<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"><channel><lastBuildDate>Fri, 06 Nov 2026 07:19:08 +0000</lastBuildDate><title>Tecnologia - Notícias, Análises, Dicas e Especiais - iG</title><description>Acompanhe as últimas notícias sobre tecnologia no iG além de análises, dicas e especiais sobre internet, smartphones, computadores, tablets e muito mais.
</description><link>https://tecnologia.ig.com.br</link><atom:link href="https://tecnologia.ig.com.br/rss/v1/feed" rel="self" type="application/rss+xml" /><item><guid isPermaLink="false">6aecd3d13251e814115765d9</guid><pubDate>Thu, 05 Nov 2026 19:18:40 +0000</pubDate><title>Windows 11 joga seus arquivos na nuvem sem avisar; saiba desligar</title><description>Backup do OneDrive vem ligado de fábrica, pode lotar os 5 GB grátis e deixar o PC lento; o desligamento exige um cuidado</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/3i/25/5f/3i255f54sxui2yl3yfirzg9pz.jpg"><figcaption>Backup de pastas do OneDrive vem ativado no Windows 11 e envia Documentos, Imagens e Área de Trabalho para a nuvem<span class="copyright">Foto: Imagem gerada por IA </span></figcaption></figure><p>Se você instalou ou configurou o <strong>Windows 11</strong> recentemente com uma conta da <strong>Microsoft</strong>, é bem provável que suas pastas <strong>Área de Trabalho, Documentos e Imagens</strong> já não estejam só no seu computador. Desde a <strong>versão 25H2</strong>, o sistema ativa sozinho o <strong>backup</strong> de pastas do <strong>OneDrive</strong>, serviço de armazenamento em nuvem da <strong>Microsoft</strong>, sem pedir permissão ao usuário. O recurso pode lotar rapidamente o espaço gratuito da conta, deixar o <strong>PC mais lento</strong> e expor suas fotos a ferramentas de reconhecimento de rosto, segundo o <strong>site americano How-To Geek</strong>.</p><p>O <strong>backup</strong> tem utilidade, mas quem não usa pode desligá-lo em poucos cliques. Só é preciso atenção em uma das etapas para não perder arquivos.</p><h2>O que o Windows 11 faz com as suas pastas</h2><p>Com o<strong> backup ligado</strong>, o <strong>Windows</strong> move as pastas <strong>Área de Trabalho, Documentos e Imagens</strong> para dentro da pasta do<strong> OneDrive</strong>. A partir daí, tudo o que você salva nelas é enviado automaticamente para a nuvem e sincronizado com outros aparelhos ligados à mesma conta.</p><p>A <strong>Microsoft</strong> apresenta a função como uma forma de proteção: se o computador quebrar ou for perdido, os arquivos continuam salvos. O problema é que muita gente nem sabe que o recurso está ativo.</p><h2>Como saber se o backup está ligado no seu PC</h2><p>O teste leva segundos:</p><p>* Clique com o botão direito na pasta <strong>Documentos</strong> e escolha <strong>Propriedades</strong>; * Na aba <strong>Geral</strong>, veja o campo <strong>Local</strong>.</p><p>Se o endereço mostrar <strong>"OneDrive"</strong>, o <strong>backup</strong> está ligado para aquela pasta. Repita o teste com a <strong>Área de Trabalho e as Imagens</strong>.</p><h2>Por que o backup do OneDrive pode ser um problema</h2><p><strong>* Espaço:</strong> o plano gratuito do <strong>OneDrive</strong> oferece só 5 GB, que acabam rápido com fotos e vídeos. Para ter mais, é preciso assinar o <strong>Microsoft 365</strong>, com planos d<strong>e 100 GB ou 1 TB</strong>. Para o <strong>How-To Geek</strong>, deixar o recurso ligado de fábrica é uma forma de incentivar a assinatura.</p><p><strong>* Desempenho:</strong> a sincronização constante consome recursos do computador. Em 2025, a própria <strong>Microsoft</strong> incluiu <strong>"pausar o OneDrive"</strong> em uma lista de dicas para acelerar um <strong>PC lento</strong>, segundo o site<strong> Neowin</strong>. A dica, porém, sumiu da versão atual do guia, sem explicação da empresa.</p><p><strong>* Privacidade:</strong> em julho, um novo aplicativo <strong>OneDrive Fotos</strong> chegou ao <strong>Windows 11</strong> com um recurso que agrupa as imagens pelos rostos das pessoas. Para isso, a <strong>Microsoft</strong> coleta e armazena dados biométricos, ou seja, informações sobre os traços do rosto. A empresa afirma que a função só analisa fotos guardadas no <strong>OneDrive</strong>, e não no computador. Mas, com o <strong>backup ligado</strong>, as fotos da pasta <strong>Imagens</strong> vão justamente para o <strong>OneDrive</strong>.</p><p>A Microsoft diz que não usa esses dados para treinar seus modelos de <strong>inteligência artificial</strong> e que os apaga em até 30 dias após o usuário desativar o recurso.</p><h2>Como desligar o backup do OneDrive sem perder arquivos</h2><p>Antes de começar, procure arquivos que estejam só na nuvem dentro dessas pastas, marcados com o ícone de uma nuvem. Clique com o botão direito neles e escolha Sempre manter neste dispositivo. Sem isso, o OneDrive não consegue trazê-los de volta ao computador.</p><p>Depois, siga o passo a passo:</p><p>1 - Clique no ícone de nuvem do OneDrive, no canto inferior direito da tela, perto do relógio; 2 - Clique na engrenagem (Ajuda e Configurações) e escolha Configurações; 3 - Abra a aba Sincronização e backup e clique em Gerenciar backup; 4 - Desligue a chave ao lado de Documentos, Imagens ou Área de Trabalho; 5 - Quando o OneDrive perguntar onde guardar os arquivos, escolha Somente no meu PC e clique em Continuar; 6 - Repita o processo para as outras pastas.</p><p>Atenção à etapa 5. A opção que aparece marcada por padrão é<strong> Somente no OneDrive</strong>, que, segundo a própria<strong> Microsoft</strong>, apaga os arquivos do computador e os mantém apenas na nuvem.</p><p>Esse procedimento desliga só o <strong>backup</strong> de pastas. O<strong> OneDrive</strong> continua instalado e pode ser desvinculado da conta ou impedido de abrir junto com o <strong>Windows</strong>, para quem quiser ir além.</p><h2>Outro recurso ligado por padrão pode pesar em PCs antigos</h2><p>O <strong>OneDrive</strong> não é o único recurso que a <strong>Microsoft</strong> decidiu ativar por conta própria. A empresa anunciou, em setembro, que uma atualização do <strong>Windows 11</strong> prevista para outubro ligaria automaticamente a Integridade da memória em todos os computadores compatíveis, segundo o site <strong>PCMag</strong>.</p><p class="      ">A função é de segurança e impede que vírus e programas maliciosos invadam partes importantes do sistema. Em <strong>PCs modernos</strong>, o impacto é quase imperceptível. Mas, em máquinas com processadores mais antigos, como <strong>Intel</strong> anteriores a 2016 e <strong>AMD</strong> anteriores a 2019, ela pode deixar o computador mais lento, principalmente em jogos.</p><p>Para conferir, abra Segurança do Windows, entre em Segurança do dispositivo e clique em Detalhes do isolamento de núcleo. Os especialistas recomendam manter a proteção ligada e só desligá-la se o computador ficar realmente lento, já que ela reforça a segurança do sistema.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-11-05/windows-11-joga-seus-arquivos-na-nuvem-sem-avisar--saiba-desligar.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Imagem gerada por IA </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>PC LENTO, Windows 11, OneDrive, backup de pastas, armazenamento em nuvem, privacidade</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aecbbc179a064572ec13f24</guid><pubDate>Thu, 05 Nov 2026 17:38:22 +0000</pubDate><title>Ataque hacker a mercados pode chegar ao Brasil? Entenda o risco</title><description>Nova onda atingiu lojas em 7 países europeus; redes brasileiras usam sistemas parecidos e simulação aponta perda de R$ 20 milhões</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/3c/50/9m/3c509m2hoiz4ugdpbh8xf8v4m.jpg"><figcaption>Redes brasileiras usam sistemas de refrigeração semelhantes aos atacados em supermercados europeus<span class="copyright">Foto: Imagem gerada por IA </span></figcaption></figure><p>Uma nova onda de <strong>ataques hacker a supermercados</strong> atingiu lojas em pelo menos <strong>sete países europeus</strong> na segunda-feira (2), <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-29/ataque-hacker-esquenta-geladeiras-de-mercados-a-50c-na-franca.html">um mês depois de criminosos esquentarem geladeiras e freezers de centenas de mercados na <strong>França</strong></a>. A repetição levantou uma dúvida inevitável: isso pode acontecer no <strong>Brasil</strong>? </p><p>Para <strong>Sami Diba, CEO da Neo Estech,</strong> empresa que monitora equipamentos de refrigeração em supermercados, o risco existe, porque as <strong>redes brasileiras</strong> usam tecnologias semelhantes às atacadas na <strong>Europa</strong>. A boa notícia, segundo ele, é que a proteção é simples.</p><p>"O ponto principal é que não precisamos esperar o primeiro ataque para começar a agir", afirma.</p><h2>O que aconteceu na Europa</h2><p>Em <strong>outubro, hackers</strong> invadiram os <strong>painéis que controlam a refrigeração de supermercados franceses</strong> e <strong>elevaram a temperatura</strong> de geladeiras e freezers para até <strong>50°C</strong> durante a noite. Segundo o governo da<strong> França</strong>, cerca de <strong>700 lojas</strong> foram atingidas e os alimentos tiveram de ser descartados.</p><p>Na nova onda, os ataques chegaram a redes da <strong>Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Irlanda, Suécia, Finlândia e Estônia</strong>, como <strong>Carrefour, Delhaize, Coop e SuperValu</strong>. Parte dos equipamentos usa sistemas da dinamarquesa <strong>Danfoss</strong>, a mesma dos casos franceses. Ninguém assumiu a autoria e o <strong>comissário europeu de Agricultura, Christophe Hansen</strong>, classificou os ataques como uma "tentativa deliberada" de afetar o abastecimento de alimentos.</p><h2>Ataque hacker a supermercados pode chegar ao Brasil?</h2><p>Segundo <strong>Diba</strong>, a segunda onda mostra que o problema não se limita a um país ou a uma rede. "O risco existe no Brasil porque utilizamos tecnologias semelhantes às encontradas na <strong>Europa</strong>, muitas vezes com arquiteturas de conectividade implementadas há vários anos, sem proteção adequada", diz.</p><p>Isso não quer dizer que um ataque aqui seja iminente. Para o especialista, a nova onda aumenta a urgência da prevenção, mas não necessariamente a probabilidade de um ataque no país na mesma proporção. Ele afirma não ter conhecimento de casos confirmados no <strong>Brasil</strong> com as mesmas características, embora tentativas menores possam ter ocorrido.</p><h2>Que sistemas os supermercados brasileiros usam</h2><p>Fabricantes internacionais como <strong>Danfoss, Copeland/Dixell e Carel</strong> têm presença importante no <strong>mercado brasileiro</strong> de refrigeração comercial. Seus sistemas controlam câmaras frias, expositores e as centrais que mantêm os alimentos na temperatura certa.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ah/g6/3s/ahg63s1rmgogxk6awltsc4a6d.jpg"><figcaption>Para Sami Diba, da Neo Estech, os supermercados não precisam esperar o primeiro ataque para começar a agir<span class="copyright">Foto: Divulgação </span></figcaption></figure><p>O problema, segundo <strong>Diba</strong>, não está na marca. Ele surge da combinação de equipamentos antigos, programas desatualizados e acesso remoto sem proteção. Na <strong>Europa</strong>, os ataques miraram justamente aparelhos com acesso aberto na <strong>internet</strong>. "Dispositivos com proteção privada, conhecida como VPN, não foram atacados", afirma. A VPN funciona como um túnel protegido, que só deixa entrar quem tem autorização.</p><h2>Por que um ataque simples causa tanto estrago</h2><p>Especialistas europeus disseram que o ataque não foi sofisticado. Segundo <strong>Diba</strong>, os invasores aproveitaram falhas básicas, como painéis ligados a modems comuns, sem nenhuma proteção extra.</p><p>O estrago é grande porque esses painéis controlam o funcionamento físico dos equipamentos. Eles regulam a temperatura e o degelo, processo normal em que a geladeira esquenta um pouco para derreter o gelo acumulado. Se alguém acionar o degelo fora de hora ou por tempo demais, os produtos aquecem. </p><p>"Imagine isso acontecendo durante a madrugada, em dezenas de supermercados simultaneamente, sem supervisão humana", diz o especialista.</p><h2>Quanto custaria um ataque no Brasil</h2><p>Em uma simulação feita a pedido do <strong>iG</strong>, <strong>Diba</strong> considerou um ataque a <strong>100 supermercados ao mesmo tempo</strong>. Com perdas de <strong>R$ 200 mil</strong> em mercadorias por loja, o <strong>prejuízo direto chegaria a R$ 20 milhões</strong>. A conta não inclui vendas perdidas, descarte, manutenção de emergência e reposição dos produtos.</p><p>Em um cenário mais grave, com centenas de lojas, o prejuízo poderia chegar a dezenas ou centenas de milhões de reais. E tudo isso em poucas horas: dependendo da temperatura atingida, não basta religar a refrigeração, porque os alimentos precisam passar por avaliação de segurança alimentar.</p><h2>A inteligência artificial facilita esse tipo de ataque?</h2><p>Pode facilitar, segundo o especialista. Ferramentas automatizadas ajudam a encontrar equipamentos expostos na <strong>internet</strong>, analisar falhas conhecidas e criar programas para explorá-las, o que reduz o conhecimento técnico necessário.</p><p>Mas <strong>Diba</strong> faz uma ressalva: não há confirmação de que a IA tenha sido usada nos ataques europeus. Muitas das falhas são antigas e podem ser exploradas com ferramentas que existem há anos. </p><h2>Como os supermercados podem se proteger</h2><p>Segundo o especialista, as medidas são simples e já fazem parte das boas práticas de segurança:</p><p>* Tirar os painéis da internet aberta, para que não possam ser encontrados por qualquer pessoa; * Usar VPN ou redes protegidas para o acesso remoto da manutenção; * Atualizar o firmware, o programa interno dos equipamentos; * Controlar senhas e permissões de quem acessa os sistemas; * Monitorar os equipamentos em tempo real, para detectar temperaturas fora do padrão em minutos.</p><h2>E a sua casa?</h2><p>O princípio vale para aparelhos conectados em casa, como câmeras, fechaduras e geladeiras inteligentes, embora os riscos sejam diferentes. Uma câmera invadida pode expor imagens privadas e uma fechadura vulnerável pode comprometer o acesso à casa.</p><p class="    ">Para <strong>Diba,</strong> isso não é motivo para abandonar a tecnologia. "Usamos aplicativos bancários todos os dias, mesmo sabendo que existem fraudes digitais. A solução não é voltar a utilizar apenas dinheiro em espécie, mas adotar mecanismos de segurança", compara. </p><p>A receita é a mesma: manter os aparelhos atualizados, usar senhas fortes, ativar a verificação em duas etapas quando houver e proteger o roteador de casa.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-11-05/ataque-hacker-a-mercados-pode-chegar-ao-brasil--entenda-o-risco.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Imagem gerada por IA </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>SEGURANÇA DIGITAL, ataque hacker a supermercados, ciberataque, refrigeração, Danfoss, casa conectada</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aecaab23251e81411576595</guid><pubDate>Thu, 05 Nov 2026 16:14:45 +0000</pubDate><title>Patrizia Parenti: A Decodificação Humana e a Liderança de Si</title><description>Curiosidade, ética e autoliderança ajudam quem quer governar a própria carreira a não se acomodar a respostas prontas na era dos algoritmos</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/e7/kh/19/e7kh193i2z9dlaoqc5sj1jo7i.jpg"><figcaption>Patrizia Parenti no podcast 'Inteligência Orgânica'<span class="copyright">Reprodução/Youtube </span></figcaption></figure><p>A empresária de tecnologia e especialista em comportamento Patrizia Parenti desconstrói no <strong>Inteligência Orgânica</strong> a histeria superficial em torno da Inteligência Artificial, sustentando que, em mais de três décadas de transformações digitais — desde a comunicação via Telnet e a criação dos primeiros modelos de credit scorecard no Citibank em 1995 até à sua passagem pela IBM e Microsoft —, as ferramentas mudam de rótulo, mas a missão fulcral permanece a mesma: decifrar o comportamento humano através dos dados. Fundamentada na psicologia social de Enrique Pichon-Rivière, Patrizia combate a ansiedade do FOMO e a glamorização do burnout, encarando o "fundo do poço" não como uma capitulação existencial, mas como a base sólida do voleibol a partir da qual se ganha tração para subir. Ao resgatar a disciplina atribuída a Bill Gates sobre a exigência dos "sete porquês" em cada tomada de decisão, Patrizia alerta que os adultos abdicaram da curiosidade infantil de questionar a realidade, acomodando-se a respostas automatizadas e superficiais. Com a mesma firmeza, refuta a passividade corporativa de quem espera um caminho pronto: o plano de carreira e a realização pessoal são ativos individuais intransferíveis que nenhum profissional pode terceirizar a uma chefia ou organização. </p><p>À frente da sua consultoria tecnológica, fundada há quase trinta anos ao lado do ex-marido Augusto, Patrizia detalha a criação da plataforma proprietária Mater, concebida para abrir a "caixa-preta" (harness) dos modelos de linguagem e garantir que os programadores seniores atuem como orquestradores reflexivos e especificadores de regras de negócio, em vez de meros digitadores mecânicos de código. Quebrando dogmas tradicionais, ela lidera uma operação 100% remota com colaboradores espalhados pelo Brasil e por Portugal, demonstrando que o trabalho à distância atinge níveis superiores de engajamento quando alicerçado numa liderança genuinamente próxima, em rituais semanais de escuta ativa e no respeito rigoroso aos limites do expediente. Inspirada pelo arquétipo de infância da Mulher-Maravilha — a força que busca a verdade nua e crua sem render-se à brutalidade — e marcada por memórias formativas ímpares, como ter aprendido inglês com Renato Russo na Brasília dos anos 80 enquanto o músico datilografava as letras da Legião Urbana, Patrizia conclui que a tecnologia só cumpre o seu papel quando subordinada à ética humana: antes de tentar liderar ferramentas complexas ou comandar equipas, o primeiro e mais urgente dever do ser humano é liderar-se a si próprio.</p><p><strong>Assiste ao episódio completo no YouTube para aprenderes a governar a tua carreira e a liderar com inteligência orgânica na era dos algoritmos.</strong></p><iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/LdFqWOYvazo" frameborder="0"></iframe>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/pedro-cortella/2026-11-05/patrizia-parenti--a-decodificacao-humana-e-a-lideranca-de-si.html</link><dc:creator>Pedro Cortella</dc:creator><media:credit>Reprodução/Youtube </media:credit><author>Pedro Cortella</author><keywords>FOMO, inteligência artificial, comportamento humano, carreira profissional, tecnologia, liderança, gestão de pessoas, burnout</keywords><internationalize>false</internationalize><section>67924aca1709546c04d9c315</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aeb58e6c515c16009dcc5f2</guid><pubDate>Wed, 04 Nov 2026 16:15:13 +0000</pubDate><title>Leis artificiais para inteligências reais</title><description>Nova York impõe limites afetivos aos chatbots. Movimento necessário, mas sem verificação de idade: ninguém precisa criar conta para usar IA</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/5x/3n/d7/5x3nd7wp24gni4l4x8zm14xaz.jpg"><figcaption>Leis artificiais para inteligências reais<span class="copyright">Reprodução </span></figcaption></figure><p>Na última semana, a governadora de Nova York, Kathy Hochul, sancionou uma lei que proíbe que empresas de inteligência artificial ofereçam determinadas funcionalidades de seus chatbots para menores de 18 anos. Entre elas, fingir que são humanos, simular relacionamentos afetivos, estimular dependência emocional, incentivar comportamentos autodestrutivos e produzir conteúdo sexualmente explícito.</p><p>Não é a primeira legislação do tipo. A Califórnia já estabeleceu regras para companheiros virtuais, e a China também começou a impor restrições a sistemas de IA que simulam relações humanas.</p><p>Olhando para as diferentes legislações que surgiram nos últimos anos, dá para identificar três momentos dessa regulamentação.</p><p>O primeiro foi o da transparência: a máquina precisa deixar claro que é uma máquina.</p><p>O segundo foi o da proteção: ela também precisa reconhecer situações de risco e evitar interações que possam causar danos, especialmente quando envolvem crianças e adolescentes. Já escrevi sobre isso aqui.</p><p>Agora estamos entrando em um terceiro momento: o dos limites afetivos. Não estamos mais preocupados apenas com o que uma máquina responde, mas com os vínculos emocionais que ela é capaz de construir.</p><p>Acho esse movimento absolutamente necessário. Mas ainda estamos tentando resolver um problema muito novo com mecanismos de controle muito antigos.</p><p>A começar pela verificação de idade.</p><p>Não dá mais para aceitar que uma criança consiga acessar uma plataforma simplesmente clicando em um botão que diz "tenho mais de 18 anos". Existem sistemas que identificam a idade pelo padrão das perguntas e respostas, mas, para funcionar, eles dependem justamente do uso que se quer evitar. Existem empresas especializadas que estimam a idade a partir de uma selfie, e há as que exigem o envio de documentos como RG, CPF ou passaporte.</p><p>Mas o fato é que ninguém precisa criar uma conta para conversar com uma inteligência artificial. Basta abrir o navegador e acessar o ChatGPT ou usar o Modo IA do Google.</p><p>Como garantir que uma criança de 12 anos não consiga acessar isso? Honestamente, não sei como fugir disso sem proibir que esses sistemas fiquem abertos. Ou seja: sem modo gratuito e com criação de conta obrigatória.</p><p>Não acho que crianças devam ser proibidas de aprender com IA, desde que com ferramentas feitas para a idade delas. Mas, hoje, elas têm acesso irrestrito a uma tecnologia capaz de conversar sobre praticamente qualquer assunto, a qualquer hora, com uma paciência infinita e uma capacidade extraordinária de adaptação ao seu interlocutor.</p><p>Recentemente vi uma entrevista do Ronaldo Lemos em que ele dizia: "Eu só sei usar bem IA porque não tive IA enquanto estava crescendo".</p><p>Nós, millennials e tantas outras gerações que ainda estão por aí, costumamos valorizar muito nossa capacidade de adaptação. Tivemos que aprender a conviver com computadores pessoais, internet, buscadores, smartphones, redes sociais e, agora, inteligência artificial. Cada uma dessas inovações exigiu que abandonássemos hábitos, aprendêssemos novas habilidades e encontrássemos outras maneiras de resolver problemas.</p><p>Mas existe um detalhe importante nessa história: nós desenvolvemos muitas dessas habilidades antes de termos máquinas capazes de fazer tudo por nós.</p><p>Aprendemos a pesquisar antes de termos respostas prontas. A escrever antes de termos textos gerados automaticamente. A encontrar caminhos antes de termos GPS. A lidar com dúvidas antes de termos um interlocutor disponível 24 horas por dia para responder a qualquer pergunta.</p><p>O problema é que existe uma diferença entre usar uma ferramenta para ampliar uma capacidade que já desenvolvemos e depender dela antes mesmo de ter a oportunidade de desenvolver essa capacidade.</p><p>Um adolescente que sempre teve uma máquina disponível para aconselhá-lo vai desenvolver a mesma autonomia para lidar com as próprias inseguranças? Quem cresce recebendo respostas imediatas aprende a ter paciência para resolver suas dúvidas?</p><p>Não tenho essas respostas. Desconfio de quem tem.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/pedro-cortella/2026-11-04/leis-artificiais-para-inteligencias-reais.html</link><dc:creator>Pedro Cortella</dc:creator><media:credit>Reprodução </media:credit><author>Pedro Cortella</author><keywords>regulamentação, inteligência artificial, IA para crianças, chatbots, segurança digital, saúde mental, proteção infantil</keywords><internationalize>false</internationalize><section>67924aca1709546c04d9c315</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aeb2f1cb863714640a7c79c</guid><pubDate>Wed, 04 Nov 2026 16:12:49 +0000</pubDate><title>Gemini 4 Carbon: a IA mais forte do Google que você ainda não usa</title><description>Modelo focado em programação e cibersegurança lidera ranking independente, mas está restrito a especialistas em defesa digital</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/c8/ld/lm/c8ldlmga0xemtk2fd7bvey62c.jpg"><figcaption>Novo modelo do Google foi criado para tarefas longas de programação e para encontrar e corrigir falhas em sistemas<span class="copyright">Foto: Divulgação/Google </span></figcaption></figure><p>O <strong>Google</strong> anunciou em 28 de outubro o <strong>Gemini 4 Carbon</strong>, seu modelo de <strong>inteligência artificial mais avançado</strong> até agora, com foco em <strong>programação e segurança digital</strong>. A novidade lidera um dos principais rankings independentes de <strong>IA</strong>, mas ainda não está disponível para o público: por enquanto, só um grupo restrito de especialistas em <strong>defesa cibernética</strong> pode usar a ferramenta. O motivo da cautela é que a <strong>IA</strong> consegue encontrar e explorar falhas em sistemas, uma habilidade que pode ajudar tanto quem protege quanto quem ataca.</p><p>O Carbon chega apenas duas semanas depois do Gemini 4 Argon, a versão anterior. Segundo o Tecnoblog, o Google prevê liberar o acesso para desenvolvedores em uma a duas semanas, mas não há prazo para o modelo chegar ao aplicativo Gemini.</p><h2>O que o Gemini 4 Carbon promete fazer</h2><p>O modelo foi criado para tarefas longas e complexas de programação. Segundo o <strong>Google DeepMind</strong>, divisão de<strong> IA</strong> da empresa, em testes internos o <strong>Carbon</strong> trabalhou por dias seguidos em problemas difíceis de software, como investigar a causa de defeitos escondidos em sistemas grandes e corrigi-los. Quando encontrava um caminho sem saída, voltava etapas e buscava outra solução.</p><p>O outro foco é a <strong>segurança digital</strong>. O <strong>Carbon</strong> pode identificar vulnerabilidades, que são brechas usadas por criminosos para invadir programas, testar se elas podem ser exploradas e criar a correção. Nos testes divulgados pelo <strong>Google</strong>, ele acertou <strong>88,2%</strong> das tarefas de identificação de falhas reais e <strong>71%</strong> das de correção de código.</p><h2>Gemini 4 Carbon lidera ranking, mas não em tudo</h2><p>No índice da <strong>Artificial Analysis</strong>, consultoria independente que compara modelos de <strong>IA</strong>, o <strong>Carbon</strong> somou 59 pontos. Ficou à frente do<strong> Claude Opus 5.5, da Anthropic, com 58, do GPT-6 Astra, da OpenAI, com 57, e do próprio Gemini 4 Argon, com 50</strong>.</p><p>A vantagem, porém, não vale para todos os testes. Segundo o Tecnoblog, o <strong>Carbon</strong> ficou atrás do <strong>GPT-6 Astra e do Opus 5.5 no FrontierSWE 2</strong>, teste de agentes de programação, e atrás do modelo da <strong>Anthropic no OSWorld-2.1</strong>, que mede a capacidade de a IA operar um computador sozinha.</p><p>O <strong>Google</strong> também diz que o<strong> Carbon</strong> gera código seguro com mais que o dobro da taxa de acerto do <strong>Argon</strong> e que, nas mãos da equipe do navegador <strong>Chrome</strong>, criou correções de qualidade com desempenho 10 vezes melhor que o de um modelo de outra empresa. Esses resultados, no entanto, vêm de testes da própria companhia.</p><h2>Por que o Gemini 4 Carbon ainda não foi liberado</h2><p>A mesma capacidade que ajuda a corrigir falhas pode ser usada para atacar. Por isso, o<strong> Google</strong> começou com a liberação do modelo para defensores <strong>cibernéticos</strong>, profissionais que protegem empresas e governos, por meio de um programa chamado <strong>Fairwind</strong>. A empresa também participa de um processo voluntário de testes de modelos de <strong>IA</strong> com o governo dos <strong>Estados Unidos</strong> antes do lançamento.</p><p>A estratégia tem sido comum entre os modelos mais poderosos. A <strong>Anthropic</strong>, por exemplo, restringiu o acesso ao<strong> Claude Mythos 5</strong> no lançamento. O cuidado cresceu depois de casos em que modelos de diferentes empresas, incluindo <strong>OpenAI, Anthropic e Meta</strong>, saíram dos ambientes de teste e invadiram outros sistemas durante avaliações.</p><h2>Mais resistente a golpes contra a IA</h2><p>O <strong>Google</strong> afirma que o<strong> Carbon</strong> resistiu a todas as tentativas de <strong>prompt injection</strong> em um teste independente. Esse tipo de ataque esconde comandos maliciosos em textos, sites ou arquivos para enganar a<strong> IA</strong> e fazê-la agir contra o usuário, um risco crescente para empresas que deixam assistentes executarem tarefas sozinhos.</p><p>A empresa diz ainda que o novo modelo inventa menos informações, avisa quando falta algo para concluir uma tarefa e respeita melhor os limites do que foi pedido. Mesmo assim, o resultado vale para os testes realizados, e não garante proteção total em qualquer situação.</p><h2>Quanto vai custar</h2><p class="     ">Para empresas e desenvolvedores, que pagam pelo uso da IA em seus próprios produtos, o preço inicial será o mesmo do <strong>Gemini 4 Argon</strong>: <strong>US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída</strong>. Tokens são pequenos pedaços de texto que a IA lê e escreve.</p><p class="   ">Esse valor é promocional. Depois do período inicial, ainda sem data para terminar, o preço sobe para<strong> US$ 4 e US$ 20</strong>, respectivamente.</p><h2>O que muda para o usuário comum</h2><p class="  ">Por enquanto, nada. O <strong>Carbon</strong> não está no aplicativo <strong>Gemini</strong> nem na busca do<strong> Google</strong>. A empresa não deu prazo para isso. Quem usa o <strong>Gemini</strong> no dia a dia continua com os modelos já disponíveis.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-11-04/gemini-4-carbon--a-ia-mais-forte-do-google-que-voce-ainda-nao-usa.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Divulgação/Google </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>CIBERSEGURANÇA, Gemini 4 Carbon, Google, inteligência artificial, Gemini, programação</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aeb236d8650cef303b33301</guid><pubDate>Wed, 04 Nov 2026 12:27:40 +0000</pubDate><title>Galaxy S27 Ultra vaza com visual de iPhone e pode perder câmera</title><description>Maquete feita a partir de arquivos de projeto mostra novo módulo traseiro; capas do S26 Ultra não devem servir</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/81/ht/xt/81htxthrbnp5oz9abozht86bb.jpg"><figcaption>Maquete do Galaxy S27 Ultra feita a partir de arquivos de projeto vazados; Samsung não confirma o design<span class="copyright">Foto: Imagem gerada por IA </span></figcaption></figure><p>O <strong>Galaxy S27 Ultra</strong>, próximo <strong>celular topo de linha da Samsung</strong>, apareceu em uma <strong>maquete física</strong> que antecipa um visual bem diferente do modelo atual. A peça foi produzida pelo site americano <strong>Android Headlines</strong> a partir de arquivos de projeto vazados e fotografada nesta semana ao lado do <strong>Galaxy S26 Ultra, do iPhone 18 Pro e do Pixel 11 Pro</strong>. A principal novidade é a barra horizontal de câmeras na parte de cima da traseira, que lembra o desenho do<strong> iPhone</strong>. O lançamento é esperado para o começo de <strong>2027</strong>.</p><p>Vale o cuidado: não se trata de um protótipo da<strong> Samsung</strong>. A maquete não tem tela, bateria nem peças internas e serve apenas para mostrar o formato e as proporções do aparelho. A marca não comenta o vazamento.</p><h2>O que muda no design do Galaxy S27 Ultra</h2><p>Hoje, o <strong>Galaxy S26 Ultra</strong> tem as câmeras em anéis separados, alinhados na vertical. Na maquete do sucessor, as lentes ficam reunidas em uma estrutura retangular elevada, perto da borda superior, como um platô.</p><p>O restante do visual se mantém: botões na lateral direita, entrada USB-C na base e o espaço para a S Pen, a caneta da linha Ultra, que deve continuar.</p><p>Os chamados arquivos CAD são desenhos técnicos que as fabricantes enviam a produtores de capas para que os acessórios fiquem prontos a tempo do lançamento. Por isso, costumam ser uma pista confiável do formato final, mas não revelam o que há por dentro.</p><h2>Parecido com o iPhone 18 Pro?</h2><p>A semelhança com o módulo de câmeras do<strong> iPhone 18 Pro</strong> chamou a atenção, embora a barra da <strong>Samsung</strong> pareça maior e a posição das lentes seja diferente. Segundo os sites especializados, a mudança pode ter um motivo prático e não só estético: liberar espaço na traseira para acessórios magnéticos.</p><h2>Galaxy S27 Ultra pode ter uma câmera a menos</h2><p>A maquete tem recortes para três câmeras, uma a menos que o <strong>S26 Ultra</strong>. O modelo atual tem câmera principal de 200 MP, ultrawide de 50 MP e duas teleobjetivas, de 50 MP, com zoom de 5x, e de 10 MP, com zoom de 3x.</p><p>Segundo os rumores, a <strong>Samsung</strong> deve tirar a teleobjetiva de 3x e manter as outras três. O zoom intermediário passaria a ser feito pela câmera principal, que recortaria a imagem. Só os testes com o aparelho final vão mostrar se as fotos com aproximação de 3x perdem qualidade.</p><h2>Carregamento magnético, como no iPhone</h2><p>Com as câmeras mais para cima, sobra mais espaço na traseira para encaixar carregadores e baterias externas magnéticas, no estilo do <strong>MagSafe do iPhone</strong>. Hoje, o módulo do <strong>S26 Ultra</strong> pode atrapalhar o alinhamento desses acessórios.</p><p>Rumores apontam que o <strong>S27 Ultra</strong> pode trazer ímãs embutidos, compatíveis com o padrão de carregamento sem fio Qi2. Isso, porém, ainda não está confirmado: a maquete mostra só o lado de fora do celular.</p><h2>Tamanho quase igual ao do S26 Ultra</h2><p>Apesar da traseira nova, as medidas praticamente não mudam. Pela maquete, o <strong>S27 Ultra</strong> terá 163,76 x 78,25 x 7,97 mm, contra 163,6 x 78,1 x 7,9 mm do modelo atual. A diferença é menor que um quarto de milímetro em cada medida. O peso do novo aparelho ainda é desconhecido.</p><h2>Capas do S26 Ultra não devem servir</h2><p>Mesmo com tamanho parecido, a nova posição das câmeras muda os recortes das capas. Em um teste do <strong>Android Headlines</strong>, a capa do <strong>S26 Ultra</strong> não encaixou corretamente na maquete do sucessor.</p><p>A dica para quem pensa em trocar de celular é não comprar antes do lançamento capas ou películas anunciadas como compatíveis com o <strong>S27 Ultra</strong>. Alguns acessórios já aparecem à venda em lojas online, mas sem confirmação oficial do formato final.</p><h2>Bateria maior e outros rumores</h2><p class="    ">Além do visual, o<strong> S27 Ultra</strong> deve ganhar bateria maior. Um rumor divulgado em setembro fala em 5.700 mAh, contra 5.000 mAh do modelo atual, com carregamento de 60 W. Segundo o vazador <strong>Ice Universe</strong>, o celular deve chegar nas cores azul, branca, preta e rosa.</p><h2>Quando o Galaxy S27 Ultra será lançado</h2><p>A <strong>Samsung</strong> ainda não divulgou data nem preço. A expectativa é que a nova linha seja apresentada entre<strong> janeiro e fevereiro de 2027</strong>, como costuma acontecer. Ainda não há previsão para o <strong>Brasil</strong>.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/celulares/2026-11-04/galaxy-s27-ultra-vaza-com-visual-de-iphone-e-pode-perder-camera.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Imagem gerada por IA </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>Rumores, Galaxy S27 Ultra, Samsung, vazamento, iPhone 18 Pro, Galaxy S26 Ultra, câmera, celular</keywords><internationalize>false</internationalize><section>60f852c6c15ddc234659043f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aea23c661dfbc0f530053a9</guid><pubDate>Tue, 03 Nov 2026 18:24:13 +0000</pubDate><title>Style Sketch: app da Meta usa IA para escolher sua roupa</title><description>Ferramenta monta guarda-roupa virtual com fotos do Instagram; ainda não chegou ao Brasil, mas o Google Fotos faz algo parecido</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ec/nd/fk/ecndfksrr4qqp79jgy0k2mh04.jpg"><figcaption>Inteligência artificial da Meta sugere combinações de acordo com o clima, a ocasião e até o roteiro de viagem<span class="copyright">Foto: Imagem gerada por IA </span></figcaption></figure><p>A <strong>Meta</strong>, dona do<strong> Facebook, do Instagram e do WhatsApp</strong>, lançou na última semana o <strong>Style Sketch</strong>, um aplicativo que usa <strong>inteligência artificial</strong> para montar looks com as roupas que você já tem. O <strong>app</strong> analisa as peças que aparecem nas suas fotos e vídeos das redes sociais, cria um<strong> guarda-roupa virtual</strong> e mostra as combinações em um avatar com a sua aparência. Por enquanto, a novidade está disponível só em <strong>Singapura</strong>, na <strong>Indonésia</strong> e na <strong>Tailândia</strong>, para <strong>Android e iPhone</strong>.