG - Internet Group

iBest

brTurbo

NotíciasÚltimo Segundo

16/07 - 12:26hs

Droid X tem sistema de autodestruição em casos de modificações não autorizadas

Medida leonina irrita comunidade de desenvolvedores.

Geek

Por Matheus Gonçalves

Um subsistema do Android nativo em aparelhos Droid X, da Motorola, vendidos pela empresa de telefonia Verizon, nos EUA, é capaz de inutilizar o gadget ao verificar que outro sistema operacional foi instalado.

Segundo o site MobileCrunch, o hardware do telefone contém a tecnologia eFuse, originalmente inventada pela IBM, que é tem como principal função a reprogramação em tempo real de chips eletrônicos.

Como dito no fórum My Droid World, o eFuse do Droid X foi codificado para buscar ou receber informações do gerenciador de inicialização do aparelho.

O eFuse espera que algumas informações sejam enviada por esse gerenciador, como dados da firmware, especificações do kernel e versão do bootloader. Se os dados estiverem corretos, o processo de inicialização continua.

Caso contrário, o eFuse recebe um comando para “queimar o fusível”. Na verdade ele grava informações no firmware que corrompem o processo de load do Android.

Essa situação acontecerá sempre que pelo menos um dos três itens citados acima tenha sido adulterado.

Para tornar o telefone utilizável novamente, exige-se uma correção de hardware que, ao que tudo indica, só pode ser feito na Motorola, a pedido da Verizon.

Isso é o equivalente a impedir que o proprietário de um Mac Book tenha seu computador inutilizado caso seja instalado um segundo sistema operacional em dual boot.

Esse tipo de posição da Verizon e Motorola vai contra várias propostas de um manifesto aceito pela comunidade de desenvolvedores de software embarcado, publicado pelo site CrunchGear e amplamente discutido em fóruns online de programadores do sistema Android.

No documento, entre outras coisas, defende-se a idéia de que uma vez que o cliente comprou o aparelho, é de seu direito instalar quaisquer softwares que lhe forem convenientes.

De acordo com o manifesto, a falta dessa liberdade, quando feita de forma imposta, caracterizaria sabotagem por parte do fabricante.

Devin Coldewey, responsável pela nota do MobileCrunch, ponderou que de fato poucos usuários vão efetivamente passar por esse problema, uma vez que apenas uma fatia mínima de seus usuários também desenvolvem para a plataforma.

Todavia, o Android foi fundamentado na idéia de abertura e se desenvolveu por causa disso. Alegar que essas decisões visam proteger o hardware da Motorola, mesmo em aparelhos que já estão nas mãos de seus consumidores, contrasta demais com os objetivos originais da plataforma de código aberto da Google.


? Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG


Contador de notícias