<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"><channel><lastBuildDate>Sat, 19 Sep 2026 06:53:48 +0000</lastBuildDate><title>Tecnologia - Notícias, Análises, Dicas e Especiais - iG</title><description>Acompanhe as últimas notícias sobre tecnologia no iG além de análises, dicas e especiais sobre internet, smartphones, computadores, tablets e muito mais.
</description><link>https://tecnologia.ig.com.br</link><atom:link href="https://tecnologia.ig.com.br/rss/v1/feed" rel="self" type="application/rss+xml" /><item><guid isPermaLink="false">6aada1a695fe3db46cfa3769</guid><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 21:04:32 +0000</pubDate><title>Contagem de dobras da tela do iPhone Duo não
é divulgada</title><description>A cerca de um mês do início da pré-venda do primeiro aparelho dobrável, Apple não informou qual a expectativa de ciclos de dobraduras para o telefone</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/06/70/s1/0670s1hty3f9bfyqyr6n8nftg.jpg"><figcaption>Primeiro telefone dobrável da empresa foi anunciado para venda neste ano<span class="copyright">Divulgação/Apple </span></figcaption></figure><p>As vendas do iPhone 18, modelo mais recente da Apple, iniciaram nesta sexta (18). Em conjunto com a linha, a empresa anunciou o primeiro <strong>telefone dobrável</strong> da marca, o <strong>iPhone Duo</strong>. Ele será vendido a partir do dia 16 de outubro, no Brasil. Contudo, nenhum número sobre o ciclo de dobras da tela foi divulgado.</p><p>A Apple não divulgou publicamente, nas especificações técnicas, na apresentação ou no relatório ambiental, uma classificação de durabilidade da capacidade de dobras da tela do <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-09-11/capinha-do-iphone-dobravel-custa-mais-que-celular-novo.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">iPhone Duo</a>, em número de ciclos de abertura e fechamento (contagem de dobras).</p><p>Os detalhes sobre a construção do aparelho, contudo, são bastante detalhados. A empresa informou que o iPhone Duo tem certificação <strong>IP68</strong>, estrutura em <strong>titânio aeroespacial</strong> grau 5, cobertura da dobradiça produzida em titânio e um mecanismo para suportar o desgaste.</p><p>Ainda, diz que a camada de proteção da <strong>tela é 40% mais rígida</strong> do que o padrão da indústria. Em comparação com o segmento, porém, outros modelos apresentaram algum número sobre esse ciclo, com referências de cerca de a em testes de durabilidade.</p><p>A Apple inclusive explica um mecanismo que permite que diferentes camadas da tela deslizem umas sobre as outras, como páginas de um livro, para aliviar a tensão que a dobra provoca.</p><p>O <strong>iG</strong> procurou a Apple sobre a contagem de dobras do modelo, possíveis expectativas de vida útil da tela ou do aparelho celular, mas não obteve retorno. O espaço seguirá aberto.</p><h2>O que significa “ciclos de dobras”?</h2><p>Em telefones dobráveis, a tela passa por uma série de movimentos repetidos de abertura e fechamento durante o uso. Com isso, a resistência da dobradiça e do painel que compõe o aparelho se torna um dos pontos centrais da durabilidade do produto.</p><p>Isso não significa que a expectativa de vida útil do aparelho seja restrita somente ao ciclo de dobras da tela. Inúmeros outros fatores podem influenciar na durabilidade.</p><p>A métrica normalmente corresponde a uma referência obtida por meio de testes de resistência e pode ajudar o usuário a entender o comportamento esperado para a tela ao longo do uso. </p><h2>O que foi detalhado pela Apple?</h2><p>A Apple forneceu vários detalhes técnicos sobre a engenharia e construção do iPhone Duo, mas não publicou uma métrica de ciclos de dobra. No entanto, a ausência dessa quantificação não significa que a dobra ou a construção seja fraca.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/5h/w2/lc/5hw2lcufkq2ut2rs4w5y55mys.jpg"><figcaption>Características técnicas de durabilidade<span class="copyright">Divulgação/Apple </span></figcaption></figure><p>Conforme os anúncios da marca, o telefone possui:</p><ul><li>uma camada de cobertura de polímero;</li><li>rigidez declarada até 40% maior que outros materiais usados no setor;</li><li>vidro de alta resistência acima e abaixo do painel OLED;</li><li>adesivos especialmente desenvolvidos para reduzir a tensão da dobra;</li><li>uma placa de titânio abaixo do conjunto.</li></ul><p>A empresa também dedicou parte de uma das divulgações para explicar o mecanismo inspirado em “páginas de um livro” para reduzir a tensão da dobra na tela e possíveis vincos (marcas ou aprofundamentos visíveis na tela).</p><p>A resistência das telas é relevante também porque danos no display podem levar usurários a consertarem ou substituírem um smartphone.</p><p>Uma pesquisa da Allstate nos Estados Unidos aponta que 59% dos consumidores com problemas na tela <a href="https://carros.ig.com.br/2026-09-15/com-r--31-mil-do-novo-iphone--veja-5-carros-usados-para-comprar.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">optam por trocar de celular</a> ao invés de pagar pelo reparo.</p><p>No Brasil, outra pesquisa encomendada pela Motorola aponta que quase metade da população já quebrou ou estilhaçou uma tela de celular. A maioria dos entrevistados manteve o uso do telefone mesmo com defeito.</p><p>Dentro do segmento dos telefones dobráveis, as dificuldades de conserto podem ser um obstáculo a mais em caso de problemas, já que exigem um nível técnico e investimento maior para o reparo. </p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-09-18/iphone-duo-expectativa-de-numero-de-dobras-nao-foi-divulgada.html</link><dc:creator>Thiago Sória</dc:creator><media:credit>Divulgação/Apple </media:credit><author>Thiago Sória</author><keywords>Durabilidade, tela dobrável, iphone dobrável, iPhone dobrável, Duo, iPhone Duo, Apple, tela do iPhone Duo, tela de celular dobrável, smartphone dobrável, durabilidade do iPhone Duo, dobradiça do iPhone Duo, iPhone 18, quantas dobras dura um celular dobrável, quantas vezes pode dobrar um celular, quantas vezes pode abrir e fechar um celular dobrável, celular dobrável é resistente, quando lança iphone dobravel, quando pode comprar iphone dobravel</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aad2a5c0c8db3bd4e6c8bd6</guid><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 17:00:17 +0000</pubDate><title>Meta One: assinatura pode custar até R$ 1.999 por mês</title><description>Serviço chega ao Brasil e reúne recursos pagos de Instagram, WhatsApp, Facebook e IA em uma assinatura; veja o que muda para você e para empresas</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/1o/7o/n8/1o7on88f0hv5vbi2g0b2en168.jpg"><figcaption>Meta One reúne recursos extras de Instagram, Facebook, WhatsApp e inteligência artificial em uma única assinatura<span class="copyright">Reprodução </span></figcaption></figure><p>A <strong>Meta</strong> oficializou o<strong> Meta One no Brasil</strong> na última terça-feira (15) ao criar uma <strong>assinatura</strong> que reúne <strong>recursos pagos</strong> do <strong>Instagram, Facebook e WhatsApp. </strong>O serviço também amplia o acesso a ferramentas de <strong>inteligência artificial</strong>. A novidade chega em diferentes faixas de preço e atende desde usuários comuns até empresas e criadores de conteúdo.</p><p>Segundo a <strong>Meta</strong>, o plano reúne mais de <strong>50 recursos</strong> e já soma <strong>15 milhões de assinaturas e testes</strong>. A companhia também mantém os planos individuais dos aplicativos, com <strong>Instagram Plus</strong> e <strong>Facebook Plus</strong> a partir de R$ 10 mensais e <strong>WhatsApp Plus</strong> a partir de R$ 7.</p><h2>Um pacote para quem usa vários aplicativos</h2><p>A principal diferença do <strong>Meta One</strong> está na integração. Em vez de contratar recursos extras separadamente, o usuário pode reunir benefícios dos três aplicativos em uma única assinatura.</p><p>O <strong>plano One Core</strong> custa <strong>R$ 32</strong> por mês e combina os recursos do <strong>Instagram Plus, Facebook Plus e WhatsApp Plus</strong>, além de ampliar o acesso a modelos de<strong> inteligência artificial da Meta</strong>.</p><p>Já o <strong>One Premium c</strong>usta R$ 97 mensais e oferece limites maiores para ferramentas de geração de imagens, vídeos e edição de conteúdo.</p><p>Na prática, a estratégia funciona como um plano de <strong>streaming</strong>: em vez de pagar por funcionalidades isoladas, o usuário escolhe uma categoria de assinatura e recebe um conjunto de recursos. A <strong>Meta</strong> afirma que o uso cotidiano do <strong>Meta AI</strong> continuará gratuito; o pagamento aumenta a capacidade de utilização de determinadas ferramentas.</p><h2>IA entra no centro da estratégia</h2><p>A <strong>inteligência artificial</strong> é uma das principais peças do novo modelo. Entre os recursos citados pela empresa estão geração de imagens e vídeos, efeitos de voz e o <strong>Restyle</strong>, ferramenta que permite transformar conteúdos visuais.</p><p>A companhia também pretende incorporar o <strong>Edits Plus</strong> ao ecossistema, com mais armazenamento em nuvem e integração entre dispositivos.</p><p>O movimento ocorre em um momento no qual grandes plataformas digitais buscam transformar investimentos em <strong>IA</strong> em produtos que gerem receita direta. As assinaturas fazem parte dessa estratégia da Meta, enquanto a empresa amplia seus investimentos no desenvolvimento de inteligência artificial.</p><h2>Para empresas, o preço sobe e a proposta muda</h2><p>O <strong>Meta One</strong> também tem uma frente específica para empresas e criadores, com quatro planos: Essencial, de R$ 59; Avançado, de R$ 199; Expert, de R$ 599; e Máximo, de R$ 1.999 mensais.</p><p>Aqui, o produto deixa de ser apenas um pacote de benefícios para redes sociais e passa a funcionar como uma ferramenta de operação digital.</p><p>Os planos incluem recursos de verificação, proteção contra perfis falsos, atendimento e ferramentas de gestão. A partir do Avançado, é possível programar publicações e adicionar links a Reels. Também há recursos de análise de audiência e possibilidade de permitir que integrantes de equipes trabalhem nas contas sem compartilhar a senha.</p><p class="    ">No plano Máximo, até 30 pessoas podem publicar conteúdo e responder a comentários. Todos os planos empresariais também incluem acesso ao <strong>Meta Business Agent</strong>, agente de<strong> inteligência artificial</strong> desenvolvido para auxiliar empresas em conversas com clientes.</p><h2>O que muda para o usuário</h2><p>O <strong>Meta One</strong> não elimina os aplicativos gratuitos nem substitui o <strong>Meta Verified</strong>, serviço voltado à verificação de perfis. Segundo <strong>Helen Ma, vice-presidente e chefe de assinaturas da Meta</strong>, os aplicativos continuam gratuitos e sustentados por publicidade, enquanto as assinaturas permitem oferecer recursos especializados ou caros demais para disponibilizar a todos.</p><p>A estratégia, portanto, cria uma nova camada sobre produtos que já fazem parte da rotina digital de bilhões de pessoas. Para o consumidor, a questão será decidir se os recursos extras justificam a mensalidade. Para a <strong>Meta</strong>, o desafio é transformar funcionalidades de<strong> IA</strong> e ferramentas de produtividade em serviços pelos quais usuários e empresas estejam dispostos a pagar.</p><p> </p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-09-18/meta-one--assinatura-pode-custar-ate-r--1999-por-mes.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Reprodução </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>Novidade, Meta One, Instagram Plus, WhatsApp Plus, Facebook Plus, Meta AI, Meta Business Agent, Meta Verified</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aad63ed261943e85c5d1ed7</guid><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 16:16:50 +0000</pubDate><title>Tatiana Monteiro de Barros: Articulação Humanitária e Resiliência</title><description>Como empresas e sociedade civil se unem para socorrer vítimas de desastres climáticos e reconstruir comunidades de forma mais segura e resiliente</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ci/rv/du/cirvduwssnxwrg3i1x7euvs8m.jpg"><figcaption>Tatiana Monteiro de Barros no podcast 'Inteligência Orgânica'<span class="copyright">Reprodução/Youtube </span></figcaption></figure><p>Tatiana Monteiro de Barros apresenta no Inteligência Orgânica a trajetória da União BR, movimento nascido despretensiosamente em um grupo de WhatsApp no início da pandemia para descentralizar a ajuda humanitária e apoiar ONGs em todo o país. Vinda de uma tradicional família com longo histórico de filantropia, bisneta da cofundadora da Liga Solidária e neta da ex-vice-presidente da Fundação Dorina Nowill, Tatiana uniu sua bagagem do empreendedorismo no mercado de luxo e eventos para criar uma ponte direta entre a Faria Lima e as necessidades reais da ponta. Operando exclusivamente com recursos da iniciativa privada, sem transferência direta de dinheiro e de forma estritamente apartidária, a organização marcou sua atuação ao mobilizar 38 usinas de oxigênio para o interior do Amazonas no pico do COVID-19, especializando-se posteriormente na resposta rápida a catástrofes climáticas e apoiando mais de 33 milhões de pessoas em 53 localidades.</p><p>Com um olhar voltado para a prevenção e adaptação climática, Tatiana defende a premissa de "reconstruir melhor", exemplificada no projeto de Mussum (RS), onde bairros inteiros em áreas de risco foram realocados para terrenos seguros com casas térmicas e pré-fabricadas em steel frame. A ativista destaca que o diferencial da União BR é chamar cada empresa a doar o seu melhor ativo, como combustível da Vibra para brigadas de incêndio no Pantanal ou botijões da Ultragaz para cozinhas comunitárias, integrando a sociedade civil, o setor privado e o poder público. Mantendo um otimismo contagiante ancorado nos "anjos" que encontra em cada município vulnerável, Tatiana aposta na educação das crianças e na conscientização para transformar tragédias em solidariedade e resiliência duradoura.</p><p><strong>Assista ao vídeo completo no YouTube para entender como a articulação entre o setor privado e o impacto social pode salvar vidas nas emergências climáticas.