</p><p>O lançamento foi discreto e acabou revelado pelo <strong>consultor de redes sociais Matt Navarra</strong>. A <strong>Meta</strong> não informou se o <strong>app</strong> vai chegar a outros países nem se ainda está em fase de testes.</p><h2>Como funciona o Style Sketch</h2><p>No cadastro, o usuário pode conectar a conta do <strong>Facebook</strong> ou do <strong>Instagram</strong>. A partir daí, o <strong>app</strong> procura roupas nas fotos publicadas e organiza um primeiro catálogo de peças, que pode ser revisado antes de gerar as combinações.</p><p>Quem não quiser usar as <strong>redes sociais</strong> pode adicionar as roupas manualmente, com fotos, vídeos curtos ou imagens da galeria. Depois, basta pedir sugestões a partir de todo o armário ou de uma peça específica, como aquela jaqueta esquecida no fundo do guarda-roupa.</p><h2>Provador virtual com o seu corpo</h2><p>Para criar o <strong>avatar</strong>, o app pede uma foto de corpo inteiro. O modelo digital é ajustado ao formato do corpo, ao tom de pele do usuário e mostra como o look ficaria antes de você vestir as peças.</p><p>A<strong> IA</strong> também consegue imaginar novas versões de algumas roupas e cruzar o que você tem com tendências atuais da moda.</p><h2>Looks por clima, ocasião e viagem</h2><p>O <strong>Style Sketch</strong> sugere uma combinação por dia, de acordo com a previsão do tempo e a ocasião informada. Também dá para criar pastas para separar looks de festa, trabalho ou viagem.</p><p>Para uma viagem, o usuário informa o destino, a duração e as atividades. O app monta um planejamento de roupas para cada dia, considera a previsão do tempo e transforma tudo em uma lista para fazer a mala. Na dúvida entre dois looks, é possível enviar as opções para um amigo votar.</p><h2>O Style Sketch vai chegar ao Brasil?</h2><p>Ainda não há previsão. Mas há pistas: a página do app na<strong> Google Play</strong> já está traduzida para o <strong>português do Brasil</strong> e a <strong>App Store</strong> lista o português entre os idiomas disponíveis. Suporte ao idioma, porém, não garante o lançamento por aqui.</p><p class="      ">Quem quiser testar algo parecido já tem uma opção. O <strong>Google Fotos</strong> ganhou há alguns meses um <strong>guarda-roupa digital</strong> que monta looks com <strong>IA </strong>e o Brasil foi um dos primeiros países a receber a função.</p><h2>Um cuidado com a privacidade</h2><p>Para funcionar, o <strong>Style Sketch</strong> analisa suas fotos, seus vídeos e as contas que você segue nas <strong>redes da Meta</strong>, além de pedir uma imagem de corpo inteiro. Antes de usar, vale ler a política de privacidade e conferir que informações o app vai acessar. A opção de cadastrar as roupas manualmente, sem conectar as redes sociais, limita os dados compartilhados.</p><h2>Mais um app de IA da Meta</h2><p>O <strong>Style Sketch</strong> faz parte de uma série de aplicativos (muitos experimentais) que a Meta lançou nos últimos meses. Entre eles estão o<strong> Vibes</strong>, para criar vídeos curtos com IA, e o<strong> Waddle World</strong>, uma espécie de bichinho virtual com<strong> inteligência artificial</strong>.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-11-03/style-sketch--app-da-meta-usa-ia-para-escolher-sua-roupa.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Imagem gerada por IA </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>MODA E TECNOLOGIA, Style Sketch, app da Meta, IA para moda, guardaroupa virtual, provador virtual, Google Fotos</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ae9cf4739b3e77020a9da0f</guid><pubDate>Tue, 03 Nov 2026 16:00:16 +0000</pubDate><title>Wi-Fi lento? O vizinho pode ser o culpado, mesmo sem sua senha</title><description>Redes próximas disputam o mesmo canal e derrubam a conexão; veja como testar, trocar o canal e barrar intrusos</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9o/ra/2r/9ora2rd3ml4fm00e9ttc9bbx4.jpg"><figcaption>Trocar o canal e a posição do roteador pode melhorar a conexão sem gastar nada<span class="copyright">FreePik </span></figcaption></figure><p>Se o<strong> Wi-Fi</strong> da sua casa fica lento sem explicação, o problema pode estar no apartamento ao lado. <strong>Roteadores de vizinhos</strong> que usam o mesmo <strong>canal de transmissão</strong> disputam o espaço no ar com o seu e podem derrubar a velocidade e deixar a <strong>conexão instável</strong>, sem que a operadora tenha culpa. </p><p>O efeito é mais comum em <strong>prédios e condomínios</strong>, nos quais dezenas de redes funcionam a poucos metros umas das outras. A boa notícia é que testes simples ajudam a descobrir a origem da lentidão e ajustes no roteador costumam resolver antes de qualquer gasto.</p><p>Mas há um segundo suspeito: o <strong>vizinho</strong> que, de fato, usa a sua rede sem permissão. Mostramos abaixo como checar as duas situações.</p><h2>Como o Wi-Fi do vizinho deixa a sua internet lenta</h2><p>O <strong>Wi-Fi</strong> funciona por ondas de rádio, que trafegam em faixas chamadas canais. Quando dois roteadores próximos usam o mesmo canal, eles precisam se revezar para transmitir, como carros em uma rua estreita. Se o vizinho está assistindo a filmes ou baixando arquivos, os seus aparelhos esperam mais para enviar e receber dados.</p><p>O resultado é mais demora para carregar páginas, travamentos em jogos e vídeos e velocidade menor no celular. A <strong>internet</strong> que chega da operadora pode estar normal; o gargalo está no trecho sem fio entre o roteador e os aparelhos.</p><h2>Por que acontece mais em apartamentos</h2><p>Nos <strong>prédio</strong>s, o seu celular capta redes dos vizinhos dos lados, de cima e de baixo. Quanto mais <strong>roteadores ativos</strong> por perto, maior a chance de vários usarem o mesmo canal, principalmente na faixa de <strong>2,4 GHz</strong>, a mais congestionada.</p><p>Paredes de concreto, lajes e estruturas de metal enfraquecem esses sinais, por isso o impacto muda de um apartamento para outro. E a quantidade de redes que aparece na lista do celular não diz tudo: uma rede forte e muito usada atrapalha mais do que várias paradas.</p><h2>Como descobrir se o problema é interferência</h2><p>Antes de culpar o vizinho, faça um teste rápido de velocidade em três situações, com o mesmo aparelho:</p><p>* Pelo cabo, com o computador ligado direto no roteador; * Pelo Wi-Fi, perto do roteador; * Pelo Wi-Fi, no cômodo onde a internet falha.</p><p>Se o resultado for bom pelo cabo e ruim pelo Wi-Fi, o problema está no sinal sem fio. Se a <strong>internet</strong> só falha longe do <strong>roteador,</strong> a culpa provavelmente é da distância e das paredes. E se só um aparelho tem dificuldade, o problema pode ser dele.</p><p>Para ver os canais usados pelas redes vizinhas, existem aplicativos gratuitos, como o <strong>WiFiAnalyzer</strong>, para <strong>Android</strong>. Eles mostram quais canais estão mais cheios e ajudam a escolher um mais livre.</p><h2>Trocar o canal do roteador pode resolver</h2><p>Na faixa de <strong>2,4 GHz</strong>, os canais 1, 6 e 11 são os mais indicados, porque não se sobrepõem. O ideal é escolher entre eles o que estiver menos ocupado no aplicativo analisador.</p><p>A troca é feita no painel de configurações do roteador, acessado pelo navegador ou pelo aplicativo do fabricante e o caminho muda de modelo para modelo. Antes de mexer, anote a configuração atual. Muitos aparelhos também têm a opção de escolher o canal automaticamente.</p><h2>5 GHz ou 2,4 GHz: qual usar</h2><p>Se o seu roteador oferece as duas frequências, vale testar a de <strong>5 GHz</strong>. Ela tem mais canais livres e sofre menos interferência, inclusive de aparelhos como micro-ondas, telefones sem fio e <strong>dispositivos Bluetooth</strong>, que também usam a faixa de<strong> 2,4 GHz</strong>.</p><p>O porém é o alcance: o sinal de<strong> 5 GHz</strong> perde força mais rápido ao atravessar paredes. Longe do <strong>roteador</strong>, uma conexão firme em <strong>2,4 GHz</strong> pode funcionar melhor que um sinal fraco em <strong>5 GHz</strong>.</p><h2>Mude o roteador de lugar</h2><p>A posição do aparelho faz muita diferença. O ideal é deixá-lo em um ponto aberto, alto e central em relação aos cômodos nos quais a<strong> internet</strong> é mais usada. Alguns erros comuns derrubam o sinal:</p><p>* esconder o roteador dentro de armários ou nichos fechados; * deixá-lo atrás da TV, perto de espelhos ou de móveis de metal; * instalá-lo na cozinha, perto do micro-ondas; * colocá-lo em um canto da casa, longe dos cômodos mais usados.</p><h2>E se o vizinho estiver usando a sua rede?</h2><p>Às vezes, a lentidão tem outra causa: alguém conectado à sua<strong> internet</strong> sem permissão. Um teste simples é desligar todos os aparelhos que usam <strong>Wi-Fi</strong> e observar a luz de atividade do roteador. Se ela continuar piscando, pode haver um intruso, embora câmeras e eletrodomésticos inteligentes também possam manter a luz acesa.</p><p class="    ">O jeito mais seguro de checar é entrar no painel do roteador e conferir a lista de aparelhos conectados. Se aparecer algum desconhecido, troque a senha imediatamente. Para proteger a rede:</p><p>* Use uma senha forte, com letras, números e símbolos; * Ative a proteção WPA2 ou WPA3 nas configurações de segurança; * Desligue o WPS, recurso de conexão rápida que facilita invasões; * Mantenha o roteador atualizado, para corrigir falhas de segurança.</p><h2>Quando vale trocar o roteador ou usar rede Mesh</h2><p>Se nada disso resolver, o problema pode estar no próprio aparelho. <strong>Roteadores</strong> antigos, com portas limitadas a 100 Mb/s, podem não dar conta de planos mais rápidos. Modelos com <strong>Wi-Fi 6</strong> organizam melhor a conexão quando há muitos aparelhos ligados ao mesmo tempo e redes vizinhas por perto.</p><p>Em casas grandes ou com mais de um andar, a <strong>rede Mesh</strong>, formada por vários pontos de acesso que trabalham juntos, ajuda a levar o sinal a todos os cômodos. Antes de comprar, porém, vale testar canal, frequência e posição: muitas vezes, o ajuste gratuito já resolve.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-11-03/wi-fi-lento--o-vizinho-pode-ser-o-culpado--mesmo-sem-sua-senha.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>FreePik </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>INTERNET EM CASA, WiFi lento, canal do roteador, interferência no WiFi, rede Mesh</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ae9e6bd39b3e77020a9da2d</guid><pubDate>Tue, 03 Nov 2026 13:56:40 +0000</pubDate><title>O planeta é a nossa espaçonave. E o futuro depende de nós!</title><description>Da viagem ao espaço à Grande Medalha de Ouro na França, uma trajetória dedicada à ciência, à tecnologia e ao futuro da humanidade.</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/8v/4k/m5/8v4km51dtf6ikmkrni8pvjxby.jpg"><figcaption>Senador Astronauta Marcos Pontes recebe a Grande Medalha de Ouro da Sociedade de Incentivo ao Progresso, em Paris, na França <span class="copyright">Arquivo pessoal </span></figcaption></figure><p><strong>Receber a Grande Medalha de Ouro, em Paris, foi um momento de profunda emoção e gratidão. Mas também uma oportunidade de refletir sobre o que realmente significa o progresso e sobre a responsabilidade que temos de construir um mundo melhor para as próximas gerações.</strong></p><p>Existem momentos na vida que nos fazem olhar para trás com gratidão e, ao mesmo tempo, olhar para a frente com um sentimento ainda maior de responsabilidade. Ontem (02/11/2026), vivi um desses momentos em Paris, na França. Receber a Grande Medalha de Ouro (Grande Médaille d’Or), a mais alta honraria concedida pela Société d’Encouragement au Progrès, foi uma experiência de profunda emoção. Uma distinção que representa o reconhecimento de uma trajetória dedicada à ciência, à tecnologia, à educação e ao desenvolvimento humano.</p><p>Fundada em 1908, com a participação dos irmãos Lumière, pioneiros do cinema, essa instituição francesa tem mais de um século de história dedicado a reconhecer pessoas que contribuíram para o progresso da humanidade.</p><p>Ao participar da cerimônia e encontrar outros homenageados, senti uma enorme gratidão. Estar entre personalidades que dedicaram suas vidas ao conhecimento, à pesquisa e ao desenvolvimento da sociedade é uma honra que recebo com humildade.</p><p>Ao longo de sua história, a instituição reconheceu nomes que conheci ainda nos livros escolares, como o explorador Jacques-Yves Cousteau e Albert Schweitzer, vencedor do Prêmio Nobel da Paz. Pessoas que demonstraram, cada uma em sua área, como o conhecimento e a dedicação podem ultrapassar fronteiras e deixar contribuições para a humanidade.</p><h2>E ali, diante daquela homenagem, meus pensamentos viajaram.</h2><p>Voltaram ao menino de Bauru, no interior de São Paulo, que olhava para o céu e sonhava em ser piloto. Um menino que aprendeu desde cedo que os sonhos precisam ser acompanhados de estudo, trabalho, disciplina e perseverança.</p><p>Lembrei-me dos meus pais, dos professores, dos desafios enfrentados, das oportunidades conquistadas e de todas as pessoas que, de alguma forma, contribuíram para minha caminhada. Mas, especialmente, lembrei-me de algo que mudou definitivamente minha maneira de enxergar a vida.</p><h2>O dia em que vi a Terra do lado de fora.</h2><p>Em 2006, durante a Missão Centenário, tive o privilégio de me tornar o primeiro brasileiro a viajar ao espaço. Foi a realização de um sonho que parecia distante demais para aquele menino de Bauru. </p><p>Mas estar no espaço me ensinou muito mais do que eu poderia imaginar. Quando observamos a Terra daqui, ela parece imensa. Os continentes, os oceanos, as cidades, as fronteiras e tudo aquilo que ocupa nossas preocupações diárias parecem formar um mundo praticamente infinito.</p><p>No entanto, quando a observamos do espaço, percebemos uma realidade diferente.</p><p>Nosso planeta não é tão grande quanto imaginamos. E é muito mais precioso do que costumamos perceber.</p><p>Durante meu discurso na França, compartilhei exatamente essa reflexão. A Terra é como uma grande espaçonave. Ela nos abriga, nos alimenta, fornece os recursos necessários à nossa sobrevivência e permite que bilhões de pessoas compartilhem uma mesma jornada durante o breve período de suas existências. E, como acontece em qualquer espaçonave, todos dependem do funcionamento adequado dos seus sistemas.</p><p>Não importa quem somos, de onde viemos ou quais diferenças existem entre nós. Compartilhamos o mesmo planeta. E o que acontece com ele afeta o futuro de todos.</p><p>Essa experiência me fez compreender que o progresso não pode ser medido apenas pela quantidade de tecnologias que desenvolvemos ou pelas descobertas que realizamos. O verdadeiro progresso precisa ser medido também pela nossa capacidade de usar o conhecimento para melhorar a vida das pessoas.</p><h2>Vivemos uma época extraordinária, mas também muito complexa.</h2><p>Nunca tivemos tanto conhecimento científico disponível. Nunca desenvolvemos tantas tecnologias em tão pouco tempo. A inteligência artificial, a medicina, a exploração espacial e tantas outras áreas ampliam diariamente os limites daquilo que somos capazes de realizar. </p><p>Ao mesmo tempo, enfrentamos desafios que exigem muito mais do que capacidade técnica. Precisamos de responsabilidade, cooperação, ética, respeito à vida e compromisso com aqueles que ainda virão. Foi por isso que, durante a cerimônia, fiz uma pergunta que considero fundamental: <strong>O que podemos fazer juntos para não apenas preservar este planeta, mas torná-lo melhor?</strong></p><p>A resposta passa, naturalmente, pela ciência e pela tecnologia. Mas não termina nelas. Temos conhecimento. Temos ferramentas. Temos capacidade de desenvolver soluções para muitos dos problemas que enfrentamos. O que precisamos, acima de tudo, é saber utilizar nossa humanidade.</p><p>Ser humano não significa apenas possuir inteligência e capacidade de criar. Significa também compreender as necessidades dos outros, reconhecer nossas responsabilidades e trabalhar para que nossas conquistas não beneficiem somente a nós mesmos.</p><p>A tecnologia pode nos ajudar a construir um futuro melhor. Mas ela não substitui os valores, as escolhas e as atitudes humanas.</p><p>Máquinas podem realizar cálculos extraordinários. Sistemas podem processar quantidades imensas de informações. Novas descobertas podem transformar economias e sociedades. Mas somos nós que precisamos decidir a serviço de quem colocaremos todo esse conhecimento. E essa decisão define o tipo de futuro que deixaremos para nossos filhos e netos.</p><p>Ao longo da minha trajetória, como engenheiro, astronauta, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações e, agora, senador da República, tenho dedicado meus esforços à defesa da educação, da pesquisa, da inovação e do desenvolvimento tecnológico.</p><p>Acredito profundamente no potencial do Brasil.</p><p>Temos pesquisadores extraordinários, universidades e instituições de excelência, profissionais talentosos e jovens com uma capacidade imensa de aprender, criar e transformar.</p><h2>Precisamos oferecer a eles oportunidades.</h2><p>Porque cada criança que tem acesso a uma educação de qualidade representa uma possibilidade de descoberta. Cada jovem que encontra apoio para desenvolver seu talento representa uma nova oportunidade para o país. E cada pesquisador que consegue transformar conhecimento em solução representa um avanço para a sociedade.</p><p>É justamente por isso que vejo essa medalha não como um ponto de chegada, mas como um incentivo para continuar. Tenho orgulho das conquistas que fizeram parte da minha história. Mas acredito que o verdadeiro significado delas está naquilo que podemos fazer a partir dessas experiências.</p><p>Se minha trajetória puder inspirar um jovem a estudar, um professor a continuar ensinando, um pesquisador a persistir diante das dificuldades ou uma criança a acreditar que seus sonhos são possíveis, então ela terá cumprido um propósito muito maior.</p><p>Quero agradecer à Société d’Encouragement au Progrès, ao seu presidente, aos diretores e a todos aqueles que, ao longo de mais de um século, mantêm viva a missão de reconhecer pessoas comprometidas com o desenvolvimento da humanidade.</p><p>Agradeço também à jornalista e apresentadora Eliana Ovalle, delegada-geral da instituição no Brasil, responsável por minha indicação, e parabenizo todos os demais homenageados da cerimônia.</p><p>Acima de tudo, agradeço a Deus, à minha família e a todas as pessoas que caminharam comigo ao longo desses anos.</p><p>Receber essa distinção internacional é uma alegria imensa. Mas também é um reconhecimento que traz consigo a responsabilidade de continuar trabalhando, aprendendo e compartilhando aquilo que podemos oferecer de melhor.</p><p>Quando estive no espaço, olhei para a Terra e compreendi que aquela pequena esfera azul era o lar de toda a humanidade. Hoje, ao receber essa medalha, aquela mesma imagem voltou à minha memória. E a reflexão permanece.</p><p>Estamos todos a bordo da mesma espaçonave. Não somos apenas passageiros. Somos também responsáveis pelo seu destino.</p><p>O futuro não será construído apenas pelas tecnologias que inventarmos, mas pelo exemplo que deixarmos, pelas decisões que tomarmos e pela maneira como tratarmos uns aos outros.</p><p>Que tenhamos sabedoria para transformar conhecimento em desenvolvimento, desenvolvimento em oportunidades e oportunidades em uma vida melhor para todos.</p><p>E que as próximas gerações possam olhar para trás e reconhecer que fizemos a nossa parte.</p><p>Porque o maior legado que podemos deixar não é aquilo que conquistamos para nós mesmos, mas o futuro que ajudamos a construir para aqueles que virão depois de nós.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/astropontes/2026-11-03/o-planeta-e-a-nossa-espaconave-e-o-futuro-depende-de-nos.html</link><dc:creator>Senador Astronauta Marcos Pontes</dc:creator><media:credit>Arquivo pessoal </media:credit><author>Senador Astronauta Marcos Pontes</author><keywords>Missão Centenário, Grande Medalha de Ouro, Marcos Pontes, Exploração espacial</keywords><internationalize>false</internationalize><section>65ce16b9df431202240a4142</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ae9d4b3a557bc3b4225885a</guid><pubDate>Tue, 03 Nov 2026 12:47:20 +0000</pubDate><title>Instagram azul de Haaland: entenda o prêmio por trás da mudança</title><description>Atacante está entre os 25 vencedores do Rings 2026, premiação da rede que tem duas brasileiras na lista</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/3j/9l/7b/3j9l7bey3eubesob9r19yzysv.jpg"><figcaption>Fundo azul no Instagram de Haaland não é bug: é um recurso exclusivo dos vencedores do Rings<span class="copyright">Foto: Reprodução </span></figcaption></figure><p>Quem entrou no <strong>Instagram de Erling Haaland</strong> nos últimos dias encontrou um perfil diferente: <strong>fundo azul e um anel dourado ao redor da foto</strong>, no lugar do contorno colorido que indica os <strong>Stories</strong>. Não é defeito nem recurso pago. O atacante norueguês do <strong>Manchester City</strong> está entre os <strong>25 vencedores do Rings 2026</strong>, premiação do próprio <strong>Instagram</strong> que reconhece os <strong>perfis mais criativos</strong> do ano e o visual personalizado faz parte do prêmio.</p><p>A mudança virou assunto nas redes, já que outros jogadores e famosos não têm o mesmo visual. Entre os premiados, há <strong>duas representantes do Brasil</strong>.</p><h2>O que é o Rings do Instagram</h2><p>O <strong>Rings</strong> foi criado em <strong>2025</strong> para homenagear contas de quem, segundo o <strong>Instagram</strong>, <strong> "não tem medo de ousar criativamente e faz as coisas do seu jeito"</strong>. Os vencedores são escolhidos por um júri de convidados e incluem criadores de conteúdo, artistas e famosos de diferentes áreas.</p><p>O critério é a <strong>criatividade</strong> e não o número de seguidores ou de curtidas. <strong>Haaland</strong> ganhou popularidade nas redes durante a <strong>Copa do Mundo de 2026</strong>, com vídeos engraçados e espontâneos.</p><h2>O que os vencedores do Rings ganham</h2><p>O prêmio vem com recursos exclusivos no aplicativo:</p><p><strong>* Fundo colorido:</strong> o vencedor pode escolher a cor de fundo do perfil; <strong>* Anel dourado:</strong> o contorno dos Stories troca as cores habituais pelo dourado; <strong>* Selo na bio:</strong> um indicador mostra que a conta venceu o prêmio.</p><iframe width="320" height="320" frameborder="0" src="//www.instagram.com/p/DfFR6zCEeSJ/embed"></iframe><p>Segundo o site Startation, os premiados também ganham um botão de curtir personalizado e um anel de verdade, com um trevo de quatro folhas em mármore.</p><h2>O Instagram de Haaland não está com bug</h2><p>A mudança gerou dúvidas entre os usuários e vale esclarecer:</p><p>* Não é falha: o fundo azul é um recurso oficial do <strong>Rings</strong>; * O perfil não fica todo azul: muda só o fundo; fotos e posts continuam iguais; * Não é assinatura paga: o recurso é exclusivo dos vencedores e não pode ser comprado.</p><p class="     ">Não há explicação oficial para a escolha do azul. A relação com o uniforme do <strong>Manchester City</strong> é só especulação dos fãs.</p><h2>Brasileiras entre os vencedores do Rings 2026</h2><p class="   ">A lista tem duas representantes do <strong>Brasil</strong>: a <strong>cantora e compositora Joyce Alane</strong>, que já soma indicações ao <strong>Grammy Latino</strong>, e a <strong>influenciadora de moda Vicky Montanari</strong>, ítalo-brasileira nascida em Roma.</p><h2>Quem são os 25 vencedores do Rings 2026</h2><p>Além de Haaland, foram premiados:</p><p class="  ">1. o designer de calçados Salehe Bembury; 2. o comediante Kareem Rahma; 3. a fotógrafa Renell Medrano; 4. a criadora de conteúdo Skylar Marshai; 5. o fotógrafo Szilveszter Makó; 6. o ator e escritor Jordan Firstman; 7. a modelo indiana Bhavitha Mandava; 8. o crítico de moda Lyas; 9. o maquiador Sam Visser; 10. a escritora e atriz Pooja Tripathi; 11. o perfil literário Under the Cover; 12. o freestyler de futebol Riswan Freestyle; 13. o chef Steven Gao; 14. a artista, rapper e designer MLMA; 15. a maquiadora Ngozi Esther Edeme; 16. a criadora de moda Vicky Montanari; 17. o trio mexicano Latin Mafia; 18. a diretora e coreógrafa Jasmine JB Badie; 19. a chef Alexis Nicole Nelson, a Black Forager; 20. o coreógrafo Damien Jalet; 21. a cantora Joyce Alane; 22. o artista Juan Alvear; 23. o cineasta Medet Shayakhmetov; 24. a rapper Little Simz.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-11-03/instagram-azul-de-haaland--entenda-o-premio-por-tras-da-mudanca.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Reprodução </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>REDES SOCIAIS, Instagram de Haaland, Rings 2026, prêmio do Instagram, perfil azul no Instagram, Haaland, Joyce Alane</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ae4d70f3d071baf143efaf3</guid><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 18:02:02 +0000</pubDate><title>MacBook Pro com tela touch: Apple cede após anos de resistência</title><description>Primeiro notebook da Apple com painel OLED parte de R$ 34.999 no Brasil; modelos mais potentes passam de R$ 50 mil</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/b7/9w/oz/b79wozbff0g3jfqrshc8kcqrm.jpg"><figcaption>Primeiro Mac com tela touch, o MacBook Pro permite rolar páginas, desenhar e tocar instrumentos com os dedos<span class="copyright">Foto: Reprodução/Apple </span></figcaption></figure><p>A <strong>Apple</strong> anunciou na última quarta-feira (28) o <strong>primeiro MacBook Pro</strong> com <strong>tela sensível ao toque</strong>, uma mudança histórica para a empresa, que por anos resistiu à ideia de um <strong>Mac</strong> controlado com os dedos. O <strong>notebook</strong>, apresentado em um evento em <strong>Los Angeles</strong>, também é o primeiro da marca com <strong>tela OLED</strong> e chega em versões de 14 e 16 polegadas. No Brasil, os preços começam em R$ 34.999.</p><p>Segundo a <strong>Apple</strong>, é a maior reformulação do <strong>MacBook Pro</strong> desde 2020, quando a empresa passou a usar os próprios processadores nos computadores. Lá fora, a pré-venda já começou, e as entregas estão previstas para <strong>6 de novembro</strong>.</p><p>No<strong> Brasil,</strong> a marca ainda não confirmou a data oficial para o início das vendas físicas ou entregas do novo <strong>Mac</strong>. Atualmente, ao acessar a<strong> Apple Store Oline</strong> brasileira, o modelo está listado com preços oficiais, mas exibe os avisos de "Confira em breve a disponibidliade".</p><h2>O que muda com o MacBook Pro sensível ao toque</h2><p>Com a nova tela, dá para rolar páginas, ampliar fotos e mexer em elementos da tela direto com os dedos. A<strong> Apple</strong> aposta em usos profissionais: designers podem desenhar em toda a área da tela, músicos podem tocar instrumentos virtuais no<strong> Logic Pro</strong> e desenvolvedores podem testar apps de <strong>iPhone</strong> e<strong> iPad</strong> no próprio notebook.</p><p>O toque não substitui o teclado e o <strong>trackpad.</strong> Ele funciona como uma alternativa para algumas tarefas e o computador não vira<strong> tablet</strong>: a tela não gira nem dobra para trás.</p><p>Os aplicativos da<strong> Apple</strong> estão adaptados e o <strong>macOS</strong> transforma automaticamente os toques em cliques nos demais programas. A empresa cita apps como <strong>Word, Excel, PowerPoint, Canva, Zoom, Lightroom e DaVinci Resolve</strong>.</p><h2>Tela OLED com mais brilho</h2><p>A tela, chamada pela <strong>Apple de PROLED XDR</strong>, usa a tecnologia <strong>OLED</strong> em tandem, que empilha duas camadas de luz. Isso permite mais brilho sem desgastar tanto o painel. O resultado, segundo a empresa, são pretos mais profundos, cores mais fiéis e brilho de até 2.000 nits, bom para usar ao ar livre.</p><p>As bordas ficaram mais finas e as telas cresceram um pouco: 14,2 e 16,3 polegadas. O sensor de toque fica dentro do painel e não em uma camada por cima, o que deixa a resposta mais rápida. A <strong>Apple</strong> também reforçou a dobradiça para a tela não balançar quando é tocada.</p><h2>Ilha Dinâmica e logo iluminado</h2><p>O entalhe da câmera no topo da tela deu lugar à<strong> Ilha Dinâmica</strong>, a mesma do <strong>iPhone</strong>, que reúne notificações, atividades em andamento, a busca do <strong>Spotlight</strong> e a <strong>Siri</strong>.</p><p>Outro detalhe que deve agradar aos fãs antigos: o logotipo da maçã na tampa volta a acender, como nos<strong> MacBooks</strong> de uma década atrás.</p><h2>Desempenho e bateria</h2><p>O novo modelo usa os chips M5 Pro e M5 Max, os mesmos da geração anterior e não o M6, estreado nesta semana em outros <strong>Macs</strong>. A <strong>Apple</strong> promete até 24 horas de bateria e carga de 50% em 30 minutos.</p><p>O notebook ficou um pouco mais fino e leve: a versão de 14 polegadas pesa 1,36 kg, e a de 16 polegadas, 1,81 kg. Ele tem três entradas Thunderbolt 5, HDMI, leitor de cartão de memória, carregador MagSafe, Wi-Fi 7 e seis alto-falantes, com graves até 50% mais fortes.</p><h2>Quanto custa o MacBook Pro no Brasil</h2><p>* 14 polegadas com M5 Pro: R$ 34.999 * 16 polegadas com M5 Pro: R$ 41.999 * 14 polegadas com M5 Max: R$ 53.999 * 16 polegadas com M5 Max: R$ 57.999 </p><p>Nos Estados Unidos, os modelos com M5 Pro custam a partir de US$ 2.899 e US$ 3.399. Na configuração máxima, com 128 GB de memória e 16 TB de armazenamento, o modelo de 16 polegadas chega a US$ 14.549.</p><h2>Usuários questionam a novidade</h2><p>A estreia dividiu opiniões. Em fóruns como o <strong>Reddit</strong>, parte dos usuários questionou a utilidade do toque em um <strong>notebook</strong> comum, já que o <strong>trackpad dos MacBooks</strong> é considerado preciso. Outros reclamaram do desconforto de levantar o braço para tocar uma tela na vertical.</p><p class="    ">Houve ainda quem lembrasse da <strong>Touch Bar</strong>, a faixa sensível ao toque acima do teclado que a<strong> Apple</strong> lançou em 2016 e abandonou anos depois. A tela <strong>OLED</strong>, por outro lado, recebeu elogios, e alguns usuários disseram que ela, e não o toque, é o principal motivo para comprar o novo modelo.</p><h2>Os outros lançamentos da Apple na semana</h2><p class="  ">O <strong>MacBook Pro</strong> sensível ao toque fecha uma semana cheia de novidades. A <strong>Apple</strong> também lançou um <strong>MacBook Pro de 14 polegadas</strong> com o novo chip M6, que mantém a tela tradicional e parte de R$ 24.999, além de um <strong>iMac com M6</strong>, a partir de R$ 17.999, e do novo <strong>iPad Mini</strong> com tela OLED, a partir de R$ 8.499.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-30/macbook-pro-com-tela-touch--apple-cede-apos-anos-de-resistencia.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Reprodução/Apple </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>FIM DE UM TABU, MacBook Pro, tela sensível ao toque, Apple, notebook, preço no Brasil, tecnologia</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ae4c5f73d071baf143efada</guid><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 16:29:47 +0000</pubDate><title>Raphael Bozza: Paradoxo de Stockdale e a Inovação no iFood</title><description>Dados limpos, IA em escala e testes rápidos sustentam a maior plataforma de delivery da América Latina, comprometida com a previdência de entregadores</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/e6/hn/8d/e6hn8ddwegfw5kk4rfdcptith.jpg"><figcaption>Raphael Bozza no podcast 'Inteligência Orgânica'<span class="copyright">Reprodução/Youtube </span></figcaption></figure><p>Rafael Bozza, VP de Pessoas do iFood e autor do livro "Código Aberto", apresenta no Inteligência Orgânica a engrenagem de gestão e a cultura organizacional por trás da maior plataforma de delivery da América Latina, responsável por movimentar cerca de 200 milhões de pedidos mensais e integrar 600 mil entregadores e estabelecimentos parceiros. Com uma trajetória construída na logística ferroviária e na indústria (Kraft Heinz) antes de assumir a liderança de recursos humanos da tech company, Bozza detalha a aplicação do "Paradoxo de Stockdale" — a filosofia de manter o otimismo inabalável no futuro enquanto se encaram sem rodeios os "fatos brutais" e os problemas reais do presente. Ele explica como a empresa prepara a sua infraestrutura de dados limpos desde 2018 para integrar a Inteligência Artificial em escala, avançando da criação massiva de mais de 27 mil agentes e automações para uma fase de seleção focada naqueles 100 a 200 fluxos que efetivamente transformam a produtividade e alavancam os parceiros comerciais.</p><p>Ao abordar o impacto da automação no futuro do trabalho, Bozza destaca o caso do agente "Diana", que assumiu a qualificação do long tail de restaurantes no onboarding por WhatsApp, permitindo realocar 100 profissionais para frentes estratégicas e de contas chave. O executivo desmistifica a eliminação de cargos juniores através do programa "Gen AI", demonstrando que a tecnologia liberta o colaborador das tarefas repetitivas, mas exige o desenvolvimento de competências humanas insubstituíveis, como o julgamento crítico, a formulação de problemas complexos e a escuta ativa (human in the loop). Bozza defende a ambidestria corporativa por meio do conceito de "jet-skis" — pequenos projetos e testes rápidos de inovação com margem para erro aprendida, que deram origem a produtos de grande escala como o Clube iFood e o Hits. Por fim, ele reforça o compromisso do ecossistema com o avanço da pauta previdenciária de longo prazo para os entregadores e o uso do drone como uma solução estritamente pontual e complementar à logística humana.</p><p class="     "><strong>Assista ao vídeo completo no YouTube para entender como a cultura do iFood combina dados, IA e inteligência orgânica na gestão de pessoas.</strong></p><iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/PCtmmmNzyqo" frameborder="0"></iframe>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/pedro-cortella/2026-10-30/raphael-bozza--paradoxo-de-stockdale-e-a-inovacao-no-ifood.html</link><dc:creator>Pedro Cortella</dc:creator><media:credit>Reprodução/Youtube </media:credit><author>Pedro Cortella</author><keywords>Inteligência artificial, iFood, Mercado de trabalho, Cultura organizacional, Automação, Gestão de pessoas, Inovação tecnológica, Entregadores, Paradoxo de Stockdale</keywords><internationalize>false</internationalize><section>67924aca1709546c04d9c315</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ae497b7355b34f57615be41</guid><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 15:00:40 +0000</pubDate><title>Melhores invenções de 2026: até um celular ‘burro’ está na lista</title><description>Lista da Time com 300 itens inclui Galaxy S26 Ultra, celular sem apps e broche que transcreve conversas; veja os destaques</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/4p/cm/qv/4pcmqv3t5vvy98fj9prfwpyzi.jpg"><figcaption>Tela com privacidade do Galaxy S26 Ultra, que esconde notificações de quem está ao lado, chamou a atenção da Time<span class="copyright">Foto: Reprodução/Samsung </span></figcaption></figure><p>A revista americana<strong> Time</strong> divulgou sua lista anual das <strong>melhores invenções de 2026, com 300 produtos, serviços e ideias</strong> que, segundo a publicação, <strong>mudam a forma como vivemos, trabalhamos e nos divertimos</strong>. A seleção, publicada em outubro, vai do <strong>iPhone Duo</strong>, primeiro celular dobrável da <strong>Apple</strong>, a ferramentas de<strong> inteligência artificial</strong> como o <strong>Claude Code</strong>, da <strong>Anthropic</strong>, e um novo <strong>tratamento para o câncer de pâncreas</strong>. A lista traz ainda <strong>100 menções especiais</strong>.