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18/02 - 10:00hs

Mobile World Congress: Celulares de 2020 devem ter tela flexível

Em painel realizado durante o evento, Nokia, Sony Ericsson e RIM mostram conceitos dos aparelhos do futuro

Claudia Tozetto, enviada a Barcelona

Usando vídeos futuristas, Nokia, Sony Ericsson e Research in Motion (RIM) mostraram aos participantes do Mobile World Congress 2011, evento que terminou ontem (17) em Barcelona (Espanha), como serão os aparelhos celulares em 2020. Aplicativos baseados em web, velocidades de conexão 10 vezes maiores do que as atuais e displays flexíveis estão entre os recursos apontados com tendência para os próximos anos.

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Green, da Nokia, quer usar nanotecnologia em novos smartphones

Rich Green, diretor de tecnologia da Nokia, mostrou um desenho animado que mostra os resultados das pesquisas com nanotecnologia, ciência que estuda as moléculas que compõem os materiais. No Centro de Pesquisas da Nokia, na Suécia, eles desenvolveram o conceito do Morph, um celular que, além de ter superfície flexível e que imita cores de roupas, poderá usar compostos biológicos para situar o usuário no ambiente em que vive. "Os aplicativos desse aparelho agirão por antecipação e poderão sugerir o que é preciso fazer a seguir", diz Green.

Veja um vídeo do Nokia Morph

Apesar de acreditar que os dispositivos móveis serão cada vez mais poderosos, Jan Uddenfeldt, diretor de tecnologia da Sony Ericsson, alerta que a indústria terá que superar desafios como a duração das baterias para viabilizar esses novos aparelhos. "Teremos aparelhos cada vez mais rápidos e todos os dispositivos estarão conectados à rede em velocidades superiores a 10 vezes o que temos hoje", disse ele, ao se referir a tecnologia de redes celulares Long Term Evolution (LTE), que já está sendo implementadas por operadoras de alguns países.

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Uddenfeldt, da Sony Ericsson: ainda existem limitações que devem ser superadas para criar celulares do futuro

Outro problema, lembra Uddenfeldt, é a privacidade dos usuários, que diminuirá conforme os aplicativos e suas bases de dados estiverem armazenadas na nuvem. Além dos celulares, outros dispostivos do também estarão conectados à internet, como TV, câmera fotográfica e computador. "Tudo será questão de usar a tela mais apropriada para determinada atividade", diz Uddenfeldt.

Hampus Jackobsson, co-fundador da TAT, empresa que desenvolve interfaces de usuário e que foi adquirida pela RIM em dezembro de 2010, concorda com a multiplicidade de telas que os usuários terão à sua disposição. Tudo poderá ser um display de conteúdo no futuro, como espelhos, monitores, telas flexíveis, mesas.

Uma consequência desse aumento da quantidade de telas, segundo o pesquisador, é que próprios usuários tenderão a limitar a quantidade de telas usadas diariamente. "Teremos que repensar esse desejo de ter cada vez mais recursos à disposição", diz Jackobsson. Caso contrário, com o passar dos anos, os usuários poderão ter até oito dispositivos, para organizar todas as informações com que lidam no dia a dia, disse o especialista.


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