</strong></p><iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/fwz71KWdoyg" frameborder="0"></iframe>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/pedro-cortella/2026-09-18/tatiana-monteiro-de-barros--articulacao-humanitaria-e-resiliencia.html</link><dc:creator>Pedro Cortella</dc:creator><media:credit>Reprodução/Youtube </media:credit><author>Pedro Cortella</author><keywords>impacto social, ajuda humanitária, ONGs, catástrofes climáticas, emergências climáticas, vulnerabilidade social</keywords><internationalize>false</internationalize><section>67924aca1709546c04d9c315</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aabe2c509ec2fa44ec87a07</guid><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 13:11:56 +0000</pubDate><title>iPhone esquenta e descarrega rápido? Apple explica o motivo</title><description>Após atualizar o sistema, o aparelho pode gastar mais bateria e apresentar aumento na temperatura enquanto conclui tarefas em segundo plano</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/3h/h2/2p/3hh22pkl61j22gi7ic43iwbvn.jpg"><figcaption>iPhone<span class="copyright">Thom Bradley/Unsplash </span></figcaption></figure><p>Se o <strong>iPhone</strong> começou a esquentar ou perder bateria mais rapidamente depois da instalação do<strong> iOS 27</strong>, não significa necessariamente que o aparelho esteja com defeito. A própria<strong> Apple</strong> orienta que a autonomia pode diminuir nos primeiros dias após uma atualização porque algumas tarefas ainda são executadas em segundo plano, mesmo depois de o sistema estar aparentemente pronto para uso.</p><p>O <strong>iOS 27</strong> foi liberado pela<strong> Apple</strong> em<strong> 14 de setembro de 2026</strong> e trouxe uma série de novidades, que inclui mudanças no visual com o<strong> Liquid Glass</strong> e novos recursos de<strong> Apple Intelligence</strong>. A atualização também prepara a chegada da nova<strong> geração da Siri</strong>, chamada pela empresa de<strong> Siri AI</strong>.</p><h2>Por que a bateria acaba mais rápido?</h2><p>A instalação do sistema não termina completamente quando a barra de atualização chega ao fim. Depois disso, o <strong>iPhone</strong> ainda precisa organizar uma série de informações e concluir processos necessários para que tudo funcione corretamente.</p><p>Segundo a<strong> Apple</strong>, essas tarefas podem continuar em segundo plano e afetar tanto a duração da bateria quanto o desempenho térmico do aparelho. Em outras palavras, o<strong> iPhone</strong> pode trabalhar mais do que o habitual durante esse período e, consequentemente, consumindo mais energia e produzir mais calor.</p><p>É como fazer uma mudança de casa: mesmo depois de colocar os móveis principais no lugar, ainda existe uma série de caixas para abrir, objetos para organizar e detalhes para resolver. Com o <strong>iPhone</strong>, o processo acontece de maneira automática e longe dos olhos do usuário.</p><p>A <strong>Apple</strong> informa que o próprio aparelho pode mostrar, em <strong>Ajustes > Bateria</strong>, a indicação de que a atualização do<strong> iOS</strong> ainda está em andamento.</p><h2>E quanto tempo isso pode durar?</h2><p>A recomendação oficial da <strong>Apple</strong> é simples: aguardar alguns dias e verificar novamente a duração da bateria.</p><p>A empresa não estabelece um número exato de horas para que todos os aparelhos voltem ao comportamento habitual. Isso pode variar conforme o modelo do <strong>iPhone</strong>, a quantidade de dados armazenados e as tarefas que precisam ser concluídas após a instalação.</p><p>Por isso, comparar a autonomia imediatamente antes e depois da atualização pode dar uma impressão distorcida. O sistema ainda pode estar trabalhando nos bastidores.</p><h2>iOS 27 tem mais recursos de inteligência artificial</h2><p>A nova versão também amplia a presença da<strong> Apple Intelligence</strong> no <strong>iPhone</strong>. A <strong>Apple</strong> afirma que os novos recursos estão integrados ao sistema e aos aplicativos, com modelos desenvolvidos para executar determinadas tarefas no próprio dispositivo.</p><p>O<strong> iOS 27</strong> também marca a chegada da nova<strong> Siri AI</strong>. A <strong>Apple</strong> diz que a assistente utiliza recursos do sistema, como o índice do <strong>Spotlight</strong> e ferramentas de aplicativos, para executar determinadas ações diretamente no aparelho.</p><p>No<strong> Brasil</strong>, há ainda uma diferença importante: a <strong>Siri AI</strong> em português do <strong>Brasil</strong> está prevista para começar a ser disponibilizada em outubro, enquanto a versão beta inicial do recurso foi lançada em inglês.</p><h2>E o novo Liquid Glass?</h2><p>O <strong>iOS 27</strong> também trouxe ajustes no design conhecido como <strong>Liquid Glass</strong>, que utiliza elementos translúcidos e efeitos visuais para mudar a aparência de menus, ícones e outras partes do sistema.</p><p>A <strong>Apple</strong> afirma que a nova versão permite personalizar o nível de transparência da interface, com opções que vão de mais transparente a mais colorida.</p><p>Embora o novo visual faça parte das mudanças mais perceptíveis do<strong> iOS 27</strong>, a orientação oficial da <strong>Apple</strong> sobre o<strong> consumo elevado de bateria</strong> após a atualização aponta principalmente para tarefas de atualização que ainda são executadas em segundo plano e não atribui diretamente o aumento de temperatura ao Liquid Glass.</p><h2>O que fazer se o iPhone estiver esquentando?</h2><p>A primeira medida é dar alguns dias para o sistema concluir os processos da atualização. Enquanto isso, o usuário pode acompanhar o consumo em Ajustes > Bateria e verificar se aparece a indicação de que o iOS ainda é atualizado.</p><p>Também vale observar se algum aplicativo específico passou a consumir uma quantidade incomum de energia. A própria área de bateria do <strong>iPhone</strong> permite identificar quais apps estão usando mais energia.</p><p>Se o consumo continuar muito acima do normal depois de passado o período inicial da atualização, o problema pode ter outra causa e merece uma investigação mais detalhada.</p><h2>Quando é hora de procurar ajuda?</h2><p>Um aumento temporário no consumo de energia após uma grande atualização é diferente de um aparelho que permanece excessivamente quente ou apresenta comportamento anormal por um período prolongado.</p><p class="     ">Se o<strong> iPhone</strong> continua a aquecer de forma intensa mesmo depois de alguns dias, além de apresentar alertas relacionados à temperatura ou tiver quedas de bateria muito diferentes do padrão habitual, vale procurar o suporte da<strong> Apple</strong>.</p><p>Por enquanto, para quem acabou de instalar o<strong> iOS 27</strong> e percebeu a bateria cair mais rápido, a recomendação da própria fabricante é esperar alguns dias antes de concluir que há um problema. O <strong>iPhone</strong> pode simplesmente estar terminando o trabalho que começou com a atualização.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-09-18/iphone-esquentando-e-descarregando-rapido--apple-explica-o-motivo.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Thom Bradley/Unsplash </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>APÓS A ATUALIZAÇÃO, Iphone, iOS 27, tecnologia, Apple Intelligence, bateria, IA, Liquid Glass</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aac7a204e8dc952267188f8</guid><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 09:00:00 +0000</pubDate><title>Homem com implante cerebral diz “eu te amo” pela mente</title><description>Vídeo de 23 segundos mostra participante de estudo usando dispositivo da Neuralink para transformar sinais do cérebro em uma voz artificial</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/6a/x4/gv/6ax4gvj8vkfkrne9kg5kwfv9d.jpg"><figcaption>Homem diz 'eu te amo' usando implante cerebral da Neuralink<span class="copyright">Reprodução/Instagram </span></figcaption></figure><p>Um participante de um estudo da <strong>Neuralink</strong> usou um <strong>implante cerebral</strong> para dizer “<strong>eu te amo</strong>” à companheira. A frase foi reproduzida por uma voz artificial em um vídeo de 23 segundos divulgado pela <a href="https://economia.ig.com.br/agencias/dw/2026-05-21/entrada-da-spacex-na-bolsa-pode-fazer-de-musk-o-1-trilionario.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">empresa de Elon Musk</a> nesta quinta-feira (17).</p><p>Na gravação, o homem utiliza o <strong>implante N1</strong>, que registra sinais produzidos pela atividade do cérebro e os envia a um computador, que tenta identificar a intenção de comunicação do usuário e transformá-la em palavras.</p><h2>Como o implante funciona</h2><p>O N1 possui pequenos fios com eletrodos, que registram a atividade do cérebro quando a pessoa pensa em fazer uma certa ação.</p><p>Um programa de computador então analisa esses sinais para identificar o que o participante pretende comunicar. A informação pode ser convertida em texto ou em uma voz artificial.</p><p>É importante destacar que isso não significa que o implante consiga simplesmente captar todos os pensamentos de alguém. O sistema depende de sinais associados a ações mentais específicas, que são aprendidas pelo computador durante o treinamento com o participante.</p><ul><li><strong>ENTENDA</strong>: <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2024-01-30/neuralink--de-elon-musk--faz-1-implante-de-chip-cerebral-em-humano.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Neuralink: empresa de Elon Musk implanta 1º chip cerebral em humano</a></li></ul><h2>Tecnologia ainda está em estudo</h2><p>A Neuralink pretende desenvolver uma tecnologia que possa ser usada no dia a dia por pessoas que perderam a capacidade de falar ou de controlar certos movimentos. </p><p>Um dos participantes do programa é Kenneth, que recebeu em 2024 o diagnóstico de <strong>esclerose lateral amiotrófica (ELA)</strong>, uma doença que afeta os neurônios responsáveis pelo controle dos músculos. Com o avanço da doença, ele perdeu gradualmente a capacidade de falar.</p><p>Kenneth recebeu o implante em janeiro e foi o segundo participante do <strong>programa VOICE</strong>, segundo a <a href="https://economia.ig.com.br/2024-06-25/elon-musk-mae-12-herdeiro.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Neuralink</a>. Em uma demonstração, o homem usou o sistema para produzir fala a partir dos sinais registrados pelo cérebro.</p><p>A possibilidade de recuperar a comunicação é uma das aplicações médicas apresentadas pela empresa. <a href="https://gente.ig.com.br/colunas/james-akel/2026-08-25/quando-elon-musk-queria-pedir-dinheiro-emprestado-a-eike-batista.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Musk </a>também já falou sobre um uso mais amplo da tecnologia, no qual pessoas poderiam transmitir informações entre si sem precisar falar ou digitar.</p><p>Em uma apresentação da Neuralink em 2020, o bilionário chamou essa possibilidade de “<strong>telepatia conceitual</strong>” e afirmou que seria possível transmitir um pensamento, desde que houvesse autorização da pessoa envolvida.</p><p>Por enquanto, esse cenário está distante da demonstração apresentada no vídeo. Os dispositivos da Neuralink ainda são considerados experimentais e não foram aprovados pela FDA, agência reguladora de medicamentos e dispositivos médicos dos Estados Unidos, nem por outras autoridades regulatórias para venda comercial.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-09-18/homem-com-implante-cerebral-diz-eu-te-amo-pela-mente.html</link><dc:creator>Vitor Hugo Girotto</dc:creator><media:credit>Reprodução/Instagram </media:credit><author>Vitor Hugo Girotto</author><keywords>Neuralink, Elon Musk, implante cerebral, implante N1, programa VOICE</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aabeb804e8dc95226718851</guid><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 17:00:49 +0000</pubDate><title>Golpe do Pix: QR Code trocado pode te fazer perder dinheiro</title><description>Procon-SP alerta para fraude que altera o código de pagamento em lojas virtuais; veja o que conferir antes de confirmar a transferência</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/0k/h9/8r/0kh98rqi7by86rudh6doib4zh.jpg"><figcaption>Se houver divergência ou aparecer um destinatário desconhecido, que não tenha relação com a loja ou com a instituição de pagamento responsável pela transação, o consumidor não deve concluir o pagamento<span class="copyright">Agência Brasil </span></figcaption></figure><p>Comprar pela internet e pagar com <strong>Pix</strong> já virou parte da rotina de muitos brasileiros. Mas um novo golpe identificado pelo <strong>Procon-SP</strong> mostra que até mesmo o código usado para finalizar uma compra pode ser adulterado.</p><p>A fraude altera o <strong>QR Code do Pix </strong>que é apresentado na página de pagamento de uma loja virtual. O código funciona normalmente, mas, em vez de enviar o dinheiro para o estabelecimento, direciona o valor para uma conta ligada aos criminosos.</p><p>O mesmo pode acontecer com a opção <strong>Pix Copia e Cola</strong>, que permite transferir o código de pagamento para o aplicativo do banco sem precisar apontar a câmera para a tela.</p><h2>Como funciona o golpe do QR Code</h2><p>Na prática, o consumidor chega ao momento do pagamento e vê o valor correto da compra. O problema está em outra parte da transação: o <strong>destinatário</strong>.</p><p>É como se uma encomenda tivesse a etiqueta trocada antes de ser enviada. O conteúdo e o endereço original parecem corretos, mas o pacote acaba em outro lugar.</p><p>Segundo o<strong> Procon-SP</strong>, criminosos podem adulterar o código apresentado na página de pagamento ou até clonar sites de empresas reais para modificar o <strong>Pix.</strong></p><p>Por isso, conferir apenas o valor da compra não é suficiente.</p><p>Depois que o <strong>QR Code</strong> é lido ou o código é colado no aplicativo do banco, a instituição financeira apresenta os <strong>dados de quem receberá o dinheiro</strong>. É nesse momento que o consumidor deve fazer uma última checagem antes de confirmar.</p><h2>O que conferir antes de pagar com Pix</h2><p>O <strong>Procon-SP</strong> orienta verificar os dados que aparecem na tela do banco. Entre as informações que merecem atenção estão:</p><p>* nome ou razão social do recebedor; * CPF ou CNPJ; * instituição responsável pelo pagamento; * valor da transação; * relação do destinatário com a loja onde a compra foi feita. </p><p>O nome exibido nem sempre será exatamente o da loja. Isso pode acontecer quando o estabelecimento utiliza uma empresa intermediadora de pagamentos. Nesse caso, o consumidor deve conferir se a instituição apresentada corresponde àquela informada durante a compra.</p><p>Se aparecer uma pessoa física ou uma empresa desconhecida, especialmente quando o pagamento deveria ser feito para uma loja conhecida, a orientação é não concluir a operação até esclarecer a situação.