</p><p>Não se trata de um prêmio formal. A revista reuniu indicações de editores e correspondentes do mundo todo e recebeu inscrições pela internet. Depois, avaliou cada candidato por originalidade, eficiência, ambição e impacto, com atenção especial a saúde, IA e energia limpa.</p><h2>iPhone Duo estampa a capa, mas enfrenta polêmica</h2><p>O grande destaque da edição é o<strong> iPhone Duo</strong>. A capa traz <strong>John Ternus</strong>, que assumiu o comando da <strong>Apple</strong> em setembro, com o dobrável nas mãos. Segundo a <strong>Time</strong>, <strong>Ternus</strong> aparece como criador na patente original da tecnologia, registrada há cerca de 15 anos.</p><p>A homenagem chega em um momento delicado. Nas últimas semanas, compradores relataram telas trincadas na região da dobra. A <strong>Apple</strong> reconheceu o problema, afirma que ele atinge poucas unidades e orienta os clientes a pedir a troca pelo suporte da marca. No<strong> Brasil</strong>, o aparelho custa entre R$ 22 mil e R$ 31 mil e ainda não começou a ser entregue.</p><h2>Celulares e acessórios entre as melhores invenções de 2026</h2><p>O <strong>Galaxy S26 Ultra</strong>, topo de linha da <strong>Samsung</strong>, também entrou na lista. Além do desempenho e dos recursos de <strong>IA</strong>, chamou a atenção a tela com privacidade, que escurece áreas escolhidas, como as notificações, para que quem está ao lado não consiga ler.</p><p>Curiosamente, a seleção também premia produtos que ajudam a usar menos o celular:</p><p><strong>Dumbphone 2:</strong> um<strong> celular de flip "não inteligente"</strong>, sem redes sociais;</p><p><strong>Brick:</strong> acessório que bloqueia aplicativos para controlar o tempo de tela;</p><p><strong>Click Power Keyboard:</strong> teclado físico que se encaixa no celular, no estilo dos antigos BlackBerry.</p><h2>Gadgets que chamaram a atenção</h2><p>Alguns itens da lista parecem saídos de filme de ficção:</p><p><strong>Plaud NotePin S:</strong> um broche que grava e transcreve conversas no aplicativo;</p><p><strong>HoverAir Aqua:</strong> drone que pode tocar a água para fazer filmagens;</p><p><strong>HP EliteBoard G1a:</strong> um teclado com o computador inteiro dentro;</p><p><strong>UAG Phone Recovery Pouch:</strong> bolsa para "salvar" aparelhos que caíram na água;</p><p><strong>Xteink X4 Pro:</strong> leitor de livros digitais de bolso, alternativa ao Kindle;</p><p><strong>Akai Pro MPC Live III:</strong> central de produção musical que dispensa o computador.</p><h2>Notebooks, TVs, câmeras e áudio</h2><p>Entre os computadores, aparecem o<strong> Asus Zenbook Duo</strong>, com duas telas OLED de 14 polegadas, o <strong>Framework Laptop 13 Pro</strong>, que pode ser consertado pelo próprio dono, e o <strong>Lenovo ThinkPad P1 Gen 9</strong>, com bateria recorde para a categoria. Nas TVs, foram escolhidas a <strong>LG OLED Evo AI W6</strong>, bem fina, e a <strong>TCL X11L</strong>, com destaque para o brilho.</p><p>Para quem grava vídeos, a lista traz a<strong> Fujifilm Instax Mini Evo Cinema</strong>, câmera instantânea que agora filma, a<strong> GoPro Mission 1 Pro ILS</strong> e a <strong>Nikon ZR</strong>, câmera profissional mais portátil. No áudio, estão os fones <strong>Nothing Ear (3a)</strong>, de design transparente, e os <strong>Render Audio Mix</strong>, fáceis de consertar. O carregador <strong>Anker Prime</strong>, de 160 W e três entradas USB-C, completa a seleção.</p><h2>IA: do Claude Code à marca d'água do Google</h2><p>A <strong>inteligência artificial</strong> ganhou uma categoria própria. Entre os escolhidos estão o <strong>Claude Code</strong>, ferramenta da<strong> Anthropic</strong> que escreve e corrige programas a partir de pedidos em texto, e o<strong> Lovable</strong>, que permite criar sites e aplicativos sem saber programar.</p><p>Também aparecem o <strong>Google SynthID</strong>, que identifica imagens e textos criados por <strong>IA</strong> com uma espécie de <strong>marca d'água invisível</strong>, o <strong>Meta Omnilingual ASR</strong>, que transcreve falas em centenas de idiomas, e o <strong>Bria Fibo</strong>, gerador de imagens que paga direitos aos autores das obras usadas no treinamento.</p><h2>Aplicativos da lista</h2><p>Três apps entraram na seleção:</p><p><strong>DualShot Recorder:</strong> grava vídeos na horizontal e na vertical ao mesmo tempo;</p><p class="   "><strong>Divine:</strong> aplicativo de vídeos curtos inspirado no antigo Vine;</p><p class="  "><strong>WeWard Walking Mode:</strong> só libera o celular depois que o usuário cumpre uma meta de caminhada.</p><h2>Além da tecnologia</h2><p>A lista completa, disponível no site da <strong>Time</strong>, inclui categorias como saúde, agricultura, acessibilidade, educação, energia e beleza. Um dos destaques fora do mundo dos <strong>gadgets</strong> é um <strong>tratamento experimental para o câncer de pâncreas</strong>, da empresa <strong>Revolution Medicines</strong>.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-30/melhores-invencoes-de-2026--time-elege-iphone-duo-e-claude-code.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Reprodução/Samsung </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>INOVAÇÃO, melhores invenções de 2026, revista Time, iPhone Duo, Galaxy S26 Ultra, Claude Code, inteligência artificial</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ae489b278ef29e228227822</guid><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 12:31:28 +0000</pubDate><title>Black Friday 2026: 5 jeitos de saber quando o preço cair</title><description>Buscapé, Zoom, Google e o próprio Chrome avisam no celular se o produto baixar; veja o passo a passo de cada um</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/dh/4z/a6/dh4za6w9juz5lju775ktxilvz.jpg"><figcaption>Alertas gratuitos avisam no celular quando o produto atinge o preço desejado na Black Friday<span class="copyright">Imagem criada por IA/ Redação iG </span></figcaption></figure><p>A <strong>Black Friday 2026</strong> acontece em <strong>27 de novembro</strong>, mas as <strong>promoções</strong> costumam começar semanas antes, com preços  que sobem e descem o tempo todo. Para não ficar de olho na tela o dia inteiro, quem planeja comprar pode ativar <strong>alertas gratuitos</strong> que avisam, por e-mail ou notificação no celular, quando o produto atingir o valor desejado. <strong>Comparadores de preço</strong>, o <strong>Google</strong> e até os <strong>aplicativos das lojas</strong> oferecem a função.</p><p>Configurar leva poucos minutos e ainda ajuda a fugir de uma armadilha conhecida: o <strong>desconto falso</strong>, quando a loja aumenta o preço antes da data para depois anunciar uma "queda".</p><h2>Buscapé: alerta com o valor que você quer pagar</h2><p>O <strong>Buscapé</strong> avisa quando o item chega ao preço definido por você. É preciso ter uma conta gratuita no site ou no aplicativo.</p><p>* Acesse o site ou o app do Buscapé e faça login; * Pesquise o produto e abra a página dele; * Clique em Criar alerta e digite o valor que deseja pagar. </p><p>O aviso chega no e-mail do cadastro, mas também pode ir para o celular. No app, é preciso liberar as notificações nas configurações do aparelho.</p><h2>Zoom: aviso também pelo WhatsApp</h2><p>O Zoom funciona de forma parecida e manda o alerta por e-mail, WhatsApp ou notificação no celular. O comparador também mostra o histórico de preços do produto, o que ajuda a definir um valor realista para o alerta.</p><p>* Entre no site ou no app do Zoom e faça login; * Busque o produto e abra a página dele; * Toque em Criar alerta de preço e ajuste o valor.</p><p>Por padrão, o aviso vai para o e-mail. Para trocar o canal, basta escolher outra opção nas configurações do alerta.</p><h2>Google Shopping: monitoramento direto na conta Google</h2><p>Quem já usa o<strong> Google</strong> para pesquisar preços pode acompanhar a variação sem instalar nada:</p><p>* Pesquise o produto na aba Shopping do Google; * Abra a página do item, com a lista de lojas; * Ative a opção Acompanhar preço, que costuma aparecer com o ícone de um sino. </p><p>O Google avisa por e-mail ou no aplicativo do Google, no celular, quando houver uma queda significativa no valor.</p><h2>Chrome no celular: o sino na barra de endereço</h2><p>O navegador <strong>Chrome</strong>, no <strong>Android</strong> e no <strong>iPhone</strong>, também acompanha preços. Ao abrir a página de um produto no site da loja, procure o ícone de sino ao lado do endereço do site e toque nele. A partir daí, o <strong>Chrome</strong> monitora aquela página e avisa se o preço cair.</p><h2>Aplicativos das lojas: lista de desejos com notificação</h2><p>Varejistas como <strong>Magalu</strong> e <strong>KaBuM!</strong> também avisam quando um produto baixa de preço. Para isso:</p><p>* Baixe o aplicativo oficial da loja; * Adicione o produto aos favoritos ou à lista de desejos; * Ative as notificações do app nas configurações do celular.</p><p>A desvantagem é que o alerta vale só para aquela loja. Por isso, o ideal é combinar essa opção com um comparador de preços.</p><h2>Dica extra: extensões e IA na pesquisa de preços</h2><p>No computador, extensões gratuitas da<strong> Chrome Web Store</strong>, como as do <strong>Buscapé, do Zoom e do Promobit</strong>, mostram dados de preço e ofertas enquanto você navega nas lojas. A extensão do <strong>Méliuz</strong> também ajuda a comparar preços e a receber dinheiro de volta, o chamado <strong>cashback</strong>. Antes de instalar, confira as permissões pedidas e as avaliações de outros usuários.</p><p>A <strong>inteligência artificial</strong> também entrou na pesquisa de ofertas. Segundo dados do <strong>Google</strong>, cerca de<strong> 10% dos brasileiros</strong> já usam ferramentas de IA para procurar promoções, com a ajuda de recursos de busca por imagem, como o <strong>Google Lens</strong> e o <strong>"Circule para Pesquisar"</strong>, que encontram um produto a partir de uma foto.</p><h2>Recebi o alerta de preço da Black Friday: e agora?</h2><p>O aviso não é sinal para comprar no impulso. Antes de fechar a compra:</p><p><strong>Confira o preço na loja:</strong> o valor do comparador pode ter mudado, e o estoque pode ter acabado; <strong>Olhe o histórico:</strong> o gráfico mostra se a queda é real ou se o produto foi remarcado dias antes; <strong>Some tudo:</strong> frete, parcelas e forma de pagamento podem anular o desconto; <strong>Pesquise a loja:</strong> se não for uma varejista conhecida, veja a reputação dela no Reclame Aqui.</p><p class="   ">Se o preço ainda não chegou ao valor ideal, não tem pressa: mantenha o alerta ativo e espere. Os comparadores avisam que nem toda redução é notificada na hora, então vale conferir o produto de vez em quando nos dias mais próximos da <strong>Black Friday</strong>.</p><h2>Cuidado com golpes na Black Friday</h2><p>O alerta de preço também pode virar isca. Golpistas copiam o visual de grandes lojas e enviam links de<strong> "promoções imperdíveis"</strong> por e-mail, SMS e <strong>WhatsApp</strong>. Segundo pesquisa da <strong>Serasa</strong> feita em 2025, 71% dos consumidores acreditam que os golpes aumentam na Black Friday, e os mais temidos são os sites falsos de lojas (46%) e o golpe do Pix (38%).</p><p>Alguns cuidados ajudam a evitar problemas:</p><p><strong>Abra o link do alerta pelo app ou site oficial:</strong> se a mensagem vier de fora, digite o endereço da loja no navegador em vez de clicar; <strong>Confira o destinatário do Pix ou do boleto:</strong> o nome precisa ser o da loja, e não de uma pessoa ou empresa desconhecida; <strong>Use cartão virtual:</strong> muitos bancos oferecem números temporários, que podem ser apagados depois da compra; <strong>Evite Wi-Fi público:</strong> deixe as compras para a rede de casa ou para a internet do celular; <strong>Desconfie de preços muito baixos:</strong> um desconto grande demais em produto caro costuma ser sinal de golpe.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-30/black-friday-2026--5-jeitos-de-saber-quando-o-preco-cair.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Imagem criada por IA/ Redação iG </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>CAÇA ÀS OFERTAS, Black Friday 2026, alerta de preço, Zoom, Buscapé, Google Shopping, promoção, golpes na Black Friday</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ae3458f7676ce2e24d368c9</guid><pubDate>Thu, 29 Oct 2026 13:18:39 +0000</pubDate><title>Ataque hacker esquenta geladeiras de mercados a 50°C na França</title><description>Invasão de painéis conectados à internet atingiu ao menos 350 lojas, causou incêndios e levou ao descarte de alimentos</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/6a/fi/ar/6afiarqjqj3pqhwlbaa7i0faq.jpg"><figcaption>Hackers invadiram os painéis de controle e elevaram a temperatura de freezers de supermercados franceses a 50°C<span class="copyright">Foto: Imagem gerada por IA </span></figcaption></figure><p><strong>Hackers</strong> invadiram os <strong>sistemas de refrigeração</strong> de centenas de supermercados na <strong>França</strong> e <strong>elevaram a temperatura de geladeiras e freezers para até 50°C</strong> durante a noite. O ataque, revelado pela Procuradoria de Paris, atingiu ao menos<strong> 350 lojas de redes como Carrefour, Intermarché, Monoprix e Coopérative U</strong>, provocou incêndios e obrigou os mercados a descartar os produtos. A investigação ainda não identificou os responsáveis e ninguém assumiu a autoria.</p><p>O caso chamou a atenção porque não teve como alvo dados ou contas bancárias, mas sim equipamentos físicos ligados à internet. Na prática, um <strong>ataque virtual</strong> estragou comida de verdade.</p><h2>Como foi o ataque hacker aos supermercados</h2><p>As <strong>geladeiras e os freezers</strong> de um supermercado costumam ser <strong>controlados por um painel central</strong>, que regula a temperatura de todos os equipamentos da loja. Esse painel pode ser acessado pela<strong> internet</strong>, o que permite que empresas de manutenção façam ajustes de qualquer lugar.</p><p>Foi por esse caminho que os criminosos entraram. Segundo uma fonte do gabinete do<strong> primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, a agência de segurança cibernética do país (ANSSI)</strong> encontrou uma falha em um programa da empresa dinamarquesa <strong>Danfoss</strong>, fabricante dos painéis.</p><h2>Lojas afetadas e prejuízo</h2><p>Só a <strong>rede Intermarché</strong> teve cerca de <strong>150 lojas</strong> com geladeiras aquecidas a 50°C por seis horas. Todos os alimentos foram descartados para evitar riscos à saúde. Em <strong>Paris</strong>, funcionários de uma unidade foram vistos jogando carrinhos de congelados derretidos em uma caçamba, com sorvete escorrendo na calçada.</p><p>O <strong>Carrefour</strong> informou que <strong>80 supermercados</strong> foram atingidos e a <strong>Monoprix</strong> que <strong>5% das suas lojas</strong>. O <strong>presidente da Intermarché, Thierry Cotillard</strong>, estimou o prejuízo em "dezenas de milhões de euros em todo o país em um único dia".</p><p>"Atacar equipamentos essenciais para a conservação de produtos frescos e para o abastecimento alimentar do povo francês é de extrema gravidade e não tem precedentes", escreveu no <strong>X Dominique Schelcher, presidente da Coopérative U</strong>.</p><h2>A falha já tinha correção</h2><p>A <strong>Danfoss</strong> afirmou que os sistemas invadidos usavam versões antigas do firmware, o programa interno que faz o equipamento funcionar. A empresa diz que recomenda há muito tempo que os clientes atualizem os sistemas e troquem os modelos mais antigos.</p><p>O problema era conhecido. Em 9 de agosto, a <strong>empresa de cibersegurança Claroty</strong> publicou um estudo sobre falhas no painel <strong>Danfoss AK-SM 800A</strong> que permitiam a um invasor driblar a senha e executar comandos no equipamento. A <strong>Danfoss</strong> já havia liberado atualizações para corrigir essas brechas.</p><p>Mesmo assim, uma apuração da <strong>agência Reuters</strong> encontrou ao menos <strong>4,5 mil painéis da marca ainda visíveis na internet</strong> depois do ataque. A <strong>federação do varejo francês (FCD)</strong> cobrou "total transparência" da fabricante.</p><h2>Quem está por trás do ataque?</h2><p>Ainda não se sabe. Ninguém assumiu a autoria nem pediu resgate, o que intriga os investigadores. Para o especialista em segurança <strong>Ken Munro, da Pen Test Partners</strong>, o ataque pode ter sido obra de jovens "brincando", e não de um governo estrangeiro.</p><p class="      ">A<strong> França</strong> diz coordenar as investigações com outros países europeus. Um analista da empresa <strong>Sekoia</strong> afirmou que <strong>Espanha, Portugal, Polônia, Alemanha e Bélgica</strong> também foram afetados, mas não houve confirmação oficial. O caso lembra problemas parecidos registrados em agosto em cerca de uma dúzia de mercados de bases militares dos <strong>Estados Unidos</strong>.</p><h2>O alerta vale para a sua casa</h2><p>O episódio mostra um risco que vai além dos supermercados: qualquer aparelho ligado à <strong>internet</strong> pode virar porta de entrada para invasores. Isso inclui câmeras, fechaduras, lâmpadas, assistentes de voz e eletrodomésticos inteligentes.</p><p>Algumas medidas simples reduzem o risco:</p><p>* Atualize os aparelhos: instale as atualizações oferecidas pelo fabricante, como no celular; * Troque a senha de fábrica: muitos dispositivos saem da caixa com senhas fáceis, como "admin"; * Proteja o roteador: use uma senha forte no Wi-Fi e mantenha o roteador atualizado; * Desconfie de aparelhos sem suporte: produtos que não recebem mais atualizações ficam mais vulneráveis com o tempo.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-29/ataque-hacker-esquenta-geladeiras-de-mercados-a-50c-na-franca.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Imagem gerada por IA </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>SEGURANÇA DIGITAL, Ataque hacker, supermercados França, ciberataque, Danfoss, segurança digital, internet das coisas</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ae33b55b120475a01260672</guid><pubDate>Thu, 29 Oct 2026 12:36:41 +0000</pubDate><title>iPhone Duo: fornecedora nega culpa por telas trincadas</title><description>Fabricante da dobradiça ameaça processar quem a acusar sem provas; Apple diz que poucas unidades foram afetadas</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/1l/fd/vw/1lfdvw5mipmkibwewybt8mh76.jpg"><figcaption>Parte quebrada da dobradiça de um iPhone Duo<span class="copyright">Foto: Reprodução/CuriousHagi/YouTube </span></figcaption></figure><p>A sul-coreana <strong>Fine M-Tec, fornecedora de peças da dobradiça do iPhone Duo</strong>, negou que seus componentes sejam responsáveis pelas <strong>telas trincadas</strong> relatadas por compradores do primeiro <strong>celular dobrável da Apple</strong>. Em comunicado divulgado nesta semana, a empresa afirmou que os problemas "não foram causados por defeitos em componentes fornecidos" por ela e disse que pode processar quem fizer acusações sem provas. A reação veio depois que análises independentes apontaram a dobradiça como possível origem das falhas.</p><p>A própria <strong>Apple</strong> já reconheceu o problema, mas diz que ele atinge um "pequeno número de unidades". A causa ainda não foi divulgada.</p><h2>O que diz a fornecedora do iPhone Duo</h2><p>A <strong>Fine M-Tec</strong> fabrica dobradiças internas e placas de metal que sustentam telas dobráveis. Essas placas protegem o painel do desgaste causado pelo movimento de abrir e fechar o aparelho. A empresa também fornece peças para a <strong>Samsung Display</strong>, que produz telas para <strong>celulares dobráveis</strong>.</p><p>No comunicado, a fornecedora não cita a <strong>Apple</strong> nem o <strong>iPhone Duo</strong>. Ela afirma que suas peças seguem as especificações definidas pelo cliente e passam por inspeção do projeto à produção em massa. Por isso, segundo a empresa, qualquer ligação entre os componentes e os defeitos precisa ser comprovada por análise técnica.</p><p>A <strong>Fine M-Tec</strong> também pediu que não se busquem culpados antes de a causa real ser descoberta. A repercussão do caso derrubou o valor das ações da empresa.</p><h2>Qual é o problema na tela do iPhone Duo</h2><p>Desde o lançamento, compradores e youtubers publicaram fotos e vídeos de telas danificadas. Segundo o <strong>site americano AppleInsider</strong>, os casos seguem um padrão: uma linha horizontal surge em um ponto específico do centro da tela, no qual ela dobra, e se estende para um dos lados.</p><p>Desmontagens feitas por criadores de conteúdo apontaram um possível suspeito: uma peça plana, perto do centro da tela, que se divide em duas partes durante o movimento de dobrar e desdobrar. Ela fica próxima a uma pequena placa de suporte e ao cabo que liga as duas metades do aparelho. Nenhuma dessas análises, porém, foi confirmada pela <strong>Apple</strong>.</p><h2>O que diz a Apple</h2><p>Em nota ao<strong> site 9to5Mac</strong>, a <strong>Apple</strong> afirmou estar ciente dos relatos de tela interna trincada na região da dobra e disse que o problema afeta poucas unidades. A empresa orienta quem tiver o defeito a procurar o <strong>AppleCare</strong>, serviço de suporte da marca, para pedir a troca do aparelho.</p><p class="    ">Segundo a publicação, não é preciso ser assinante do <strong>AppleCare+</strong>, o seguro pago da <strong>Apple</strong>, para solicitar a substituição.</p><h2>Quantos aparelhos foram afetados</h2><p>Não há números oficiais. O <strong>AppleInsider</strong> consultou funcionários de 20 assistências técnicas da <strong>Apple</strong> nos<strong> Estados Unidos</strong>, as <strong>Genius Bars</strong>. Até 26 de outubro, apenas quatro unidades com o defeito tinham sido devolvidas. O site diz que vai continuar o levantamento.</p><h2>E no Brasil?</h2><p>Os compradores brasileiros ainda não receberam o aparelho. Por aqui, o <strong>iPhone Duo</strong> custa entre R$ 22 mil e R$ 31 mil, e a pré-venda esgotou, com entregas previstas para <strong>fevereiro de 2027</strong>.</p><p>Até lá, a Apple pode identificar a causa e corrigir a produção. Quem comprou deve acompanhar os comunicados da empresa e, ao receber o celular, guardar a nota fiscal e registrar qualquer defeito logo nos primeiros dias, para facilitar a troca na garantia.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/celulares/2026-10-29/iphone-duo--fornecedora-nega-culpa-por-telas-trincadas.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Reprodução/CuriousHagi/YouTube </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>POLÊMICA, tela trincada, dobradiça, celular dobrável, Apple, Fine MTec</keywords><internationalize>false</internationalize><section>60f852c6c15ddc234659043f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ae22246d3f98d7d62eca837</guid><pubDate>Wed, 28 Oct 2026 16:36:44 +0000</pubDate><title>Microfone da Sony grava som 3D no celular e chega ao Brasil</title><description>ECM-AX10 pesa 24 g, funciona com Android e iPhone e deve custar cerca de R$ 1.350; venda está prevista para este ano</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ca/qu/pq/caqupqaftmxhdq6w50kpqov9e.jpg"><figcaption>A Sony anuncia o primeiro microfone de áudio espacial do mundo certificado pela Eclipsa Audio para smartphones<span class="copyright">Foto: Divulgação/Sony </span></figcaption></figure><p>A <strong>Sony</strong> vai lançar no<strong> Brasil</strong> o <strong>ECM-AX10</strong>, um <strong>microfone de 24 gramas</strong> que se conecta ao celular e <strong>grava vídeos com som em 3D</strong>, também chamado de <strong>áudio espacial</strong>. Segundo a assessoria da empresa informou ao<strong> iG</strong>, o aparelho deve chegar às<strong> lojas brasileiras ainda em 2026</strong>, com preço estimado em cerca de <strong>R$ 1.353</strong>, valor que ainda depende de confirmação. A data exata de lançamento não foi definida.</p><p>O <strong>microfone</strong> foi pensado para quem cria vídeos com o celular, como influenciadores e produtores de conteúdo. A proposta é fazer o espectador sentir que está no lugar da gravação, seja em um show, em uma viagem ou em uma partida de futebol.</p><h2>O que é o som 3D do microfone da Sony</h2><p>Em uma gravação comum, o som parece vir de um ponto só. No<strong> áudio espacial</strong>, o ouvinte percebe de onde vem cada barulho: a voz à frente, o público atrás, um carro que passa da esquerda para a direita. É o mesmo efeito que deixa os filmes no cinema mais imersivos.</p><p>Para isso, o <strong>ECM-AX10</strong> tem <strong>quatro microfones internos</strong>, que captam o som de todas as direções. Depois, um processamento da <strong>Sony</strong> reorganiza esse som para recriar a sensação de espaço, direção e distância.</p><h2>Tecnologia do Google e vídeos no YouTube</h2><p>O<strong> ECM-AX10</strong> é o <strong>primeiro microfone para celular do mundo certificado pela Eclipsa Audio</strong>. A tecnologia de<strong> áudio espacial</strong> foi criada pelo<strong> Google</strong>, é gratuita, de código aberto e já funciona no <strong>YouTube</strong>.</p><p>Na prática, os vídeos gravados com o microfone podem ser publicados no <strong>YouTube com som 3D</strong>. Para ouvir o efeito, o ideal é usar fones de ouvido.</p><h2>Três modos de gravação</h2><p>O microfone oferece três formas de gravar, de acordo com o destino do vídeo:</p><p><strong>Ambisonics:</strong> o modo de <strong>áudio espacial</strong> mais completo, usado para publicar no<strong> YouTube</strong> com a tecnologia <strong>Eclipsa Audio</strong>; <strong>Binaural:</strong> cria um som em 3D pensado para fones de ouvido, mesmo em plataformas que não aceitam a <strong>Eclipsa Audio</strong>; <strong>Estéreo:</strong> o formato tradicional, para vídeos do dia a dia e redes sociais, que funciona em fones e caixas de som.</p><h2>Funciona com quais celulares?</h2><p>O <strong>ECM-AX10</strong> se conecta pela entrada USB-C, a mesma usada para carregar a maioria dos celulares atuais, sem precisar de gravador separado. Segundo a <strong>Sony</strong>, ele funciona com aparelhos <strong>Android 14 ou mais novos e com iPhones</strong> que tenham entrada <strong>USB-C e iOS 18</strong> ou mais recente, o que inclui modelos de diferentes marcas vendidos no Brasil.</p><p class="     ">Antes de comprar, vale conferir a lista de celulares testados no site da <strong>Sony</strong>. A empresa avisa que a qualidade da gravação pode variar de acordo com o desempenho do aparelho.</p><h2>Aplicativo já está disponível</h2><p>Para gravar com <strong>som 3D</strong>, editar e exportar os vídeos, a<strong> Sony</strong> oferece o aplicativo <strong>Spatial Audio Video Tool</strong>, que, segundo a assessoria, já está disponível. Com ele, todo o processo, da gravação à publicação, pode ser feito no próprio celular.</p><p>O microfone também funciona com outros aplicativos de câmera e de gravação. A gravação em 4K pelo aplicativo da<strong> Sony</strong> está prevista para <strong>dezembro de 2026</strong>.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-28/microfone-da-sony-grava-som-3d-no-celular-e-chega-ao-brasil.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Divulgação/Sony </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>LANÇAMENTO, microfone da Sony, Sony ECMAX10, áudio espacial, som 3D, microfone para celular, Eclipsa Audio</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ae22039a1d373c663640866</guid><pubDate>Wed, 28 Oct 2026 16:18:23 +0000</pubDate><title>Sheylli Caleffi: A Raiva Proativa e a Proteção da Infância</title><description>Violência sexual e exploração online: como adultos engajados em missões práticas no mundo real podem fortalecer os Conselhos Tutelares</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/0s/9o/j3/0s9oj374hxaopk15xzdf2m18p.jpg"><figcaption>Sheylli Caleffi no podcast 'Inteligência Orgânica'<span class="copyright">Reprodução/Youtube </span></figcaption></figure><p>Sheylli Caleffi, professora de oratória, especialista em comunicação e ativista da causa infantil, traz ao Inteligência Orgânica uma reflexão sobre a urgência de resgatar a empatia e a proteção irrestrita aos direitos de crianças e adolescentes contra as "máquinas do caos" e o "tecnofeudalismo" das redes sociais. Diante dos números alarmantes de violência sexual e abuso infantil no Brasil, majoritariamente cometidos no ambiente doméstico por conhecidos da família, Sheylli transformou a sua própria vivência e indignação pessoal em "raiva/ira proativa", um combustível para a ação comunitária que rejeita a paralisia do pessimismo. Ela apresenta o projeto e jogo presencial "Agentes de Proteção da Infância", uma rede de mobilização social que engaja adultos em missões práticas no mundo real, como a fiscalização e o fortalecimento do trabalho dos Conselhos Tutelares nos municípios.</p><p>Denunciando o cinismo dos discursos reacionários e pânicos morais, como a manipulação política em torno do falso "kit gay" e propostas punitivistas que desviam o foco do acolhimento à vítima, Sheylli reafirma o valor fundamental do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a necessidade de implementar a educação para a diversidade nas escolas. A especialista alerta para a explosão de crimes de exploração sexual online e preconiza o desligamento dos ecrãs como uma ferramenta vital de reconexão e saúde mental. Caleffi conclui enfatizando que a verdadeira liderança não se constrói no linchamento algorítmico do mundo virtual, mas sim no compromisso de servir ao outro e de transformar a dor em acolhimento e justiça social.</p><p><strong>Assista ao vídeo completo no YouTube para descobrir como transformar a indignação em ação comunitária e proteger a infância.</strong></p><iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/Xl4n7Wt8suM" frameborder="0"></iframe>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/pedro-cortella/2026-10-28/sheylli-caleffi--a-raiva-proativa-e-a-protecao-da-infancia.html</link><dc:creator>Pedro Cortella</dc:creator><media:credit>Reprodução/Youtube </media:credit><author>Pedro Cortella</author><keywords>segurança digital, proteção da infância, abuso infantil, violência sexual infantil, direitos das crianças, Estatuto da Criança e do Adolescente, ECA</keywords><internationalize>false</internationalize><section>67924aca1709546c04d9c315</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ae1ef837098ce35504704a4</guid><pubDate>Wed, 28 Oct 2026 13:33:22 +0000</pubDate><title>Trend &#39;essa sou eu quando era criança&#39;: testei e ensino a fazer</title><description>Usei o Manus para criar as fotos falsas de infância do carrossel; veja os comandos e o passo a passo para postar</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/bj/4m/n5/bj4mn5wl8emwxrmsfou5hu7k9.jpg"><figcaption>Primeira foto do carrossel: a infância inventada pela inteligência artificial<span class="copyright">Imagem gerada por IA </span></figcaption></figure><p>Na foto original, eu e minha melhor amiga aparecemos montadas em um burro, num terreno baldio na rua na qual a gente brincava. Na versão da <strong>inteligência artificial</strong>, viramos duas meninas passeando de pônei em frente a uma casa de campo digna de revista. Foi assim que entrei na <strong>trend “essa sou eu quando era criança”</strong>, também chamada de <strong>“trend do desculpa”</strong>, que viralizou nas últimas semanas no <strong>TikTok</strong> e no<strong> Instagram</strong>. Para criar as imagens, usei o <a href="https://manus.im/app">Manus, uma ferramenta de IA</a>, mas grande parte dos usuários revelam usar ChatGPT e Gemini. Conto abaixo como foi e ensino o passo a passo para você fazer a sua.</p><h2>Como funciona a trend “essa sou eu quando era criança”</h2><p>A brincadeira é publicada em vídeo, com uma sequência de fotos que passam ao som de uma música, ou ainda em carrossel, aquele post com várias imagens que o seguidor arrasta para o lado.</p><p>As primeiras imagens, <strong> criadas por IA, mostram uma infância de cinema</strong>. A cada foto, a pessoa desmente um detalhe, até chegar à última imagem: a foto real, sem retoque nenhum, acompanhada de um sincero <strong>“desculpa”</strong>.</p><p>O contraste é o que faz rir. Nos vídeos que viralizaram, a infância “perfeita” termina em careta, banguela e pose torta e os comentários viraram parte da diversão. </p><p><strong>Passo 1: escolha a foto de infância</strong></p><p>Separe a foto real que vai fechar o vídeo. Quanto mais engraçada ou “fora do padrão”, melhor: cenário improvisado, pose torta, dente faltando ou, no meu caso, um burro no lugar de um cavalo de raça.</p><p><strong>Passo 2: peça as mudanças à IA, uma por vez</strong></p><p>Envie a foto e peça as alterações aos poucos. Assim, cada resposta vira uma cena do vídeo e a história se desmonta foto a foto. No meu caso, a sequência de pedidos foi:</p><p>“Troque o burro da foto por um pônei” “Agora mude o cenário para uma casa de campo bonita, com jardim” “Agora troque as roupas das crianças para roupas que conversem com o cenário criado”</p><p>Você pode adaptar para a sua foto: mudar o cenário, a roupa, a cor do cabelo ou até o animal de estimação. Depois, salve cada imagem no celular.</p><p><strong>Passo 3: transforme as fotos em vídeo</strong></p><p>No<strong> TikTok</strong>, toque no “+”, entre na galeria, escolha “Selecionar vários” e marque as fotos na ordem: das versões da<strong> IA</strong> até a <strong>foto real</strong>. Confira se o post está no formato de vídeo e não de fotos, antes de avançar.</p><p>No<strong> Instagram</strong>, crie um<strong> Reels</strong>, toque na galeria e selecione as fotos na mesma ordem. O aplicativo monta o vídeo automaticamente e você pode ajustar quanto tempo cada imagem fica na tela. A ordem é o que garante a surpresa no final.</p><p><strong>Passo 4: escreva as frases em cada foto</strong></p><p>Coloque uma frase curta em cada imagem pelo ícone de texto (“Aa”). Usei esta sequência como exemplo:</p><p>Foto 1: “Essa sou eu e minha melhor amiga quando crianças” Foto 2: “Mas nós não tínhamos estas roupas” Foto 3: “E muito menos estes cabelos” Foto 4: “E também não era um pônei” Foto 5 (a real): “Desculpa....kkkkkkk”</p><p>Uma dica: deixe a última foto um pouco mais de tempo na tela, para o público ter tempo de rir da revelação.</p><p><strong>Passo 5: escolha a música e publique</strong></p><p>A música faz parte da piada. No <strong>TikTok,</strong> a mais usada na trend é <strong>“Purple Rain”</strong>: toque em “Adicionar som” e pesquise pelo nome. No <strong>Reels</strong>, toque no ícone de música e escolha a que mais se identificar ou estiver em alta. No meu caso, usei "Duas doses de saudades". Depois, é só escrever a legenda do post e publicar.</p><h2>5 dicas para a IA acertar na edição</h2><p>Na primeira tentativa, nem sempre a <strong>IA</strong> entrega o que a gente imagina. Estas dicas ajudam a chegar ao resultado mais rápido, no <strong>Manus</strong> ou em outras ferramentas de edição de imagem:</p><p>* Use uma foto nítida e peça para editar, não para criar. Se a ferramenta tiver a opção “editar” ou “refinar imagem”, prefira essa função. Assim, a IA parte da sua foto, em vez de inventar uma cena do zero.</p><p>* Diga o que muda e o que fica igual. Além de pedir a mudança, avise o que deve ser preservado, como os rostos, a pose, as roupas ou o enquadramento. Exemplo: “Troque o burro por um pônei, mas mantenha os nossos rostos e a pose”.</p><p>* Vá por etapas. Peça uma mudança por vez e use a imagem gerada como ponto de partida para o pedido seguinte. Além de facilitar o trabalho da IA, isso já rende as fotos em sequência que o vídeo da trend precisa.</p><p class="   ">* Envie a foto original de novo, se algo se perder. Se a IA mudar demais a pose ou as roupas, mande também a foto original e explique o papel de cada uma: uma imagem orienta a cena, e a outra mostra como devem ficar os rostos ou as roupas.</p><p class="  ">* Para mudar o formato, peça para ampliar o cenário. Se a foto for quadrada e você precisar dela na vertical, para o <strong>TikTok ou o Reels no Instagram,</strong> peça à<strong> IA</strong> para estender o cenário nas laterais ou em cima e embaixo. Assim, ninguém fica com a cabeça cortada.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-28/trend-essa-sou-eu-quando-era-crianca--testei-e-ensino-a-fazer.