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07/12 - 17:21hs

Pesquisadores utilizam vírus para melhorar eficiência de baterias
O vírus é ruim para o tabaco mas bom para o seu iPod

Geek


Um vírus que ataca diferentes plantações está sendo utilizado por pesquisadores americanos para aumentar o rendimento das baterias de íons de lítio, as preferidas pela indústria eletro-eletrônica por sua durabilidade.

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Segundo conta o site Gizmag, o vírus Tobacco mosaic (TMV) foi o primeiro descoberto pelo homem, em 1898, sendo responsável pela devastação de plantações de tomate, tabaco e pimentas. Mas hoje, mais de 100 anos depois, pesquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, conseguiram utilizar suas características de biológicas para melhorar o rendimento das baterias de lítio.

Aproveitando o formato de bacilo do TMV e de sua propriedade de se unir a metais, os pesquisadores fizeram com que ele se ligasse perpendicularmente aos eletrodos da bateria, formando um dispositivo mais leve e compacto. Um filme foi utilizado para envolver a estrutura e coletar a energia elétrica produzida.

Os eletrodos modificados possuem uma superfície de contato muito maior, produzindo baterias com velocidades muito superiores de carga e descarga, além de aumentar em até 10 vezes a sua capacidade. Reza Ghodssi, diretor do Instituto de Pesquisas de Sistemas e professor na Universidade de Maryland, acredita que a invenção irá ajudar não somente os dispositivos eletrônicos já existentes, mas também muitos que ainda têm seu desenvolvimento atravancado por questões relacionadas a suas baterias.

Ghodssi conta que a tecnologia do TMV pode ainda ser utilizada em outras áreas. Outro projeto de seu laboratório pesquisa a utilização da capacidade do vírus de se ligar seletivamente a TNT, para o desenvolvimento de dispositivos de detecção de explosivos.

Felizmente, os agricultores podem ficar despreocupados, garantem os cientistas. Quando os vírus são manipulados em laboratório, eles se tornam inertes, impedindo que eles se espalhem e possam causar danos às plantações.

Apesar de seu uso em larga escala em gadgets e de serem superiores às suas antecessoras de hidreto metálico e de níquel-cádmio, as atuais baterias de íons de lítio ainda têm limitações, e sua vida útil é bastante reduzida quando são exauridas muitas vezes (como é o caso de dispositivos móveis como celulares e o iPod). Tentativas de aumentar a vida útil e a capacidade desses dispositivos são comuns.

Mesmo as pesquisas para o uso de vírus no intuito aumentar a capacidade e a vida útil das baterias não é novo. Desde 2003 a empresa Cambrios Technology, em conjunto com o MIT, nos EUA, desenvolve uma tecnologia parecida. Nenhuma chegou ao mercado ainda.

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