</p><h2>E se o Pix já tiver sido enviado?</h2><p>Quem perceber que fez um pagamento para um destinatário diferente do esperado deve entrar em contato com o banco ou a instituição de pagamento o quanto antes.</p><p>A orientação é informar que a transação ocorreu em razão de golpe, registrar a contestação e solicitar o <strong>Mecanismo Especial de Devolução (MED)</strong>.</p><p>O <strong>MED</strong> é uma ferramenta criada pelo <strong>Banco Central</strong> para facilitar a devolução de valores em casos de <strong>fraude, golpe ou crime</strong>. De acordo com a autoridade monetária, o pedido deve ser registrado na instituição financeira em até <strong>80 dias</strong> após a realização do <strong>Pix</strong>.</p><p>A solicitação, porém, não significa que o dinheiro será devolvido automaticamente. A instituição analisa o caso e, em situações de fraude, a devolução depende da disponibilidade de recursos nas contas envolvidas.</p><p>Por isso, a rapidez faz diferença. Quanto antes a vítima comunicar a fraude, mais cedo poderá ser iniciado o procedimento de bloqueio e análise dos valores.</p><h2>Guarde todas as provas</h2><p>Além de acionar o banco, o consumidor deve comunicar a loja e preservar os registros relacionados à compra.</p><p>Vale guardar o comprovante do <strong>Pix</strong>, número do pedido, capturas de tela da página de pagamento, dados que apareceram no aplicativo bancário e protocolos de atendimento.</p><p>Essas informações podem ajudar na análise da contestação e também no registro da ocorrência.</p><h2>MED não vale para qualquer problema</h2><p>O Banco Central deixa claro que o mecanismo não serve para situações como simples arrependimento, envio voluntário de dinheiro para a pessoa errada ou desacordo comercial que não envolva fraude.</p><p class="     ">No caso de um golpe envolvendo a alteração do <strong>QR Code</strong>, entretanto, a recomendação é comunicar imediatamente a instituição financeira e solicitar a contestação pelo canal disponível.</p><p>A principal defesa, antes de qualquer coisa, continua na própria tela do banco: antes de apertar “confirmar”, confira para quem o dinheiro está indo. No <strong>golpe do QR Code adulterado</strong>, essa informação pode ser justamente a diferença entre uma compra concluída e um dinheiro enviado para a conta errada.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-09-17/golpe-do-pix--qr-code-trocado-pode-te-fazer-perder-dinheiro.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Agência Brasil </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>VEJA COMO SE PROTEGER, Pix, golpe, Procon SP, Banco Central, Tecnologia</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aac128f09ec2fa44ec87a3e</guid><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 16:17:21 +0000</pubDate><title>Mônica Waldvogel: A Memória do Jornalismo e o &quot;Fato Novo&quot;</title><description>Como as máquinas de escrever, o telex e agora a inteligência artificial transformaram a apuração, a credibilidade e o futuro da democracia</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/69/dp/l2/69dpl2px4eqw99m0zoekvmag6.jpg"><figcaption>Mônica Waldvogel no podcast 'Inteligência Orgânica'<span class="copyright">Reprodução/Youtube </span></figcaption></figure><p>A jornalista e âncora Mônica Waldvogel traz ao<strong> Inteligência Orgânica</strong> uma reflexão lúcida sobre a evolução da imprensa, compartilhando sua jornada desde a época das máquinas de escrever, telex e pesquisas em papel até a era da Inteligência Artificial e transmissões via smartphone. Mônica ilustra os riscos da confiança cega na tecnologia ao relatar uma experiência pessoal em um pronto-socorro, onde laudos automatizados e a falta de investigação clínica por parte das médicas quase deixaram passar uma inflamação nervosa, diagnosticada rapidamente pelo olhar atento de seu médico particular. A jornalista critica a hipercomercialização de plataformas como o Google e o X (antigo Twitter), lamentando a perda da profundidade investigativa e o sequestro do fluxo de informações por algoritmos desenhados para gerar bolhas e hostilidade, o que a fez se afastar das redes sociais para preservar sua saúde emocional.</p><p>Com a bagagem de ter coberto marcos históricos como a Constituinte de 1988 e o Plano Real em Brasília, Mônica destaca que a Constituição de 88 estabeleceu o núcleo forte que garantiu a resistência das instituições democráticas diante dos ataques de 8 de janeiro. Ao comparar o modelo atual de jornalismo ao vivo com a ascensão dos influenciadores digitais, ela defende a urgência de resgatar o rigor da apuração, o filtro ético e o investimento em equipes de campo como única saída sustentável para a imprensa de credibilidade. Rejeitando o pessimismo catastrofista, Mônica encerra evocando a célebre máxima do ex-deputado Ricardo Fiúza sobre a chegada inevitável de um "fato novo", a convicção de que a história é dinâmica e que a humanidade sempre encontrará caminhos disruptivos para se reinventar e proteger a democracia.</p><p><strong>Veja o episódio completo agora no YouTube para acompanhar essa aula sobre a história da democracia e o futuro da imprensa.</strong></p><iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/kNriIw1zyPM" frameborder="0"></iframe>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/pedro-cortella/2026-09-17/monica-waldvogel--a-memoria-do-jornalismo-e-o--fato-novo-.html</link><dc:creator>Pedro Cortella</dc:creator><media:credit>Reprodução/Youtube </media:credit><author>Pedro Cortella</author><keywords>inteligência artificial, jornalismo, imprensa, democracia, redes sociais, algoritmos</keywords><internationalize>false</internationalize><section>67924aca1709546c04d9c315</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aabb50909ec2fa44ec879ea</guid><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 12:15:46 +0000</pubDate><title>Os Jetsons acertaram? 8 tecnologias que já são realidade</title><description>Desenho dos anos 1960 imaginou videochamadas, smartwatch, robôs domésticos e casa automatizada muito antes de essas tecnologias chegarem ao cotidiano</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/c9/d0/st/c9d0stt9yrt3nh1s57ledwuxx.jpg"><figcaption>O Futuro dos Jetsons chegou<span class="copyright">Internet </span></figcaption></figure><p>Quando "<strong>Os Jetsons"</strong> estreou, em 1962, a ideia de conversar com alguém por uma tela, carregar um computador no pulso ou deixar um robô cuidar da casa parecia pertencer a um futuro muito distante. A animação da <strong>Hanna-Barbera</strong> projetou a rotina da<strong> família Jetson</strong> para o ano de<strong> 2062</strong> e encheu esse universo de invenções que pareciam improváveis para a época. Mais de seis décadas depois, algumas delas já fazem parte da vida real.</p><p>A produção voltou a ganhar episódios nos anos <strong>1980</strong> e ajudou a consolidar no imaginário popular uma visão de futuro marcada pela automação. E há uma curiosidade: segundo <strong>Bob Hathcock, produtor da segunda versão da série</strong> e filho de um dos produtores da animação original, os roteiristas não necessariamente tentavam prever o futuro. A intenção era criar situações engraçadas e imaginar uma espécie de versão futurista de <strong>"Os Flintstones"</strong>.</p><p>Ainda assim, algumas ideias apresentadas no desenho encontraram caminhos bastante parecidos na tecnologia atual.</p><h2>Videochamadas</h2><p>Hoje, abrir uma chamada de vídeo pelo <strong>celular</strong> é algo banal. Em <strong>"Os Jetsons"</strong>, porém, falar com alguém enquanto era possível enxergar seu rosto na tela era uma das tecnologias que ajudavam a caracterizar aquele mundo futurista.</p><p>A previsão demorou algumas décadas para se tornar acessível em larga escala. De acordo com levantamento publicado pelo UOL Tilt, sistemas de videochamada já eram pesquisados antes mesmo da estreia do desenho, mas foi com a evolução dos <strong>computadores, celulares e internet</strong> que o recurso se popularizou.</p><p>Na prática, aplicativos como <strong>WhatsApp, Zoom, Google Meet e FaceTime</strong> transformaram o conceito do <strong>“videofone”</strong> em uma ferramenta cotidiana.</p><h2>Relógios inteligentes</h2><p><strong>George Jetson</strong> também não precisava recorrer ao telefone tradicional para receber uma chamada. O personagem utilizava um <strong>relógio</strong> capaz de fazer comunicação por vídeo.</p><p>A ideia guarda semelhança com os atuais <strong>smartwatches</strong>, pequenos computadores de pulso que vão muito além de mostrar as horas. Os modelos atuais podem receber chamadas e mensagens, acessar serviços digitais e acompanhar informações relacionadas à atividade física e à saúde.</p><p>A popularização dos <strong>smartwatches</strong> aconteceu principalmente a partir da década de <strong>2010</strong>, embora relógios digitais e experiências anteriores com dispositivos computacionais de pulso já existissem havia décadas.</p><h2>TVs finas e telas grandes</h2><p>Na década de 1960, televisores eram aparelhos volumosos, muito diferentes das telas finas que hoje ocupam paredes e móveis.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/48/q0/16/48q016kuslfbx8753jsp9v6q2.jpg"><figcaption>Em Os Jetsons, TVs finas e coloridas já faziam parte da rotina da família, décadas antes de se tornarem comuns nas casas<span class="copyright">Foto: Reprodução </span></figcaption></figure><p>Na casa dos<strong> Jetsons</strong>, as televisões já apareciam com telas planas e coloridas. Segundo levantamento do Minha Série, do TecMundo, essa característica se tornou padrão nos televisores modernos, incluindo as atuais <strong>Smart TVs</strong>.</p><p>A diferença é que, atualmente, a televisão deixou de ser apenas um aparelho para assistir à programação tradicional. Serviços de <strong>streaming, aplicativos, internet e comandos de voz</strong> transformaram a tela em uma espécie de central de entretenimento.</p><h2>Pequenas telas para informação</h2><p><strong>"Os Jetsons"</strong> também consumiam informação por meio de telas compactas. Em vez de imaginar necessariamente um <strong>computador</strong> tradicional sobre uma mesa, a animação mostrava dispositivos menores e mais portáteis.</p><p>A ideia se aproxima do que hoje fazemos com <strong>smartphones e tablets</strong>. São telas que cabem na mão e concentram funções que antes exigiam vários aparelhos diferentes.</p><p>A previsão também aparece em levantamentos sobre as tecnologias imaginadas pela série. O UOL Tilt destaca o uso de pequenas telas para atividades como leitura e comunicação.</p><h2>Robôs para cuidar da casa</h2><p><strong>Rosie, a robô</strong> que trabalhava na casa dos <strong>Jetsons</strong>, talvez seja uma das imagens mais lembradas quando se fala sobre o futuro imaginado pela animação.</p><p>Ainda não temos uma Rosie capaz de cozinhar, limpar, organizar a casa e conversar como uma personagem humana. Mas parte da ideia chegou ao cotidiano na forma de <strong>robôs domésticos</strong> especializados.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/5d/jt/n6/5djtn6qql3fmduy7zv8gtoxvi.jpg"><figcaption>Rosie, a robô doméstica dos Jetsons, antecipou a ideia de máquinas capazes de assumir tarefas da rotina da casa<span class="copyright">Foto: Reprodução </span></figcaption></figure><p>Os <strong>robôs aspiradores</strong> são um exemplo. Eles utilizam sensores e sistemas de navegação para percorrer ambientes, identificar obstáculos e executar a limpeza de maneira automática. Modelos atuais podem contar com mapeamento inteligente, programação e retorno automático à base para recarga.</p><p>É uma versão bem mais específica — e menos parecida com uma empregada robô — da automação doméstica imaginada pelos <strong>Jetsons</strong>.</p><h2>Casas inteligentes</h2><p>A casa da família <strong>Jetson</strong> também funcionava quase como um grande dispositivo automatizado. Botões e sistemas centralizados controlavam diferentes atividades do ambiente.</p><p>Hoje, o conceito ganhou um nome: <strong>casa inteligente</strong>. Lâmpadas, câmeras, fechaduras, eletrodomésticos e outros equipamentos podem ser conectados à internet e controlados por aplicativos ou comandos de voz.</p><p>Assistentes virtuais também aproximaram essa experiência daquela imaginada pela animação. Em vez de apertar dezenas de botões em um painel, o usuário pode simplesmente dar uma ordem de voz para determinados dispositivos.</p><h2>Câmeras cada vez menores</h2><p>Em alguns momentos, <strong>"Os Jetsons"</strong> brincava com a ideia de câmeras tão pequenas que pareciam praticamente microscópicas.</p><p>A tecnologia atual não chegou exatamente ao formato mostrado no desenho, mas as câmeras passaram por uma transformação semelhante. Os smartphones concentram sensores fotográficos em espaços muito pequenos e permitem registrar fotos e vídeos em alta resolução sem a necessidade de carregar uma câmera tradicional.</p><p>É outro exemplo de uma previsão que não se concretizou literalmente, mas acertou a direção: a redução do tamanho dos equipamentos sem eliminar suas funções.</p><h2>Esteiras para deslocamento</h2><p>Os personagens também circulavam por ambientes com esteiras rolantes, uma solução que hoje pode ser encontrada em aeroportos, estações e grandes espaços de circulação.</p><p>Nesse caso, não se trata exatamente de uma <strong>tecnologia</strong> criada pelos <strong>Jetsons</strong>, mas de uma aplicação cotidiana de um recurso que a animação incorporou à sua visão de futuro. A esteira transforma o deslocamento a pé em uma experiência parcialmente automatizada.</p><h2>E os carros voadores?</h2><p>Se existe uma tecnologia que representa o futuro de<strong> "Os Jetsons"</strong>, ela é o <strong>carro voador. George Jetson</strong> se deslocava pela cidade em um veículo que podia literalmente sair do chão.</p><p>Essa previsão, entretanto, ainda não virou parte da rotina. Existem projetos e protótipos de veículos capazes de decolar e pousar verticalmente, mas eles não estão disponíveis como alternativa cotidiana de transporte da mesma maneira que os automóveis tradicionais.</p><p>Mais de<strong> 60 anos</strong> depois da estreia, <strong>"Os Jetsons"</strong> ainda funciona como uma curiosa máquina do tempo. Nem tudo que a animação imaginou aconteceu — e algumas ideias chegaram de maneiras completamente diferentes. Mas a presença de tecnologias como videochamadas, dispositivos vestíveis, automação doméstica e robôs de limpeza mostra como certas ideias que pareciam absurdas em 1962 acabaram encontrando espaço na vida real.