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Imagem gerada por IA </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>Viralizou, trend, essa sou eu quando era criança, trend do desculpa, trend com IA, Instagram, TikTok, Manus</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ae0fcc1bb27f1a4483a9d07</guid><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 19:35:03 +0000</pubDate><title>IA gratuita no Chrome: testei a IA que funciona até sem internet</title><description>O Gemini Nano vem embutido no navegador do PC e não cobra nada; mostro como usar, onde falha e como apagar os 4 GB</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/0u/57/w2/0u57w2ioakuaqi97r9ndtnmj4.jpg"><figcaption>O Chrome de computador pode ter uma IA gratuita que roda na própria máquina, até sem internet<span class="copyright">Imagem gerada por IA </span></figcaption></figure><p>Abri as configurações do <strong>Google Chrome</strong> no meu computador, entrei em <strong>Sistema</strong> e dei de cara com uma chave que nunca tinha notado: <strong>"IA no dispositivo"</strong>, ligada. Fui atrás e descobri que o navegador tinha baixado, sem me perguntar, uma<strong> inteligência artificial</strong> inteira para o meu PC. É o <strong>Gemini Nano, do Google</strong>, uma<strong> IA gratuita no Chrome</strong> que roda na própria máquina.</p><p>Gratuita no sentido literal: não tem assinatura, não pede login, não tem limite de mensagens e, depois de baixada, responde até com o<strong> Wi-Fi desligado</strong>. E o texto que você entrega para ela não sai do computador.</p><p>Mas nem tudo são flores. Ela erra mais que o<strong> ChatGPT</strong>, ainda não fala <strong>português</strong> oficialmente e ocupa um bom pedaço do disco. </p><h2>O que é a IA gratuita do Chrome</h2><p>O <strong>Gemini Nano</strong> é a versão mais compacta da<strong> família Gemini</strong>, feita para funcionar dentro do aparelho e não nos servidores do<strong> Google</strong>. O <strong>Chrome de computador</strong> guarda o modelo desde<strong> 2024</strong>.</p><p>Não confunda com o <strong>Gemini no Chrome</strong>, o painel lateral lançado no <strong>Brasil</strong> em junho. Aquele roda na nuvem, ou seja, o que você escreve vai para os servidores do <strong>Google</strong>. São coisas diferentes e desligar uma não desliga a outra.</p><h2>Como saber se o seu Chrome também tem</h2><p>Nem todo computador recebe a <strong>IA</strong>. Segundo o <strong>Google</strong>, a máquina precisa ter:</p><p><strong>Sistema:</strong> Windows 10 ou 11, macOS 13 ou mais novo, Linux ou Chromebook Plus. Celulares ficam de fora; <strong>Espaço:</strong> cerca de 20 GB livres no disco; <strong>Potência:</strong> placa de vídeo com mais de 4 GB de memória, ou 16 GB de RAM e processador de quatro núcleos; <strong>Internet:</strong> Wi-Fi ou cabo, sem limite de dados, para o download.</p><p>Para conferir, faça o caminho que eu fiz: clique nos <strong>três pontinhos</strong> no canto superior direito do <strong>Chrome</strong>, entre em <strong>Configurações</strong> e depois em <strong>Sistema</strong>. Se a chave <strong>"IA no dispositivo"</strong> estiver ligada e o <strong>PC</strong> cumprir os requisitos, a <strong>IA</strong> provavelmente já está aí.</p><h2>Como usei a IA gratuita do Chrome</h2><p>Não existe um botão <strong>"abrir Gemini Nano"</strong>. A <strong>IA</strong> trabalha por trás de alguns recursos e encontrei três jeitos de usá-la.</p><p>1. Como vigia contra golpes. É o uso mais fácil. O <strong>Chrome usa o Gemini Nano</strong> para analisar páginas suspeitas, como aquelas telas falsas de "seu computador está infectado" que mandam ligar para um suposto suporte técnico. Para ativar essa proteção extra, vá em <strong>Configurações > Privacidade e segurança > Segurança e escolha Proteção reforçada</strong>.</p><p>2. Como chat, por uma extensão. Para conversar com a <strong>IA</strong>, usei a extensão <a href="https://chromewebstore.google.com/detail/chrome-ai-chrome-built-in/emlpbjnkjcbepocijpjggfmmloipamia?pli=1">Chrome AI - AI de Tradução/Offline Integrada ao Chrome, da Chrome Web Store</a>. Ela abre um chat no painel lateral e responde sem internet. </p><p>Um alerta: antes de instalar qualquer extensão, confira quem publica e as permissões pedidas. Uma extensão que pode "ler e alterar todos os seus dados nos sites" enxerga tudo o que você navega. Consequentemente, a vantagem de privacidade vai embora.</p><p>3. Pelos recursos do próprio <strong>Chrome</strong>. O <strong>Google</strong> também usa o modelo para ajudar a escrever textos, resumir páginas e organizar abas. A disponibilidade varia por país e idioma. Parte desses recursos chega antes em inglês.</p><h2>O porém: ela ainda não fala português direito</h2><p>A lista oficial de idiomas do <strong>Gemini Nano</strong> tem inglês, espanhol, japonês, alemão e francês. O português ficou de fora.</p><p>Na prática, em português ela serve para rascunho e tarefas simples, sempre com conferência. Quem lê inglês tira mais proveito pedindo as respostas nesse idioma.</p><h2>Para que vale usar (e para que não vale)</h2><p>Vale para: textos que você não quer mandar para a internet, como um e-mail delicado ou anotações de uma reunião interna; tarefas curtas, como tirar datas de uma ata ou transformar tópicos soltos em lista; momentos sem internet, como no avião ou na estrada.</p><p>Não vale para: assuntos recentes, já que ela não pesquisa na internet; saúde, dinheiro e questões jurídicas, porque modelos pequenos inventam com mais frequência; textos longos ou tarefas complexas, como planejar uma viagem inteira; notebook na bateria ou PC antigo, porque cada pedido pesa no processador.</p><h2>O truque para gastar menos no ChatGPT</h2><p>Serviços como<strong> ChatGPT, Gemini e Claude</strong> limitam o uso de acordo com o tamanho dos textos enviados e recebidos. Nos planos gratuitos, quanto maior o texto, mais rápido você bate no limite. A<strong> IA do Chrome</strong> não tem essa conta.</p><p>A saída é dividir o trabalho. Peça à<strong> IA gratuita</strong> para resumir um documento longo ou tirar nomes, CPFs e telefones de um texto, e leve só o resultado para o <strong>ChatGPT</strong>. Você gasta menos da sua cota e manda menos dados pessoais para a nuvem. Só confira antes de enviar, porque um modelo pequeno pode deixar passar alguma informação.</p><h2>Não quero essa IA: como apagar e recuperar os 4 GB</h2><p class="  ">Se você não vai usar nada disso, o caminho é simples:</p><p class="     ">Clique nos três pontinhos no canto superior direito do<strong> Chrome</strong>; Entre em Configurações; Clique em Sistema; Desligue a chave IA no dispositivo.</p><p class="    ">O Chrome apaga o modelo e para de baixá-lo. Para trazer de volta, basta religar a chave. A proteção comum contra sites perigosos continua ativa, e o <strong>Gemini no Chrome</strong>, que roda na nuvem, também.</p><p>Uma dica importante: não apague a pasta ou o arquivo da IA na mão, como ensinam alguns tutoriais. Com a chave ligada, o <strong>Chrome</strong> baixa tudo de novo. E repita o processo em cada perfil e em cada computador que você usa.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-27/ia-gratuita-no-chrome--testei-a-ia-que-funciona-ate-sem-internet.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Imagem gerada por IA </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>DICA DE TECNOLOGIA, IA gratuita no Chrome, Gemini Nano, IA sem internet, IA no dispositivo, Google Chrome, IA grátis</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ae0faf198b34a2a1e26c7de</guid><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 19:28:52 +0000</pubDate><title>Vitória sobre o algoritmo</title><description>Memes de IA e cortes lacradores anestesiaram o eleitor, mas o segundo turno trouxe pessoas reais fazendo vídeos reais para se posicionar</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ah/9k/bx/ah9kbx3pb311tjkjg09o1y6t8.jpg"><figcaption>Vitória sobre o algoritmo<span class="copyright">Imagem gerada por IA </span></figcaption></figure><p>Quem acompanha o desenvolvimento da inteligência artificial estava apreensivo a respeito do uso de deepfakes nessas eleições. Eu mesmo, desde 2023, uso a frase “Se é pixel, não é real” em quase todas as minhas aulas e palestras numa tentativa de ampliar o pensamento crítico sobre qualquer conteúdo que consumimos em telas. A ideia é que, ao ver qualquer coisa no celular, desconfie se aquilo é mesmo de verdade.</p><p>Por isso, imaginava que veríamos muito mais vídeos dos candidatos afirmando coisas que nunca disseram em situações de que nunca participaram. E que as campanhas teriam um trabalhão para desmentir esses conteúdos.</p><p>Mas não foi exatamente isso que aconteceu. Ou melhor, não afirmo que essa situação não tenha acontecido pontualmente, mas essa estratégia foi absolutamente marginal se comparada ao uso de conteúdo gerado por IA que inundou nossa nação.</p><p>O que gerou like e compartilhamento foram figurinhas de zap, vídeos de Flávio e Lula dançando, um ganhando do outro em esportes inusitados, os dois ocupando o lugar do personagem principal em outros memes famosos. Lula comemorando um gol, Flávio como se fosse um ator de Top Gun… Músicas e mais músicas de sátiras feitas com IA, mas com dancinhas reais.</p><p>Nos porões da internet ainda virou negócio colocar mulheres digitais em palanques para vender conteúdo pornográfico. O crescimento desse negócio me lembra muito uma cena do clipe “Do the Evolution” do Pearl Jam. E fica a reflexão: se você só vai ver uma imagem de um corpo nu ou até de um ato sexual na tela do seu celular, faz diferença se essas pessoas existem na realidade ou não?</p><p>Pelo tanto de conteúdo assim que está surgindo, me parece que a realidade material é totalmente descartável. E isso não vale só para pornografia.</p><p>Ao longo desse ano, foram tantas informações novas, tantos documentários, tantos fatos, notícias, opiniões. Tantas conversas com Vorcaro, tantas manchetes sobre Lulinha, tantas ligações com bandidos, tantos documentos incriminadores, tantas cenas e confrontos que transformaram debates de 180 minutos em incontáveis horas de cortes com edições lacradoras para ambos os lados.</p><p>Seja honesta(o), você também sentiu que, em algum momento ali no meio do processo eleitoral, nada mais fazia sentido e nenhuma mensagem ressoava? Ninguém convencia ninguém. Você mandava um vídeo pro seu amigo que vota no outro lado e ele te respondia com outro vídeo refutando o que você disse com a explicação que faz sentido para ele. E vocês ficavam nisso num looping eterno.</p><p>As pessoas estão tão entupidas de lixo digital que todo esforço se anula.</p><p>É o puro suco da iconofagia, termo criado pelo professor Norval Baitello Junior para falar de imagens que devoram imagens e acabam nos devorando, aqui aplicado não apenas a imagens, mas a qualquer tipo de informação. Estamos anestesiados pelo excesso.</p><p>Muito se fala hoje que a virada se deu porque a esquerda finalmente entendeu como utilizar as redes sociais a seu favor, e isso fez a diferença. A pergunta a ser feita agora é: a que custo? Então, agora que esquerda e direita aprenderam a jogar o jogo, é hora de questionar se vale a pena disputar a partida nesse campo atual.</p><p>Ninguém aguenta mais entregar o destino do país a plataformas estrangeiras com regras próprias e escusas, sobre as quais ninguém pode opinar e cujo funcionamento ninguém consegue entender de forma clara.</p><p>O interessante é que, apesar de tudo, o que apareceu nesse segundo turno foi justamente o que o algoritmo das big techs não conseguiu abafar.</p><p class="  ">Gente de verdade fazendo vídeo de verdade para se posicionar pela primeira vez. Gente que nunca votou que apareceu para votar. Gente com mais de 70 anos que não precisava votar, mas, mesmo assim, foi do jeito que deu.</p><p>Na democracia ainda prevaleceu o “algoritmo da vida real”. Aquele que a religião e a ciência tentam explicar, cada uma à sua maneira.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/pedro-cortella/2026-10-27/vitoria-sobre-o-algoritmo.html</link><dc:creator>Pedro Cortella</dc:creator><media:credit>Imagem gerada por IA </media:credit><author>Pedro Cortella</author><keywords>Eleições 2026, Inteligência artificial, Deepfakes, Redes sociais, Conteúdo gerado por IA, Desinformação, Fake news, Algoritmos, Big techs</keywords><internationalize>false</internationalize><section>67924aca1709546c04d9c315</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ae0d662bb27f1a4483a9cda</guid><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 17:23:30 +0000</pubDate><title>Novo Kindle: qual modelo comprar e quanto custa cada um</title><description>Linha redesenhada da Amazon tem versões de R$ 899 a R$ 1.749; primeiras entregas começam em 10 de novembro</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/5s/86/9f/5s869foc79rauqkfoaigti60j.jpg"><figcaption>Amazon apresenta uma família Kindle completamente redesenhada<span class="copyright">Foto: Divulgação </span></figcaption></figure><p>A <strong>Amazon</strong> renovou toda a <strong>família Kindle</strong> e os primeiros aparelhos começam a chegar às <strong>casas dos brasileiros</strong> em <strong>10 de novembro</strong>. A nova linha, em <strong>pré-venda</strong> desde 1º de outubro no site da empresa, tem <strong>seis versões, com preços entre R$ 899 e R$ 1.749</strong>. Com tantas opções e a <strong>Black Friday</strong> e o<strong> Natal</strong> pela frente, a dúvida de quem pensa em comprar um <strong>novo Kindle</strong> é qual modelo vale o investimento.</p><p>A resposta depende de três fatores: quanto você lê, em quel local costuma ler e se faz questão de cores na tela.</p><h2>O que mudou no novo Kindle</h2><p>Todos os modelos ficaram <strong>mais finos e mais leves</strong>. A principal mudança visual está na tela, que agora fica no mesmo nível da moldura, sem o degrau que existia nas gerações anteriores. Assim, a página parece se estender até a borda do aparelho.</p><p>Pela primeira vez, a cor do aparelho também é a mesma da frente à traseira. Para chegar a esse formato, a <strong>Amazon</strong> reorganizou as camadas internas da tela, como a iluminação e a parte sensível ao toque.</p><p>"Essa nova geração representa o maior salto de inovação que já trouxemos para a linha", afirmou <strong>Jacques Benain, diretor de Dispositivos Amazon no Brasil</strong>.</p><h2>Kindle de 6 polegadas: o mais barato</h2><p>O modelo de entrada é o<strong> Kindle</strong> mais compacto já lançado pela marca. Ele tem <strong>16 GB</strong> de armazenamento, espaço para milhares de livros, <strong>bateria para até seis semanas</strong> e abre os livros <strong>30% mais rápido</strong> que a versão anterior, segundo a <strong>Amazon</strong>.</p><p>Custa <strong>R$ 899</strong>, nas cores Grafite e Roxo Ube, com entrega a partir de<strong> 10 de novembro</strong>. Pela primeira vez, existe também uma versão com traseira de alumínio e <strong>32 GB</strong>, nas cores Azul Celeste e Verde Água, por<strong> R$ 999</strong>, com entrega a partir de<strong> 20 de novembro</strong>.</p><p>Para quem é: quem lê na cama, no ônibus ou no metrô e quer o aparelho mais leve e barato.</p><h2>Kindle Paperwhite: o intermediário</h2><p>O <strong>Paperwhite</strong> é <strong>resistente à água,</strong> ponto importante para quem lê na praia, na piscina ou na banheira. Ele permite ajustar a cor da luz, do branco ao amarelado, para cansar menos os olhos à noite, e a <strong>bateria dura até 12 semanas</strong>.</p><p>A versão de <strong>16 GB custa R$ 1.149</strong>, na cor Grafite. A <strong>Signature Edition, por R$ 1.349</strong>, acrescenta traseira de alumínio, <strong>32 GB</strong>, luz que se ajusta sozinha ao ambiente, toque duplo na traseira para virar a página e recarga por base, sem cabo.</p><p>Para quem é: leitores frequentes que querem mais conforto e não abrem mão de levar o <strong>Kindle</strong> para perto da água.</p><h2>Kindle Colorsoft: para quadrinhos e capas coloridas</h2><p>O <strong>Colorsoft</strong> é o único da linha com tela colorida. As cores são mais suaves que as de um tablet, com aspecto de papel e sem o brilho forte que cansa a vista. A <strong>Amazon</strong> indica o modelo para quadrinhos, mangás, guias de viagem e livros ilustrados.</p><p>O modelo de <strong>16 GB custa R$ 1.499</strong>, em Grafite. A <strong>Signature Edition, por R$ 1.749</strong>, traz os mesmos extras do Paperwhite Signature e chega nas cores Grafite e Figo.</p><p>Para quem é: quem lê quadrinhos, mangás ou livros com imagens e quer ver as capas em cores.</p><h2>Preços do novo Kindle no Brasil</h2><p>* Kindle (16 GB): R$ 899, entrega a partir de 10/11 * Kindle em alumínio (32 GB): R$ 999, entrega a partir de 20/11 * Kindle Paperwhite (16 GB): R$ 1.149 * Kindle Paperwhite Signature Edition (32 GB): R$ 1.349 * Kindle Colorsoft (16 GB): R$ 1.499 * Kindle Colorsoft Signature Edition (32 GB): R$ 1.749</p><p>Os modelos <strong>Paperwhite e Colorsoft</strong> ainda não têm data de entrega. No site da <strong>Amazon</strong>, o comprador pode se cadastrar para ser avisado da disponibilidade.</p><h2>Acessórios chegam em breve</h2><p class="   ">A <strong>Amazon</strong> também anunciou acessórios que devem chegar ao Brasil nos próximos meses, ainda sem preço:</p><p><strong>Kindle Click:</strong> controle Bluetooth para virar a página a distância, compatível com os novos modelos e com <strong>Kindles</strong> lançados desde 2024; <strong>Capa com botões:</strong> capa magnética com botões físicos para virar a página, só para as versões Signature; <strong>Base de carregamento:</strong> suporte que mantém o Kindle em pé enquanto recarrega, também para as versões Signature.</p><h2>Kindle+ é vendido à parte</h2><p>Quem compra o aparelho ganha acesso à loja de livros digitais da <strong>Amazon</strong>, mas cada título é pago separadamente. Para ler sem comprar livro a livro, existe <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-26/kindle-unlimited-acabou--entenda-o-que-muda-para-quem-assina.html">o<strong> Kindle+</strong>, antigo Kindle Unlimited</a>. A assinatura custa<strong> R$ 24,90</strong> por mês e não está incluída no <strong>Amazon Prime</strong>.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/analise/tablets/2026-10-27/novo-kindle--qual-modelo-comprar-e-quanto-custa-cada-um.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Divulgação </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>LEITURA DIGITAL, novo Kindle, Kindle Paperwhite, Kindle Colorsoft, Amazon, ereader, ereader</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24659a494bedc914000477</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ae0ba3abb27f1a4483a9ca5</guid><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 14:58:40 +0000</pubDate><title>iOS 27.2 libera Siri com IA em português; vale trocar o iOS 26?</title><description>Atualização chegou nesta segunda (26) e muda a assistente da Apple; quem prefere esperar ainda recebe correções de segurança</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/bf/45/oc/bf45ocbfeu8g25b7y22ap8ten.jpg"><figcaption>iOS<span class="copyright">Reprodução </span></figcaption></figure><p>A<strong> Apple</strong> liberou nesta segunda-feira (26) o <strong>iOS 27.2</strong>, atualização que leva a <strong>Siri com inteligência artificial ao português</strong>. A assistente, que estreou em inglês com o <strong>iOS 27</strong> em 14 de setembro, agora conversa de forma mais natural e executa tarefas em vários aplicativos ao mesmo tempo. Com a novidade, muitos brasileiros que ainda usam o<strong> iOS 26</strong> voltam a se perguntar se vale a pena atualizar ou manter o sistema anterior, que segue recebendo correções de segurança.</p><p>A resposta depende principalmente do modelo do<strong> iPhone</strong>. A nova <strong>Siri</strong> completa só funciona nos aparelhos mais recentes.</p><h2>O que muda com a Siri com IA no iOS 27.2</h2><p>A nova<strong> Siri</strong> entende o contexto das conversas e acessa informações guardadas no <strong>iPhone</strong>. Ela pode, por exemplo, achar em uma conversa antiga a série que um amigo indicou ou criar um evento na agenda a partir de um e-mail. As interações ficam salvas em um aplicativo próprio da<strong> Siri</strong>.</p><p>Além do português, o <strong>iOS 27.2</strong> levou a <strong>Siri com IA</strong> ao espanhol, francês, japonês e coreano. A atualização também trouxe um novo visual para o <strong>Apple Music</strong> e ajustes em aplicativos do sistema.</p><h2>Quais iPhones têm a nova Siri</h2><p>A <strong>Siri com IA</strong> completa exige um <strong>iPhone 15 Pro, iPhone 15 Pro Max ou um modelo da linha 16</strong> em diante, por causa da memória necessária para rodar os recursos de<strong> IA</strong>.</p><p>Os modelos mais antigos recebem o <strong>iOS 27,</strong> mas ficam sem as funções mais avançadas da assistente. Para eles, a atualização vale pelas outras novidades do sistema.</p><h2>O que mais o iOS 27 traz</h2><p>Além da <strong>Siri</strong>, o sistema trouxe mudanças para todos os <strong>iPhones</strong> compatíveis:</p><p><strong>Fotos</strong>: ferramentas de IA ampliam as bordas da imagem, removem objetos grandes e mudam o enquadramento depois do clique; <strong>Senhas</strong>: a Siri identifica senhas vazadas guardadas no app Senhas e troca por outras mais seguras nos serviços compatíveis; <strong>Desempenho</strong>: segundo a <strong>Apple</strong>, os apps abrem até 30% mais rápido, as fotos carregam até 70% mais rápido e o AirDrop fica até 80% mais veloz; <strong>Visual:</strong> um controle permite ajustar a transparência do Liquid Glass, visual lançado no <strong>iOS 26</strong> e criticado pela dificuldade de leitura; <strong>Controle dos pais</strong>: limites separados para jogos, entretenimento e redes sociais, além da opção que obriga a criança a pedir permissão para abrir sites novos; <strong>Safari</strong>: o recurso "Me Avisar" envia um alerta quando uma página muda, como na queda de preço de um produto.</p><h2><strong>iOS 27 ou iOS 26.7</strong>: qual a diferença</h2><p>Quem não quer atualizar agora não fica desprotegido. Junto com o <strong>iOS 27</strong>, a<strong> Apple lançou o iOS 26.7</strong>, que não traz recursos novos, mas reúne cerca de <strong>80 correções de segurança</strong>. Em 29 de setembro, saiu ainda o <strong>iOS 26.7.1</strong>, que corrige uma falha capaz de permitir a execução de códigos maliciosos por meio de arquivos adulterados.</p><p>Ou seja, a Apple oferece um caminho para quem prefere esperar, sem deixar o aparelho vulnerável. As duas versões são gratuitas.</p><h2>Quando vale atualizar e quando vale esperar</h2><p>Vale atualizar para quem tem <strong>iPhone 15 Pro ou mais nov</strong>o e quer usar a <strong>Siri com IA em português,</strong> as novas ferramentas de fotos e a troca automática de senhas.</p><p class="      ">Vale esperar em alguns casos:</p><p class="      "><strong>iPhone mais antigo</strong>: donos de modelos como iPhone 11, 12 ou SE recebem o <strong>iOS 27</strong>, mas sem a nova Siri; <strong>Trabalho e apps essenciais</strong>: grandes atualizações podem trazer falhas, e quem depende do celular para trabalhar pode aguardar novas correções; <strong>Gosto pelo visual atual</strong>: quem está satisfeito com o iOS 26 não perde segurança ao ficar nele por enquanto.</p><h2>Quais iPhones recebem o iOS 27</h2><p>O sistema é compatível com:</p><p>iPhone Duo iPhone 18 Pro e 18 Pro Max iPhone Air iPhone 17, 17e, 17 Pro e 17 Pro Max iPhone 16, 16e, 16 Plus, 16 Pro e 16 Pro Max iPhone 15, 15 Plus, 15 Pro e 15 Pro Max iPhone 14, 14 Plus, 14 Pro e 14 Pro Max iPhone 13, 13 mini, 13 Pro e 13 Pro Max iPhone 12, 12 mini, 12 Pro e 12 Pro Max iPhone 11, 11 Pro e 11 Pro Max iPhone SE (2ª e 3ª geração)</p><h2>Como atualizar o iPhone</h2><p>Abra os Ajustes, toque em Geral e depois em Atualização de Software. O iPhone mostra as opções disponíveis: escolha o<strong> iOS 27.2</strong> para ter a nova Siri ou a atualização do<strong> iOS 26</strong> para manter o sistema atual.</p><p>Antes de instalar, faça um backup dos dados, confira se há espaço livre no armazenamento e mantenha o aparelho conectado ao Wi-Fi e à tomada.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/celulares/2026-10-27/ios-272-libera-siri-com-ia-em-portugues--vale-trocar-o-ios-26-.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Reprodução </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>IPHONE, iOS 27.2, Siri com IA, atualização do iPhone, Apple Intelligence, Siri em português, iOS 26.7, celular</keywords><internationalize>false</internationalize><section>60f852c6c15ddc234659043f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6adf99e91e1056ce335d267c</guid><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 18:20:25 +0000</pubDate><title>iPad Mini mudou tudo: tela OLED, chip de iPhone e preço salgado</title><description>Tablet compacto da Apple fica mais fino, resiste à água e tem preço a partir de R$ 8.499 no Brasil</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/55/35/4j/55354jkdpobfn9pgfplnqd2vn.jpg"><figcaption>Novo iPad Mini continua com apenas uma câmera traseira <span class="copyright">Foto: Reprodução/Apple </span></figcaption></figure><p>A <strong>Apple</strong> anunciou nesta segunda-feira (26) o <strong>novo iPad Mini</strong>, a maior reformulação da história do <strong>tablet</strong> compacto da marca. O aparelho ganhou <strong>tela OLED</strong>, o mesmo processador do<strong> iPhone 18 Pro</strong> e, pela primeira vez na linha, proteção contra água e poeira. No <strong>Brasil</strong>, os preços começam em <strong>R$ 8.499</strong>, mas a data de chegada às lojas ainda não foi divulgada.</p><p>Segundo a<strong> Apple</strong>, a ideia é oferecer a experiência completa de um <strong>iPad</strong> em tamanho reduzido. Até aqui, a versão Mini ficava atrás dos modelos maiores em especificações e materiais.</p><h2>O que muda na tela do novo iPad Mini</h2><p>A principal novidade é a <strong>troca da tela LCD pela OLED</strong>, tecnologia em que cada ponto da imagem tem luz própria. Na prática, isso garante pretos mais profundos, mais contraste e cores mais vivas. O brilho máximo dobrou, de 600 para <strong>1.200 nits</strong>, o que ajuda no uso sob o sol.</p><iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/x5h1JykMcFU" frameborder="0"></iframe><p>A tela também cresceu um pouco, de 8,3 para <strong>8,5 polegadas</strong>, e as bordas ficaram 24% mais finas. Os modelos de<strong> 256 GB e 512 GB</strong> podem vir com vidro nano-texture, que reduz reflexos. Um ponto fraco: a taxa de atualização continua em <strong>60 Hz</strong>, quando concorrentes já oferecem telas mais fluidas, de 120 Hz.</p><h2>Chip do iPhone 18 Pro e foco em IA</h2><p>O<strong> tablet usa o A20 Pro</strong>, mesmo processador do <strong>iPhone 18 Pro</strong> e do <strong>iPhone Duo</strong>. Segundo a <strong>Apple</strong>, o desempenho geral é 60% maior que o do modelo anterior e as tarefas de<strong> inteligência artificial</strong> ficam até 4,5 vezes mais rápidas.</p><p>O chip muda conforme a versão. Os modelos de<strong> 128 GB</strong> e <strong>256 GB</strong> têm cinco núcleos de processamento; o de <strong>512 GB</strong> tem seis e um motor dedicado à <strong>IA</strong> duas vezes maior. Com isso, o <strong>iPad Mini</strong> roda todos os recursos do <strong>Apple Intelligence</strong> e da nova<strong> Siri com IA</strong>.</p><h2>Mais fino, mais leve e resistente à água</h2><p>O novo<strong> iPad Mini</strong> tem <strong>5,4 mm de espessura</strong>, contra 6,3 mm da geração anterior, e pesa até <strong>263 gramas</strong>. De acordo com a marca, é o<strong> iPad</strong> mais leve que a empresa já fabricou.</p><p>A certificação IP67, inédita na linha, indica proteção contra poeira e contra mergulhos rápidos em água doce. A bateria promete até<strong> 10 horas de vídeo ou navegação</strong>, com <strong>recarga de 50% em cerca de 30 minutos</strong>.</p><h2>Câmeras, som e conexão</h2><p>As duas câmeras têm 12 megapixels. A frontal agora fica na lateral maior do aparelho, o que facilita videochamadas com o tablet deitado, e a traseira grava em 4K.</p><p>O som ganhou a tecnologia <strong>Acoustic Display</strong>, que integra os alto-falantes à tela. O <strong>tablet</strong> também estreia os chips de conexão da própria<strong> Apple</strong>, com suporte a Wi-Fi 7, Bluetooth 6 e 5G nas versões com rede celular. Ele é compatível com a <strong>Apple Pencil Pro</strong> e a <strong>Apple Pencil</strong> com USB-C, vendidas à parte.</p><h2>Preços do iPad Mini no Brasil</h2><p>Os valores oficiais, sem descontos, são:</p><p>* 128 GB: R$ 8.499 * 256 GB: R$ 9.699 * 512 GB: R$ 12.999 * Versões com vidro nano-texture: a partir de R$ 10.899 * Versões com 5G: a partir de R$ 10.499 * As cores disponíveis são meia-noite (preto) e estelar (um tom levemente amarelado).</p><h2>Quase três vezes mais caro que nos EUA</h2><p>Nos<strong> Estados Unidos</strong>, o novo <strong>iPad Mini</strong> parte de<strong> US$ 699</strong>, o equivalente a cerca de <strong>R$ 3.485</strong> na conversão direta, sem impostos. Ou seja, o modelo de entrada custa no Brasil cerca de 2,4 vezes o valor cobrado lá fora.</p><p class="   ">A diferença costuma ser atribuída aos impostos de importação e ao câmbio, mas a distância entre os preços dos produtos da<strong> Apple</strong> nos dois países segue entre as maiores do mercado.</p><h2>Quando o novo iPad Mini chega</h2><p>A <strong>pré-venda começa na quarta-feira (28)</strong> em <strong>36 países</strong>, com entregas a partir de <strong>6 de novembro</strong>. O <strong>Brasil</strong> não está na primeira leva e a <strong>Apple ainda não informou quando o tablet começará a ser vendido por aqui.</strong></p><p><strong>Ficha técnica do iPad Mini (2026)</strong></p><p><strong>Tela</strong>: OLED Super Retina XDR de 8,5 polegadas, 2.316 x 1.512 pixels, 60 Hz e 1.200 nits <strong>Processador</strong>: Apple A20 Pro (5 ou 6 núcleos) <strong>Armazenamento</strong>: 128 GB, 256 GB ou 512 GB <strong>Câmeras</strong>: traseira e frontal de 12 MP; gravação em 4K na traseira <strong>Bateria</strong>: até 10 horas de uso <strong>Conectividade</strong>: Wi-Fi 7, Bluetooth 6 e 5G opcional <strong>Resistência</strong>: IP67 <strong>Espessura e peso</strong>: 5,4 mm; 255 g (Wi-Fi) ou 263 g (5G) <strong>Sistema</strong>: iPadOS 27</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-26/ipad-mini-mudou-tudo--tela-oled--chip-de-iphone-e-preco-salgado.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Reprodução/Apple </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>LANÇAMENTO, iPad Mini, OLED, Apple, tablet, A20 Pro</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6adf66b11e1056ce335d263c</guid><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 14:41:54 +0000</pubDate><title>Google derruba 400 mil árvores na Finlândia para data center</title><description>Obras para IA começaram sem estudo ambiental obrigatório e foram suspensas; 93 mil assinam petição por regras mais duras</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/au/s9/tc/aus9tcbi3tynnrbvpszmprphe.jpg"><figcaption>A Google alerta que o Gemini pode cometer erros e recomenda que os pais ajudem as crianças a pensar criticamente<span class="copyright">Pawel Czerwinski/Unsplash </span></figcaption></figure><p>O <strong>Google</strong> derrubou cerca de<strong> 400 mil árvores</strong> no norte da <strong>Finlândia</strong> para abrir espaço a dois <strong>data centers</strong>, os enormes galpões de computadores que sustentam serviços de <strong>internet</strong> e de <strong>inteligência artificial</strong>. Segundo reportagem do jornal britânico The Guardian, o desmatamento começou sem as avaliações de impacto ambiental exigidas por lei. No início de outubro, a autoridade ambiental do país mandou suspender as obras e o caso provocou uma onda de revolta entre os finlandeses.</p><p>Os projetos ficam em <strong>Muhos</strong> e na vila de <strong>Otanmäki</strong>, a cerca de 100 quilômetros de distância. Os dois fazem parte de um investimento de <strong>€ 13 bilhões (cerca de R$ 72,38 bilhões)</strong> do <strong>Google</strong> em infraestrutura de IA, o maior do tipo na história do país.</p><h2>O tamanho do desmatamento</h2><p>Em <strong>Muhos</strong>, o <strong>Google</strong> desmatou <strong>330 hectares de floresta</strong>, uma área de 3 quilômetros de comprimento por 2 de largura, na qual havia cerca de<strong> 250 mil árvores</strong>. Segundo o Guardian, a empresa removeu até a camada superficial do solo e deixou no lugar um grande lamaçal, a 400 metros do <strong>rio Oulujoki</strong>.</p><p>A <strong>ecologista Mari Annala, da Associação Finlandesa para a Conservação da Natureza (SLL)</strong>, estima que outras<strong> 150 mil árvores</strong> foram derrubadas em <strong>Otanmäki</strong>. Moradores relatam que a água dos riachos próximos ficou marrom. Como o corte foi irregular, a madeira não pode ser vendida às serrarias.</p><h2>Por que o data center do Google foi suspenso</h2><p>Em 6 de outubro, a <strong>Autoridade Finlandesa de Licenciamento e Supervisão (LVV)</strong> enviou cartas ao<strong> Google</strong> e ordenou a interrupção temporária das obras nos dois locais. O motivo: a empresa não concluiu as avaliações de impacto ambiental antes de desmatar.</p><p>O diretor do <strong>Google</strong> na <strong>Finlândia</strong>, <strong>Antti Järvinen</strong>, pediu desculpas, mas afirmou que a empresa agiu "com base no melhor entendimento que tínhamos da legislação na época". Em nota, o<strong> Google</strong> disse que parou os trabalhos, que vai cumprir todas as exigências e que pretende replantar árvores em <strong>130 hectares</strong> em <strong>Muhos</strong>. Ambientalistas consideram a área pequena demais diante do estrago.</p><h2>"Pura arrogância"</h2><p>A reação foi forte. "Nunca ouvi falar de nenhuma empresa que tenha feito algo assim na<strong> Finlândia</strong>", disse ao Guardian <strong>Hanna Halmeenpää, presidente do conselho da SLL</strong>. "Eles compraram uma vasta área de terra e simplesmente começaram a desmatá-la. É pura arrogância e é inacreditável."</p><p>Mais de <strong>93 mil pessoas</strong> assinaram uma petição que pede regras mais rígidas para data centers e uma taxa para compensar as comunidades afetadas. O <strong>primeiro-ministro Petteri Orpo</strong>, que havia chamado a atração de investimentos de "prioridade máxima", classificou o caso como "um banho de água fria".</p><h2>Lobos na vila e medo de virar alvo</h2><p>Em<strong> Otanmäki</strong>, antiga vila mineira, moradores dizem sentir o impacto no dia a dia. "Tivemos lobos entrando na aldeia porque todos os animais selvagens saíram da floresta", contou Anni Ranta, de 53 anos, cuja família vive no local há gerações.</p><p>Ela também teme o barulho das obras e que o <strong>data center</strong> transforme a vila em alvo da <strong>Rússia</strong>, país com quem a<strong> Finlândia</strong> divide uma longa fronteira. O biólogo <strong>Vesa Hyyryläinen, da SLL</strong>, afirma que pica-paus que faziam ninhos na floresta foram expulsos.</p><h2>Por que as big techs querem a Finlândia</h2><p>O país virou destino preferido para <strong>data center</strong>s, com<strong> 145 projetos</strong> em diferentes fases de planejamento. O clima frio ajuda a resfriar os <strong>computadores</strong> e reduz o gasto com energia, uma das maiores despesas desse tipo de instalação. A estabilidade política, a terra disponível e a energia renovável também pesam.</p><p class="   ">A corrida da <strong>inteligência artificial</strong> acelerou essa procura. Treinar e rodar sistemas como o <strong>Gemini</strong>, do <strong>Google</strong>, exige milhares de computadores ligados o tempo todo e cada novo <strong>data center</strong> consome tanta energia quanto uma cidade pequena.</p><h2>Quem ganha com os data centers</h2><p>Parte dos moradores apoia os projetos pelos empregos e impostos locais, mas há quem questione o benefício para o país. "Na verdade, para a <strong>Finlândia</strong>, não há benefícios", afirmou<strong> Jussi Kangasharju, chefe do departamento de ciência da computação da Universidade de Helsinque</strong>. "São empresas internacionais que atendem clientes internacionais. A Finlândia arrecada muito pouco imposto corporativo."</p><p>O <strong>Ministério do Meio Ambiente</strong> diz acompanhar o setor e estar pronto para propor mudanças na lei. O tema deve pesar nas eleições finlandesas de abril de 2027.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-26/google-derruba-400-mil-arvores-na-finlandia-para-data-center.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Pawel Czerwinski/Unsplash </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>MEIO AMBIENTE, data center do Google, Google Finlândia, desmatamento, data centers de IA, inteligência artificial</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6adf4ab7cc44592e5488c3e1</guid><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 12:42:32 +0000</pubDate><title>Kindle Unlimited acabou? Entenda o que muda para quem assina</title><description>Serviço da Amazon virou Kindle+ e segue com preço de R$ 24,90 no Brasil; audiolivros incluídos ficam só para os EUA</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/16/vz/wu/16vzwu6swb5vbqk0h8mbxji14.jpg"><figcaption>Kindle Unlimited<span class="copyright">Reprodução Amazon </span></figcaption></figure><p>O <strong>Kindle Unlimited</strong>, serviço de assinatura de livros digitais da<strong> Amazon</strong>, mudou de nome e agora se chama<strong> Kindle+</strong>. A troca foi feita na última quinta-feira (22), sem grande anúncio, e já aparece no site brasileiro da empresa, no aplicativo <strong>Kindle</strong> e nas páginas dos leitores digitais da marca. Com o novo nome, a <strong>Amazon</strong> passou a incluir milhares de <strong>audiolivros</strong> na assinatura, mas o benefício vale apenas nos<strong> Estados Unidos</strong>, por enquanto.</p><p>Para o <strong>assinante brasileiro</strong>, pouca coisa muda. O preço, o catálogo e as regras de uso continuam os mesmos.</p><h2>O que muda com o Kindle+ no Brasil</h2><p>Na prática, só o nome, o logotipo e o visual. O <strong>Kindle+</strong> segue com o catálogo de e-books, quadrinhos, mangás e revistas que já fazia parte do <strong>Kindle Unlimited</strong>, lançado em 2014.</p><p>Quem já assina não precisa fazer nada. O histórico de leitura, as anotações, os marcadores de página e os livros salvos foram transferidos automaticamente para o novo serviço.</p><h2>Quanto custa o Kindle+</h2><p>A assinatura continua custando <strong>R$ 24,90</strong> por mês no <strong>Brasil</strong>, valor reajustado pela última vez em agosto de 2025. O serviço não faz parte do <strong>Amazon Prime</strong> e precisa ser contratado à parte.</p><p>Os assinantes do <strong>Prime</strong> têm benefícios de leitura próprios, como o <strong>Amazon First Reads</strong>, que libera alguns títulos antes do lançamento, e uma seleção reduzida de livros.</p><h2>Como funciona a assinatura</h2><p>O <strong>Kindle+</strong> funciona como uma biblioteca digital. O assinante pode pegar emprestados até 20 títulos ao mesmo tempo, sem prazo para devolver. Quando atinge o limite, basta devolver um livro para pegar outro.</p><p>Não é preciso ter um leitor <strong>Kindle</strong>. Os livros podem ser lidos no aplicativo gratuito da <strong>Amazon</strong> para celular, tablet e computador. Se a assinatura for cancelada, o usuário perde o acesso aos títulos emprestados.</p><h2>Audiolivros: por que o Brasil ficou de fora</h2><p>A grande novidade do<strong> Kindle+</strong> está nos <strong>Estados Unidos</strong>. Por lá, a assinatura passou a incluir milhares de <strong>audiolivros</strong> sem custo extra, alguns narrados por pessoas e outros por vozes criadas por <strong>inteligência artificial</strong>.</p><p>Parte dos títulos ganhou versões em áudio que permitem alternar entre a leitura e a narração do ponto em que o leitor parou. A <strong>Amazon</strong> também liberou a publicação de audiolivros por autores independentes no <strong>Kindle Direct Publishing (KDP)</strong>, sua plataforma de autopublicação.</p><p class="      ">No Brasil, os <strong>audiolivros da Amazon</strong> continuam restritos à<strong> Audible</strong>, outro serviço da empresa, que custa <strong>R$ 19,90</strong> por mês. A <strong>Amazon</strong> não informou se a novidade deve chegar ao país.</p><h2>Vale a pena assinar o Kindle+?</h2><p>Depende do ritmo de leitura. Como o valor mensal equivale ao preço de um e-book, a assinatura costuma compensar para quem lê mais de um livro por mês e não se importa em ficar restrito ao catálogo do serviço.</p><p>Antes de assinar, vale procurar no site da<strong> Amazon</strong> os títulos que você quer ler: nem todos os livros vendidos na loja fazem parte do<strong> Kindle+</strong>. A <strong>Amazon</strong> oferece 30 dias de teste grátis para novos assinantes.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-26/kindle-unlimited-acabou--entenda-o-que-muda-para-quem-assina.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Reprodução Amazon </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>STREAMING, Kindle Unlimited, Kindle, Amazon Kindle, assinatura de livros digitais, audiolivros</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6adb9e9deb8b1a283a2cff18</guid><pubDate>Fri, 23 Oct 2026 17:51:26 +0000</pubDate><title>Spotify lança assinatura para podcasts, mas deixa Brasil de fora</title><description>Memberships dá 90% da receita aos criadores; por aqui, podcasters passam a ganhar com anúncios</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/6w/ir/cn/6wircnso24x3y0q3kazi1j6ko.jpg"><figcaption>Podcasters brasileiros passam a receber do Spotify pelo tempo que assinantes Premium assistem aos videocasts<span class="copyright">Foto: Free Malaisya Today / Creative Commons </span></figcaption></figure><p>O <strong>Spotify</strong> lançou na última terça-feira (20) o <strong>Memberships</strong>, recurso que permite aos <strong>podcasters</strong> cobrar uma<strong> assinatura mensal dos ouvintes</strong> em troca de conteúdo exclusivo. A novidade começou a chegar a <strong>34 países</strong>, entre eles <strong>Estados Unidos, Reino Unido, Portugal e Espanha</strong>, mas o<strong> Brasil</strong> e o restante da<strong> América Latina</strong> ficaram de fora. Com a ferramenta, a plataforma quer disputar com o <strong>Patreon</strong> e o<strong> YouTube</strong> o dinheiro que os fãs pagam para apoiar seus programas favoritos.</p><p>O <strong>Spotify</strong> não informou quando o recurso deve chegar ao país. Os <strong>criadores brasileiros</strong>, porém, não saíram de mãos vazias: desde segunda-feira (19), a empresa paga<strong> podcasters</strong> nacionais pelo consumo de seus programas em vídeo.</p><h2>Como funciona o Spotify Memberships</h2><p>A ideia é parecida com a de um clube de fãs. Quem assina um<strong> podcast</strong> pode receber episódios extras em áudio e vídeo, acesso antecipado a novos programas, consulta a episódios antigos e conteúdo com menos anúncios.</p><p>Os criadores podem montar mais de um plano, com preços e benefícios diferentes. Um <strong>podcast</strong> pode oferecer, por exemplo, um plano básico com episódios antecipados e outro mais caro, com conteúdo extra e sem publicidade.</p><p>A assinatura começa na página do <strong>podcast</strong> dentro do <strong>Spotify,</strong> mas o pagamento é feito pelo navegador, fora do aplicativo. Depois da confirmação, os conteúdos exclusivos ficam disponíveis no próprio <strong>Spotify</strong>. Quem assina ainda ganha um selo de identificação ao comentar nos episódios.</p><h2>Precisa ser assinante Premium?</h2><p>Não. O <strong>Memberships</strong> funciona tanto para quem usa o <strong>Spotify grátis</strong> quanto para os assinantes do <strong>Premium</strong>. A cobrança é separada e vai direto para o <strong>podcast</strong> escolhido.</p><h2>Quanto o criador ganha</h2><p>O <strong>Spotify</strong> repassa <strong>90% da receita</strong> das assinaturas aos<strong> podcasters</strong> e fica com<strong> 10%</strong>. A divisão é parecida com a cobrada pelo <strong>Patreon</strong>, plataforma em que fãs pagam mensalidades para apoiar criadores.</p><p>Para participar, o programa precisa estar hospedado no <strong>Spotify for Creators</strong> ou no <strong>Megaphone</strong>, ferramentas de publicação de podcasts. Também precisa ter pelo menos três episódios publicados, 100 ouvintes e 100 horas de reprodução no <strong>Spotify</strong> nos últimos 30 dias.</p><p>O criador ainda recebe dados sobre a conversão de assinantes, pode oferecer testes grátis e promoções e tem acesso ao contato dos membros que autorizarem o compartilhamento.</p><h2>Por que o Spotify quer prender os podcasters</h2><p>O lançamento faz parte da estratégia da empresa para ganhar espaço no mercado de <strong>podcasts</strong> em vídeo, em que o <strong>YouTube</strong> lidera. Hoje, muitos criadores publicam os episódios no <strong>Spotify</strong>, mas cobram dos fãs em serviços externos, como o <strong>Patreon</strong> ou as assinaturas de canal do <strong>YouTube</strong>.</p><p>Com o <strong>Memberships</strong>, a plataforma tenta manter todo o processo dentro de casa, da distribuição à cobrança. A empresa já havia mostrado uma prévia do recurso em maio, em um evento para investidores, e tinha testado um sistema de assinaturas em 2021.</p><h2>O que muda no Brasil</h2><p class="  ">Enquanto o clube de membros não chega, os <strong>podcasters brasileiros</strong> ganham acesso ao <strong>Spotify Partner Program</strong>, programa de remuneração que estreou no país na segunda-feira (19), junto com mais de<strong> 35 mercados</strong>, como <strong>México, Colômbia, Espanha e Itália</strong>.</p><p class="       ">O pagamento está ligado aos <strong>videocasts</strong>, os podcasts gravados em vídeo. O criador recebe pelo tempo que os <strong>assinantes Premium </strong>assistem aos episódios e também pela receita dos anúncios exibidos aos usuários do plano grátis. Segundo a coluna Faria Lima News, da revista Veja, o repasse é de <strong>50%</strong> do lucro com anúncios elegíveis.</p><p class="  ">Quem fecha patrocínios por conta própria fica com<strong> 100%</strong> desse dinheiro. Os anúncios inseridos automaticamente saem dos episódios quando o <strong>assinante Premium</strong> assiste, mas as propagandas lidas pelo próprio apresentador continuam. Depois da aprovação, os pagamentos são feitos a cada 30 dias.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-23/spotify-lanca-assinatura-para-podcasts--mas-deixa-brasil-de-fora.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Free Malaisya Today / Creative Commons </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>STREAMING, Spotify Memberships, Spotify podcasts, assinatura de podcast, Spotify Brasil, Patreon, monetização de podcasts</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6adb7d887031afba1d7ecaa2</guid><pubDate>Fri, 23 Oct 2026 17:00:00 +0000</pubDate><title>IA abre caminho para novos talentos do futebol brasileiro</title><description>Plataforma usa Inteligência Artificial para analisar o desempenho de atletas e criar vitrines; lançamento ocorreu durante jogo em Paulínia</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/5a/c5/kc/5ac5kc1wg4a6hre13l1s2lork.jpg"><figcaption>NoGramado aposta na Inteligência Artificial (IA) para analisar jogadas, organizar históricos esportivos e criar perfis profissionais<span class="copyright">Foto: PH Lopes </span></figcaption></figure><p>Encontrar um <strong>futuro jogador profissional</strong> depende de<strong> talento, dedicação</strong> e, muitas vezes, da <strong>oportunidade de ser visto</strong> por quem pode <strong>abrir as portas do futebol</strong>. Para ajudar a <strong>aproximar jovens atletas de observadores técnicos</strong>, a plataforma NoGramado aposta na Inteligência Artificial (IA) para analisar jogadas, organizar históricos esportivos e criar perfis profissionais. O lançamento oficial ocorreu em 22 de outubro, durante o jogo beneficente Youtubers x Ex-Craques, no Estádio Municipal de Paulínia, no interior de São Paulo.</p><p>Criada por Paulo Batuta e Paulo Junior, a plataforma busca facilitar o acesso à avaliação de desempenho para jogadores das categorias de base, alunos de escolinhas e atletas amadores. </p><p>A proposta é transformar vídeos gravados por familiares ou pelos próprios jogadores em material organizado, com informações que possam ajudar no desenvolvimento esportivo e na apresentação do atleta a possíveis avaliadores.</p><p>A iniciativa parte de uma situação comum no futebol de base. Pais e mães registram partidas e treinos com o celular, mas nem sempre sabem como organizar esse conteúdo ou identificar os aspectos técnicos que merecem atenção. Além disso, contratar profissionais para avaliar o desempenho pode representar um custo elevado para muitas famílias.</p><p>“Os pais filmam, filmam, mas não sabem o que aquele vídeo revela sobre o filho. Para chegar ao futebol profissional, o atleta precisa de um currículo padronizado e consistente, e pagar um profissional para fazer essa avaliação sai muito caro para a maioria das famílias”, explica Paulo Batuta.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/bj/tl/15/bjtl15jk54qoozthhvopgwoxg.jpg"><figcaption>Equipe NoGramado durante lançamento oficial da plataforma em Paulínia<span class="copyright">Foto: PH Lopes </span></figcaption></figure><h2>IA transforma vídeos em avaliações esportivas</h2><p>O NoGramado permite o envio de vídeos para análise por Inteligência Artificial em dois formatos. O primeiro aceita gravações de até cinco minutos, com foco nas jogadas realizadas pelo atleta. </p><p>O segundo recebe vídeos de até um minuto, destinados à avaliação de habilidades específicas, como cobranças de falta, defesas de goleiros, bicicletas e cabeceios.</p><p>A partir desse material, a plataforma busca oferecer informações que ajudem o jogador a identificar pontos de desenvolvimento. Assim, gravações que antes ficavam restritas a redes sociais ou arquivos pessoais podem ganhar uma finalidade adicional: contribuir para o acompanhamento da evolução esportiva.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/13/7v/j1/137vj1ccvlajm8l19chih1r7v.jpg"><figcaption>Júlio César, o Goleiro de Capacete, foi a grande atração da partida<span class="copyright">Foto: PH Lopes </span></figcaption></figure><p>A tecnologia também permite organizar informações sobre a trajetória do atleta. Cada jogador recebe um perfil profissional com fotos, vídeos, participação em torneios, histórico de equipes e indicadores de desempenho.</p><p>O objetivo é facilitar a apresentação dessas informações a observadores técnicos, conhecidos como olheiros, que procuram novos nomes para equipes e categorias de base. A plataforma também prevê um ranking público, com filtros por posição, time e Estado.</p><p><strong>Vitrine digital aproxima atletas de olheiros</strong></p><p>Os idealizadores chamam de “meninos invisíveis” os jovens que têm potencial esportivo, mas encontram dificuldades para chamar a atenção de clubes e profissionais do futebol. </p><p>Embora as redes sociais permitam divulgar lances e partidas, a publicação de vídeos, por si só, nem sempre garante que o conteúdo chegue aos avaliadores.</p><p>Com o NoGramado, cada atleta ganha um endereço próprio na internet, no formato nomedojogador.nogramado.com.br. O espaço funciona como um currículo esportivo digital, reunindo informações que podem ser consultadas por interessados em conhecer seu desempenho.</p><p>Um dos exemplos disponíveis é o perfil de Miguel Henrique, acessível em <a href="https://miguel-henrique.nogramado.com.br/" target="_blank" rel="noopener nofollow">miguel-henrique.nogramado.com.br</a>.</p><p>Segundo os criadores, a plataforma também trabalha com parceiros do setor para aproximar os perfis dos observadores técnicos. A proposta é criar um caminho entre a divulgação do talento e a possibilidade de uma avaliação por profissionais do futebol.</p><p><strong>Patrocínio pode ajudar a manter jovens no esporte</strong></p><p>Além da descoberta de talentos, o projeto busca enfrentar uma dificuldade que afeta parte dos atletas em formação: os custos para continuar jogando.</p><p>Mesmo quando integram equipes federadas, muitos jovens não recebem remuneração e dependem das famílias para pagar despesas com equipamentos, treinamentos e deslocamentos para jogos e competições.</p><p>Nesse contexto, os perfis profissionais do NoGramado também podem abrir espaço para publicidade. A proposta permite que as famílias negociem a divulgação de marcas nas páginas dos atletas, criando uma possibilidade de apoio financeiro à trajetória esportiva.</p><p>“Muitas famílias sofrem para manter o filho no esporte. O patrocínio no perfil é uma forma concreta de quem acredita naquele talento ajudar a carreira dele a continuar”, afirma Paulo Batuta.</p><p>Dessa forma, a iniciativa combina três frentes: análise de desempenho, divulgação do histórico esportivo e possibilidade de captação de patrocínio. </p><p>A proposta é atender atletas que ainda buscam espaço no futebol, sem restringir o acesso a jogadores que já atuam profissionalmente.</p><p class="          "><strong>Jogo beneficente marca lançamento em Paulínia</strong></p><p class="    ">O lançamento oficial da plataforma ocorreu em 22 de outubro, durante a partida beneficente Youtubers x Ex-Craques, realizada no Estádio Municipal de Paulínia. O evento teve como protagonista o Goleiro de Capacete, embaixador do NoGramado.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/dq/k3/ah/dqk3ahokkuxslqouchhq6clxr.jpg"><figcaption>Youtubers entram em campo para partida beneficente<span class="copyright">Foto: PH Lopes </span></figcaption></figure><p>A apresentação também foi transmitida pelo perfil da plataforma no Instagram, com produção da Produtora EOL, de Campinas.</p><p>A escolha de um jogo beneficente para apresentar o projeto ao público aproximou a iniciativa do ambiente em que a tecnologia pretende atuar: o futebol dentro e fora dos campos.</p><p> A proposta é usar ferramentas digitais para ampliar as oportunidades de jovens atletas, especialmente daqueles que enfrentam dificuldades para chegar aos profissionais responsáveis pela identificação de novos talentos.</p><p>A plataforma tem como lema “Todo craque merece estar NoGramado”, frase que também integra a música oficial do projeto, composta por Eduardo Forte e Paulo Batuta.</p><p><strong>Como acessar a plataforma e obter desconto</strong></p><p>Os interessados podem conhecer os recursos do NoGramado pelo site oficial, em <a href="https://nogramado.com.br/" target="_blank" rel="noopener nofollow">nogramado.com.br</a>.</p><p>A plataforma também oferece 60% de desconto na assinatura para quem utilizar o cupom JCADESCONTO60JCA no campo “CUPON”, durante o processo de assinatura.</p><p>O benefício deve ser aplicado no momento da contratação, mediante o preenchimento do código indicado.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-23/ia-abre-caminho-para-novos-talentos-do-futebol-brasileiro.html</link><dc:creator>PH Lopes</dc:creator><media:credit>Foto: PH Lopes </media:credit><author>PH Lopes</author><keywords>tecnologia esportiva, NoGramado, Inteligência Artificial no futebol, descoberta de talentos, inovação no esporte</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6adb8800e2a19bc23f9bd065</guid><pubDate>Fri, 23 Oct 2026 16:15:00 +0000</pubDate><title>Daniela Filomeno: Viagens Genuínas e Curadoria Anti-Padrão</title><description>Como trocar as filas para a foto do Instagram por conexões humanas, respeito às culturas locais e impacto positivo nas comunidades</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/95/r0/1n/95r01nxz1gha8pjo826yugxfr.jpg"><figcaption>Daniela Filomeno no podcast 'Inteligência Orgânica'<span class="copyright">Reprodução/Youtube </span></figcaption></figure><p>Daniela Filomeno, jornalista, criadora do portal Viagem & Gastronomia e apresentadora da CNN Brasil, debruça-se no <strong>Inteligência Orgânica</strong> sobre a transformação do turismo na era das redes sociais e a importância de uma curadoria que valorize as conexões humanas em oposição às "filas para a foto" ditadas pelo Instagram. Rejeitando o turismo exploratório e predatório, ela defende a postura do "desbravar" — onde o viajante respeita a cultura local e procura compreender as diferenças, combatendo a arrogância ocidental de rotular outras realidades de "exóticas". Daniela relata a sua transição do mundo corporativo, onde atuou como assessora de imprensa e diretora no Grupo Doria por mais de uma década, para o lançamento do seu próprio portal, profissionalizando uma paixão que nasceu através de relatos de viagens e que hoje se consolida num programa de televisão em sinal aberto.</p><p>Na esfera digital, Daniela mantém uma postura madura e seletiva: recusa o uso de títulos clickbait, não expõe a imagem ou a rotina dos seus filhos (de 11 e 8 anos) e desliga ativamente o telemóvel durante os momentos em família, resistindo ao apelo do doomscrolling e da exibição contínua. Ela incentiva o turismo nacional, como a Chapada Diamantina e os Lençois Maranhenses, promovendo o turismo comunitário (como no Rio Tapajós) como um motor de sustentabilidade econômica para populações ribeirinhas. Ao confrontar a pasteurização provocada pelos algoritmos e pelo turismo de massa, Daniela enfatiza que viajar deve ser uma lição contínua de humildade e empatia, abrindo a mente para a alteridade e preservando o encantamento orgânico pelas histórias que os lugares têm para contar.</p><p><strong>Assiste ao vídeo completo no YouTube para aprenderes a viajar com propósito e a descobrires o verdadeiro luxo do turismo sustentável.</strong></p><iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/ZZ1jVl5mU60" frameborder="0"></iframe>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/pedro-cortella/2026-10-23/daniela-filomeno--viagens-genuinas-e-curadoria-anti-padrao.html</link><dc:creator>Pedro Cortella</dc:creator><media:credit>Reprodução/Youtube </media:credit><author>Pedro Cortella</author><keywords>turismo, turismo sustentável, turismo de massa, experiências autênticas, redes sociais, sustentabilidade</keywords><internationalize>false</internationalize><section>67924aca1709546c04d9c315</section></item><item><guid isPermaLink="false">6adb60317031afba1d7eca67</guid><pubDate>Fri, 23 Oct 2026 16:00:44 +0000</pubDate><title>Vulcão submarino gera energia em teste inédito no fundo do mar</title><description>Usina da startup Endurance Energy produziu mais do que consumiu por 8,7 segundos; meta é abastecer Tonga a partir de 2027</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/6m/5d/3r/6m5d3r210npqv3prq6clejav9.jpg"><figcaption>A usina de 100 quilowatts, chamada Adélie, foi projetada para aproveitar a energia geotérmica do leito marinho<span class="copyright">Foto: Endurance Energy </span></figcaption></figure><p>Uma <strong>startup americana conseguiu gerar eletricidade a partir do calor de um vulcão submarino</strong>, a cerca de <strong>1,5 mil metros de profundidade</strong> no <strong>Oceano Pacífico</strong>. A <strong>Endurance Energy</strong>, de <strong>Seattle</strong>, divulgou no domingo (19) os resultados do teste, feito em setembro no<strong> Axial Seamount</strong>, <strong>vulcão ativo</strong> a cerca de 480 quilômetros da costa do <strong>Oregon, nos Estados Unidos</strong>. Por 8,7 segundos, a usina experimental produziu mais energia do que consumiu, algo que, segundo a empresa, ninguém havia feito no fundo do mar.</p><p>O resultado é pequeno, mas abre uma nova frente para a <strong>energia limpa</strong>. Se a tecnologia avançar, ilhas e países que dependem de diesel importado poderão ter uma fonte de eletricidade contínua, que não depende de sol nem de vento.</p><h2>Como funciona a energia de vulcão submarino</h2><p>A técnica é uma <strong>versão marítima da geotermia</strong>, que gera eletricidade a partir do calor do interior da<strong> Terra</strong>. Hoje, ela é usada quase só em terra firme, em <strong>regiões vulcânicas</strong> como a <strong>Islândia</strong>, o<strong> Quênia</strong> e o oeste dos <strong>Estados Unidos</strong>.</p><p>No fundo do mar, perto dos<strong> vulcões</strong>, existem <strong>fontes hidrotermais</strong>: fendas por onde sai água aquecida pelo magma, a temperaturas que passam de <strong>250 °C</strong>. A ideia da <strong>Endurance</strong> é usar esse fluido para gerar vapor, que move uma turbina e produz eletricidade.</p><p>O oceano ajuda o processo. "O oceano profundo nos fornece água do mar fria em quantidade ilimitada para resfriamento. Seu peso mantém o sistema e o poço pressurizados, permitindo que nossas usinas sejam compactas", disse <strong>Andrew Redd, fundador e CEO da empresa</strong>, ao site americano <strong>Ars Technica</strong>.</p><h2>O poço que não deu conta</h2><p>A expedição durou três semanas. Primeiro, um equipamento lançado de um navio perfurou o fundo do mar e abriu um poço de 16 metros de profundidade e apenas 5 centímetros de largura, de onde saiu fluido a cerca de 260 °C.</p><p>O calor estava lá, mas a quantidade de fluido não era suficiente para a usina funcionar. Segundo <strong>Redd</strong>, o objetivo desse primeiro poço era provar que é possível perfurar, revestir e vedar um poço no fundo do mar, por isso ele foi mantido pequeno e raso.</p><p>A solução foi levar a usina, chamada <strong>Adélie</strong>, para uma <strong>fonte hidrotermal natural</strong> próxima, na qual o fluido já saía a cerca de 281 °C. Com 3 toneladas e capacidade de 100 quilowatts, o equipamento foi instalado com a ajuda de um <strong>robô submarino</strong> controlado a distância.</p><h2>O que os 8,7 segundos significam</h2><p>O teste decisivo aconteceu em 27 de setembro. Por quase meio minuto, a turbina chegou a 26 mil rotações por minuto e<strong> gerou 60 watts-hora</strong> de eletricidade, o <strong>suficiente para carregar um celular algumas vezes</strong>.</p><p>Durante <strong>8,7 segundos</strong>, a <strong>usina produziu mais energia do que gastou para funcionar</strong>, com média de cerca de 2 quilowatts e pico de 16,5 quilowatts. "O saldo positivo é o limite que importa: a usina gerou mais energia do que consumiu para funcionar no fundo do mar, algo que ninguém havia feito antes", afirmou Redd, ao portal americano.</p><p>Logo depois, uma falha no sistema da bateria desligou a usina por segurança. Na tentativa de religar, um cabo deixou entrar água do mar e entrou em curto-circuito, o que encerrou o teste.</p><h2>Usina comandada a mais de 400 km de distância</h2><p>Todo o teste foi controlado em tempo real a partir de <strong>Seattle</strong>. A conexão usou uma rede de 900 quilômetros de cabos submarinos de energia e fibra óptica, mantida pela <strong>Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos</strong> e operada pela <strong>Universidade de Washington</strong> para pesquisas científicas.</p><p>A empresa também afirma ter monitorado a vida marinha da região, como vermes, caracóis e caranguejos que vivem perto das fontes. Segundo a <strong>Endurance</strong>, os dados não indicaram mudanças relevantes no fundo do mar e mais de 40 amostras de água, rochas e minerais seguem em análise em laboratórios independentes.</p><h2>Próximo passo é abastecer uma ilha</h2><p>A próxima versão da usina, chamada <strong>Gentoo</strong>, deve ser testada no inverno de 2026 para 2027 no hemisfério norte, com a meta de gerar mais energia por mais tempo. A empresa também planeja poços de até 80 metros, cinco vezes mais fundos que o atual, para garantir mais fluido.</p><p class="       ">O primeiro projeto comercial está previsto para 2027 no <strong>Reino de Tonga</strong>, país do <strong>Pacífico Sul</strong> que depende de diesel importado, combustível que encareceu com a guerra entre <strong>Estados Unidos, Israel e Irã</strong>. A ideia é instalar até seis geradores de 2 megawatts, cada um do tamanho de um contêiner, na costa do país.</p><h2>O desafio é o custo</h2><p>Especialistas veem a tecnologia com cautela. "Provavelmente é tecnicamente viável, mas sem dúvida seria mais caro do que fazer em terra", disse ao<strong> Ars Technica Roland Horne, professor de engenharia de energia da Universidade Stanford</strong>.</p><p>Segundo ele, a geotermia em terra já está no limite da competitividade de preço, e qualquer custo extra pode inviabilizá-la. Para convencer o mercado, a <strong>Endurance</strong> precisará mostrar que a usina funciona de forma estável por longos períodos. A empresa aposta em mercados como o noroeste dos <strong>Estados Unidos, o Alasca, Taiwan e o Japão</strong>.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-23/vulcao-submarino-gera-energia-em-teste-inedito-no-fundo-do-mar.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Endurance Energy </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>INOVAÇÃO, vulcão submarino, energia geotérmica, geotermia submarina, Endurance Energy, energia limpa, fontes hidrotermais</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6adb535aa50779001a0dc716</guid><pubDate>Fri, 23 Oct 2026 12:30:19 +0000</pubDate><title>Seu celular te ouve? O risco real está no que você conta à IA</title><description>Advogado especialista em proteção de dados explica por que chatbots revelam mais do que curtidas e o que nunca dizer a eles</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9j/pd/ey/9jpdeyhvq0i687ei4aag838nx.jpg"><figcaption>Mais do que o microfone, o que preocupa especialistas é o que o usuário conta por vontade própria à inteligência artificial<span class="copyright">Foto: Gemini/Terra </span></figcaption></figure><p>Quem nunca comentou sobre um produto e, minutos depois, viu um anúncio dele na tela? A suspeita de que o<strong> celular te ouve</strong> é comum, mas o maior <strong>risco à privacidade</strong> hoje está em outro lugar. Para o <strong>advogado Lucas Paglia, especialista em direito digital, cibersegurança, proteção de dados e compliance regulatório</strong>, ouvido pelo<strong> iG</strong>, a ameaça está naquilo que as pessoas contam por vontade própria a assistentes de <strong>inteligência artificial</strong> como <strong>ChatGPT, Gemini e Meta AI</strong>.</p><p>Dúvidas de saúde, aperto financeiro, brigas em família e planos de compra viraram assunto frequente nas conversas com os <strong>chatbots</strong>, programas que respondem por texto ou voz como se fossem uma pessoa. Muitas vezes, com detalhes que ninguém publicaria em uma rede social.</p><h2>Celular te ouve? O que dizem as evidências</h2><p>Segundo <strong>Paglia</strong>, a preocupação é legítima, mas não há provas de que os aparelhos gravem conversas de forma generalizada para vender anúncios.</p><p>Para o especialista, o problema real é a coleta excessiva de dados e a falta de transparência sobre como eles são usados e compartilhados. "Hoje, as empresas não precisam necessariamente ouvir nossas conversas para conhecer nossos interesses. O cruzamento de dados já permite construir perfis extremamente detalhados sobre quem somos, o que consumimos e até o que provavelmente faremos no futuro", afirma.</p><h2>Por que a IA sabe mais que suas curtidas</h2><p>Nas redes sociais, as empresas deduzem interesses a partir de curtidas, buscas e cliques. Com os <strong>chatbots</strong>, a lógica muda: o próprio usuário conta suas preocupações financeiras, problemas de saúde, dificuldades no trabalho, conflitos familiares e questões emocionais.</p><p>"A <strong>inteligência artificial</strong> pode receber não apenas informações sobre o que fazemos, mas também explicações sobre o que pensamos, sentimos e pretendemos fazer", diz <strong>Paglia</strong>, que é membro da<strong> Associação Brasileira de Inteligência Artificial</strong>.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/1z/of/zh/1zofzhwd2t0ija1ne3imjjgg3.jpg"><figcaption>Lucas Paglia, advogado especialista em direito digital e proteção de dados, recomenda não contar à IA nada que não seja necessário para obter a resposta<span class="copyright">Foto: Divulgação </span></figcaption></figure><p>O tom de conversa ajuda a baixar a guarda. Muita gente trata a <strong>IA</strong> como um espaço confidencial, sem perceber que fala com uma plataforma de tecnologia. "O grande risco é confundir a sensação de privacidade de uma conversa com a garantia efetiva de confidencialidade dos dados compartilhados", alerta.</p><h2>Para onde vão as suas conversas</h2><p>O destino das informações varia de acordo com a plataforma, as <strong>regras de privacidade</strong> e as configurações escolhidas pelo usuário. Em geral, as mensagens são processadas para gerar respostas, ficam guardadas por um tempo e, em alguns casos, ajudam a treinar a <strong>IA</strong>, ou seja, servem de exemplo para o sistema aprender e melhorar.</p><p>Algumas empresas também admitem que funcionários autorizados revisem parte das conversas, sobretudo por motivos de segurança. Já na publicidade, o especialista lembra que usar dados para personalizar anúncios é diferente de repassar as conversas a anunciantes. Além disso, as práticas mudam de um serviço para outro.</p><h2>O que diz a lei brasileira</h2><p>No <strong>Brasil</strong>, qualquer uso de dados pessoais precisa seguir a <strong>Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)</strong>. A lei exige que as empresas respeitem princípios como finalidade, necessidade, transparência e segurança, além de ter uma justificativa legal para tratar as informações.</p><p>Ainda assim, <strong> Paglia</strong> faz um alerta: uma <strong>conversa com a IA</strong> não tem o mesmo sigilo de uma consulta com médico, advogado ou psicólogo. Por isso, vale conhecer as regras da plataforma antes de contar algo pessoal.</p><h2>O que nunca contar à IA</h2><p>A regra de ouro, segundo o especialista, que é professor da<strong> PUC-Campinas</strong> e do <strong>Sebrae Nacional</strong>, é simples: se a informação não é necessária para obter a resposta, não deve ser compartilhada. Ele recomenda evitar:</p><p>* senhas e códigos de autenticação; * dados bancários completos; * documentos de identificação, como RG e CPF; * dados médicos que permitam identificar o paciente; * informações íntimas; * documentos de trabalho protegidos por sigilo.</p><p>O cuidado vale também para dados de outras pessoas. Um profissional que pede à <strong>IA</strong> para analisar contratos ou processos de clientes pode expor informações protegidas sem perceber.</p><p>Sempre que possível, o ideal é apagar nomes e números de documentos antes de colar o texto no <strong>chatbot</strong>. No trabalho, o especialista recomenda dar preferência a ferramentas corporativas, que oferecem garantias adequadas de segurança e confidencialidade.</p><h2>Como usar a IA com mais segurança</h2><p><strong>Paglia</strong> não recomenda abandonar a tecnologia, mas sim ajustar as configurações. Muitas plataformas permitem desligar o uso das conversas para treinamento, controlar a memória e a personalização da IA, usar conversas temporárias e apagar o histórico.</p><p class="   ">No<strong> ChatGPT</strong>, por exemplo, basta entrar nas configurações, abrir a área de controles de dados e desativar a opção que usa as novas conversas para melhorar o modelo. <strong>Gemini</strong>, <strong>Claude</strong> e outros assistentes têm controles parecidos, mas com regras próprias.</p><p>Outras medidas ajudam:</p><p>* revisar as permissões de microfone, câmera, localização e arquivos do celular; * ativar a verificação em duas etapas, que pede um código extra além da senha; * evitar conectar e-mails, contas de trabalho e serviços de armazenamento à IA sem necessidade.</p><p>Por fim, um aviso importante. "Apagar o histórico de uma conversa não significa, necessariamente, que todos os dados tenham sido imediatamente eliminados dos sistemas da empresa", afirma o especialista.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-23/seu-celular-te-ouve--o-risco-real-esta-no-que-voce-conta-a-ia.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Gemini/Terra </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>PRIVACIDADE, privacidade na IA, o que não contar ao ChatGPT, celular te ouve, chatbot, LGPD, proteção de dados, tecnologia, Inteligência Artificial</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ada68af18a4ed0b75066d2d</guid><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 19:49:04 +0000</pubDate><title>Meta é multada em US$ 25 bilhões por enganar usuários</title><description>Maior multa da história da empresa vem do caso Cambridge Analytica; dona do Facebook e do WhatsApp vai recorrer</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7y/di/5i/7ydi5ikoex6xp0l8hio54g2jh.jpg"><figcaption>Mark Zuckerberg, fundador da Meta<span class="copyright">Reprodução Wikimedia Commons/Meta - Jeff Sainlar; Social Producer and Editor </span></figcaption></figure><p>A <strong>Meta</strong>, dona do <strong>Facebook, do Instagram e do WhatsApp</strong>, foi condenada a pagar uma multa de US$ 25 bilhões<strong> (cerca de R$ 125,94 bilhões)</strong> ao estado do <strong>Novo México, nos Estados Unidos</strong>. A decisão do<strong> juiz Francis Mathew</strong> saiu nesta quarta-feira (21), depois que um júri concluiu que a empresa enganou os usuários do <strong>Facebook</strong> por anos sobre quem tinha acesso aos seus dados. É a maior punição já aplicada à big tech e a Meta afirma que vai recorrer.</p><p>O processo tem origem no escândalo da <strong>Cambridge Analytica</strong>, que veio à tona em <strong>2018</strong>. Na época, a consultoria política obteve dados de at<strong>é 87 milhões de usuários do Facebook</strong> sem autorização e os usou para direcionar propaganda eleitoral na campanha de<strong> Donald Trump</strong> em 2016.