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-09-17/os-jetsons-acertaram--8-tecnologias-que-ja-sao-realidade.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Internet </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>DO DESENHO À VIDA REA, Jetsons, tecnologia, smartwatch, casa inteligente, robô aspirador, videochamada, futuro</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aaae4968c5dc9e375024eec</guid><pubDate>Wed, 16 Sep 2026 18:49:05 +0000</pubDate><title>Amodei, Altman e Musk estão preocupados com o futuro?</title><description>Rivais históricos se uniram para alertar sobre os perigos da inteligência artificial. A pergunta é: isso é alarme genuíno ou estratégia disfarçada?</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/5g/3b/mo/5g3bmo2es8abd2pothwfndjn4.jpg"><figcaption>Amodei, Altman e Musk estão preocupados com o futuro da humanidade?<span class="copyright">Imagem gerada por IA </span></figcaption></figure><p>Os três caras que passaram a última década brigando publicamente resolveram, no mesmo fim de semana, concordar que a <strong>inteligência artificial</strong> é perigosa demais. Mas, na verdade, tudo começou um pouco antes:</p><p>No dia 9 de setembro, Jacob Coxon, um pesquisador da Anthropic, pediu demissão depois de três anos ajudando a treinar LLMs lá e na OpenAI. Depois disso, ele escreveu no X que nenhuma das duas empresas está agindo de forma responsável. O post passou de 150 milhões de visualizações e fez mais de 20 parlamentares nos EUA pedirem <strong>regulação</strong> mais dura. Aí veio a parte boa para teorias da conspiração: em vez de soltar aquele comunicado corporativo padrão, Evan Hubinger, líder de ciência de alinhamento da Anthropic, respondeu dizendo que “Jacob está certo” e que ele mesmo estima que exista “mais de 10% de chance da IA matar todos os humanos na próxima década”.</p><p>Aí o Dario Amodei, CEO da bagaça, publicou um textão dizendo que a indústria precisa <strong>desacelerar</strong> o ritmo com que melhora as capacidades dos modelos de inteligência artificial. Poucas horas depois, Elon Musk respondeu no X “Dario is right”, e Sam Altman concordou com a ideia de dar a avaliadores independentes acesso aos sistemas. Demis Hassabis, do Google DeepMind, entrou na fila do abraço logo depois. Um consenso tão bonito que quase dá vontade de aplaudir. Ou não.</p><p>Vamos olhar o currículo dos preocupados. O caso do Dario Amodei é o mais interessante, porque ele não caiu de paraquedas nessa discussão. O cara é PhD em biofísica, passou pelo Google Brain, foi vice-presidente de pesquisa da OpenAI e fundou a Anthropic, em 2021, justamente com a promessa de construir uma empresa de IA mais segura, interpretável e controlável. Ou seja: diferente de outros personagens dessa história, ele tem um histórico real de preocupação com <strong>segurança</strong>. O problema é que esse histórico hoje está sentado em cima de uma das empresas mais valiosas e estratégicas da corrida global por inteligência artificial. Quando a empresa criada para ser a consciência moral da IA vira uma das protagonistas comerciais da própria corrida, a pergunta deixa de ser se o Dario está preocupado. A pergunta passa a ser: preocupado como cientista, como CEO ou como os dois ao mesmo tempo?</p><p>Já o Musk é o sujeito que, no breve período em que o ego dele permitiu ficar hierarquicamente abaixo de outra pessoa, teve nas mãos a chance de fazer algo bacana e escolheu justamente destruir o que era bom. O desmonte da USAID, feito por ele, cancelou mais de 80% da verba do órgão dos EUA que realizava programas humanitários. Essa canetada cortou acesso básico à saúde de cerca de 95 milhões de pessoas — e um estudo publicado na Lancet projeta que os cortes podem causar 14 milhões de mortes adicionais até 2030, quase um terço delas de crianças com menos de 5 anos. Esse mesmo homem, que propõe substituir imigrante por robô, agora está comovido com o destino da espécie.</p><p>Sam Altman, por sua vez, fundou uma organização sem fins lucrativos criada explicitamente para proteger a humanidade de uma superinteligência maligna e, no meio do caminho, concluiu que a humanidade estaria mais segura se ele transformasse esse projeto hippie em uma das empresas privadas mais valiosas do mundo.</p><p>Pra ser justo, o pedido não é pra parar a IA. É para regular o ritmo, com avaliadores externos, padrões comuns entre democracias e pressão coordenada sobre países autoritários, num plano explicitamente desenhado para não sacrificar a vantagem comercial e a liderança americana em IA.</p><p>Tudo isso ganha contornos ainda mais dramáticos quando olhamos para a bolha que se desenha no setor: investimentos astronômicos que continuam jorrando sem que o retorno financeiro atual dos produtos sequer chegue perto de cobrir essa conta. </p><p>Do outro lado, a China respondeu chamando os alertas de alarmismo, o que faz total sentido quando quatro dos cinco modelos mais usados no mundo são chineses — empatando em qualidade, custando uma fração do preço e avançando a passos largos.</p><p>E tem outro ponto que eu sempre digo: dizer que a sua tecnologia é perigosa demais sozinha é a forma mais elegante que já se inventou para constatar que ela é poderosa demais para você não investir nela.</p><p>Não estou dizendo que o risco é invenção. Pode ser tudo verdade. O problema é que verdade e conveniência não são coisas mutuamente exclusivas. Quando o vendedor de fogo começa a falar de incêndio, o que interessa não é se ele está certo. É mais importante descobrir se ele também está vendendo extintor.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/pedro-cortella/2026-09-16/amodei--altman-e-musk-estao-preocupados-com-o-futuro-.html</link><dc:creator>Pedro Cortella</dc:creator><media:credit>Imagem gerada por IA </media:credit><author>Pedro Cortella</author><keywords>riscos, inteligência artificial, IA, Dario Amodei, Sam Altman, Elon Musk, Anthropic, OpenAI, Google DeepMind, segurança da IA, regulação da IA, tecnologia</keywords><internationalize>false</internationalize><section>67924aca1709546c04d9c315</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa9a8e419432cb35258b7fa</guid><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 22:25:55 +0000</pubDate><title>Ex-pesquisador da Google alerta: &quot;IA pode matar todos os humanos&quot;</title><description>Cientistas que atuaram na DeepMind e Anthropic dizem que desenvolvedores temem risco de aniquilação total da espécie nos próximos dez anos</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7q/89/yy/7q89yygbklbr7u306se20hejw.jpg"><figcaption>Alerta IA <span class="copyright">Imagem gerada por IA </span></figcaption></figure><p>Bilal Chughtai, ex-engenheiro de pesquisa do <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/oscar-filho/2026-09-14/openai--google--anthropic-e-musk-pedem-freio-so-nao-querem-pisar.html">Google DeepMind</a>, alertou em uma publicação na rede social X, que a inteligência artificial poderia <strong>"matar todos os humanos"</strong> e que o tempo para evitar isso está se <strong>esgotando</strong>.</p><p>O comentário feito nessa segunda (14), ocorre dias após Jacob Coxon ter deixado o cargo. Segundo ele, "as pessoas que <strong>desenvolvem IA</strong> acreditam sinceramente que ela pode nos <strong>matar até o final da década</strong>".</p><p>O cientista Evan Hubinger, também da Anthropic, concordou com Coxon, estimando haver uma probabilidade <strong>superior a 10%</strong> de a <strong>IA aniquilar toda espécie humana</strong> nos <strong>próximos 10 anos.</strong> </p><p>Com o aumento das tensões, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, pediu, no fim de semana, para que o desenvolvimento da IA avançada desacelerasse. A iniciativa teve apoio de Elon Musk, da SpaceXAI, e Sam Altman, CEO da OpenAI.</p><p>Chughtai acrescentou que "para evitar essa<strong> corrida frenética</strong> entre as empresas de IA" seria necessária uma <strong>coordenação</strong> entre elas.</p><p>No entanto, o presidente Donald Trump <strong>rebateu </strong>os alertas, dizendo que o apelo da indústria de IA por regulamentação é uma <strong>"farsa"</strong>.</p><p><em>*Estagiária sob supervisão</em></p><p></p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-09-15/ex-pesquisador-da-google-alerta---ia-pode-matar-todos-os-humanos-.html</link><dc:creator>Mariana Geraidine Araújo</dc:creator><media:credit>Imagem gerada por IA </media:credit><author>Mariana Geraidine Araújo</author><keywords>tecnologia, inteligência artificial, IA, Google DeepMind, Anthropic, OpenAI</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa9966c8d7bc07a2801d493</guid><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 19:03:09 +0000</pubDate><title>WhatsApp testa até três contas no mesmo iPhone</title><description>Recurso ainda em desenvolvimento permitirá alternar entre perfis independentes, com histórico, notificações e configurações separados no aplicativo</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/db/68/p4/db68p4tvviuas40sgsqbckmej.jpg"><figcaption>WhatsApp<span class="copyright">Brett Jordan/Unsplash </span></figcaption></figure><p>O <strong>WhatsApp</strong> prepara uma novidade para quem precisa usar mais de uma conta no mesmo celular. O aplicativo desenvolve uma função que permite gerenciar até três contas do <strong>WhatsApp</strong> em um único aparelho.</p><p>O recurso foi encontrado no<strong> WhatsApp Beta para iOS 26.37.10.15</strong> e amplia um limite que atualmente permite manter duas contas no mesmo aplicativo. A novidade pode ser útil principalmente para quem precisa separar diferentes usos do mensageiro, como conversas pessoais e de trabalho.</p><h2>Como vai funcionar o WhatsApp com três contas?</h2><p>A alternância entre as contas continuará sendo feita pela área de Configurações. Ao tocar no nome de usuário exibido no topo da tela, o <strong>WhatsApp</strong> abrirá a bandeja com as contas conectadas.</p><p>Com a nova função, essa área poderá exibir até três perfis. Para trocar de conta, o usuário deverá apenas selecionar o perfil desejado.</p><p>A lógica será semelhante à que já existe para quem utiliza duas contas no mesmo aplicativo. A diferença é que o <strong>WhatsApp</strong> passará a permitir um terceiro perfil no mesmo celular.</p><h2>As três contas do WhatsApp ficarão separadas</h2><p>Apesar de reunidas no mesmo aplicativo, as contas vão continuar a funcionar de maneira independente.</p><p>Cada perfil terá seu próprio histórico de conversas, notificações, preferências de privacidade, backup e mídia. Dessa forma, o conteúdo de uma conta não se mistura com o de outra.</p><p>As notificações também indicarão a qual conta pertence cada mensagem recebida. Isso ajuda o usuário a identificar rapidamente qual perfil recebeu uma nova conversa sem precisar abrir o<strong> WhatsApp</strong> para conferir.</p><h2>Para quem pode ser útil?</h2><p>O recurso atende a um público mais específico. Se o uso de duas contas já é voltado principalmente a pessoas que precisam separar diferentes atividades, uma terceira conta torna a função ainda mais direcionada.</p><p>A possibilidade pode facilitar a rotina de quem mantém diferentes perfis no <strong>WhatsApp</strong> e precisa alternar entre eles sem recorrer a outro celular. O próprio material que revelou a função classifica o uso de três contas como algo mais de nicho.</p><h2>Quando será possível usar três contas no WhatsApp?</h2><p>Por enquanto, a função ainda não está disponível para o público. Não há previsão de lançamento do suporte para três contas do <strong>WhatsApp</strong>. </p><p>Além disso, o recurso ainda não pode ser acessado nem mesmo pelos testadores da versão beta, o que indica que a chegada para os usuários em geral ainda pode levar algum tempo.</p><p class="    ">A novidade foi identificada em uma versão de testes do <strong>WhatsApp</strong> para <strong>iPhone</strong> pelo site especializado <strong>WABetaInfo</strong>, que acompanha recursos em desenvolvimento no aplicativo.</p><p class="   ">Por enquanto, portanto, quem já utiliza duas contas do <strong>WhatsApp</strong> no mesmo celular continuará com esse limite. A terceira conta só poderá ser adicionada quando a Meta disponibilizar oficialmente o novo recurso.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-09-15/whatsapp-testa-ate-tres-contas-no-mesmo-iphone.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Brett Jordan/Unsplash </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>Novidade, WhatsApp, tecnologia, comunicação, iphone, Beta</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa9857419432cb35258b7be</guid><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 17:50:46 +0000</pubDate><title>Xiaomi lança dobrável que chega antes da Apple — e custa menos</title><description>Modelo 18 Fold aposta em formato semelhante ao novo dobrável da Apple, mas se diferencia por câmeras, bateria e preço mais baixo</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/78/40/1g/78401gr783acd6x9nhkmt37rj.jpg"><figcaption>Xiaomi 18 Fold aposta em formato “passaporte”, câmera Leica de 200 MP e bateria de 6.000 mAh para disputar espaço entre os dobráveis<span class="copyright">Foto: Divulgação </span></figcaption></figure><p>A disputa pelos <strong>celulares dobráveis</strong> ganhou um capítulo curioso em setembro. Antes mesmo de a <strong>Apple</strong> apresentar oficialmente seu novo aparelho, a <strong>Xiaomi</strong> colocou nas lojas o<strong> Xiaomi 18 Fold</strong>. O modelo foi anunciado na <strong>China,</strong> em 7 de setembro, dois dias antes do evento da <strong>Apple</strong>, e chegou ao mercado com uma proposta clara: competir no formato de dobráveis "tipo passaporte", com ficha técnica agressiva e preço mais baixo.</p><p>O aparelho combina duas telas, corpo fino, câmeras desenvolvidas em parceria com a Leica e bateria de 6.000 mAh. O lançamento chama atenção porque coloca a <strong>Xiaomi</strong> no centro de uma disputa que, até pouco tempo, parecia dividida principalmente entre <strong>Samsung</strong> e <strong>Huawei</strong>.</p><p>Há ainda um detalhe que chama atenção: o desenho do <strong>Xiaomi 18 Fold</strong> é bastante parecido com o do novo dobrável da <strong>Apple</strong>.</p><h2>O que muda entre Xiaomi e Apple</h2><p>Os dois aparelhos seguem a mesma lógica de dobrável em formato de livro. Fechado, o smartphone fica compacto. Aberto, funciona como um <strong>mini tablet</strong>.