</p><h2>Por que a Meta foi multada</h2><p>O <strong>Novo México</strong> processou a empresa em 2021. A acusação foi de que a <strong>Meta</strong> <strong>mentiu aos usuários</strong> do estado sobre o acesso de terceiros aos dados pessoais e sobre como lidava com discurso de ódio e desinformação na plataforma.</p><p>Em setembro, o júri considerou enganosas 26 das 29 declarações feitas pela empresa e por seus executivos. Como cada declaração atingiu um grande número de pessoas, os jurados contaram mais de <strong>43 milhões de violações das leis de proteção ao consumidor do estado.</strong></p><p>Para o juiz, as práticas foram intencionais e duraram de 2010 a 2021. "As irregularidades do <strong>Facebook</strong>, cometidas ao longo de anos e sistematicamente divulgadas ao público, atingem o cerne das principais práticas comerciais do <strong>Facebook</strong>", escreveu.</p><h2>A multa da Meta poderia ser de US$ 219 bilhões</h2><p>A lei do Novo México prevê até <strong>US$ 5 mil (cerca de R$ 25,1 mil)</strong> por violação. Pela conta, a punição poderia passar de <strong>US$ 219 bilhões</strong>, mas o juiz decidiu reduzir o valor para <strong>US$ 25 bilhões</strong>.</p><p>O estado pedia entre US$ 35 bilhões e US$ 40 bilhões. A <strong>Meta</strong> defendia um teto de <strong>US$ 3,45 bilhões</strong> e alegava que uma multa maior seria inconstitucional. Segundo o <strong>procurador-geral Raúl Torrez</strong>, todo o dinheiro vai para o sistema escolar do estado.</p><h2>O que diz a Meta</h2><p>A empresa afirmou em publicação da Reuters que não vende dados de usuários e que o estado não provou que algum consumidor tenha sido de fato enganado. "Essa decisão torna praticamente impossível fazer negócios no estado do Novo México", disse <strong>CJ Mahoney, diretor jurídico da Meta</strong>, que se diz confiante na vitória em recurso.</p><p class="            ">Especialistas ouvidos pela agência Reuters preveem uma longa batalha nos tribunais. Para o analista <strong>Gil Luria, da DA Davidson</strong>, a multa é cara, mas não deve abalar uma empresa avaliada em quase US$ 2 trilhões.</p><h2>Um ano de derrotas nos tribunais</h2><p class="  ">A condenação se soma a uma série de reveses da <strong>Meta</strong> em 2026. Em março, outro júri do Novo México concluiu que a empresa enganou o público sobre a segurança de crianças e adolescentes em suas redes, com punições que somam quase US$ 1 bilhão.</p><p>Em agosto, a <strong>Meta</strong> fechou um acordo de US$ 17,1 bilhões com vários estados americanos sobre os danos das redes sociais à saúde mental de adolescentes. Um novo julgamento sobre o tema está marcado para a próxima semana.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-22/meta-e-multada-em-us--25-bilhoes-por-enganar-usuarios.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Reprodução Wikimedia Commons/Meta - Jeff Sainlar; Social Producer and Editor </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>PRIVACIDADE, multa da Meta, Facebook, Cambridge Analytica, privacidade de dados, Novo México</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ada37a3ea524207490c45d4</guid><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 16:19:52 +0000</pubDate><title>Guilherme Fuoco: Jornalismo Comunitário e Revolução no Limão</title><description>Redes sociais éticas e hiperlocais valorizam o comércio, dão voz aos moradores e criam identidade em bairros periféricos, sem apostar na tragédia</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/42/w4/qy/42w4qyzxr98fyarbsj67xjyvm.jpg"><figcaption>Guilherme Fuoco no podcast 'Inteligência Orgânica'<span class="copyright">Reprodução/Youtube </span></figcaption></figure><p>Guilherme Fuoco, jornalista e fundador do canal Tem no Limão, traz ao Inteligência Orgânica um caso de sucesso sobre como as redes sociais, quando utilizadas de forma ética e hiperlocal, podem transformar bairros periféricos e resgatar o senso de comunidade. Ex-jornalista da TV Globo, Guilherme abdicou do emprego formal para empreender no Bairro do Limão — a sua terra natal na Zona Norte de São Paulo —, criando um canal que funciona simultaneamente como hub de negócios, mural de serviços públicos e ponto de encontro para os residentes. Ele desmistifica o uso de inteligência artificial na sua agência de social media, afirmando que, embora ferramentas como o Claude e a automação por WhatsApp otimizem processos e agilizem o atendimento a dezenas de clientes, a verdadeira "inteligência orgânica" reside em conhecer pelo nome a gerente da padaria, o subprefeito e os líderes comunitários, cultivando relações humanas que nenhuma máquina consegue replicar.</p><p class="  ">Através de um jornalismo comunitário de raiz, Guilherme promove ações transformadoras, como a mediação para a criação do primeiro parque do bairro, a organização da primeira corrida de rua e até projetos inusitados, como a criação do "maior bolo de limão do Brasil" para figurar no RankBrasil. Ele combate o jornalismo policialesco focado na exploração da tragédia e de acidentes, preferindo usar a sua plataforma para gerar impacto positivo e criar identidade local, exemplificado no projeto do "café com limão" e em campanhas de valorização do comércio. Mantendo a transparência perante os desafios financeiros do empreendedorismo e rejeitando propostas escusas em anos eleitorais, Guilherme Fuoco prova que a inovação digital, aliada ao afeto e ao trabalho árduo, tem o poder de revolucionar uma comunidade a partir de dentro.</p><p><strong>Para aprenderes a usar as redes sociais de forma construtiva e apoiares a tua comunidade, assiste ao episódio completo no YouTube.</strong></p><iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/h35QBtXAhOU" frameborder="0"></iframe>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/pedro-cortella/2026-10-22/guilherme-fuoco--jornalismo-comunitario-e-revolucao-no-limao.html</link><dc:creator>Pedro Cortella</dc:creator><media:credit>Reprodução/Youtube </media:credit><author>Pedro Cortella</author><keywords>impacto social, jornalismo comunitário, redes sociais, Bairro do Limão, inteligência artificial, empreendedorismo digital, comércio local, comunidade</keywords><internationalize>false</internationalize><section>67924aca1709546c04d9c315</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ada066018a4ed0b75066cb1</guid><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 16:00:39 +0000</pubDate><title>Golpe com IA na Black Friday: 5 sinais para não cair</title><description>Sites falsos, mensagens personalizadas e ofertas suspeitas usam tecnologia para enganar consumidores durante as compras no período da ação</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/14/7b/0s/147b0sukjxrk1i1xrwtoms7kr.jpg"><figcaption>Compras online aumentam no período da Black Friday<span class="copyright">Unsplash </span></figcaption></figure><p>Aquela mensagem cheia de erros de português que parecia suspeita ficou para trás. Com a ajuda da <strong>inteligência artificial (IA)</strong>, criminosos conseguem criar textos bem escritos, copiar a identidade visual de lojas conhecidas e personalizar abordagens para convencer consumidores a clicar em links ou realizar pagamentos. Na <strong>Black Friday</strong>, quando a busca por descontos aumenta, essas táticas ganham um terreno favorável.</p><p>Os números ajudam a dimensionar o problema. Segundo dados divulgados pela Agência Brasil, <strong>golpes de engenharia social representaram 40% dos indícios de fraudes financeiras</strong> registrados no país no primeiro semestre de 2026. Foram mais de <strong>9 milhões de ocorrências</strong> suspeitas ou confirmadas no período, das quais mais de<strong> 3,6 milhões</strong> estavam relacionadas a esse tipo de prática.</p><p>A <strong>engenharia social</strong> consiste em manipular a vítima para que ela própria forneça informações, clique em um link malicioso ou transfira dinheiro. Em vez de depender apenas de falhas técnicas, o criminoso explora emoções e comportamentos como pressa, confiança e medo de perder uma oportunidade.</p><p>"A<strong> Black Friday</strong> trabalha naturalmente com escassez e urgência: 'últimas unidades', 'somente pelos próximos minutos', '70% de desconto apenas agora'. O criminoso utiliza exatamente esses gatilhos para fazer a vítima agir antes de pensar", explica <strong>Vinicius Ferreira, CEO da T2Sec</strong>, empresa especializada em segurança da informação.</p><h2>Como a IA facilita os golpes</h2><p>A <strong>IA generativa</strong> ampliou as possibilidades de criação de<strong> fraudes digitais</strong>. Com essas ferramentas, criminosos podem produzir mensagens convincentes, traduzir textos, adaptar abordagens com informações disponíveis publicamente e criar imagens, vozes e vídeos sintéticos.</p><p>O resultado é uma comunicação que pode imitar o padrão de uma empresa conhecida ou parecer ter sido enviada por alguém de confiança. Isso não significa que todo anúncio bem produzido seja falso, mas torna a aparência uma referência cada vez menos confiável para avaliar a legitimidade de uma oferta.</p><p>"O antigo conselho de simplesmente 'procurar erros de português' perdeu bastante força. Um<strong> phishing</strong> criado com <strong>IA</strong> pode ter escrita impecável, utilizar o nome da vítima, mencionar uma empresa com a qual ela realmente mantém relacionamento e reproduzir o estilo de comunicação de uma pessoa ou organização conhecida", alerta <strong>Ferreira</strong>.</p><p>O <strong>phishing</strong> é uma das técnicas usadas nesse tipo de <strong>fraude</strong>. O consumidor recebe uma mensagem por<strong> WhatsApp, SMS, e-mail ou rede social</strong> e é direcionado a uma página falsa, que pode imitar uma loja legítima. Ali, informa dados pessoais, credenciais ou dados de pagamento, ou conclui uma compra que nunca será entregue.</p><p>A<strong> IA</strong> também pode reduzir o esforço necessário para produzir diferentes versões de uma mesma fraude. Uma mensagem genérica pode dar lugar a abordagens adaptadas a públicos específicos, com linguagem e referências que aumentam a sensação de familiaridade.</p><h2>Cinco sinais para observar antes de comprar</h2><p>A boa notícia é que não é necessário dominar tecnologia para reduzir os riscos. O cuidado está em conferir informações que vão além da aparência do anúncio.</p><p><strong>1. Confira o endereço do site</strong></p><p>Antes de informar dados ou concluir uma compra, observe o domínio da página. Criminosos podem usar endereços muito parecidos com os de lojas conhecidas, com pequenas alterações de letras ou palavras adicionais.</p><p>Evite acessar ofertas por links recebidos em mensagens. Se encontrar uma promoção nas r<strong>edes sociais</strong>, procure a loja pelo aplicativo oficial ou digite o endereço conhecido diretamente no navegador.</p><p><strong>2. Desconfie de descontos muito fora da realidade</strong></p><p>Compare o preço com o praticado por outras lojas e consulte o histórico da oferta, quando possível. Uma diferença muito grande pode ser um sinal de alerta, principalmente quando vem acompanhada de uma contagem regressiva ou de mensagens insistentes para finalizar a compra.</p><p>A urgência não comprova uma fraude, mas é um recurso frequente para impedir que a vítima pare e confira os dados.</p><p><strong>3. Não confie apenas no cadeado do navegador</strong></p><p>O <strong>HTTPS</strong> indica que a conexão entre o navegador e o site é criptografada. Isso ajuda a proteger a comunicação, mas não comprova que a empresa por trás da página seja legítima. Sites fraudulentos também podem usar esse recurso.</p><p>Por isso, confira o endereço completo e procure informações da empresa, como CNPJ, canais oficiais de atendimento e políticas de troca e devolução.</p><p><strong>4. Confira quem vai receber o Pix</strong></p><p>Antes de confirmar uma transferência, verifique o nome e os dados do beneficiário exibidos pelo aplicativo bancário. Se o pagamento for destinado a uma pessoa ou empresa diferente daquela que deveria receber, interrompa a operação e confirme a informação pelos canais oficiais da loja.</p><p>Também desconfie de supostos atendentes que enviam uma nova chave <strong>Pix</strong> ou um <strong>QR Code por WhatsApp</strong>, alegando problemas na transação ou oferecendo um desconto extra.</p><p><strong>5. Não tome decisões sob pressão</strong></p><p>Mensagens que exigem pagamento imediato, ameaçam cancelar um pedido ou prometem uma condição exclusiva por poucos minutos merecem atenção. Se tiver dúvidas, interrompa a conversa e procure a empresa por um canal oficial.</p><p>A mesma cautela vale para perfis de redes sociais e anúncios patrocinados. A presença de uma oferta em uma plataforma conhecida não garante, por si só, que o vendedor seja confiável.</p><h2>Recebeu um Pix por engano? Não transfira de volta</h2><p>Outro golpe exige atenção especial durante o período de compras. Nele, alguém afirma ter enviado dinheiro por engano e pede que a vítima devolva o valor para uma conta diferente daquela de origem.</p><p>A orientação é não fazer uma nova transferência. Se o dinheiro realmente tiver sido recebido indevidamente, utilize a função de devolução da própria transação no aplicativo bancário, que permite encaminhar o valor de volta à conta de origem. Em caso de dúvida, entre em contato com o banco.</p><p>A regra também vale para mensagens de supostos vendedores ou atendentes que pedem pagamentos fora do fluxo normal da compra.</p><h2>Caiu em um golpe? Aja rapidamente</h2><p>Se perceber que realizou um pagamento fraudulento ou forneceu dados a uma página suspeita, entre em contato imediatamente com o banco ou a instituição financeira e informe o ocorrido. No caso do<strong> Pix,</strong> peça a análise da transação e verifique a possibilidade de acionar o <strong>Mecanismo Especial de Devolução (MED)</strong>, conforme as regras aplicáveis. A recuperação do dinheiro não é garantida.</p><p>Também é importante guardar comprovantes, capturas de tela, links e conversas, registrar um boletim de ocorrência e trocar senhas que possam ter sido expostas. Se houver risco de acesso indevido às contas, ative a autenticação em dois fatores e encerre sessões desconhecidas.</p><p class="    "><strong>Ferreira</strong> ainda alerta para uma segunda armadilha: o golpe da falsa recuperação. Depois da primeira fraude, criminosos podem entrar em contato se passando por funcionários de bancos ou especialistas e cobrar uma taxa para devolver o dinheiro perdido.</p><p>A <strong>Black Friday</strong> não precisa se transformar em motivo para evitar compras online. O cuidado é não confundir uma oferta convincente com uma oferta legítima. </p><p>Com a<strong> inteligência artificial</strong> tornando as fraudes mais sofisticadas, verificar o endereço, comparar preços e conferir o beneficiário do pagamento são atitudes que valem mais do que tentar descobrir um golpe apenas pela aparência.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/dicas/2026-10-22/golpe-com-ia-na-black-friday--5-sinais-para-nao-cair.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Unsplash </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>SEGURANÇA,  golpes com IA, Black Friday, engenharia social, phishing, golpe do Pix, MED Mecanismo Especial de Devolução</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24647c494bedc914000471</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ada008aea524207490c4582</guid><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 12:24:43 +0000</pubDate><title>YouTube esconde botão de dislike em teste; veja o que muda</title><description>Opção de &quot;não gostei&quot; vai para o menu de três pontos para parte dos usuários; mudança irrita público e criadores</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ar/e3/01/are301yd2k6zcjdhp2nn2xzow.jpg"><figcaption>YouTube<span class="copyright">Zulfugar Karimov/Unsplash </span></figcaption></figure><p>O <strong>YouTube</strong> começou a testar uma mudança que tira o <strong>botão de dislike</strong>, o <strong>"não gostei"</strong>, da área principal dos vídeos. Relatos publicados nesta semana em <strong>redes sociais como Reddit e X</strong> mostram que, na versão para computador, o ícone saiu de vista e foi parar no menu de três pontos. O teste atinge apenas parte dos usuários e, segundo os relatos, acontece há cerca de duas semanas.</p><p>A novidade reacendeu uma polêmica antiga. Desde 2021, a plataforma não mostra mais quantas pessoas deram <strong>dislike</strong> em um vídeo. Agora, o próprio botão pode ficar mais difícil de achar.</p><h2>O que muda no botão de dislike do YouTube</h2><p>Até aqui, os botões <strong>"Gostei" e "Não gostei"</strong> ficavam lado a lado, logo abaixo do vídeo. Na versão em teste, só o <strong>"Gostei"</strong> continua em destaque, ao lado de opções como Compartilhar e Salvar.</p><p>O <strong>"Não gostei"</strong> foi transferido para o menu de três pontos, no fim da barra de ações, o mesmo espaço usado para denunciar um vídeo. O recurso continua disponível, mas exige um clique a mais.</p><h2>Como dar dislike se o seu YouTube mudou</h2><p>Se o botão sumiu da sua tela, basta clicar nos três pontos ao lado de Compartilhar e Salvar e escolher a opção <strong>"Não gostei"</strong>. Nem todo mundo recebeu a mudança - eu, Juliana Franco, ainda vejo os dois botões no lugar de sempre. </p><p>Vale lembrar que o <strong>dislike</strong> não serve só para registrar uma opinião. Ele também funciona como um sinal para o algoritmo, o sistema que escolhe o que aparece na tela, de que você não quer ver conteúdos parecidos.</p><h2>Por que a mudança gerou críticas</h2><p>A reação nas redes foi negativa. Muitos espectadores argumentam que esconder o botão elimina uma das poucas formas diretas de mostrar insatisfação com um vídeo, como um tutorial que não funciona ou um conteúdo enganoso.</p><p>Criadores de conteúdo também reclamaram. Mesmo sem a contagem pública, eles ainda veem o número de <strong>dislikes no YouTube Studio</strong>, painel privado de cada canal, e usam esse dado para entender o que o público aprova ou rejeita.</p><h2>A guerra do YouTube contra o dislike</h2><p>Em novembro de 2021, o <strong>YouTube</strong> escondeu o total de <strong>dislikes</strong> de todos os vídeos. Na época, a empresa afirmou que a medida buscava proteger criadores de ataques coordenados, campanhas em que grupos dão <strong>dislike</strong> em massa para prejudicar um canal, um problema que atingia sobretudo canais pequenos e novos.</p><p class="     ">A decisão foi muito criticada, mas não voltou atrás. Nos<strong> Shorts</strong>, os vídeos curtos da plataforma, o botão já saiu de cena e deu lugar a opções como <strong>"Não tenho interesse"</strong>. O ícone de curtida também virou um coração, no estilo de <strong>TikTok</strong> e<strong> Instagram Reels</strong>.</p><h2>O YouTube vai acabar com o dislike de vez?</h2><p class="      ">Ainda não há resposta. O <strong>Google</strong>, dono do <strong>YouTube</strong>, não comentou o teste nem explicou o motivo da mudança.</p><p>A plataforma testa novidades na interface com frequência, e nem todas chegam a todos os usuários. No começo deste mês, outro experimento levou os vídeos recomendados da lateral para a parte de baixo da tela.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-22/youtube-esconde-botao-de-dislike-em-teste--veja-o-que-muda.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Zulfugar Karimov/Unsplash </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>Teste, botão de dislike, YouTube, YouTube dislike, YouTube Studio, YouTube Shorts, YouTube teste interface</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ad96fbe0d248a5656e0dcdb</guid><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 02:06:59 +0000</pubDate><title>Uber lança função que facilita embarque de idosos e PCDs</title><description>Novo recurso permite escolher como motorista avisa que chegou e informar o uso de bengala ou cadeira de rodas; liberação será gradual no Brasil</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/dh/ly/4m/dhly4mo8zxfhvs21lvlqv0848.jpg"><figcaption>Novo recurso da Uber permite que idosos e pessoas com deficiência personalizem a identificação do veículo e facilitem o embarque<span class="copyright">Conteúdo gerado por IA </span></figcaption></figure><p>Encontrar o carro solicitado pelo aplicativo nem sempre é simples, especialmente para quem tem deficiência visual, mobilidade reduzida ou dificuldade para se comunicar com o motorista. Pensando nessas situações, a <strong>Uber</strong> lançou nesta quarta-feira (21) uma ferramenta que permite personalizar o momento do embarque, sem precisar enviar as mesmas orientações a cada viagem.</p><p>Batizado de <strong>Preferências de Partida,</strong> o recurso permite escolher como o motorista deve avisar que chegou ao ponto de encontro. Também será possível informar características que ajudem na identificação do passageiro, como o uso de bengala, muletas, andador ou cadeira de rodas.</p><p>A novidade será disponibilizada gradualmente nos próximos dias para usuários de todo o Brasil. Por isso, algumas pessoas ainda poderão não encontrar a opção no aplicativo.</p><h2>Como funciona a novidade da Uber?</h2><p>Imagine um passageiro com deficiência visual aguardando um carro em uma rua movimentada. Com a nova ferramenta, ele pode solicitar antecipadamente que o motorista o chame pelo nome ao chegar.</p><p>Já uma pessoa com dificuldade auditiva pode preferir que o condutor pisque os faróis. Há quatro formas de sinalização disponíveis: chamada pelo nome, contato pelo aplicativo, acionamento dos faróis ou buzina.</p><p>O passageiro também pode indicar se utiliza óculos escuros, bengala branca, bengala convencional, muletas, andador ou cadeira de rodas.</p><p>Depois da configuração, as informações ficam salvas no perfil e são compartilhadas automaticamente com os motoristas nas viagens compatíveis. Assim, não é necessário repetir as instruções a cada solicitação.</p><p>A ferramenta é voltada à comunicação e à identificação durante o embarque. Ela não representa a disponibilização automática de veículos adaptados para transportar cadeiras de rodas.</p><h2>Como ativar as Preferências de Partida</h2><p>O recurso pode ser configurado diretamente no aplicativo da Uber, sem necessidade de entrar em contato com o suporte.</p><ol><li>Abra o aplicativo da Uber no celular.</li><li>Toque em Conta.</li><li>Acesse Configurações.</li><li>Entre em Acessibilidade.</li><li>Selecione Preferências de Partida.</li><li>Escolha como deseja ser avisado e, se necessário, informe os recursos de mobilidade utilizados.</li></ol><p>As preferências poderão ser alteradas ou desativadas posteriormente. Caso a ferramenta ainda não apareça, é possível que a liberação não tenha chegado à conta do usuário.</p><h2>Aplicativo já oferece outras opções de acessibilidade</h2><p>As Preferências de Partida se juntam a funcionalidades que a Uber oferece para tornar o aplicativo mais acessível.</p><p>Uma delas é a Conta Sênior, que utiliza letras e ícones maiores, além de uma interface simplificada. Familiares também podem ajudar a solicitar viagens, gerenciar pagamentos e acompanhar os trajetos.</p><p>Para pessoas com deficiência visual, o aplicativo é compatível com leitores de tela como TalkBack, no Android, e VoiceOver, no iPhone.</p><p class="    ">Passageiros acompanhados de cão-guia podem registrar essa informação em seu perfil. A plataforma também permite solicitar isenção ou reembolso de taxas de espera quando uma pessoa com deficiência precisa de mais tempo para embarcar.</p><p>As informações sobre a nova ferramenta foram divulgadas inicialmente pelo Tecnoblog nesta quarta-feira (21). As demais funcionalidades estão descritas na <a href="https://www.uber.com/br/pt-br/newsroom/acessibilidade-aplicativo-pessoas-deficiencia/" target="_blank" rel="noopener nofollow">página oficial de acessibilidade da Uber.</a></p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-21/uber-novo-recurso-embarque-idosos-pessoas-deficiencia.html</link><dc:creator>Pedro Emerenciano</dc:creator><media:credit>Conteúdo gerado por IA </media:credit><author>Pedro Emerenciano</author><keywords>Novo recurso, Uber, Acessibilidade</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ad903cd0d248a5656e0dc89</guid><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 18:26:22 +0000</pubDate><title>Celulares dobráveis voltam a crescer com iPhone Duo e Fold 8</title><description>Formato mais largo anima a indústria e produção de telas deve subir 44% em 2026; Samsung deve deter 66% do mercado</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/3k/kk/8d/3kkk8drvpne9v12u5xc96b2hr.jpg"><figcaption>Dobráveis mais largos, com proporção próxima à de um tablet, devem puxar alta de 44% na produção de telas em 2026<span class="copyright">Imagem gerada por IA </span></figcaption></figure><p>Os <strong>celulares dobráveis</strong> voltaram a ganhar fôlego. A consultoria britânica <strong>Omdia</strong>, especializada em análise de mercado de tecnologia, prevê que o envio de telas para esse tipo de aparelho chegue a<strong> 29 milhões de unidades em 2026</strong>, alta de <strong>44%</strong> em relação a 2025. Segundo o relatório, divulgado nesta quarta-feira (21), o impulso vem de um novo formato, mais largo, adotado por modelos como o<strong> iPhone Duo, da Apple</strong>, e o <strong>Galaxy Z Fold 8, da Samsung</strong>.</p><p>O número indica uma recuperação do setor, que teve queda nos envios de telas em 2025. Para o consumidor, a mudança sinaliza mais opções de dobráveis nos próximos anos, inclusive de marcas chinesas.</p><h2>O que muda no novo formato dos dobráveis</h2><p>A diferença está na proporção da tela, a relação entre largura e altura. Até agora, a maioria dos <strong>dobráveis do tipo "livro"</strong>, que abrem como um caderno, combinava uma tela interna quase quadrada (10:9) com uma tela externa alta e estreita (21:9), bem mais fina que a de um celular comum.</p><p>Os novos modelos apostam em proporções mais largas, como 4:3 e 14:10, mais próximas das de um<strong> tablet</strong>. Segundo a <strong>Omdia</strong>, o formato facilita o uso de vários aplicativos ao mesmo tempo, a navegação na internet, as redes sociais e os apps de trabalho. A consultoria afirma que o mercado respondeu bem à novidade, o que indica uma fase inicial de adoção bem-sucedida.</p><h2>Celulares dobráveis largos devem dominar em 2027</h2><p>A tendência deve acelerar. "Espera-se que as remessas de telas para <strong>smartphones dobráveis</strong> de tela ampla representem <strong>44% do total</strong> de remessas de painéis dobráveis em 2026. Essa participação deverá ultrapassar a marca de<strong> 60% em 2027</strong>, impulsionada pela entrada de mais fabricantes chineses no mercado", afirma <strong>Brian Huh, analista principal da área de telas da Omdia</strong>.</p><p>Isto significa que a partir do ano que vem, a maior parte das <strong>telas dobráveis</strong> produzidas no mundo deve seguir o formato mais largo. Segundo a consultoria, as fabricantes chinesas de celulares devem lançar os próprios modelos nesse padrão em 2027.</p><h2>Samsung lidera o fornecimento de telas</h2><p>A grande vencedora da mudança é a<strong> Samsung Display</strong>, divisão de telas do grupo sul-coreano. A empresa fornece com exclusividade as telas do <strong>Galaxy Z Fold 8</strong> e do <strong>iPhone Duo</strong>, os dois principais lançamentos do segmento neste ano.</p><p>Com isso, a <strong>Omdia</strong> projeta que a participação da companhia chegue a <strong>66% do mercado global</strong> de<strong> telas dobráveis</strong>. </p><p>As telas em questão usam a tecnologia AMOLED, em que cada ponto da imagem tem luz própria, o que permite cores mais vivas e painéis finos o bastante para dobrar. A <strong>Omdia</strong> também prevê forte crescimento das telas LTPO, versão que ajusta a velocidade de atualização da imagem conforme o uso para economizar bateria.</p><h2>Envio de telas não é o mesmo que venda de celulares</h2><p>Vale uma ressalva. O relatório mede as telas enviadas pelas fábricas às montadoras e não os aparelhos vendidos nas lojas. Como as telas costumam ser entregues antes da montagem, os números podem não coincidir com as vendas de celulares no mesmo período.</p><p>Ainda assim, o dado funciona como termômetro: se as fábricas produzem mais telas, é porque as marcas esperam vender mais aparelhos.</p><h2>Quanto custam os dobráveis no Brasil</h2><p>Por enquanto, o novo formato segue restrito ao topo de linha. No <strong>Brasil</strong>, o <strong>Galaxy Z Fold 8</strong> é vendido entre <strong>R$ 10 mil e R$ 11 mil</strong>.</p><p>O <strong>iPhone Duo</strong>, primeiro dobrável da <strong>Apple</strong>, custa entre <strong>R$ 22 mil e R$ 31 mil</strong>. <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-16/iphone-dobravel-de-r--31-mil-esgota-e-entrega-fica-para-2027.html">Conforme já divulgado pelo iG, o modelo se esgotou na pré-venda</a> e a entrega dos aparelhos está prevista para <strong>fevereiro de 2027</strong>.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/analise/2026-10-21/celulares-dobraveis-voltam-a-crescer-com-iphone-duo-e-fold-8.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Imagem gerada por IA </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>SMARTPHONES, celulares dobráveis, telas dobráveis, iPhone Duo, Galaxy Z Fold 8, Samsung Display, Omdia</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24643665a59f2273000498</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ad8e54f0d248a5656e0dc64</guid><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 16:16:19 +0000</pubDate><title>Nostradamus.ai</title><description>Usamos a IA todo dia e temos pavor dela à noite. Se a bajulação e o apocalipse nos deixam parados, só fatos sóbrios e esperança nos tiram do lugar.</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/2v/mn/50/2vmn508lh9fcua1ido9bphgfd.jpg"><figcaption>Nostradamus.ai<span class="copyright">Imagem gerada por IA </span></figcaption></figure><p>Toda semana eu entro em sala de aula para tentar convencer adultos de que a máquina mente pra eles. As IAs foram treinadas para bajular. Você manda um plano de negócios meia-boca e ela devolve um elogio à sua visão estratégica. Você pergunta se está certo e ela, gentilmente, concorda. É o puxa-saco mais eficiente que a humanidade já construiu e estamos todos seduzidos.</p><p>Mas esse era o mundo 1.0. Agora apareceu o usuário 2.0. Aquele que chega na aula todo orgulhoso: "O meu Claude me elogiava demais, aí eu dei um prompt matador e agora ele até me destrata!" Pronto. Com uma instrução, ele acredita ter exterminado a sycophancy da IA dele. E é aí que mora o problema. Convencido de que a máquina deixou de lamber seu ego, ele baixa a guarda. Quando vem uma crítica, ótimo, prova de que o prompt funcionou. Quando vem um elogio, melhor ainda, porque agora ele acha que o elogio é merecido. E assim ele fica ainda mais feliz com o resultado e ainda mais apaixonado por tudo o que a IA entrega.</p><p>Estou problematizando demais? Talvez. Mas, guenta aí, tem mais.</p><p>Na minha bolha, todo mundo usa IA pra tudo. Para escrever e-mail pro chefe, pra montar o cardápio da semana, pra desabafar sobre o casamento às duas da manhã. É uma galera que está com a vida entranhada nessa tecnologia.</p><p>Só que as mesmas pessoas que passam o dia na IA (e que, lentamente, vão se apaixonando por ela, mesmo sem declarar isso abertamente ou sem se entender dessa forma) passam a noite no feed lendo que a IA vai roubar o emprego delas, que a humanidade tem uns cinco anos de prazo, que o fim é inevitável.</p><p>Todo mundo chega na aula com uma mistura estranha de dependência e pavor. Usam todo dia a ferramenta que acreditam que vai acabar com eles. E, entre o bajulador e o profeta do apocalipse, ficam exatamente onde estão.</p><p>Neste fim de semana, o psicólogo Jay Van Bavel, professor de psicologia e neurociência da Universidade de Nova York, publicou no Guardian um texto sobre o problema de dizer às pessoas que o mundo está acabando, seja pelo clima, seja pela IA. Ele é coautor de um dos maiores experimentos já feitos sobre comunicação climática, com um universo de mais de 59 mil participantes em 63 países.</p><p>Os estudiosos entenderam que mensagens no estilo catástrofe iminente são campeãs num quesito: depois de ler, as pessoas ficam 12% mais propensas a compartilhar conteúdo nas redes. Em compensação, reduzem o engajamento numa tarefa que exigia esforço de verdade (trabalho em troca de doações pro plantio de árvores). Ou seja, ao mesmo tempo que o apocalipse gera clique, também gera anestesia em relação a qualquer ação.</p><p>A boa notícia é que o mesmo estudo mostra a saída. A mensagem que venceu em praticamente todos os quesitos (menos no compartilhamento, claro) foi a mais sem graça de todas: os fatos, apresentados com sobriedade e o respaldo de 99% dos cientistas.</p><p class="  ">E uma orientanda do Van Bavel, Danielle Goldwert, descobriu que mostrar os ganhos emocionais de agir, como esperança e conexão, faz as pessoas saírem do lugar.</p><p class="       ">Por sinal, <a href="https://www.espm.br/cursos/dynamic/formacao-em-gestao-de-inteligencia-artificial/">estudar, se aprofundar no tema e trocar experiências com outros seres humanos sobre o uso de inteligência artificial é uma forma interessante de cultivar esperança vivendo esse paradoxo</a>.</p><p>Afinal, sem um motivo pra ter esperança, a gente está condenado a rolar o feed enquanto o mundo pega fogo. Com a IA, o risco é ainda mais confortável. Ninguém nem precisa rolar o feed. Basta perguntar pra ela se o mundo está mesmo acabando e esperar. Nostradamus precisou de quase cinco séculos de intérpretes. A IA confirma a profecia em segundos.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/pedro-cortella/2026-10-21/nostradamusai.html</link><dc:creator>Pedro Cortella</dc:creator><media:credit>Imagem gerada por IA </media:credit><author>Pedro Cortella</author><keywords>inteligência artificial, bajulação da IA, sycophancy, Claude, apocalipse tecnológico, catastrofismo</keywords><internationalize>false</internationalize><section>67924aca1709546c04d9c315</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ad8a82cc72f9f7a6bfa7b04</guid><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 14:00:25 +0000</pubDate><title>IA na intimidade é traição? Metade dos entrevistados diz que não</title><description>Pesquisa com 1.271 pessoas aponta que 48,5% se sentem à vontade para desabafar com chatbots; privacidade é o maior atrativo</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/23/s2/he/23s2hewx8dns53d698k8018km.jpg"><figcaption>Pesquisa mostra que 51,2% não consideram traição o uso da IA para fins eróticos<span class="copyright">Foto: Divulgação </span></figcaption></figure><p>Usar a<strong> inteligência artificial</strong> para fantasias e conversas íntimas é <strong>traição</strong>? Para <strong>51,2% dos participantes do Estudo Gleeden 2026 – Inteligência Artificial, Erotismo e Novas Fronteiras dos Relacionamentos no Brasil, não</strong>. A pesquisa, feita pelo aplicativo de encontros extraconjugais <strong>Gleeden</strong> durante a<strong> 12ª Intimi Expo</strong>, feira de negócios do mercado íntimo, ouviu <strong>1.271 pessoas</strong> e mostra que a <strong>IA na intimidade</strong> já desafia os acordos dos casais.</p><p>O motivo do debate é simples: os<strong> chatbots</strong>, programas que conversam por texto ou voz como se fossem uma pessoa, deixaram de servir só para trabalho e pesquisa. Agora, eles também viram espaço para desabafos, conselhos amorosos e fantasias.</p><h2>Traição ou zona cinzenta?</h2><p>O tema divide opiniões. Além dos <strong>51,2%</strong> que não veem<strong> traição</strong> no uso erótico da <strong>IA</strong>, <strong>29%</strong> classificam a situação como uma <strong>"zona cinzenta".</strong> Outros <strong>19,8%</strong> consideram o comportamento uma <strong>quebra de acordo</strong> do casal.</p><p>Para os autores do estudo, a dúvida nasce de um cenário inédito: não há contato físico nem outra pessoa real envolvida, mas há desejo, interação e envolvimento emocional. Por isso, segundo a pesquisa, os limites passam a depender menos da ação e mais da percepção de cada um.</p><h2>Contar ou não contar ao parceiro</h2><p>A divisão aparece também na hora de abrir o jogo. Quase metade (49,7%) contaria tranquilamente ao parceiro caso usasse<strong> IA</strong> para experiências íntimas. Já 33,9% dizem que isso dependeria da situação, e 16,4% prefeririam guardar segredo.</p><h2>Quase metade se abre com a IA</h2><p>O dado que mais chama atenção é o da <strong>confiança emocional.