</p><p>Apesar do formato parecido, eles seguem caminhos diferentes em vários pontos. </p><p><strong>Câmeras</strong>: aqui está uma das diferenças mais interessantes. O <strong>Xiaomi 18 Fold</strong> traz um conjunto traseiro com três câmeras Leica: principal de 200 MP, telefoto de 50 MP com zoom óptico de 3,5x e ultra-angular de 50 MP. O<strong> iPhone Duo</strong> também conta com quatro câmeras no conjunto, mas não possui uma teleobjetiva dedicada. Na prática, o Xiaomi leva vantagem quando o assunto é zoom óptico e resolução do sensor principal.</p><p><strong>Bateria</strong>: o <strong>Xiaomi</strong> também aposta alto na autonomia, com 6.000 mAh e carregamento rápido de até 67W, enquanto o<strong> iPhone Duo</strong> utiliza uma bateria menor e aposta no ecossistema de carregamento da <strong>Apple</strong>, incluindo MagSafe.</p><p><strong>Peso e espessura</strong>: o <strong>Xiaomi 18 Fold pesa 219 gramas</strong> e tem apenas 5,02 mm de espessura quando aberto. O <strong>iPhone Duo chega a cerca de 254 gramas</strong> e 5,2 mm de espessura aberto. A diferença de peso passa de 30 gramas.</p><p><strong>Tela</strong>: os dois têm painel interno de aproximadamente 7,6 polegadas e taxa de atualização de até 120 Hz. A <strong>Xiaomi</strong>, porém, declara brilho de até 4.000 nits em sua tela interna, enquanto o<strong> iPhone Duo</strong> tem como destaque a resolução e a densidade de pixels superiores.</p><p><strong>Resistência</strong>: o cenário se inverte nesse ponto. O <strong>Xiaomi 18 Fold</strong> tem certificação IP59, enquanto o <strong>iPhone Duo</strong> chega com IP68, uma proteção mais conhecida no ecossistema <strong>Apple</strong> contra água e poeira.</p><p><strong>Processador</strong>: a <strong>Xiaomi</strong> usa o XRING O3, fabricado em 3 nanômetros, enquanto a <strong>Apple</strong> aposta no A20 Pro, produzido em processo de 2 nanômetros. Os dois representam o esforço das fabricantes para levar mais processamento de inteligência artificial e desempenho a um formato que exige mais eficiência energética.</p><p><strong>Sistema</strong>: talvez esteja aqui a diferença mais importante para quem já está dentro de um ecossistema. O <strong>Xiaomi</strong> roda Android 17 com HyperOS 4, enquanto o<strong> iPhone Duo</strong> usa iOS 27. A escolha, portanto, não envolve apenas especificações: também passa pelos aplicativos, serviços, acessórios e dispositivos que o consumidor já utiliza.</p><p>No fim, os dois dobráveis têm uma proposta semelhante, mas prioridades diferentes. A <strong>Xiaomi</strong> coloca na mesa mais bateria, uma câmera principal de altíssima resolução, teleobjetiva dedicada, menor peso e preço muito mais baixo. A <strong>Apple</strong> aposta no ecossistema, no software e na integração com seus outros produtos.</p><p>É justamente essa diferença que torna a comparação interessante: pela primeira vez, o consumidor pode olhar para dois dobráveis com formato bastante parecido e encontrar propostas claramente distintas.</p><h2><span>Quanto custa</span></h2><p>O preço é um dos pontos que mais chama atenção na comparação entre os dois dobráveis.</p><p>O <strong>iPhone Duo chega ao Brasil por R$ 21.999</strong> na versão de entrada. Já o <strong>Xiaomi 18 Fold começa em 10.999 yuan, cerca de R$ 8,4 mil</strong> em conversão direta.</p><p>A diferença é de aproximadamente R$ 13.600. Ao considerar apenas a conversão dos preços, o <strong>Xiaomi</strong> custa menos da metade do valor cobrado pelo dobrável da <strong>Apple no Brasil</strong>.</p><p>No caso do Xiaomi, a configuração inicial tem 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento. O modelo de 12 GB + 512 GB custa 11.999 yuan, enquanto a versão com 16 GB de RAM e 512 GB chega a 12.999 yuan. Já a configuração com 16 GB de RAM e 1 TB custa 14.999 yuan, cerca de <strong>R$ 11,4 mil na conversão direta.</strong></p><p>Vale destacar que os valores do <strong>Xiaomi</strong> são preços praticados na <strong>China</strong> convertidos diretamente para reais. Eles não incluem impostos, taxas de importação ou eventuais custos de distribuição. Portanto, não representam o preço que o aparelho teria caso fosse vendido oficialmente no Brasil.</p><h2>Disputa está só começando</h2><p>O momento do lançamento é tão relevante quanto o aparelho em si. A <strong>Xiaomi</strong> apresentou seu dobrável dois dias antes do evento em que a Apple mostrou seu próprio modelo. Isso coloca a fabricante chinesa numa posição estratégica num mercado em que o design dos dobráveis começa a convergir para um mesmo formato.</p><p>A <strong>Samsung</strong> e <strong>Huawei</strong> já exploram esse formato há mais tempo, com o <strong>Galaxy Z Fold 8</strong> e o <strong>Pura X View.</strong></p><p></p><p>Mais do que uma disputa por especificações técnicas, o que está em jogo é quem vai convencer o consumidor de que o dobrável deixou de ser um produto experimental.</p><p>E, desta vez, porém, a Xiaomi não esperou a Apple mostrar o caminho: lançou o aparelho antes, no mesmo formato e por um preço mais baixo.</p><p>Para o mercado de smartphones, o episódio reforça uma tendência que já vinha se desenhando: os dobráveis deixam de ser um nicho e passam a ocupar um espaço cada vez maior na disputa entre as grandes fabricantes.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-09-15/xiaomi-lanca-dobravel-que-chega-antes-da-apple--e-custa-menos.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Divulgação </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>SMARTPHONES, Xiaomi, Apple, aparelhos dobráveis, 18 Fold, tecnologia, Iphone 18</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa84e1e455487637121712e</guid><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 19:58:50 +0000</pubDate><title>China reforça regras para evitar perda de controle da IA</title><description>Pequim passou a incluir explicitamente cenários de perda de controle sobre sistemas de inteligência artificial e visa fortalecer normas de segurança</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7y/ax/1n/7yax1noxob7sugv2d5qvze9kk.jpg"><figcaption>Inteligência artificial<span class="copyright">Aerps.com/Unsplash </span></figcaption></figure><p>Alertas feitos por pesquisadores da empresa americana de inteligência artificial (IA) Anthropic sobre a possibilidade de modelos avançados escaparem ao controle humano e, em cenários extremos, representarem uma ameaça à própria humanidade ganharam destaque na China, onde formuladores de políticas públicas vêm se preparando para lidar com riscos semelhantes.</p><p>Apesar da corrida para desenvolver sistemas cada vez mais poderosos, marcos regulatórios e declarações oficiais de Pequim mostram que as autoridades chinesas consideram suficientemente séria a possibilidade de a IA avançada escapar à supervisão humana para incorporá-la aos seus planejamentos de segurança.</p><h3>Reguladores destacam risco de perda de controle</h3><p>A China passou a mencionar explicitamente cenários de perda de controle sobre sistemas de inteligência artificial em uma estrutura de segurança divulgada em setembro de 2024 sob orientação da Administração do Ciberespaço da China (CAC).</p><p>O documento afirmava que não poderia ser descartada a possibilidade de futuros sistemas de IA obterem recursos externos de forma autônoma, desenvolverem autoconsciência e buscarem fontes externas de poder, criando riscos de competição com seres humanos.</p><p>Em setembro de 2025, a CAC divulgou uma versão ampliada da estrutura regulatória. O novo texto tornou o cenário mais específico, afirmando que a IA poderia passar por um salto repentino de capacidade antes de adquirir recursos, se replicar e buscar o poder. O documento também incorporou o princípio de "aplicação confiável" e da prevenção da perda de controle.</p><p>Posteriormente, uma interpretação técnica publicada no site do regulador afirmou que a nova diretriz busca reduzir riscos de perda de controle que possam ameaçar a sobrevivência e o desenvolvimento da humanidade, mencionando inclusive a possibilidade de uma IA "sair do controle".</p><h3>Xi defende supervisão humana permanente</h3><p>A preocupação também passou a aparecer nas mais altas instâncias políticas chinesas.</p><p>Durante aConferência Mundial de Inteligência Artificial realizada em julho, em Xangai, o presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que as autoridades devem monitorar atentamente tanto os riscos inerentes à tecnologia quanto os seus efeitos indiretos.</p><p>Segundo Xi, a inteligência artificial deve permanecer "sempre sob controle humano".</p><p>O principal diplomata chinês para assuntos de IA, Sun Xiaobo, afirmou em reunião das Nações Unidas no mês passado que o país está acelerando estudos sobre uma legislação mais ampla para a inteligência artificial.</p><p>Já o vice-representante permanente da China na ONU, Sun Lei, pediu neste mês que os governos abordem com cautela o uso militar da IA para evitar erros de cálculo estratégicos e uma corrida armamentista.</p><p>As discussões ganham peso em um momento em que Xi Jinping deve se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington ainda neste mês. A governança e a segurança da inteligência artificial estão entre os temas previstos para a agenda bilateral.</p><p>Enquanto autoridades chinesas enfatizam riscos ligados à segurança nacional, à espionagem e à proteção de infraestrutura crítica, o debate nos Estados Unidos tem sido marcado também por preocupações com cenários de perda de controle e riscos existenciais associados a sistemas superinteligentes. O presidente-executivo da Anthropic, Dario Amodei, já alertou para a velocidade que classificou como "imprudente" do avanço da tecnologia. O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, afirmou concordar com essa avaliação.</p><h3>Pequim cria regras específicas para agentes de IA</h3><p>A China também começou a transformar esses princípios em exigências regulatórias voltadas aos chamados agentes de IA, sistemas capazes de atuar com maior autonomia e realizar tarefas mais complexas do que chatbots convencionais.</p><p>Em maio, o regulador chinês do ciberespaço publicou diretrizes conjuntas específicas para esse tipo de tecnologia.</p><p>As normas exigem que desenvolvedores ampliem sua capacidade de identificar, interromper, bloquear e corrigir comportamentos inadequados dos agentes.</p><p>As orientações apontam como riscos relevantes o envenenamento de dados, a manipulação de algoritmos, vulnerabilidades de sistemas e a chamada "perda operacional de controle". O texto também determina que os usuários mantenham a autoridade final sobre decisões tomadas autonomamente pelos sistemas.</p><p>Embora a China não tenha adotado propostas como a presença de monitores independentes dentro de empresas de IA, modelo defendido por pesquisadores da Anthropic, suas normas permitem a contratação de avaliações externas de segurança e preveem auditorias realizadas por entidades independentes e pesquisadores especializados.</p><h3>Concorrência com os EUA na mira</h3><p>Em artigo publicado no domingo em um veículo governamental, o ministro da Segurança do Estado da China, Chen Yixin, afirmou que modelos avançados desenvolvidos nos Estados Unidos podem representar riscos à infraestrutura crítica de informação do país e defendeu o fortalecimento da segurança em inteligência artificial.</p><p>Chen também alertou que "forças hostis" estariam usando ferramentas de IA generativa para fabricar rumores políticos e disseminar informações prejudiciais à China. Segundo ele, esses grupos promovem "guerras de opinião pública" e "guerras cognitivas" que ameaçam a segurança política, institucional e ideológica do país.</p><p>O ministro afirmou ainda que a inteligência artificial se tornou "o principal campo de batalha da competição tecnológica global e uma nova arena da rivalidade estratégica entre grandes potências". Segundo ele, serviços de inteligência estrangeiros utilizam tecnologias como rastreamento automatizado de dados, mineração de informações e análise de perfis para coletar dados sensíveis, segredos comerciais e informações pessoais.</p><p>gq/md (Reuters, AFP, DPA)</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-09-14/china-reforca-regras-para-evitar-perda-de-controle-da-ia.html</link><dc:creator>Deutsche Welle</dc:creator><media:credit>Aerps.com/Unsplash </media:credit><author>Deutsche Welle</author><keywords>Economia</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa83a014554876371217120</guid><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 18:39:23 +0000</pubDate><title>Golpe usa falso app do Mercado Livre para invadir celulares</title><description>Fraude simula serviço de logística da plataforma e pode dar a criminosos acesso remoto ao aparelho para roubar senhas, cartões e códigos</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/93/5a/m4/935am4a0cghohrg4bs7coq517.jpg"><figcaption>Golpistas usam falso aplicativo do Mercado Livre para tentar obter acesso remoto a celulares e roubar dados das vítimas<span class="copyright">MERCADO LIVRE/REPRODUÇÃO </span></figcaption></figure><p>Um falso aplicativo que usa o nome do<strong> Mercado Livre</strong> é usado por criminosos para tentar invadir celulares <strong>Android</strong> e roubar dados pessoais. A fraude foi identificada pela <strong>empresa de segurança digital ESET</strong> e confirmada pelo G1, que teve acesso aos links utilizados no golpe e testou o aplicativo.</p><p>A estratégia é simples e perigosa: o usuário encontra uma página que imita um serviço da plataforma, é atraído por promessas de pontos, descontos, cashback e Pix e recebe um convite para baixar um arquivo fora das lojas oficiais de aplicativos.</p><p>O problema começa justamente aí.</p><h2>Golpe usa serviço real para parecer legítimo</h2><p>O golpe explora o nome do <strong>Mercado Livre Coleta</strong>, serviço de logística voltado aos vendedores que utilizam a plataforma. Por meio dele, o <strong>Mercado Livre</strong> realiza a retirada de produtos nos endereços dos lojistas para posterior entrega aos compradores.</p><p>Porém, o <strong>Mercado Livre</strong> não oferece um aplicativo exclusivo para esse serviço. O programa apresentado pelos criminosos, portanto, não é oficial.</p><p>A página falsa tenta reproduzir a identidade da empresa e apresenta uma oferta aparentemente vantajosa. O usuário é convidado a acumular pontos e trocá-los por benefícios como viagens, descontos, cashback ou até dinheiro via Pix.</p><p>Logo abaixo aparece o botão <strong>"Baixar APK"</strong>. É nesse arquivo que está o perigo.</p><p><strong>APK</strong> é o formato utilizado pelo <strong>Android</strong> para distribuir e instalar aplicativos. Embora seja possível instalar programas fora da <strong>Google Play Store</strong>, o procedimento exige atenção redobrada quando o arquivo vem de uma fonte desconhecida.</p><p>Neste caso, o site utilizado pelos criminosos também apresenta outro indício de fraude: o endereço termina em <strong>"pages.dev"</strong>.</p><h2>O aplicativo pode assumir o controle do celular</h2><p>Segundo a ESET, o arquivo malicioso não se limita a instalar um aplicativo falso no aparelho. Ele tenta obter permissões capazes de ampliar significativamente o controle sobre o smartphone.</p><p>Em um teste realizado pelo G1, o próprio<strong> Android</strong> exibiu um alerta de que o arquivo poderia ser nocivo. Ainda assim, o sistema permitiu que a instalação prosseguisse.</p><p>Depois da instalação, o aplicativo solicita acesso a uma <strong>VPN</strong> externa.</p><p>De acordo com a ESET, essa permissão pode fazer com que o aparelho da vítima se conecte à mesma rede dos criminosos, o que cria condições para acesso remoto ao dispositivo.</p><p>O aplicativo também pede permissões para gravar a tela, capturar o que é digitado no teclado e acessar a câmera.</p><p>Na prática, isso pode transformar o celular em uma fonte de informações para os golpistas.</p><p>Entre os dados que podem ficar expostos estão:</p><p>* senhas de contas; * números de cartões de crédito; * códigos de autenticação recebidos por SMS; * mensagens; * informações digitadas no aparelho. </p><h2>Especialista alerta para permissões suspeitas</h2><p><strong>Jonathan Ramos, pesquisador de segurança da ESET Brasil</strong>, chama atenção justamente para esse comportamento. Segundo o especialista, permissões relacionadas a VPN, acessibilidade e controle remoto devem ser tratadas como sinais de alerta quando solicitadas por aplicativos desconhecidos.</p><p>A preocupação não está apenas no aplicativo parecer falso. Está no que ele pode fazer depois que recebe autorização do usuário.</p><p>Esse é um ponto importante dos golpes digitais atuais: muitas vezes, o criminoso não precisa quebrar uma barreira de segurança do celular. Basta convencer a própria vítima a conceder acesso.</p><h2>Como identificar o golpe</h2><p>Um dos principais cuidados é verificar o endereço do site antes de baixar qualquer aplicativo.</p><p>O fato de uma página ter aparência profissional, logotipo conhecido ou prometer uma vantagem não significa que ela pertença à empresa que aparece na tela.</p><p>A recomendação é conferir se a URL corresponde ao domínio oficial da companhia e observar possíveis alterações, caracteres estranhos ou endereços que não tenham relação evidente com a empresa.</p><p>Também vale desconfiar de páginas com erros de português, imagens de baixa qualidade, informações inconsistentes ou elementos que não funcionam como deveriam.</p><p>Outro cuidado essencial é evitar a instalação de APKs recebidos por links, mensagens ou sites desconhecidos. A orientação é dar preferência às lojas oficiais, como a <strong>Google Play Store, no Android, e a App Store, no iPhone</strong>.</p><p>Ofertas que prometem dinheiro fácil, cashback elevado, pontos ou benefícios muito acima do normal também merecem desconfiança.</p><h2>Baixou o aplicativo? Veja o que fazer</h2><p>Quem instalou o aplicativo falso deve agir rapidamente. A orientação da ESET é ativar o modo avião e desligar as conexões Wi-Fi e de rede móvel. A medida pode interromper a comunicação do programa com os criminosos.</p><p>Em seguida, o usuário deve tentar desinstalar o aplicativo. Caso não consiga removê-lo, a recomendação é restaurar o celular para as configurações de fábrica. O procedimento apaga os dados armazenados no aparelho, por isso é importante manter um backup atualizado.</p><p>Também é necessário trocar as senhas de contas importantes, principalmente de bancos, e-mail e redes sociais.</p><p>A ESET recomenda ainda entrar em contato com as instituições financeiras para acompanhar possíveis movimentações suspeitas e ativar a autenticação em duas etapas nas contas que oferecem esse recurso.</p><p>Se houve prejuízo financeiro ou uma transferência via Pix decorrente do golpe, o usuário deve procurar o banco o mais rápido possível e verificar as medidas disponíveis para contestação da operação.</p><h2>O que diz o Mercado Livre</h2><p>O <strong>Mercado Livre</strong> informou que tomou conhecimento da fraude e acionou suas equipes para analisar o conteúdo e solicitar a derrubada da URL maliciosa.</p><p class="   ">A empresa afirmou que a ação é uma tentativa de fraude externa ao seu ecossistema e reforçou que não possui aplicativo ou site exclusivo para o serviço <strong>Mercado Livre Coleta</strong>.</p><p class="  ">A companhia também declarou que não envia links para download de aplicativos fora das lojas oficiais, como <strong>Google Play e App Store.</strong></p><p>O caso mostra como golpes digitais estão cada vez mais interessados em uma peça específica da segurança: a confiança do usuário.</p><p>Em vez de explorar apenas uma falha técnica, o criminoso usa uma marca conhecida, cria uma oferta atraente e conduz a vítima até o momento em que ela própria concede permissões ao aplicativo.</p><p>Por isso, no celular, o botão "baixar" pode ser apenas o começo do problema.</p><p> </p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-09-14/golpe-usa-falso-app-do-mercado-livre-para-invadir-celulares.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>MERCADO LIVRE/REPRODUÇÃO </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>SEGURANÇA DIGITAL, Mercado Livre, tecnologia, aplicativo, golpe, android</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa6fc28590a4534409daf3c</guid><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 10:00:00 +0000</pubDate><title>Conheça o truque que faz qualquer celular carregar rapidamente</title><description>Alguns ajustes simples nas configurações ajudam a evitar longos períodos com o celular preso à tomada; saiba como carregar até 25% mais rápido</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/d6/pf/wf/d6pfwfxvuyr0gnt5gjhx1wwre.jpg"><figcaption>Alguns métodos diminuem o tempo de carregamento do aparelho celular em até 25%<span class="copyright">Imagem gerada por IA - iG </span></figcaption></figure><p>A pressa para o <strong>carregamento completo do celular</strong> costuma fazer muita gente procurar um “carregador turbo”, mas parte da <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-07-21/o-que-significa-a-sigla-h--no-canto-superior-do-celular-.html">velocidade</a> da fonte de energia pode estar sendo perdida dentro do próprio telefone. O uso da rede móvel, de um brilho alto, de aplicativos ativos em segundo plano e até o <strong>calor gerado</strong> continuam <strong>consumindo energia</strong> mesmo quando o aparelho está <strong>conectado à tomada.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/5j/t8/gy/5jt8gyf3o6kexg542im0vlxrl.jpg"><figcaption>Alguns métodos diminuem o tempo de carregamento do aparelho celular em até 25%<span class="copyright">Imagem gerada por IA - iG </span></figcaption></figure><p>O primeiro ajuste que <strong>aumenta</strong> a velocidade de carregamento pode ser feito no menu de <strong>configurações da bateria.</strong> No Android, ative a <strong>Economia de Energia</strong> do seu aparelho, recurso que restringe dados em segundo plano, diminui o brilho da tela e permite limitar os aplicativos e o <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-07-22/rede-movel-fraca--saiba-como-resolver-o-h--e-melhorar-conexao.html">processamento</a> do sistema. Nos aparelhos com iOS, o <strong>Modo Pouca Energia</strong> também reduz o brilho e suspende tarefas como a atualização de apps em <strong>segundo plano.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/f1/cm/eo/f1cmeo9zacm2zlzqz2vozgjai.jpg"><figcaption>Alguns métodos diminuem o tempo de carregamento do aparelho celular em até 25%<span class="copyright">Imagem gerada por IA - iG </span></figcaption></figure><p>Tal <strong>configuração</strong> agiliza vários ajustes de uma só vez, já que em vez de entrar e fechar tudo <strong>manualmente,</strong> o <strong>próprio sistema controla</strong> as atividades secundárias do <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-07-28/o-que-significa-a-letra-g-no-canto-superior-do-celular-.html">processador. </a>Encerrar os programas de maneira direta só é útil quando algum deles está <strong>realmente em uso</strong> ou apresenta <strong>consumo acima da média.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/12/5h/ko/125hko82mjnvtk52s6vsn5njs.jpg"><figcaption>Modo Avião<span class="copyright">Reprodução/X </span></figcaption></figure><p>Outro truque que aumenta a velocidade do carregamento é a <strong>ativação</strong> do chamado <a href="https://turismo.ig.com.br/colunas/vitor-vianna/2026-01-18/modo-aviao--ele-realmente-interfere-no-aviao-ou-e-so-regra-boba-.html">Modo Avião.</a> O aparelho deixa de manter <strong>conexão</strong> com a <strong>operadora</strong> e de <strong>procurar sinal,</strong> permanecendo quase em <strong>inatividade total.</strong> O recurso, no entanto, não permite o recebimento de<strong> ligações telefônicas,</strong> limitando o uso do celular. Já o <strong>Wi-Fi</strong> pode ser <strong>reativado separadamente</strong> caso seja necessário continuar recebendo mensagens via internet.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/43/id/5p/43id5pjgw45i62o83kjo5tt4l.jpg"><figcaption>Modo Avião<span class="copyright">Reprodução Unsplash/Sten Ritterfeld </span></figcaption></figure><p>Segundo especialistas em diferentes <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-07-24/o-que-significa-a-letra-e-no-canto-superior-do-celular-.html">sistemas</a> do dispositivo móvel, o simples acionamento do Modo Avião pode <strong>diminuir o tempo de carregamento total em até 25%.</strong> Ademais, a tela é uma das partes que mais gastam <strong>bateria</strong> quando o celular está em uso, fazendo com que a inatividade seja uma <strong>aliada do carregamento célere.</strong></p><h2><strong>Deixar o aparelho inativo é fundamental</strong></h2><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/bs/im/ke/bsimket0zg20w7fupg0l5cj9t.jpg"><figcaption>Alguns métodos diminuem o tempo de carregamento do aparelho celular em até 25%<span class="copyright">Imagem gerada por IA - iG </span></figcaption></figure><p></p><p>O <strong>processamento</strong> de jogos, vídeos, da câmera e da navegação por GPS não ajuda na rapidez da <strong>recarga.</strong> Na verdade, tais <strong>funcionalidades</strong> <strong>consomem energia</strong> enquanto o carregador tenta repor a bateria e ainda <strong>aumentam a temperatura</strong> do telefone.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/dn/8f/ij/dn8fijo1cfvr2ohqtclsk6d4c.jpg"><figcaption>Celular <span class="copyright">Imagem gerada por IA - iG </span></figcaption></figure><p>A <strong>Apple,</strong> fabricante dos iPhones, orienta evitar os aplicativos que exijam muito do <strong>processador</strong> ou da <strong>parte gráfica</strong> durante a recarga. A empresa de tecnologia também alerta que vídeos em alta qualidade com <strong>brilho máximo</strong> podem <strong>reduzir</strong> a velocidade de carregamento.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/03/z9/55/03z955hip6892ftxks0ew6zl5.jpg"><figcaption>Alguns métodos diminuem o tempo de carregamento do aparelho celular em até 25%<span class="copyright">Imagem gerada por IA - iG </span></figcaption></figure><p>Por fim, quem utiliza o <strong>carregamento por indução</strong> também pode trocar temporariamente pelo <strong>cabo.</strong> Dentro das empresas fabricantes de aparelhos celulares, é <strong>consenso</strong> que a <strong>transferência sem fio perde mais energia</strong> e aquece mais que a conexão física, provocando <strong>lentidão.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/38/rp/uf/38rpufuvdh67bykbou8tuy0ho.jpg"><figcaption>Alguns métodos diminuem o tempo de carregamento do aparelho celular em até 25%<span class="copyright">Imagem gerada por IA - iG </span></figcaption></figure><p>Ademais, caso o seu aparelho <strong>esquente,</strong> coloque-o em um lugar mais <strong>fresco.</strong> A depender da <strong>temperatura do dispositivo,</strong> o sistema operacional pode <strong>diminuir a potência</strong> de carregamento e até <strong>interromper a recarga</strong> esperando a bateria esfriar.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-09-14/como-fazer-o-telefone-celular-carregar-mais-rapidamente.html</link><dc:creator>Caio Resende</dc:creator><media:credit>Imagem gerada por IA - iG </media:credit><author>Caio Resende</author><keywords>dica para carregar o celular, truque para carregar o celular, truque, dica, carregar celular, carregamento lento, carregamento do celular, tecnologia, celular carregando</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa460619432d7cc539682d2</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 20:11:15 +0000</pubDate><title>Capinha do iPhone dobrável custa mais que celular novo</title><description>Acessório oficial do iPhone Duo chega a R$ 1.299 no Brasil; valor supera o preço de smartphones de entrada e chama atenção até em relação a Samsung</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/0e/m5/lr/0em5lrpiyf7p1r9ctixgr9thy.jpg"><figcaption>A nova capa oficial do iPhone Duo combina proteção, ímãs e, na versão mais cara, suporte integrado para apoiar o celular em diferentes ângulos<span class="copyright">Foto: Divulgação </span></figcaption></figure><p>O primeiro<strong> iPhone dobrável da Apple</strong> chegou ao <strong>Brasil</strong> cercado de números impressionantes. O aparelho custa até<strong> R$ 30.999</strong>, tem tela interna de <strong>7,6 polegadas</strong> e inaugura uma nova categoria para a empresa. Mas não é apenas o preço do celular que chama atenção: uma das <strong>capinhas oficiais do iPhone Duo custa R$ 1.299</strong>.</p><p>O valor foi divulgado pela <strong>Apple</strong> após o lançamento do aparelho na quarta-feira (9). A opção mais barata custa <strong>R$ 829</strong> — quantia que, no <strong>mercado brasileiro</strong>, já é suficiente para encontrar <strong>smartphones</strong> novos de entrada.</p><p>A diferença fica ainda mais curiosa quando o acessório é comparado com outros produtos da própria categoria de celulares dobráveis.</p><h2>Duas capinhas, dois preços</h2><p>A <strong>Apple</strong> oferece duas opções oficiais para proteger o <strong>iPhone Duo</strong>.</p><p>A mais acessível é a<strong> Capa para iPhone Duo</strong>, vendida por <strong>R$ 829</strong>. O modelo utiliza policarbonato com acabamento fosco, tem duas partes para proteger o aparelho e conta com ímãs para alinhamento. A estrutura também mantém a compatibilidade com carregamento sem fio.