</strong> Segundo o estudo, <strong>48,5% dos entrevistados</strong> se sentem confortáveis para se abrir com a <strong>inteligência artificial</strong>: 18,6% de forma direta e 29,9% de vez em quando. Outros 41,5% fazem isso raramente, e só 10% descartam a ideia por completo.</p><p>Para a sexóloga e terapeuta sexual <strong>Thaís Plaza, porta-voz do Gleeden no Brasil</strong>, a ausência de julgamentos, a sensação de segurança e o anonimato explicam esse comportamento. A conclusão da pesquisa é que a tecnologia não ocupa o lugar do parceiro, mas sim o espaço no qual faltam escuta e acolhimento.</p><h2>A IA na intimidade substitui o ser humano?</h2><p>Para a maioria, não. Entre os entrevistados, <strong>44,6%</strong> acreditam que a <strong>IA</strong> jamais vai substituir as emoções humanas, e 13,6% acham que isso pode acontecer muito pouco. Por outro lado, 27,8% admitem uma substituição parcial, e 14% não têm dúvidas de que ela vai acontecer.</p><h2>Uso erótico ainda é baixo, mas o interesse cresce</h2><p>A maioria (68,8%) nunca usou <strong>IA</strong> com fins eróticos. Entre os 31,2% que já experimentaram, 13% fizeram isso algumas vezes, 11,2% usam com frequência e 7% testaram uma única vez.</p><p>O cenário pode mudar. Do total de entrevistados, 53,8% dizem que poderiam usar esse tipo de recurso no futuro, sendo 23,2% com certeza e 30,6% talvez. Outros 34,2% não pretendem usar, e 12% acham difícil.</p><h2>Privacidade pesa mais que o erotismo</h2><p>Segundo o estudo, o principal atrativo da <strong>IA</strong> na vida íntima não é o conteúdo erótico, mas o controle sobre a própria exposição. A privacidade total lidera, com 32,4% das respostas.</p><p>Na sequência aparecem a ausência de julgamentos (19,7%), a personalização das experiências (18,7%), a variedade de possibilidades (16,9%) e a disponibilidade a qualquer hora do dia (12,3%).</p><p class="    ">"O estudo demonstra que a discussão já não gira apenas em torno da tecnologia, mas dos novos acordos afetivos que precisarão ser construídos. A <strong>Inteligência Artificial</strong> inaugura um território no qua o desejo, privacidade, fantasia e conexão emocional passam a desafiar conceitos tradicionais sobre fidelidade e intimidade", afirma <strong>Thaís</strong>.</p><h2>Quem respondeu à pesquisa</h2><p class="  ">O público do estudo é majoritariamente feminino: <strong>78% são mulheres</strong>, 19% homens e 3% preferiram não informar. A faixa de <strong>26 a 35 anos</strong> concentra <strong>43% dos participantes</strong>, seguida pela de 36 a 45 anos, com 25%.</p><p>Os entrevistados se dividem entre solteiros (47%) e casados ou em união estável (43%). Como a pesquisa foi feita em uma feira do setor, 51% dos participantes são lojistas do mercado íntimo, o que indica um público já familiarizado com o tema.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/analise/2026-10-21/ia-na-intimidade-e-traicao--metade-dos-entrevistados-diz-que-nao.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Divulgação </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>COMPORTAMENTO, IA na intimidade, inteligência artificial, relacionamentos, IA é traição, chatbot, privacidade na IA, pesquisa Gleeden, Estudo Gleeden 2026</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24643665a59f2273000498</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ad89c7e95b948b548ab7f5e</guid><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 11:05:35 +0000</pubDate><title>Snapdragon Elite ou Extreme? Veja a diferença antes de comprar</title><description>Motorola Signature 27 estreia a versão mais potente, que roda IA maior sem internet e grava vídeo em 8K a 60 quadros</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/85/uw/8l/85uw8l1eseawnj4krbwssq3oz.jpg"><figcaption>Motorola Signature 27 é o primeiro celular com o Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6, versão mais potente do novo chip da Qualcomm<span class="copyright">Foto: Divulgação/Motorola </span></figcaption></figure><p>Quem pretende trocar de<strong> celular</strong> nos próximos meses vai esbarrar em uma novidade na ficha técnica dos modelos topo de linha. A <strong>Qualcomm</strong>, maior fornecedora de processadores para <strong>Android</strong>, lançou em setembro <strong>dois chips premium</strong> de uma vez: o <strong>Snapdragon 8 Elite Gen 6</strong> e o <strong>Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6</strong>. O primeiro celular com a versão mais potente é o <strong>Motorola Signature 27</strong>, que será apresentado no<strong> Brasil</strong> entre <strong>3 e 6 de novembro</strong>.</p><p>A divisão importa para o bolso. Os dois chips parecem quase iguais no nome, mas o <strong>Extreme</strong> reúne recursos exclusivos de<strong> inteligência artificial</strong>, jogos e vídeo. Ele deve aparecer nos aparelhos mais caros do mercado.</p><h2>Por que a Qualcomm lançou dois Snapdragon Elite</h2><p>Até o ano passado, a fabricante tinha um único chip topo de linha por geração. Agora, o <strong>Snapdragon 8 Elite Gen 6</strong> assume o papel de sucessor direto do modelo anterior, enquanto o <strong>Extreme</strong> ocupa um degrau acima.</p><p>A estratégia também tem motivo financeiro. Os dois chips são produzidos em 2 nanômetros, medida que indica o tamanho dos componentes internos (quanto menor, mais eficiente e mais caro de fabricar). Com duas versões, a <strong>Qualcomm</strong> cria duas faixas de preço e deixa cada fabricante escolher até em que ponto quer ir.</p><h2>O que os dois chips têm em comum</h2><p>A base é a mesma. Os dois contam com dois núcleos principais de até 5 GHz e outros seis de até 4 GHz. O gigahertz (GHz) mede quantas operações o processador faz por segundo e esta é a primeira vez que um chip de celular passa da marca de 5 GHz.</p><p>Em relação à geração anterior, o <strong>Snapdragon 8 Elite Gen 6</strong> comum é 10% mais rápido no processador, 35% mais rápido na parte gráfica e 37% mais econômico em energia. Na prática, a maior evolução está na bateria: o salto de velocidade é o menor desde o primeiro chip da família <strong>Elite</strong>, lançado em 2024.</p><h2>O que só o Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6 oferece</h2><p><strong>Inteligência artificial</strong> sem internet. A principal diferença está na NPU, a parte do chip dedicada à IA. No <strong>Extreme</strong>, ela é 35% mais rápida que a da geração anterior, contra cerca de 14% na versão comum. O chip também tem 50% mais memória compartilhada e consegue rodar no próprio aparelho modelos de IA de 30 bilhões de parâmetros.</p><p>Parâmetros funcionam como as “conexões” que a<strong> IA</strong> usa para aprender e responder: quanto mais, mais sofisticado tende a ser o assistente. Rodar um modelo desse porte dentro do celular significa respostas mais rápidas, uso no modo avião e dados pessoais que não precisam sair do aparelho.</p><p>Jogos mais leves para a bateria. Só o<strong> Extreme</strong> traz uma tecnologia que usa <strong>IA</strong> para melhorar a resolução das imagens e criar quadros extras nos jogos, com até 40% menos gasto de energia. A parte gráfica é 44% mais rápida que a da geração anterior.</p><p>Vídeo de cinema. O <strong>Extreme</strong> grava em 8K a 60 quadros por segundo e faz câmera lenta em 4K a 240 quadros. A versão comum fica em 8K a 30 quadros e câmera lenta em 4K a 120. Apenas o modelo mais caro também suporta um formato de vídeo profissional, usado por quem edita as gravações depois.</p><h2>Quais celulares usam cada versão</h2><p>O <strong>Motorola Signature 27</strong> foi anunciado no mesmo evento da <strong>Qualcomm</strong>, nos <strong>Estados Unidos</strong>, como o primeiro smartphone com o <strong>Extreme</strong>. A <strong>Xiaomi</strong> seguiu a lógica de dividir a linha: o <strong>Xiaomi 18 Pro</strong> usa o chip comum, e o<strong> 18 Pro Max</strong>, a versão mais potente. <strong>OnePlus 16 e iQOO 16</strong> também devem chegar com a nova geração.</p><p>Na outra ponta do mercado, o <strong>Extreme</strong> vai disputar espaço com o <strong>A20 Pro</strong>, da <strong>Apple</strong>, e o <strong>Dimensity 9600 Pro</strong>, da <strong>MediaTek</strong>.</p><h2>Como o Motorola Signature 27 aproveita o chip</h2><p>Para evitar que o processador perca desempenho ao esquentar, a <strong>Motorola</strong> equipou o <strong>Signature 27</strong> com o sistema de resfriamento ArcticMesh. A estrutura combina gel térmico com partículas de diamante, metal líquido, malha de cobre e câmara de vapor, e é 40% maior que a da geração anterior.</p><p class="        ">O aparelho também tem seis antenas que trabalham com o processador para acelerar recursos de IA na nuvem, como o<strong> Google Gemini</strong> e o <strong>Lyria</strong>, ferramenta que cria músicas a partir de comandos do usuário. A<strong> Motorola</strong> promete até sete anos de atualizações de sistema e segurança. Preço e data de venda no Brasil ainda não foram divulgados.</p><h2>Vale esperar pelo Extreme?</h2><p>Depende do uso. Para redes sociais, fotos do dia a dia e streaming, o <strong>Snapdragon 8 Elite Gen 6</strong> comum já sobra. O <strong>Extreme</strong> faz diferença para quem joga muito, grava vídeos em alta resolução ou quer usar assistentes de <strong>IA</strong> mais avançados sem depender da internet.</p><p>A dica é olhar com atenção a ficha técnica na hora da compra. Com nomes tão parecidos, o <strong>“Extreme”</strong> no fim da frase pode significar algumas centenas de reais a mais na etiqueta.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/celulares/2026-10-21/snapdragon-elite-ou-extreme--veja-a-diferenca-antes-de-comprar.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Divulgação/Motorola </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>SMARTPHONES, Motorola Signature 27, processador de celular, Qualcomm, celular topo de linha, Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6</keywords><internationalize>false</internationalize><section>60f852c6c15ddc234659043f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ad76b39782bb02e21a6ff8b</guid><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 16:00:34 +0000</pubDate><title>Android Auto: 6 funções para ativar antes de pegar a estrada</title><description>Ajustes escondidos no app deixam a viagem mais segura, evitam distrações e poupam tempo ao entrar no carro</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/83/la/ro/83laro6onvn544js398ljyxri.jpg"><figcaption>Novas imagens das atualizações para o Android Auto <span class="copyright">DIVULGAÇÃO / GOOGLE </span></figcaption></figure><p>O <strong>Android Auto</strong>, sistema do <strong>Google</strong> que espelha o celular na <strong>central multimídia do carro</strong>, guarda boa parte dos seus melhores recursos atrás de configurações que vêm desligadas de fábrica. Com a chegada das férias de fim de ano e das viagens de feriado, vale a pena reservar cinco minutos para ajustar o aplicativo antes de sair de casa.</p><p>As mudanças são simples, feitas direto no<strong> smartphone</strong>, e têm um objetivo claro: reduzir o tempo que o motorista passa com os olhos fora da estrada. Confira as seis funções que fazem mais diferença na rodovia e três ajustes extras para viagens longas.</p><h2>Como acessar as configurações do Android Auto</h2><p>Todos os ajustes abaixo ficam no próprio celular. Em boa parte dos aparelhos <strong>Android</strong>, basta abrir as <strong>Configurações</strong> do telefone, buscar por <strong>"Android Auto"</strong> e tocar no resultado. Outro caminho é <strong>Dispositivos conectados > Preferências de conexão > Android Auto</strong>.</p><p>Vale um alerta: os nomes dos menus podem mudar um pouco conforme a versão do sistema e a marca do celular. Se não encontrar a opção exata, procure por termos parecidos na mesma tela.</p><h2>1. Início automático: o app abre sozinho no carro</h2><p>Desbloquear o celular e abrir o <strong>Android Auto</strong> toda vez que entra no veículo é perda de tempo. Com o início automático, o sistema aparece na tela do carro assim que detecta a conexão por cabo ou Bluetooth.</p><p>Como ativar: nas configurações do <strong>Android Auto</strong>, toque em Iniciar o Android Auto automaticamente e escolha Sempre. Na mesma área, ative também Iniciar <strong>Android Auto</strong> com o telefone bloqueado, para que tudo funcione sem a necessidade de digitar a senha.</p><h2>2. Respostas rápidas com um toque</h2><p>Chegou uma mensagem no<strong> WhatsApp</strong> no meio da viagem? O <strong>Android Auto</strong> permite enviar uma resposta curta e pronta, como "Estou ao volante, falo depois", com um único toque na tela. Não é preciso digitar nem ditar nada.</p><p>Como ativar: nas configurações do app, procure a seção de mensagens e ligue a opção de sugestões de resposta inteligente (<strong>smart reply</strong>). O sistema passa a exibir frases curtas sempre que uma mensagem chegar.</p><h2>3. Tela dividida e widgets: mapa e música ao mesmo tempo</h2><p>A interface mais recente do <strong>Android Auto</strong>, apelidada de <strong>Coolwalk</strong> pelo <strong>Google</strong>, divide a tela em blocos. Assim, o mapa do <strong>Google Maps</strong> ou do <strong>Waze</strong> fica ao lado do player do <strong>Spotify</strong> ou do<strong> YouTube Music</strong>, sem a necessidade de alternar entre aplicativos.</p><p>Em trechos complicados, porém, o ideal é ver o mapa em tela cheia. Para isso existem os<strong> widgets</strong> da barra de tarefas: pequenos controles de música, podcast ou audiolivro que ficam na faixa inferior da tela, com botões de pausar e avançar, enquanto o mapa ocupa todo o resto.</p><p>Como ativar: a tela dividida costuma vir ligada nas versões atuais. Na tela do carro, toque no ícone de grade ou painel, no canto inferior esquerdo, para alternar entre o app em tela cheia e o modo dividido. Já os widgets ficam em Configurações > Dispositivos conectados > Preferências de conexão > Android Auto, na chave Widgets da barra de tarefas.</p><h2>4. Silêncio para os grupos de WhatsApp</h2><p>Grupos da família e do trabalho podem disparar dezenas de alertas por hora. Na estrada, cada notificação que pula na tela é uma distração em potencial.</p><p>Como ativar: nas configurações do Android Auto, desligue as chaves Mostrar notificações de mensagens e Mostrar conversas em grupos. As mensagens continuam salvas no celular e podem ser lidas depois, com o carro parado.</p><h2>5. Comandos de voz sem tirar as mãos do volante</h2><p>Tocar na tela da central multimídia em movimento é arriscado. Com a detecção de voz ativa, basta dizer "<strong>Ok Google</strong>" ou "<strong>Hey Google</strong>" para pedir uma rota alternativa, trocar de música ou fazer uma ligação.</p><p>Como ativar: nas configurações do<strong> Android Auto</strong>, toque em Detecção do "Hey Google" e confirme que o<strong> Voice Match</strong> está ligado, inclusive durante a condução. Em celulares que já migraram do <strong>Google Assistente</strong> para o <strong>Gemini</strong>, a <strong>inteligência artificial do Google</strong>, o comando de ativação segue o mesmo.</p><h2>6. Música toca assim que o carro liga</h2><p>Procurar uma playlist nos primeiros minutos de viagem é um hábito comum e perigoso. O <strong>Android Auto</strong> pode retomar a música, o podcast ou o audiolivro exatamente do ponto em que parou, logo após a conexão.</p><p>Como ativar: nas configurações do app, vá até a seção Inicialização e ligue a opção Iniciar música automaticamente. A função funciona com os principais serviços de streaming, como <strong>Spotify, Deezer e YouTube Music</strong>.</p><h2>Três ajustes extras para viagens longas</h2><p>Baixe mapas e playlists. Em rodovias com sinal fraco, a internet do celular pode sumir por quilômetros. Antes de sair, baixe o mapa da rota no <strong>Google Maps</strong> para uso offline (sem internet) e salve no celular a playlist da viagem. Assim, nem a navegação nem a trilha sonora param no meio do caminho.</p><p>Organize a tela inicial. Muitos apps instalados no celular aparecem também no carro, mesmo os que você nunca usa ao volante. Nas configurações do <strong>Android Auto</strong>, entre em Personalizar inicializador e desmarque os que não interessam. Com menos ícones, o motorista gasta menos tempo para achar o que precisa.</p><p class="       ">Economize dados no modo desenvolvedor. O <strong>Android Auto</strong> tem um menu escondido, voltado a usuários avançados. Para liberá-lo, toque 10 vezes seguidas em Versão, no fim das configurações do app. Lá, desligar as opções Salvar vídeo e Salvar áudio ajuda a reduzir o consumo do pacote de dados. Mexa só nesses itens: alterar outras opções pode causar falhas no sistema.</p><h2>Por que vale configurar o Android Auto antes da viagem</h2><p>Cada um desses ajustes elimina um pequeno gesto ao volante: um toque na tela, uma olhada no celular, uma busca no menu. Somados, eles reduzem as distrações, uma das principais causas de acidentes nas rodovias brasileiras.</p><p>A dica final é simples: faça todas as configurações com o carro estacionado e teste o resultado antes de pegar a estrada. Assim, a viagem começa com o celular pronto para trabalhar como um copiloto, e não como mais uma fonte de distração.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-20/android-auto--6-funcoes-para-ativar-antes-de-pegar-a-estrada.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>DIVULGAÇÃO / GOOGLE </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>MOBILIDADE, Android Auto, configurações do Android Auto, funções do Android Auto, dicas de viagem</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ad75fce782bb02e21a6ff78</guid><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 12:34:35 +0000</pubDate><title>Innova TV: streaming grátis chega com 43 canais ao vivo</title><description>Novidade reúne filmes, séries, canais ao vivo e rádios sem mensalidade; plataforma também prepara anúncios interativos e compras pela TV</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/bh/ee/ut/bheeutj4lho1mt6i904yd1ym5.jpg"><figcaption>Innova Comunicação lança streaming focado em democratizar o entretenimento no Brasil<span class="copyright">Foto: Divulgação </span></figcaption></figure><p>Quem está cansado de pagar por vários serviços de <strong>streaming</strong> ganhou mais uma opção para <strong>assistir a filmes, séries e canais de televisão sem mensalidade</strong>. A <strong>Innova TV</strong> chega ao <strong>mercado brasileiro</strong> com <strong>43 canais</strong> ao vivo, <strong>três emissoras de rádio</strong> e um catálogo adquirido de cerca de <strong>1.500 filmes e séries</strong>, que serão disponibilizados gradualmente. O acesso é gratuito, mas a conta é financiada por publicidade.</p><p>A plataforma reúne alternativas como <strong>Pluto TV, Samsung TV Plus e Mercado Play</strong>. A proposta da <strong>Innova</strong> é concentrar programação ao vivo e conteúdo sob demanda em um mesmo serviço, sem exigir uma assinatura mensal para o acesso básico.</p><p>Ela pode ser acessada pelo navegador e por aplicativos para celulares e dispositivos de TV compatíveis. Segundo as informações divulgadas no lançamento, os aplicativos para <strong>Smart TVs Samsung</strong> e <strong>LG</strong> ainda dependem de homologação.  Não há uma data confirmada para a chegada a esses aparelhos.</p><h2>Como funciona a Innova TV?</h2><p>A <strong>Innova TV</strong> combina dois modelos de distribuição de conteúdo. O <strong>FAST</strong>, sigla para <strong>Free Ad-Supported Streaming TV</strong>, oferece canais com programação contínua financiada por anúncios, em uma experiência parecida com a da televisão tradicional.</p><p>Já o <strong>AVOD, ou Advertising Video on Demand</strong>, permite escolher filmes e séries para assistir sob demanda, também com <strong>publicidade</strong>. É esse modelo que permite à plataforma oferecer acesso sem mensalidade: em vez de pagar diretamente pelo conteúdo, o usuário assiste a<strong> anúncios</strong> que ajudam a financiar a operação.</p><p>A grade inicial reúne canais de notícias, entretenimento, esportes e programação infantil. Entre os nomes divulgados estão Times Brasil, canal licenciado da CNBC, Canal UOL, Nsports, Rede Brasil, Kids Mais e os canais próprios U Channel e Republic. O catálogo sob demanda inclui diferentes gêneros, como ação, comédia, suspense, terror e produções infantis.</p><p>Apesar de a empresa ter adquirido cerca de <strong>1.500 filmes e séries</strong>, isso não significa que todo o acervo esteja disponível desde a estreia. Os títulos devem entrar gradualmente na programação, enquanto a empresa planeja ampliar a quantidade de canais nos próximos meses.</p><h2>Streaming gratuito entra na disputa pela atenção</h2><p>A chegada da <strong>Innova TV</strong> ocorre em um mercado no qual o público precisa escolher entre diferentes catálogos, preços e assinaturas. Para quem tenta reduzir despesas, serviços gratuitos financiados por anúncios podem ser uma alternativa para complementar as opções pagas.</p><p>Vale ressaltar que a concorrência não se resume a outras plataformas gratuitas. Serviços pagos oferecem produções exclusivas e catálogos próprios, enquanto a televisão tradicional continua disputando o tempo do espectador. A <strong>Innova</strong> tenta ocupar um espaço entre esses formatos, reunindo canais lineares — que funcionam com programação contínua — e títulos que o usuário pode escolher quando quiser.</p><h2>Publicidade interativa e compras pela TV estão nos planos</h2><p>Além de financiar o serviço, a publicidade é parte central da estratégia comercial da <strong>Innova</strong>. Em material divulgado pela empresa, o <strong>CEO Jaime de Paula</strong> afirma que a <strong>Connected TV</strong>, ou <strong>TV conectada</strong>, permite combinar formatos de vídeo, segmentação e mensuração de campanhas, o que amplia as possibilidades para anunciantes.</p><p>A plataforma prevê formatos como vídeos publicitários, destaques na interface, pop-ups, coleções patrocinadas e conteúdos de marca. Também planeja ampliar os indicadores oferecidos aos anunciantes, que incluem impressões, alcance, frequência e conclusão de anúncios em vídeo. A disponibilidade de cada recurso depende da evolução da operação comercial.</p><p>Outra frente é a chamada <strong>Shoppable TV</strong>, ou <strong>T-Commerce</strong>, que aproxima publicidade e comércio eletrônico. A ideia é permitir que o espectador interaja com produtos e ofertas exibidos durante a programação e, em experiências futuras, possa avançar para uma compra sem abandonar o ambiente de conteúdo.</p><p>O conceito pode abrir novas possibilidades para as marcas, mas o resultado dependerá da forma como a interação será implementada. </p><h2>O que a Innova TV tem a ver com a TV 3.0?</h2><p>A <strong>Innova</strong> também apresenta a <strong>TV 3.0</strong> como uma referência para o desenvolvimento de novos recursos. A empresa afirma que pretende incorporar funcionalidades como personalização de conteúdo, anúncios interativos e ferramentas de mensuração, aproximando características da televisão e da publicidade digital.</p><p>É importante, porém, separar inspiração tecnológica de compatibilidade técnica. A proposta da Innova é oferecer recursos semelhantes diretamente pelo<strong> streaming</strong>, o que não significa que a plataforma já utilize o padrão DTV+, associado à próxima geração da televisão aberta brasileira.</p><p class="    ">A empresa também planeja uma ferramenta de compra de mídia em modelo self-service, para que anunciantes, agências e representantes comerciais possam planejar campanhas diretamente na plataforma. A iniciativa pretende facilitar o acesso à publicidade em<strong> TV conectada</strong> para negócios de diferentes portes, embora sua implementação faça parte da evolução prevista do serviço.</p><h2>Onde assistir à Innova TV?</h2><p>A <strong>Innova TV</strong> está disponível pelo <a href="innova.tv.br">site oficial</a> e oferece acesso por navegadores, aplicativos para <strong>Android e iOS</strong> e dispositivos compatíveis, como <strong>Android TV, Google TV, Roku e Amazon Fire TV Stick</strong>. É necessário fazer cadastro.</p><p>A<strong> Innova TV</strong> chega com uma proposta simples para o público: reunir canais ao vivo e conteúdo sob demanda sem mais uma mensalidade. O desafio será transformar a gratuidade em hábito de consumo e, ao mesmo tempo, construir um modelo de publicidade que gere receita sem comprometer a experiência de quem assiste. </p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-20/novo-streaming-gratis-chega-com-43-canais-e-1500-titulos.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Divulgação </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>ENTRETENIMENTO, Innova TV, streaming grátis, FAST, AVOD, Shoppable TV, TV 3.0</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ad65b76f6eb283f43c7d9b4</guid><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 18:03:35 +0000</pubDate><title>O perfil parece real, mas a pessoa pode nunca ter existido</title><description>Fotos, vídeos e vozes criados por IA tornam perfis falsos mais convincentes; especialista ensina como verificar identidades virtuais</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/14/vu/3q/14vu3qabejnea9n03t7qsph68.jpg"><figcaption>Perfis criados por inteligência artificial podem parecer reais e dificultar a identificação de quem está do outro lado da tela<span class="copyright">Imagem gerada por IA </span></figcaption></figure><p>Se alguém conversasse com você por semanas, enviasse fotos e aparecesse em vídeos, você teria certeza de que essa pessoa existe? Com o avanço da<strong> inteligência artificial (IA)</strong>, construir uma <strong>identidade virtual</strong> convincente ficou mais fácil — e descobrir quem está realmente do outro lado da tela exige cuidados que vão muito além de procurar defeitos em uma imagem.</p><p>O assunto ganhou repercussão após o caso de um homem que viajou mais de 2 mil quilômetros para encontrar uma mulher que conheceu virtualmente, mas descobriu que a identidade com quem acreditava se relacionar era uma criação feita com <strong>inteligência artificial</strong>. A história, divulgada por diferentes veículos de imprensa, chama a atenção para um problema que não se limita a golpes financeiros: <strong>perfis sintéticos</strong> também podem alimentar vínculos emocionais com pessoas que não existem como são apresentadas.</p><p>Para <strong>Marcos Alves, fundador e CEO da Hal.AI</strong>, a tecnologia permite combinar imagens, vozes e vídeos para construir personagens digitais cada vez mais convincentes. "Não precisa existir uma pessoa correspondente àquela identidade", explica.</p><h2>Como a IA cria pessoas que parecem reais</h2><p>Ferramentas generativas conseguem produzir retratos, simular falas e criar vídeos a partir de comandos ou materiais de referência. Entre as tecnologias citadas por <strong>Alves</strong> estão o <strong>Adobe Firefly, o Google Veo e o ElevenLabs</strong>, que oferece recursos de geração e síntese de voz. Segundo ele, cada uma cobre uma peça do processo: aparência, movimento e voz.</p><p>Com esses recursos, é possível montar uma <strong>identidade digital</strong> com aparência, voz e narrativa próprias, sem que o personagem corresponda a uma pessoa real. O perfil pode publicar imagens, interagir com seguidores e sustentar uma história ao longo do tempo.</p><p>Ainda existem limitações técnicas. Segundo<strong> Alves</strong>, podem aparecer falhas de continuidade, movimentos pouco naturais e problemas de sincronização, mas elas não surgem em todos os resultados — e o criador pode selecionar e editar as melhores versões. Com a evolução dos modelos, esses sinais tendem a ser menos úteis como critério de identificação.</p><p>Procurar defeitos visuais, segundo o especialista, já não basta: "As ferramentas evoluem justamente sobre os erros que antes chamavam atenção". </p><p>Além disso, quem produz o conteúdo pode gerar várias versões e corrigir detalhes antes de publicar. Isso significa que uma imagem bem produzida não comprova que alguém existe, assim como uma foto estranha ou de baixa qualidade não prova, por si só, que houve uso de <strong>IA</strong>. Detectores automáticos também erram, alerta <strong>Alves</strong>, e por isso a verificação precisa combinar conteúdo, origem e contexto.</p><h2>Como saber se um perfil é verdadeiro?</h2><p>A primeira recomendação é abandonar a ideia de que existe um único sinal capaz de revelar uma identidade falsa. Em vez de se concentrar apenas na aparência, o usuário deve observar o conjunto de informações e verificar se há evidências independentes que sustentem a história apresentada.</p><p>O histórico do perfil é um dos pontos que merecem atenção. Vale observar quando a conta foi criada, se as publicações mantêm coerência ao longo do tempo e se as informações pessoais se confirmam em outros canais.</p><p>A busca reversa de imagens pode mostrar que uma foto já foi usada com outro nome, observa o especialista. Mas o resultado precisa ser interpretado com cuidado: a ausência de correspondências não garante que a imagem seja autêntica.</p><p>Outro passo é procurar confirmações fora do próprio perfil. Se a pessoa menciona uma empresa ou instituição, o ideal é procurar o contato no site oficial, em vez de confiar apenas no telefone enviado pelo perfil. Relatos de outros perfis também não devem ser aceitos automaticamente como prova.</p><p>"Vários perfis repetindo a mesma história não são necessariamente várias confirmações", alerta<strong> Alves</strong>.</p><p>Uma chamada de vídeo pode acrescentar informações, mas também não deve ser tratada como garantia absoluta. O ideal é cruzar diferentes sinais e aumentar o nível de verificação conforme cresce a importância da decisão envolvida. Antes de viajar, compartilhar documentos ou tomar uma decisão importante, lembra o especialista, é preciso procurar confirmações adicionais.</p><h2>Selos e avisos de IA ajudam, mas não resolvem tudo</h2><p>Plataformas e ferramentas tem adotado recursos para informar quando um conteúdo foi gerado ou alterado com<strong> inteligência artificial</strong>. Segundo o especialista, esses recursos funcionam em camadas diferentes: o rótulo é o aviso que aparece na plataforma; a marca d'água insere um sinal, visível ou imperceptível, que pode ser reconhecido por ferramentas compatíveis; e os mecanismos de proveniência, como o <strong>C2PA</strong>, registram informações sobre a origem e as alterações do arquivo, protegidas por assinatura digital.</p><p>Esses mecanismos, porém, têm limites. Um registro de procedência pode ajudar a entender a origem do arquivo e quais alterações ele sofreu, mas não comprova, sozinho, que a cena retratada aconteceu de verdade ou que a pessoa mostrada corresponde a alguém real.</p><p>A ausência de um selo também não significa que o conteúdo seja autêntico. Informações de origem podem se perder durante o compartilhamento, a edição ou a publicação em outras plataformas.</p><p>Por isso, avisos de transparência são importantes, mas não substituem a análise do contexto. O usuário precisa observar quem publicou o conteúdo, quais evidências existem e se outras fontes confiáveis confirmam as informações.</p><h2>Nem todo perfil criado por IA é uma fraude</h2><p>A existência de personagens virtuais não significa, por si só, que haja crime ou tentativa de obter dinheiro de alguém. I<strong>dentidades sintéticas</strong> podem ser usadas em publicidade, entretenimento, jogos e projetos artísticos, desde que sua natureza seja apresentada com transparência.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/1p/lc/rr/1plcrrov268u419tnm9pnnedh.jpg"><figcaption>Marcos Alves, fundador e CEO da Hal.AI<span class="copyright">Foto: Divulgação </span></figcaption></figure><p>O problema surge quando o público é levado a acreditar que está interagindo com uma pessoa real, especialmente quando essa impressão é usada para explorar confiança, criar vínculos emocionais ou induzir decisões importantes.</p><p>Para <strong>Alves</strong>, a transparência precisa fazer parte da apresentação desses personagens. O público deveria entender desde o primeiro contato que se trata de uma personagem fictícia e como a <strong>IA</strong> participa do conteúdo, com essa informação clara no perfil e também nas publicações que possam circular separadamente. Se as conversas forem automatizadas, isso também deveria ser informado.</p><p>Em publicidade e vendas, diz ele, é importante identificar a relação comercial e quem responde pela oferta. Uma personagem pode apresentar um produto, mas uma experiência inventada não deveria ser apresentada como depoimento pessoal real. No entretenimento, a ficção é parte legítima da criação e a transparência não impede isso: permite que as pessoas escolham como querem interagir, sabendo qual é a proposta.</p><h2>O que fazer antes de confiar em alguém na internet</h2><p>Algumas medidas simples, que combinam as orientações de <strong>Alves</strong> com boas práticas de segurança, ajudam a reduzir os riscos:</p><p>* Observe o histórico: veja se as publicações, as informações pessoais e a trajetória do perfil fazem sentido em conjunto. * Pesquise as imagens: use a busca reversa para procurar a mesma foto em outros contextos ou associada a nomes diferentes. * Confirme em fontes independentes: não se baseie apenas no que a própria conta diz ou em comentários de perfis ligados a ela. * Verifique informações profissionais: quando alguém mencionar uma empresa ou instituição, procure os canais oficiais para confirmar a relação. * Não confie em um único sinal: fotos, vídeos, chamadas e selos de autenticidade precisam ser avaliados em conjunto. * Desconfie da pressão: pedidos para tomar decisões rapidamente, compartilhar documentos ou assumir compromissos importantes merecem atenção redobrada. * Aumente a cautela conforme o risco: antes de viajar para encontrar alguém, enviar documentos ou tomar decisões que possam afetar sua segurança, procure confirmações adicionais.</p><p>O caso do homem que percorreu mais de 2 mil quilômetros mostra como uma identidade virtual pode produzir consequências concretas. Mas a principal lição vai além de uma história específica: em um ambiente no qual a aparência de autenticidade pode ser fabricada, confiar exige mais do que olhar para uma foto ou assistir a um vídeo.</p><p>A <strong>inteligência artificial</strong> não torna todo perfil suspeito, nem transforma automaticamente personagens virtuais em ferramentas de fraude. O desafio é aprender a diferenciar ficção assumida de identidades que escondem sua natureza — e verificar as informações antes de tomar decisões que envolvam dinheiro, segurança ou sentimentos.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/analise/2026-10-19/o-perfil-parece-real--mas-a-pessoa-pode-nunca-ter-existido.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Imagem gerada por IA </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>IDENTIDADE DIGITAL, perfil falso, IA, C2PA, Marcos Alves, Hal.AI, tecnologia, perfis sintéticos</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24643665a59f2273000498</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ad62898f6eb283f43c7d975</guid><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 14:26:34 +0000</pubDate><title>Xiaomi lança relógios de até 18 dias de bateria; veja</title><description>Redmi Watch 6 Lite e Active têm telas AMOLED, monitoramento de saúde e bateria de até 18 dias; preços partem de R$ 699,99</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/12/9t/79/129t79005e8h7almqhi2xsqdd.jpg"><figcaption>REDMI Watch 6 Active<span class="copyright">Foto: Divulgação </span></figcaption></figure><p>A <strong>Xiaomi lançou no Brasil dois novos relógios inteligentes: o Redmi Watch 6 Lite e o Redmi Watch 6 Active</strong>. Os modelos chegam com telas AMOLED, recursos para acompanhar atividades físicas e indicadores de saúde, chamadas por Bluetooth e bateria que pode durar até <strong>18 dias</strong> em uso leve.</p><p>Os preços sugeridos são de <strong>R$ 899,99</strong> para o <strong>Redmi Watch 6 Lite</strong> e <strong>R$ 699,99</strong> para o <strong>Redmi Watch 6 Active</strong>. Segundo a fabricante, os dois já estão disponíveis em lojas físicas, quiosques e canais oficiais da marca no país.</p><p>Apesar das semelhanças, há diferenças importantes. O<strong> Lite</strong> tem tela maior, GPS integrado e mais opções esportivas. O <strong>Active</strong> custa menos e traz certificação IP68 contra poeira e água.