</p><p>Já a<strong> iPhone Duo Folio</strong> com suporte custa<strong> R$ 1.299</strong>. Fabricada em TechWoven, tecido técnico da <strong>Apple</strong>, ela incorpora um suporte que permite deixar o aparelho aberto em diferentes ângulos.</p><p>A proposta é facilitar atividades como assistir a vídeos, fazer chamadas pelo FaceTime ou ler conteúdos com o celular apoiado sobre uma superfície.</p><h2>Capa custa mais que alguns celulares</h2><p>O próprio <strong>iPhone Duo</strong> já pertence a uma faixa de preço restrita. O modelo começa em <strong>R$ 21.999</strong>, com 256 GB, chega a <strong>R$ 23.499</strong> na versão de 512 GB e alcança <strong>R$ 30.999</strong> com 2 TB de armazenamento.</p><p>Nesse cenário, pagar<strong> R$ 1.299</strong> apenas pela proteção do aparelho cria um contraste inevitável.</p><p>O valor da Folio equivale a uma parcela significativa do preço de smartphones completos de entrada. A capa de R$ 829 também ultrapassa o que muitos consumidores brasileiros costumam considerar um orçamento para comprar um celular novo.</p><p>Não é exatamente uma novidade para a<strong> Apple</strong>. A empresa tem histórico de acessórios com preços que provocam reações nas redes e no mercado.</p><p>O Estadão TecMundo lembra, por exemplo, do pano de polimento da companhia, que chegou à loja brasileira por R$ 79. Outro caso emblemático foi o kit de rodinhas para o <strong>Mac Pro</strong>, vendido por R$ 6.999 no Brasil em 2020.</p><h2>E como fica diante da Samsung?</h2><p>A comparação com a <strong>Samsung</strong> torna o preço ainda mais chamativo.</p><p>As capas oficiais para o <strong>Galaxy Z Fold8</strong> custam R$ 449 na versão Silicone Magnética e R$ 549 na Carbono Magnética.</p><p>Mesmo a opção mais cara da <strong>Samsung</strong> fica R$ 750 abaixo da<strong> iPhone Duo Folio da Apple</strong>.</p><p>A comparação, claro, não é perfeita. A capa da <strong>Apple</strong> inclui um suporte integrado, enquanto os modelos da <strong>Samsung</strong> têm materiais e propostas diferentes.</p><p>Ainda assim, a diferença serve para dimensionar o posicionamento do acessório.</p><h2>O preço acompanha a lógica do aparelho</h2><p>O <strong>iPhone Duo</strong> não é apenas mais um lançamento da<strong> Apple</strong>. É a entrada da empresa no mercado de smartphones dobráveis, com uma arquitetura completamente nova dentro da família <strong>iPhone</strong>.</p><p>O aparelho tem uma tela externa de 5,4 polegadas e uma tela interna dobrável de 7,6 polegadas. A <strong>Apple</strong> também destaca uma dobradiça formada por cerca de 100 peças, duas câmeras de 48 megapixels e acabamento em titânio.</p><p>A proteção, portanto, não é um detalhe irrelevante para quem desembolsa mais de R$ 20 mil pelo aparelho.</p><p class="   ">Ao mesmo tempo, o preço mostra uma característica recorrente no ecossistema da <strong>Apple</strong>: o custo de entrada não termina na compra do dispositivo.</p><p>Capas, carregadores e outros acessórios podem ampliar consideravelmente o investimento necessário para montar a experiência completa. </p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-09-11/capinha-do-iphone-dobravel-custa-mais-que-celular-novo.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Divulgação </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>APPLE, iPhone, iPhone 18, iPhone DUo, Samsung, tecnologia, celular</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa308e4f002ef753f88031e</guid><pubDate>Thu, 10 Sep 2026 19:58:27 +0000</pubDate><title>Estas plataformas podem substituir o Discord no Brasil</title><description>Serviços oferecem chamadas, comunidades e transmissão de tela, com diferenças em privacidade, limites de arquivos e recursos gratuitos</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ed/j7/zf/edj7zf84ubk2vehdcjd65aarh.jpg"><figcaption>Plataformas oferecem recursos semelhantes aos do Discord  <span class="copyright">ELLA DON/Unsplash </span></figcaption></figure><p>Usuários brasileiros passaram a procurar alternativas ao <strong>Discord</strong> depois que a plataforma suspendeu <strong>transmissões ao vivo</strong> e outras funções de vídeo no país em 17 de agosto. </p><p>A medida foi <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-08-13/anpd-manda-discord-suspender-transmissoes-ao-vivo-brasil.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">determinada pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD)</a> durante uma investigação iniciada após uma adolescente de 13 anos transmitir ao vivo um suicídio que teria sido incentivado em um servidor do serviço.</p><p>Enquanto a disputa continua, outras plataformas passaram a chamar a atenção de usuários que procuram serviços para conversar, fazer chamadas, compartilhar a tela ou criar comunidades. Entre elas estão Stoat, Fluxer, GameVox e Osmium.</p><h2>Stoat</h2><p>O Stoat é uma das alternativas mais parecidas com o Discord. A plataforma tem servidores e canais de texto e voz e oferece recursos como compartilhamento de arquivos, ferramentas de moderação e bots. Ainda é possível personalizar a aparência com temas.</p><p>Ao <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-02-17/discord-perde-usuarios-e-rival-trava-com-chegada-de-novos-membros.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">receber um grande número de usuários</a> brasileiros, a equipe da plataforma divulgou uma mensagem de boas-vindas no mesmo dia da suspensão das funções de transmissão do Discord no país. </p><p>O serviço de <strong>código aberto</strong> afirma que não exibe anúncios nem vende dados dos usuários e pode ser acessado pelo Windows, macOS, Linux, Android, iOS e navegador.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7q/av/zw/7qavzwo3ctj5sf1hssvlubk17.jpg"><figcaption>Stoat<span class="copyright">Reprodução/Stoat </span></figcaption></figure><p>Em 17 de julho de 2026, o Stoat anunciou a chegada das chamadas de vídeo e do compartilhamento de tela de 720p a 30 quadros por segundo. As funções podem ser usadas em canais de voz, conversas individuais e grupos.</p><p>Nas <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-09/menina-some-conhecer-homem-discord-acaba-cativeiro.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">chamadas de vídeo</a>, a plataforma não informa um limite para a quantidade de pessoas que podem manter as câmeras ligadas. Já o compartilhamento permite transmitir a tela inteira ou somente uma janela, com ou sem áudio. O recurso funciona no Windows, macOS, Linux e navegador. Já em celulares, está disponível na versão web para dispositivos móveis, no aplicativo Android e em uma versão de testes para iOS.</p><p>O Stoat também permite grupos de mensagens diretas com até 50 pessoas. Entre os demais recursos estão emojis personalizados, notificações, sons e um limite gratuito de 20 MB para arquivos.</p><p>Administradores ainda podem controlar a frequência com que os integrantes enviam mensagens em determinado canal.</p><h2>Fluxer</h2><p>O Fluxer é uma plataforma gratuita e de código aberto desenvolvida na Suécia. O serviço reúne mensagens, chamadas de voz e vídeo, compartilhamento de tela e ferramentas para comunidades.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/5r/03/aj/5r03ajceu3u9lot9dqg6im7jb.jpg"><figcaption>Fluxer<span class="copyright">Reprodução/Fluxer </span></figcaption></figure><p>A plataforma tem servidores, canais de texto e voz, pesquisa de mensagens, ferramentas de moderação, bots e webhooks. Também é possível importar uma estrutura de servidor do Discord, incluindo canais, categorias e cargos.</p><p>No plano gratuito, o Fluxer permite enviar imagens de até 25 MB. O serviço também oferece emojis e figurinhas animadas, histórico de mensagens e filtros de pesquisa.</p><p>Outra possibilidade é hospedar o próprio servidor. Assim, a comunidade pode manter a estrutura do Fluxer em seu próprio equipamento.</p><ul><li><strong>CONFIRA</strong>: <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-10/menino-autista-chantageado-cair-perfil-falso-discord.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Menino autista é chantageado após cair em perfil falso no Discord</a></li></ul><h2>GameVox</h2><p>Voltado principalmente para comunidades de jogos, o GameVox reúne canais de voz e texto, vídeo ao vivo, compartilhamento de tela, eventos e ferramentas para organizar servidores.</p><p>O serviço tem versões para Windows, macOS, Linux, Android e iOS, além de acesso pelo navegador. Para criar uma conta, são necessários apenas nome de usuário e senha. A plataforma informa que não exige e-mail, telefone ou documento.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9u/1k/ij/9u1kij50et08vpprtt6l0kos2.jpg"><figcaption>GameVox<span class="copyright">Reprodução/GameVox </span></figcaption></figure><p>No plano gratuito, estão disponíveis chamadas de vídeo, compartilhamento de tela, áudio espacial, sobreposição de informações durante os jogos e soundboard, ferramenta que permite reproduzir sons durante as conversas.</p><p>A transmissão de tela pode chegar a 1080p a 30 quadros por segundo gratuitamente. Também é possível enviar o áudio junto com a tela e assistir a mais de uma transmissão ao mesmo tempo. A qualidade do vídeo pode ser ajustada de acordo com a conexão de quem assiste.</p><p>Para <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-08-26/uniao-processa-discord-e-impoem-indenizacao-de-r--500-milhoes.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">usuários brasileiros</a>, o GameVox informa ter servidores de voz em São Paulo.</p><p>Outra ferramenta permite importar estruturas do Discord, incluindo canais, categorias, cargos, permissões, emojis, soundboard e eventos.</p><p>No plano gratuito, o armazenamento é de 2 GB e cada arquivo pode ter até 500 MB.</p><h2>Osmium</h2><p class="   ">O Osmium é uma plataforma recente criada com a proposta de ser uma <strong>alternativa mais leve</strong> ao Discord. O projeto tem cerca de seis meses e também destaca recursos relacionados à privacidade.</p><p>O serviço possui versões para Windows, macOS, Linux e celulares.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/bs/c2/so/bsc2sowh53nz8r8ddehnkxbo2.jpg"><figcaption>Osmium<span class="copyright">Reprodução/Osmium </span></figcaption></figure><p>A plataforma oferece mensagens diretas e em grupo, canais de voz e vídeo, compartilhamento de tela e áudio, reações, música, jogos e ferramentas para organizar comunidades.</p><p>Um dos principais recursos é o compartilhamento de tela em até 4K e 60 quadros por segundo gratuitamente. A plataforma também mantém um <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-08-18/mesmo-proibido--perfis-tentam-burlar-lives-no-discord.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">servidor dedicado ao Brasil</a> para melhorar a conexão dos usuários do país.</p><p>Também estão disponíveis cargos e permissões para comunidades, perfis personalizados, emojis animados, temas e ferramentas de moderação.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/dicas/2026-09-10/estas-plataformas-podem-substituir-o-discord-no-brasil.html</link><dc:creator>Vitor Hugo Girotto</dc:creator><media:credit>ELLA DON/Unsplash </media:credit><author>Vitor Hugo Girotto</author><keywords>chamadas de vídeo, transmissão de vídeo, Discord, Stoat, Fluxer, GameVox, Osmium</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24647c494bedc914000471</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa2d6d8f002ef753f8802d6</guid><pubDate>Thu, 10 Sep 2026 16:12:12 +0000</pubDate><title>Nilma Sladkevicius: A Alfabetização Libertadora na Prática</title><description>Como a pedagogia de Paulo Freire transforma histórias de vida em currículo e devolve dignidade a quem nunca aprendeu a ler</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9j/sg/4f/9jsg4f3g0d937x3xxqg1tkrsx.jpg"><figcaption>Nilma Sladkevicius no podcast Inteligência Orgânica<span class="copyright">Reprodução/Youtube </span></figcaption></figure><p>A professora Nilma Sladkevicius, educadora multipremiada e militante da Educação de Jovens e Adultos (EJA), traz ao Inteligência Orgânica uma visão apaixonada da alfabetização como fermento de liberdade e cidadania. Em contraponto à "educação bancária" e meramente depositária, Nilma aplica a metodologia de Paulo Freire no chão da sala de aula, transformando a história de vida e o cotidiano dos alunos no próprio currículo escolar. A professora compartilha projetos marcantes de seu livro, como "Não Provoque a Cor de Rosa Choque", nascido do relato de uma aluna que teve seus cadernos rasgados pelo marido sob o estigma de ter "nascido burra", e "Um Sorriso Negro, Um Abraço Negro", premiado pelo Educador Nota 10 ao transformar a investigação do preconceito racial e social na comunidade em autobiografias emancipatórias.</p><p>Nilma desmistifica os ataques ideológicos a Paulo Freire, ressaltando o pragmatismo de uma pedagogia que simplesmente funciona e devolve a dignidade a adultos que desenvolveram "mil estratégias" para sobreviver sem saber ler — como o motorista de carro de som de 83 anos cuja maior vitória foi assinar o próprio nome. Sobre os avanços tecnológicos, a educadora conta como integrou o WhatsApp durante a pandemia no projeto "Isolados, mas Lado a Lado" e defende a Inteligência Artificial como uma aliada na pesquisa e no aprendizado. Ela conclui que nenhuma máquina ou algoritmo é capaz de substituir a empatia do professor, a escuta atenta e o brilho nos olhos de um aluno quando percebe que a "janela do mundo" se abriu.</p><p><strong>Se você quer entender o impacto humano e transformador da alfabetização de adultos, assista ao episódio completo no YouTube.</strong></p><iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/-zM22JrTY2I" frameborder="0"></iframe>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/pedro-cortella/2026-09-10/nilma-sladkevicius--a-alfabetizacao-libertadora-na-pratica.html</link><dc:creator>Pedro Cortella</dc:creator><media:credit>Reprodução/Youtube </media:credit><author>Pedro Cortella</author><keywords>inclusão, alfabetização, pedagogia, aprendizagem, tecnologia na educação, cidadania</keywords><internationalize>false</internationalize><section>67924aca1709546c04d9c315</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa1db54997d795969057409</guid><pubDate>Thu, 10 Sep 2026 10:00:00 +0000</pubDate><title>Teoria da Internet Morta é real? Robôs dominam o ambiente online</title><description>A hipótese nasceu em fóruns online como teoria conspiratória, mas um relatório recente apontou que os bots já superam humanos no tráfego global da web</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/cl/zu/kn/clzuknj10u1k6tplqxywr82vk.jpg"><figcaption>Segundo levantamento da empresa de cibersegurança Thales, os robôs foram responsáveis por 53% do tráfego web registrado em 2025<span class="copyright">Imagem gerada por IA - iG </span></figcaption></figure><p>Um usuário anônimo publicou em 2001, num pequeno fórum online, a afirmação de que boa parte da<strong> internet</strong> já não era feita por <strong>pessoas,</strong> mas sim <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-07-17/nova-ia-da-china-causa-queda-no-mercado-global-de-tecnologia.html">robôs.