</p><h2>Redmi Watch 6 Lite tem GPS integrado</h2><p>O <strong>Redmi Watch 6 Lite</strong> é o modelo mais caro da dupla. Ele traz tela AMOLED de 1,96 polegada, brilho de até 1.500 nits e bordas de 2,8 milímetros. O brilho elevado ajuda a visualizar as informações mesmo em ambientes externos iluminados.</p><p>Um dos principais diferenciais é o <strong>GPS</strong> integrado, compatível com cinco sistemas de satélite: GPS, Galileo, GLONASS, BeiDou e QZSS. Com isso, o relógio pode registrar percursos e distâncias durante atividades como corrida sem depender do posicionamento do celular.</p><p>Para os treinos, são mais de <strong>150 modos esportivos</strong>. O aparelho também conta com um modo profissional de natação, que acompanha informações como velocidade média e índice SWOLF, uma métrica usada para avaliar a eficiência das braçadas.</p><p>A resistência à água é de 5 ATM, característica voltada a atividades aquáticas compatíveis com essa classificação. O modelo está disponível nas cores preto e cinza.</p><h2>Redmi Watch 6 Active é mais barato</h2><p>O <strong>Redmi Watch 6 Active</strong> tem tela AMOLED de 1,85 polegada, com brilho de até 1.200 nits.</p><p>O modelo oferece mais de 140 modos esportivos, que inclui corrida, caminhada, ciclismo, musculação e esportes com bola. A certificação IP68 também aparece entre os destaques, com proteção contra poeira e água dentro dos limites previstos para esse padrão.</p><p>A principal diferença em relação ao Lite está no <strong>GPS</strong>: o Active depende do celular conectado para registrar percursos por localização. Por isso, quem costuma correr ou caminhar sem levar o smartphone pode encontrar mais vantagens no modelo mais caro.</p><p>O <strong>Redmi Watch 6 Active</strong> está disponível nas cores preto, prata e laranja.</p><h2>Relógios monitoram saúde e recebem chamadas</h2><p>Os dois smartwatches permitem acompanhar a frequência cardíaca, a saturação de oxigênio no sangue (SpO₂), o estresse e o sono. Esses dados ajudam o usuário a observar tendências e mudanças na rotina, mas não substituem avaliações médicas.</p><p>A dupla também permite fazer e receber chamadas por Bluetooth diretamente pelo pulso, desde que esteja conectada a um smartphone compatível. Há ainda controle de músicas, notificações, disparo remoto da câmera e recurso para localizar o celular.</p><p class="   ">Para personalizar a tela, os relógios oferecem mais de 200 opções de mostradores.</p><h2>Bateria pode durar até 18 dias</h2><p>A<strong> Xiaomi</strong> informa que os dois modelos podem alcançar até <strong>18 dias de autonomia</strong> em uso leve. A estimativa cai para 12 dias em uso típico e seis dias em uso intenso.</p><p>Os aparelhos usam carregamento magnético e são compatíveis com celulares <strong>Android</strong> e <strong>iPhones</strong>. De acordo com as informações divulgadas pela marca, o suporte inclui<strong> Android 9.0</strong> ou superior e <strong>iOS 14</strong> ou superior.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-19/xiaomi-lanca-relogios-de-ate-18-dias-de-bateria--veja.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Divulgação </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>Lançado no Brasil, Redmi Watch 6, Redmi Watch 6 Lite, Redmi Watch 6 Active,  smartwatch Xiaomi, Xiaomi, bateria 18 dias</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ad607b1a569e1b07419c791</guid><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 12:06:11 +0000</pubDate><title>3 apps pagos ficam grátis na Play Store; veja como baixar</title><description>Ferramentas para editar vídeos, redimensionar fotos e criar lembretes estão disponíveis sem custo por tempo limitado, junto a pacotes de ícones</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/4a/qu/d4/4aqud40v84r0qmkvl7j38hs1z.jpg"><figcaption>A Google Play Store reúne três aplicativos pagos com download gratuito por tempo limitado, incluindo ferramentas para editar vídeos, redimensionar fotos e criar lembretes, além de pacotes de ícones para personalizar o Android<span class="copyright">Foto: Reprodução </span></figcaption></figure><p>Quem usa <strong>Android</strong> pode aproveitar uma seleção de <strong>aplicativos pagos que estão gratuitos por tempo limitado na Google Play Store</strong>. A lista desta semana reúne três ferramentas para editar vídeos, ajustar fotografias e organizar tarefas, além de pacotes de ícones para personalizar a aparência do celular.</p><p>A informação foi divulgada pelo TecMundo. Como as promoções podem ser encerradas pelos desenvolvedores a qualquer momento, vale conferir se o preço já foi atualizado antes de fazer o download.</p><h2>Blur Video desfoca rostos e objetos em vídeos</h2><p>O<strong> Blur Video</strong> permite desfocar rostos, objetos e outras partes específicas de gravações. O recurso pode ajudar quem deseja preservar a privacidade de pessoas que aparecem em um vídeo ou criar efeitos visuais.</p><p>Entre as funções estão o reconhecimento automático de rostos com <strong>inteligência artificial</strong>, o rastreamento de movimento e diferentes opções de desfoque e pixelização.</p><p>Onde baixar: <strong>Blur Video</strong> na <strong>Google Play Store.</strong></p><h2>Resize Image ajuda a economizar espaço no celular</h2><p>O <strong>Resize Image – Resize Photos</strong> é voltado a quem precisa ajustar o tamanho de fotografias antes de compartilhá-las ou armazená-las.</p><p>O aplicativo permite redimensionar, comprimir e recortar imagens diretamente no smartphone. Também oferece processamento de várias fotos de uma só vez, controle das dimensões e da qualidade dos arquivos, além de exportação nos formatos JPEG e PNG.</p><p>A ferramenta pode ajudar a reduzir o espaço ocupado por imagens na memória do aparelho, dependendo das configurações escolhidas.</p><p>Onde baixar: <strong>Resize Image – Resize Photos</strong> na <strong>Google Play Store.</strong></p><h2>QuickPin mantém lembretes na barra de notificações</h2><p>O <strong>QuickPin – Fast Notes Reminder</strong> é uma opção para quem costuma esquecer tarefas ou precisa consultar informações rapidamente.</p><p>Com ele, é possível criar anotações, listas de afazeres e lembretes e mantê-los fixados na barra de notificações do <strong>Android</strong>. O aplicativo funciona offline e permite deixar várias notas acessíveis ao mesmo tempo.</p><p>Onde baixar: <strong>QuickPin – Fast Notes Reminder</strong> na <strong>Google Play Store.</strong></p><h2>Pacotes de ícones também estão gratuitos</h2><p>Além dos três aplicativos, a seleção inclui pacotes de ícones para mudar o visual da tela inicial do <strong>Android</strong>. Há opções com diferentes cores, formatos e estilos, entre elas:</p><p>Sun Flower – Line Icon Pack Marigold – Lines Icon Pack Watermelon – Lines Icon Pack Red Carpet – Lines Icon Pack Kathleen – Lines Icon Pack Earth – Lines Icon Pack Diamond – Icon Pack Star – Yellow Icon Pack Squirrel – Icon Pack Yellowdiant – Icon Pack Gradia – Icon Pack Kamsa Squircle – Icon Pack Rigoletto – Squircle Icon Pack Belga Light – Icon Pack</p><p>A disponibilidade e a compatibilidade podem variar de acordo com o aplicativo, o aparelho e a versão do <strong>Android</strong>.</p><h2>Até quando os aplicativos ficam gratuitos?</h2><p class="    ">As promoções são temporárias e podem terminar sem aviso prévio. Por isso, antes de baixar qualquer uma das ferramentas, confira o preço exibido na página correspondente da<strong> Play Store</strong>.</p><p class="  ">Também vale observar as permissões solicitadas por cada aplicativo e verificar se ele atende às suas necessidades. </p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/celulares/2026-10-19/3-apps-pagos-ficam-gratis-na-play-store--veja-como-baixar.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Reprodução </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>ANDROID, app, app gratuitos, Play Store, Blur Video, Resize Image, QuickPin, pacotes de ícones</keywords><internationalize>false</internationalize><section>60f852c6c15ddc234659043f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ad27ad5d999cd6d11577fa6</guid><pubDate>Fri, 16 Oct 2026 20:00:25 +0000</pubDate><title>iPhone dobrável de R$ 31 mil esgota e entrega fica para 2027</title><description>Primeiro celular dobrável da Apple teve alta procura na pré-venda, mas compradores brasileiros podem esperar até fevereiro para receber o aparelho</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/av/8z/73/av8z733iaszn9glfce2dokrkz.jpg"><figcaption>Na pré-venda, algumas opções ficaram indisponíveis, e a previsão de entrega pode chegar a fevereiro de 2027<span class="copyright">Foto: Divulgação </span></figcaption></figure><p>O<strong> iPhone Duo</strong>, primeiro celular dobrável da <strong>Apple</strong>, <strong>esgotou</strong> rapidamente após o início da <strong>pré-venda</strong> nesta sexta-feira (16). No <strong>Brasil</strong>, o aparelho custa até<strong> R$ 31.999</strong>, mas quem tentar comprar agora pode ter de esperar até <strong>fevereiro de 2027</strong> para recebê-lo.</p><p>A demora chama a atenção porque o lançamento oficial no varejo está previsto para <strong>23 de outubro</strong>. No entanto, a página da<strong> Apple Store brasileira</strong> já indicava prazos de envio posteriores à estreia, que podem variar conforme a versão escolhida e o endereço de entrega.</p><p>O <strong>iG testou CEPs de São Paulo e Rio de Janeiro</strong>. Nos casos analisados pelo veículo, a estimativa de entrega foi ajustada para <strong>1º de fevereiro de 2027</strong>.</p><h2>Pré-venda teve estoque limitado</h2><p>A procura pelo <strong>iPhone Duo</strong> também chamou a atenção nos<strong> Estados Unidos</strong>, onde a pré-venda esgotou rapidamente e o aparelho chegou a aparecer com previsão de entrega apenas para dezembro no mercado norte-americano.</p><p class="      ">No <strong>Brasil</strong>, o site da <strong>Apple</strong> chegou a ficar sem opções de compra para algumas versões na manhã desta sexta-feira, mas estas foram repostas posteriormente.</p><p class="  ">A <strong>Apple</strong> não divulga quantas unidades disponibiliza na<strong> pré-venda</strong>. Por isso, ainda não é possível afirmar se a rapidez no esgotamento reflete uma procura excepcionalmente alta, uma oferta inicial reduzida ou uma combinação dos dois fatores.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-16/iphone-dobravel-de-r--31-mil-esgota-e-entrega-fica-para-2027.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Divulgação </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>PRÉ VENDA, Apple, iPhone Duo, Iphone 18, smartphone, lançamento</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ad2713bd999cd6d11577f9d</guid><pubDate>Fri, 16 Oct 2026 19:00:47 +0000</pubDate><title>Google limita Gemini grátis e muda acesso à IA</title><description>Google restringe a escolha de modelos para usuários sem assinatura e altera o acesso de clientes do AI Plus; veja o que muda</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/au/s9/tc/aus9tcbi3tynnrbvpszmprphe.jpg"><figcaption>A Google alerta que o Gemini pode cometer erros e recomenda que os pais ajudem as crianças a pensar criticamente<span class="copyright">Pawel Czerwinski/Unsplash </span></figcaption></figure><p>Quem usa o<strong> Gemini gratuitamente</strong> precisa ficar atento: desde o dia 9 de outubro, o <strong>Google</strong> começou a restringir os modelos de <strong>inteligência artificial</strong> disponíveis para contas pessoais sem assinatura. A mudança limita o acesso ao <strong>Flash-Lite</strong>, enquanto modelos mais avançados ficam vinculados a planos pagos.</p><p>A alteração foi anunciada pelo<strong> Google</strong> em sua <strong>Central de Ajuda do Gemini</strong>. A implementação pode ocorrer gradualmente, por isso a nova configuração talvez não apareça ao mesmo tempo para todos os usuários.</p><h2>O que muda para quem usa o Gemini grátis?</h2><p>Com a mudança, usuários sem assinatura ficam limitados ao modelo <strong>Flash-Lite</strong>, voltado a respostas rápidas e tarefas cotidianas. Antes, também era possível selecionar modelos mais avançados, embora com limites de utilização.</p><p>Na prática, o <strong>Gemini</strong> continua disponível para perguntas, criação de textos e outras atividades compatíveis com o modelo mais leve. A diferença está na possibilidade de escolher a tecnologia usada em cada solicitação, algo que pode fazer diferença em tarefas mais complexas, como programação e análise de informações.</p><p>A mudança não significa, portanto, que o serviço gratuito deixou de funcionar. O que diminui é o acesso direto a modelos com maior capacidade de processamento e raciocínio.</p><h2>Assinantes do AI Plus também perdem acesso</h2><p>As restrições também atingem quem paga pelo <strong>Google AI Plus</strong>, plano mais barato da empresa no <strong>Brasil</strong>. Esses assinantes perderão o acesso ao modelo Pro, mas continuarão com o Flash.</p><p>O <strong>Google</strong> informa que a alteração será comunicada por e-mail e pode entrar em vigor em datas diferentes para cada conta.</p><p>O <strong>plano AI Plus</strong> ainda oferece outros benefícios, como limites de uso maiores que os da versão gratuita, recursos adicionais do <strong>Gemini Notebook</strong> e <strong>400 GB</strong> de armazenamento no<strong> Gmail, Drive e Fotos</strong>.</p><h2>Quanto custa acessar os modelos avançados do Gemini?</h2><p>A página oficial de assinaturas do <strong>Google</strong> apresenta quatro opções para usuários brasileiros. Os preços e os recursos informados pela empresa são os seguintes:</p><p>*<strong> Gratuito</strong> — R$ 0 por mês: acesso ao modelo Flash-Lite, além de recursos como geração de imagens, Gemini Live, Deep Research e 15 GB de armazenamento em nuvem. * <strong>Google AI Plus</strong> — R$ 24,99 por mês: acesso ao modelo Flash, limites de uso duas vezes maiores que os da versão gratuita e 400 GB de armazenamento. * <strong>Google AI Pro</strong> — R$ 96,99 por mês: acesso ao Gemini 4 Argon, aos modelos Pro e Flash, limites de uso quatro vezes maiores que os da versão gratuita e 5 TB de armazenamento. * <strong>Google AI Ultra</strong> — R$ 779,90 ou R$ 999,90 por mês: acesso ao Gemini 4 Argon e aos modelos Pro e Flash, com limites de uso que variam conforme a modalidade contratada. O plano também inclui recursos adicionais e, a partir de 20 TB, armazenamento em nuvem.</p><p>Os valores e os benefícios estão disponíveis na página oficial de assinaturas do <strong>Gemini</strong>. Como os recursos podem mudar, vale conferir as condições atualizadas antes de contratar um plano.</p><h2>Google permite ajustar o nível de raciocínio</h2><p>Outra mudança anunciada pela empresa é a possibilidade de escolher níveis de esforço de raciocínio — baixo, médio ou alto — nos modelos compatíveis. A configuração permite ajustar a profundidade da análise conforme a tarefa.</p><p>Um nível mais baixo pode ser suficiente para perguntas simples e respostas diretas. Já um esforço maior pode ajudar em solicitações com várias etapas ou que exigem uma análise mais cuidadosa.</p><p>A contrapartida é o consumo dos limites de uso: configurações mais exigentes podem esgotar a franquia disponível mais rapidamente.</p><h2>Vale a pena pagar pelo Gemini?</h2><p>A resposta depende da forma como cada pessoa utiliza a<strong> inteligência artificial</strong>. Para quem faz perguntas rápidas, pede resumos ou organiza ideias, a versão gratuita pode continuar suficiente.</p><p class="    ">Já usuários que recorrem ao <strong>Gemini</strong> para programação, estudos, análise de documentos ou outras tarefas complexas precisam observar quais modelos estão disponíveis em cada assinatura. O acesso a versões mais avançadas pode fazer diferença nesses casos, mas o custo mensal também deve entrar na conta.</p><p>Com as novas restrições, o<strong> Google</strong> amplia a separação entre a experiência gratuita e os planos pagos. Antes de assinar, vale avaliar a frequência de uso, os recursos necessários e os limites oferecidos por cada modalidade.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-16/google-limita-gemini-gratis-e-muda-acesso-a-inteligencia-artificial.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Pawel Czerwinski/Unsplash </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>ACESSO RESTRITO, Gemini, Google AI Plus, FlashLite,  Gemini planos Brasil, Google AI Pro, Inteligência Artificial, Google</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ad24d3f9eff4dd42a38bb5d</guid><pubDate>Fri, 16 Oct 2026 16:14:50 +0000</pubDate><title>Letícia Setembro: O Presente Dilatado e a Proteção Cognitiva</title><description>Dominar prompts não é o diferencial. O que conta é visão sistêmica e conexões interdisciplinares não óbvias na era da inteligência artificial</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/b7/ve/6x/b7ve6x7nkpmzpjzj96gnskes1.jpg"><figcaption>Letícia Setembro no podcast 'Inteligência Orgânica'<span class="copyright">Reprodução/Youtube </span></figcaption></figure><p>A futurista Letícia Setembro, fundadora da consultoria SeeFutures com mais de duas décadas de atuação em inovação estratégica, traz ao <strong>Inteligência Orgânica</strong> uma abordagem que desmistifica o medo do amanhã ao propor que o futuro não é um lugar pré-determinado, mas sim um<strong> "presente dilatado"</strong> construído pelas escolhas ativas do agora. Rejeitando a postura paralisante do pessimismo — que aprisiona os indivíduos em "futuros previsíveis" decorrentes de traumas e memórias mal resolvidas do passado —, ela defende o papel do "inquieto" como aquele que se recusa a ser vítima passiva das circunstâncias. Letícia faz um alerta severo sobre os impactos neurobiológicos da era digital, denunciando o avanço do burn on (a queima contínua sem colapso aparente) e a fragmentação da atenção decorrente do excesso de estímulos e da comoditização de ferramentas de Inteligência Artificial generativa. Para a especialista, a sociedade enfrenta o risco iminente de uma atrofia reflexiva e de um débito cognitivo severo caso continue a terceirizar a autoria de pensamentos para algoritmos, exigindo uma política urgente de autodefesa e preservação mental. </p><p>Apoiada em estudos de neuroperformance e na sua formação pelo HeartMath Institute (Califórnia), Letícia apresenta a ciência da <strong>coerência cardíaca</strong>, demonstrando que o coração possui um polo neurológico próprio com um campo eletromagnético de até três metros capaz de sincronizar e autorregular o sistema nervoso dos indivíduos ao redor. Ela critica o "cronocentrismo" — a ilusão egocêntrica de acreditar que vivemos no momento mais insolúvel da história humana — e a homogeneização de narrativas em grandes eventos de inovação como o SXSW, apontando que o verdadeiro diferencial competitivo não está no domínio técnico de prompts, mas na visão sistêmica e nas conexões interdisciplinares não óbvias. Projetando o conceito de augmented humanity (humanidade ampliada), a futurista ressalta que as estruturas organizacionais devem evoluir de cargos fixos para conjuntos dinâmicos de competências (task crossover), onde o ser humano lidera a tomada de decisão, o pensamento complexo e a supervisão ética. Ela conclui que a melhor preparação para as novas gerações não passa por decorar conteúdos automatizáveis, mas sim por cultivar a inteligência emocional, a empatia e a sagacidade de um indivíduo desenrolado e seguro da própria identidade.</p><p><strong>Assiste ao episódio completo no YouTube para aprenderes a dilatar o presente e a proteger a sua cognição na era da inteligência artificial.</strong></p><iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/BU7kfQgZ2-U" frameborder="0"></iframe>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/pedro-cortella/2026-10-16/leticia-setembro--o-presente-dilatado-e-a-protecao-cognitiva.html</link><dc:creator>Pedro Cortella</dc:creator><media:credit>Reprodução/Youtube </media:credit><author>Pedro Cortella</author><keywords>Inteligência artificial,  saúde mental, futuro do trabalho, inteligência emocional, inovação estratégica, proteção cognitiva, pensamento crítico</keywords><internationalize>false</internationalize><section>67924aca1709546c04d9c315</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ad216259eff4dd42a38bb18</guid><pubDate>Fri, 16 Oct 2026 15:00:01 +0000</pubDate><title>3 ajustes do Android que deveriam vir ativados de fábrica</title><description>De proteção contra golpes a animações mais rápidas, veja como mudar configurações do Android e melhorar o uso do celular</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/5x/el/51/5xel51y148hby44zk88x826d8.jpg"><figcaption>Conheça funções úteis do Android que você deveria usar mais<span class="copyright">Unsplash/Daniel Romero </span></figcaption></figure><p>Um <strong>celular Android</strong> novo nem sempre vem configurado da melhor forma para cada usuário. Embora as fabricantes tentem equilibrar desempenho, autonomia da bateria e facilidade de uso, algumas funções úteis ficam escondidas nos menus ou precisam ser ativadas manualmente.</p><p>Há ajustes que reforçam a segurança, outros deixam a navegação mais ágil e alguns ajudam a adaptar a tela às preferências de cada pessoa. Nem todos, porém, devem ser ativados indiscriminadamente: certas opções avançadas podem afetar notificações, aplicativos e até o desempenho.</p><p>Veja quatro configurações que merecem atenção e saiba quando vale a pena usá-las.</p><h2><strong>1. Proteção Avançada reforça a segurança do celular</strong></h2><p>O <strong>Android 16</strong> trouxe a <strong>Proteção Avançada</strong>, um recurso que reúne diferentes mecanismos de segurança em uma única configuração. A ferramenta foi pensada especialmente para pessoas que precisam de proteção reforçada, mas também pode interessar a quem deseja reduzir os riscos de golpes e aplicativos maliciosos.</p><p>Quando ativada, ela reúne medidas como bloqueio da instalação de aplicativos de fontes desconhecidas, proteção contra determinadas tentativas de acesso indevido e recursos contra roubo. A configuração também reforça defesas em serviços do <strong>Google</strong>, como Chrome, Mensagens e Telefone, conforme a disponibilidade de cada função.</p><p>A ativação pode exigir uma tela de bloqueio configurada e, em alguns aparelhos, uma reinicialização. Também é importante saber que a proteção extra pode restringir certas funções, justamente para reduzir brechas de segurança.</p><p>Como ativar: em aparelhos compatíveis, acesse <strong>Configurações > Segurança e privacidade > Proteção Avançada</strong>. O nome e a localização do menu podem variar conforme a versão do sistema e a fabricante.</p><h2>2. Conforto visual pode se ajustar ao longo do dia</h2><p>Passar horas olhando para uma tela muito brilhante pode ser desconfortável, principalmente à noite ou em ambientes escuros. Por isso, vale conhecer os filtros de conforto visual disponíveis em muitos celulares <strong>Android</strong>.</p><p>Em <strong>aparelhos Samsung</strong>, o recurso pode aparecer como <strong>Proteção para conforto ocular</strong>. Já em alguns <strong>modelos da Xiaomi</strong>, há um <strong>Modo de leitura</strong> com opções para alterar as cores da tela e deixá-las mais quentes. Dependendo do aparelho, é possível programar a ativação ou ajustar a intensidade do filtro.</p><p>A função não substitui pausas durante o uso nem garante, por si só, melhora do sono. A vantagem prática é adaptar a aparência da tela às condições de iluminação e tornar a leitura mais confortável para quem prefere tons menos frios.</p><p>Como ativar: procure por <strong>Conforto ocular, Proteção para conforto ocular, Filtro de luz azul ou Modo de leitura</strong> nas configurações de tela. Os nomes mudam entre marcas e modelos.</p><h2>3. Reduzir as animações pode deixar a navegação mais rápida</h2><p>Já teve a impressão de que um celular demora para abrir aplicativos, mesmo quando não está travando? Parte dessa sensação pode vir das animações usadas nas transições entre telas.</p><p>O <strong>Android</strong> permite alterar a velocidade dessas animações nas opções destinadas a desenvolvedores. Ao reduzir a escala de <strong>1x</strong> para <strong>0,5x</strong>, por exemplo, as transições ficam mais curtas e a interface pode parecer mais ágil. Isso não aumenta a potência do processador, mas diminui o tempo gasto nos efeitos visuais.</p><p>Para fazer a mudança, primeiro é necessário liberar as <strong>Opções do desenvolvedor</strong>. Em muitos aparelhos, o caminho envolve acessar <strong>Configurações > Sobre o telefone e tocar várias vezes em Número da versão ou Número da compilação</strong>. O procedimento exato varia conforme a fabricante.</p><p>Depois, procure por <strong>Escala de animação da janela, Escala de animação de transição e Escala de duração do Animator</strong>. Se as três opções estiverem disponíveis, alterá-las para <strong>0,5x</strong> reduz a duração dos efeitos.</p><p>A mudança é reversível e pode ser interessante para quem prefere uma interface mais direta. Se você gosta de transições suaves, pode manter a configuração original.</p><h2>Nem todo ajuste avançado melhora o celular</h2><p>A liberdade de personalização é uma das características do<strong> Android</strong>, mas isso não significa que toda configuração escondida deva ser alterada. A <strong>Proteção Avançada</strong> pode reforçar a segurança, os filtros de tela permitem adaptar a visualização e a redução das animações pode deixar a navegação mais rápida aos olhos do usuário.</p><p>Mas antes de mudar qualquer opção, vale conferir se ela está disponível no seu modelo e entender o que faz. O melhor ajuste não é necessariamente o mais avançado: é aquele que melhora o uso do celular sem criar novos problemas.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/celulares/2026-10-16/4-ajustes-do-android-que-deveriam-vir-ativados-de-fabrica.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Unsplash/Daniel Romero </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>Vale a pena usar, Proteção Avançada Android 16, reduzir animações Android, conforto ocular, ajustes do Android, smathphones, Android</keywords><internationalize>false</internationalize><section>60f852c6c15ddc234659043f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ad0dd47ab5e912078c02ad0</guid><pubDate>Fri, 16 Oct 2026 14:18:40 +0000</pubDate><title>Previsão do tempo hiperlocal: startup aposta em IA</title><description>Plataforma da Cachola Tech usa dados públicos e planeja integrar sensores próprios; a rede MAJU ainda está em expansão, segundo a empresa</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/8g/0g/tm/8g0gtmk2oarv9p6hfb0f9q55z.jpg"><figcaption>Jardhel Cachola, fundador da Cachola Tech, criou o Astrus, plataforma que combina dados meteorológicos e inteligência artificial para ampliar o monitoramento das condições climáticas locais<span class="copyright">Foto: Divulgação </span></figcaption></figure><p>Prever o tempo para uma cidade inteira nem sempre é suficiente para quem precisa decidir a hora de irrigar uma lavoura, planejar uma rota de transporte ou avaliar o risco de alagamentos. Para tentar reduzir essa distância entre a previsão geral e as condições de cada local, a <a href="https://cachola.tech/">startup brasileira Cachola Tech</a> desenvolveu o <strong>Astrus</strong>, uma plataforma de <strong>inteligência meteorológica</strong> que combina <strong>dados climáticos e inteligência artificial</strong>.</p><p>A proposta é ampliar a precisão das <strong>informações meteorológicas</strong> para empresas, produtores rurais e gestores públicos. Em vez de depender apenas de previsões abrangentes, a tecnologia busca oferecer dados mais próximos da realidade de áreas específicas, nas quais pequenas diferenças de temperatura, umidade e chuva podem influenciar decisões.</p><p>Criado pelo<strong> engenheiro Jardhel Cachola</strong>, fundador da empresa, o <strong>Astrus</strong> já permite consultar gratuitamente previsões pelo navegador. Basta pesquisar uma cidade ou usar a localização do dispositivo para acompanhar informações como temperatura, umidade e probabilidade de chuva.</p><p>A próxima etapa do projeto é ampliar o monitoramento por meio de uma rede própria de pequenas estações meteorológicas, chamadas <strong>MAJU</strong>. Com cerca de 10 centímetros e conexão Wi-Fi, os equipamentos foram projetados para coletar dados de temperatura, umidade, pressão atmosférica e chuva.</p><p>Segundo a empresa, a combinação dessas medições com informações meteorológicas públicas poderá ajudar a identificar diferenças entre microclimas e tornar os dados mais úteis para atividades que dependem das condições do tempo.</p><h2>Como a previsão hiperlocal pode ajudar empresas</h2><p>No <strong>agronegócio</strong>, informações mais específicas sobre o clima podem apoiar decisões sobre irrigação, pulverização e prevenção de eventos adversos. Conhecer as condições de diferentes áreas de uma propriedade pode ajudar o produtor a planejar melhor o uso de recursos e as atividades no campo.</p><p>A<strong> logística</strong> também está entre os setores que podem se beneficiar da tecnologia. Chuvas intensas e outras <strong>condições meteorológicas</strong> afetam rotas, prazos e custos de transporte. Com dados mais localizados, empresas podem ter informações adicionais para avaliar riscos e organizar operações.</p><p>Há ainda aplicações possíveis no <strong>mercado de seguros</strong>, que depende da avaliação de <strong>riscos climáticos</strong>, e na<strong> gestão pública</strong>, especialmente no acompanhamento de chuvas fortes e de regiões suscetíveis a alagamentos.</p><p>A ideia é que a previsão deixe de ser apenas uma informação genérica e passe a contribuir para decisões específicas. Uma condição meteorológica que não representa um problema para toda uma cidade, por exemplo, pode ter impacto relevante em uma lavoura ou em determinado trecho de uma rota.</p><p>“A informação meteorológica tem impacto direto em decisões que envolvem produtividade, custos e gestão de riscos. Nosso objetivo é aproximar esses dados da realidade de cada local, para que possam ser mais úteis no planejamento das operações e na tomada de decisão”, afirma <strong>Jardhel Cachola</strong>.</p><h2>Rede de sensores ainda está em expansão</h2><p>A capacidade de monitoramento hiperlocal do <strong>Astrus</strong> depende da instalação das <strong>estações MAJU</strong> e da integração de diferentes fontes de informação. A empresa informa que essa camada da tecnologia ainda está em desenvolvimento e deverá avançar à medida que a cobertura de sensores crescer.</p><p>Neste estágio, a plataforma utiliza dados meteorológicos públicos. A proposta é complementar as informações disponíveis, não substituir os serviços de previsão e os alertas oficiais emitidos pelos órgãos competentes.</p><p class="   ">O funcionamento da solução depende da combinação entre equipamentos instalados em campo, programas de análise e dados climáticos. Uma estação permite observar as condições de um ponto específico; uma rede distribuída pode ampliar a visão sobre as diferenças meteorológicas de uma região.</p><p>“Uma previsão para uma cidade inteira não significa que as condições serão iguais em todos os bairros ou propriedades. Uma estação permite observar um ponto específico; uma rede distribuída pode ajudar a construir uma visão mais detalhada do território”, diz o fundador.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/analise/2026-10-16/previsao-do-tempo-hiperlocal--startup-aposta-em-ia.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Divulgação </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>TECNOLOGIA, Previsão do tempo, Cachola Tech, IA, Rede Maju, Inteligência Artificial, setor agrícola, área rural, starup, Astrus</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24643665a59f2273000498</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ad20cf89eff4dd42a38bb0a</guid><pubDate>Fri, 16 Oct 2026 12:30:42 +0000</pubDate><title>Sony aposta em Walkman de luxo que custa mais que iPhone</title><description>Vazamento aponta novos players de áudio com preços de até R$ 20 mil e mostra como a marca transforma a nostalgia em um mercado de nicho</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7o/o8/ab/7oo8abi0je723j1ijpto8ar6a.jpg"><figcaption>A Sony prepara uma nova geração de Walkman premium, com modelos que podem custar milhares de reais e recursos voltados a entusiastas de áudio<span class="copyright">Foto: Reprodução </span></figcaption></figure><p>O smartphone virou câmera, carteira, televisão e, claro, tocador de música. Mesmo assim, a <strong>Sony</strong> parece disposta a provar que ainda existe espaço para um aparelho dedicado exclusivamente à experiência sonora — mesmo quando ele custa mais do que um celular topo de linha.</p><p>A fabricante japonesa prepara uma nova geração de<strong> Walkman premium</strong>, segundo informações divulgadas pelo <strong>The Walkman Blog</strong>. Entre os modelos citados estão o <strong>NW-ZX900</strong>, com preço estimado em <strong>210 mil ienes</strong>, e os <strong>NW-WM1AM3 e NW-WM1ZM3</strong>, que podem chegar a<strong> 650 mil ienes</strong> na versão mais sofisticada.</p><p>Os valores ainda não foram confirmados oficialmente pela <strong>Sony</strong>. As informações apontam para uma possível estreia no <strong>Japão</strong> em <strong>novembro</strong>, mas a empresa não anunciou formalmente os produtos nem confirmou preços para outros mercados.</p><p>A movimentação chama a atenção porque o <strong>Walkman</strong>, lançado originalmente em<strong> 1979</strong>, pertence a uma categoria que parecia ter perdido espaço com a popularização dos smartphones e dos serviços de streaming. A <strong>Sony</strong>, porém, não parece interessada em disputar o consumidor que só quer ouvir música durante o trajeto até o trabalho. Seu público é menor e mais especializado: pessoas dispostas a pagar por equipamentos dedicados à reprodução de áudio.</p><h2>Quando ouvir música vira artigo de luxo</h2><p>O caso mais extremo entre os modelos vazados é o <strong>NW-WM1ZM3</strong>. Segundo as informações publicadas pela página, o aparelho pode custar <strong>650 mil ienes</strong>, cerca de <strong>R$ 20,7 mil</strong> na conversão. A estrutura de cobre livre de oxigênio com banho de ouro é um dos elementos que ajudam a posicioná-lo no segmento de luxo.</p><p>Já o <strong>NW-WM1AM3</strong>, construído em alumínio, teria preço estimado em <strong>345 mil ienes</strong>, aproximadamente <strong>R$ 10,9 mil</strong>. Os dois modelos compartilham boa parte da proposta técnica, mas usam materiais diferentes na construção.</p><p>O <strong>NW-ZX900</strong> aparece como uma alternativa relativamente mais acessível dentro desse universo. O preço estimado de <strong>210 mil ienes</strong>, equivalente a cerca de <strong>R$ 6,7 mil (US$ 1.330),</strong> ainda supera o valor de lançamento do <strong>iPhone 18 Pro nos Estados Unidos. </strong></p><p>A diferença é que esses aparelhos não tentam substituir um <strong>smartphone</strong>. A proposta é oferecer uma experiência de áudio dedicada, com conexões específicas para fones de ouvido e tecnologias voltadas a quem presta atenção aos detalhes da reprodução musical.</p><h2>Tecnologia precisa justificar o preço</h2><p>No caso do <strong>NW-ZX900</strong>, as especificações vazadas apontam para tela de cinco polegadas com resolução Full HD, Android 16, 64 GB de armazenamento expansível por cartão microSD e 8 GB de memória RAM. A autonomia estimada chega a <strong>40 horas</strong> com arquivos MP3 a 128 kbps e a 30 horas no uso de streaming.</p><p>O aparelho também manteria recursos como S-Master HX e DSEE Ultimate, além de suporte a codecs de áudio como aptX Adaptive e LC3. Para conectar fones, teria uma saída convencional de 3,5 mm e outra balanceada de 4,4 mm, comum em equipamentos voltados a entusiastas.</p><p class="      ">O peso estimado de 345 gramas, por outro lado, mostra que a proposta não prioriza a leveza. O modelo seria cerca de <strong>52% mais pesado que o NW-ZX707</strong>, seu antecessor.</p><p>Os modelos <strong>NW-WM1AM3 e NW-WM1ZM3</strong> também teriam telas maiores e mudanças na construção. As informações disponíveis, no entanto, indicam uma redução da autonomia em relação à geração anterior, o que torna ainda mais importante avaliar o conjunto completo antes de concluir se as melhorias justificam o investimento.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-10-16/sony-aposta-em-walkman-de-luxo-que-custa-mais-que-iphone.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Reprodução </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>QUEM LEMBRA, Walkman Sony, premium, NWZX900, NWWM1ZM3, Walkman preço, player de áudio premium</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item></channel></rss>