</a> A <strong>teoria</strong> já fazia sentido à época, mas ainda era tratada como <strong>conspiração.</strong> Cinco anos depois, um relatório da empresa de cibersegurança Thales apontou que os <strong>bots</strong> <strong>foram responsáveis por 53% do tráfego global na web,</strong> dado que torna aquela hipótese muito menos distante.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/0b/tf/8b/0btf8b9l1p17ktkawwead1pdm.jpg"><figcaption>Segundo levantamento da empresa de cibersegurança Thales, os robôs foram responsáveis por 53% do tráfego web registrado em 2025<span class="copyright">Imagem gerada por IA - iG </span></figcaption></figure><p>A publicação que popularizou a chamada <strong>Teoria da Internet Morta</strong> apareceu primeiro no Agora Road's Macintosh Cafe, assinada pelo usuário “IlluminatiPirate”. </p><p>O texto dizia que a atividade<strong> humana</strong> havia sido progressivamente <strong>substituída</strong> por <strong>conteúdo</strong> <strong>automatizado</strong> por <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-08-07/ia-cria-virus-e-cientistas-alertam-para-risco-de-armas-biologicas.html">robôs,</a> contas artificiais e algoritmos. Algumas discussões de teor parecido circulavam desde o fim dos anos 2010 no 4chan e no Wizardchan, mas não ganhavam tanta <strong>projeção</strong> fora dos <strong>fóruns.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/es/ja/ke/esjake5o349dcq9bd6284e7eu.jpg"><figcaption>Segundo levantamento da empresa de cibersegurança Thales, os robôs foram responsáveis por 53% do tráfego web registrado em 2025<span class="copyright">Imagem gerada por IA - iG </span></figcaption></figure><p>A <strong>teoria</strong> possui diversas vertentes, sendo que a mais <strong>extrema</strong> prega que a mudança faria parte de uma ação deliberada das <strong>empresas</strong> e dos <strong>governos</strong> mundiais para <strong>controlar a população.</strong> </p><p>Apesar do evidente <strong>aumento</strong> no conteúdo automatizado, <strong>não há comprovação</strong> de participação empresarial ou governamental na empreitada.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/c5/z9/pe/c5z9pee3pxfyhwim3mn95lsnk.jpg"><figcaption>Segundo levantamento da empresa de cibersegurança Thales, os robôs foram responsáveis por 53% do tráfego web registrado em 2025<span class="copyright">Imagem gerada por IA - iG </span></figcaption></figure><p>A popularização da <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-09-05/inteligencia-artificial-ja-supera-humanos-na-criacao-de-videos-no-tiktok.html">Inteligência Artificial</a> (IA) generativa mudou a parte mais simples da discussão, já que antes era <strong>mais fácil</strong> <strong>distinguir</strong> o conteúdo <strong>robótico.</strong> Hoje, no entanto, é possível criar em poucos<strong> segundos</strong> comentários, artigos, imagens, vídeos e até perfis inteiros <strong>sem participação humana</strong> constante.</p><h2><strong>Os robôs já superaram as pessoas na internet?</strong></h2><p>No que se refere ao <strong>tráfego global </strong>na internet, sim, <strong>os robôs já superaram a raça humana</strong> em volume. O relatório mais recente da Thales indica que <strong>53%</strong> das solicitações de 2025 na web partiram de bots. A presença humana, portanto, ficou com <strong>47%</strong> do total. </p><p>Um ano antes, a divisão era de 51% para máquinas e 49% para pessoas, evidenciando um <strong>crescimento sutil.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/8u/o0/7s/8uo07snovd7yp03imv2n8byc5.jpg"><figcaption>Segundo levantamento da empresa de cibersegurança Thales, os robôs foram responsáveis por 53% do tráfego web registrado em 2025<span class="copyright">Imagem gerada por IA - iG </span></figcaption></figure><p>A preocupação aumentou ainda mais após a constatação de que <strong>40%</strong> de todo o tráfego foi atribuído a <strong>bots considerados maliciosos,</strong> proporção consideravelmente <strong>maior</strong> que em 2024. </p><p>A <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-04/lingua-bionica-com-ia-da-usp-identifica-gripe-em-apenas-6-minutos.html">IA</a> também tornou os sistemas mais difíceis de distinguir dos <strong>acessos legítimos,</strong> com a Thales registrando um aumento de 12,5 vezes nos ataques de bots impulsionados.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/co/er/al/coeralmymjw2im6ww568ttr4o.jpg"><figcaption>Segundo levantamento da empresa de cibersegurança Thales, os robôs foram responsáveis por 53% do tráfego web registrado em 2025<span class="copyright">Imagem gerada por IA - iG </span></figcaption></figure><p>Por si só, os dados <strong>não provam</strong> que os usuários estão conversando <strong>apenas com robôs,</strong> muito menos que existe uma <strong>conspiração organizada</strong> por trás do <strong>fenômeno dos bots.</strong> Apesar disso, o levantamento mostra que a rede de internet global passou por uma <strong>mudança</strong> significativa, criando desde novas tendências a problemas na <strong>web.</strong></p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-09-10/teoria-da-internet-morta--maior-parte-do-ciberespaco-e-dos-robos-.html</link><dc:creator>Caio Resende</dc:creator><media:credit>Imagem gerada por IA - iG </media:credit><author>Caio Resende</author><keywords>internet morta, robôs, robô, bot, bots, tecnologia, teoria da internet morta</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa183983da5a6613ffa32b8</guid><pubDate>Wed, 09 Sep 2026 22:05:39 +0000</pubDate><title>Novo computador quântico educacional passa a ser usado no Senai</title><description>Equipamento desenvolvido pela chinesa SpinQ permite explorar possibilidades de cálculo de uma forma diferente da computação convencional</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/90/4c/yd/904cydsn0ym798y5fyddlyrzl.jpg"><figcaption>Super computador quântico da Firjan-Senai<span class="copyright">Reprodução: Firjan-Senai </span></figcaption></figure><p class="    ">Um novo <strong>computador quântico educacional</strong> começou a formar estudantes, pesquisadores e professores para essa nova era da <strong>tecnologia</strong>. O <strong>Triangulum II</strong>, da empresa chinesa <strong>SpinQ</strong>, desenvolvido em parceria com a empresa de tecnologia <strong>Dobslit</strong>, está instalado no <strong>DigiTech, Centro de Referência em Tecnologia da Informação e Comunicação</strong> da <strong>Firjan Senai</strong>. O equipamento é um dos três computadores quânticos educacionais existentes no Brasil e o <strong>mais moderno do país</strong>.</p><p>O avanço da computação quântica abre perspectivas importantes para setores estratégicos da economia como óleo e gás, energia, telecomunicações, logística, serviços financeiros e tecnologia.</p><p>Para o sistema Firjan-Senai, a tecnologia interessa à indústria porque pode, no futuro, contribuir para resolver problemas que se tornam difíceis de processar à medida que aumenta o número de variáveis envolvidas.</p><p>Isso não significa, necessariamente, que computadores quânticos serão mais rápidos que os convencionais em toda e qualquer tarefa. São máquinas projetadas para trabalhar de outra maneira e com determinados tipos de problemas.</p><h2>Diferenças </h2><p>Computadores tradicionais trabalham com bits, que representam 0 ou 1. Já os computadores quânticos usam qubits, que podem representar 0, 1 e mais combinações desses dois estados ao mesmo tempo. Essa característica, associada a outros fenômenos da física quântica, permite explorar determinadas possibilidades de cálculo de uma forma diferente da computação convencional.</p><p>Para Firjan-Senai, a questão para a indústria não é substituir os computadores atuais, mas entender em quais problemas a computação quântica poderá oferecer vantagens e como transformar esse potencial em aplicações reais.</p><p>O presidente da Firjan, Luiz Cesio Caetano, destaca que o computador quântico tem a capacidade de explorar várias alternativas simultaneamente com mais chances de encontrar soluções de forma mais rápida.</p><p>“Abre perspectivas para aplicações futuras em diversas áreas, como logística, finanças, farmacêutica, bem como em soberania e segurança nacional”, disse.</p><p>Caetano acrescenta que a computação quântica está em estágio inicial de adoção, mas em todo o planeta já se vê uma disputa pela formação de profissionais capazes de trabalhar com mais essa tecnologia.</p><p>“A Firjan-Senai pretende construir uma base de profissionais preparados para atuar em um mercado que está ganhando escala global. O computador será utilizado na formação de estudantes, pesquisadores e profissionais em requalificação”, disse o presidente.</p><p>Empresas interessadas em capacitar seus profissionais podem procurar o DigiTech para essa formação.</p><p>O gerente de operações do Digitech, Maurício Bonabitacola de Almeida, ressalta que se não se começar a treinar os alunos em computação quântica agora, provavelmente no futuro não haverá profissionais. “O gap da informática hoje continua sendo alto, e essas novas tecnologias exigem cada vez mais pessoas treinadas”, disse.</p><p>O instrutor de cursos especiais do Digitech, Vagner da Costa Lima, exemplifica as vantagens para a indústria farmacêutica.</p><p>“Se eu tiver uma molécula que demora muito em um computador clássico, no computador quântico simulo muito mais rápido de processamento e com isso aceleram-se os testes para produzir uma vacina ou um medicamento”, explicou.</p><p>A empresa de petróleo e tecnologia Technip enviou alguns profissionais para capacitação com o computador quântico na parte logística. “A gente aprendeu sobre a tomada de decisão da máquina, que ela faz tudo muito rápido. Tem que dar as especificações direitinho para ter as respostas concretas. É uma máquina potente”, disse Maria Eduarda Brigida Rolim, da Technip.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/analise/computadores/2026-09-09/novo-computador-quantico-educacional-passa-a-ser-usado-no-senai.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Reprodução: Firjan-Senai </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Economia, computador quantico educacional, Rio de Janeiro, FirjanSenai, oleo, Gas, Energia, telecomunicacoes, Multimidia</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e246549494bedc914000475</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa183da3da5a6613ffa32bb</guid><pubDate>Wed, 09 Sep 2026 16:08:49 +0000</pubDate><title>Bhaskar: A Vibe Orgânica e a Alma da Música Eletrônica</title><description>Carreira, performances ao vivo e o embate com a inteligência artificial revelam o que ainda torna a música genuinamente humana</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/22/sf/19/22sf19tfqeqsjc0jsn47jttkz.jpg"><figcaption>Bhaskar no podcast Inteligência Orgânica<span class="copyright">Reprodução/Youtube </span></figcaption></figure><p>O DJ e produtor musical Bhaskar, com mais de duas décadas de carreira na cena eletrônica, traz ao Inteligência Orgânica uma reflexão sobre a evolução do mercado fonográfico e os impactos da tecnologia na arte. Filho dos pioneiros do psytrance no Brasil e fundadores do festival Universo Paralelo, Bhaskar relembra seu início precoce ao lado do irmão Alok, sua transição pessoal e estudos de teologia em Londres, até a sua consolidação autoral no House e Progressive. Analisando a ascensão da Inteligência Artificial na produção de faixas e na criação de vocais sem royalties, o produtor compara o som gerado por algoritmos ao "miojo" em relação a uma "massa artesanal": embora a máquina entregue eficiência comercial e consumo rápido, a profundidade artística exige a semente e o sentimento humano.</p><p>Aprofundando a dinâmica da performance ao vivo, Bhaskar detalha o trabalho artesanal de ler a pista através de improvisos com quatro CDJs, loops e combinações de timbres, reafirmando que a experiência física do show é um ritual de conexão orgânica insubstituível por robôs. Ele relata vivências marcantes em eventos como o Tomorrowland, o Quartzo e o Burning Man — onde a utopia sem dinheiro e baseada em trocas comunitárias resgata o sentido do som como um presente —, além de destacar como a paternidade do filho Gaian trouxe um "aterramento" fundamental contra os excessos da vida noturna. Para o artista, embora a IA democratize a criação técnica, o verdadeiro diferencial do futuro continuará sendo a mente criativa, o repertório vivido e a busca autêntica por uma "vibe" genuinamente humana.</p><p><strong>Para sentir a energia da música real e entender o futuro da cena eletrônica, assista ao episódio completo no YouTube.</strong></p><iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/hNlv8WSjShI" frameborder="0"></iframe>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/pedro-cortella/2026-09-09/bhaskar--a-vibe-organica-e-a-alma-da-musica-eletronica.html</link><dc:creator>Pedro Cortella</dc:creator><media:credit>Reprodução/Youtube </media:credit><author>Pedro Cortella</author><keywords> Inteligência Artificial, música eletrônica, DJ, produtor musical, tecnologia, IA na música, mercado fonográfico, psytrance</keywords><internationalize>false</internationalize><section>67924aca1709546c04d9c315</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa056ddb7c0a7290d301dfd</guid><pubDate>Tue, 08 Sep 2026 22:00:00 +0000</pubDate><title>Drones: o Brasil pode ser protagonista desse novo mercado</title><description>Com mais de 133 mil aeronaves registradas e usos que vão do agro à defesa, o país precisa transformar potencial tecnológico em indústria e empregos</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/em/fr/v0/emfrv0yw1jw090dawjef06wg8.jpg"><figcaption>Presidente eventual da CCT, senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)<span class="copyright">Geraldo Magela/Agência Senado </span></figcaption></figure><p>Quando falamos em drones, já não estamos falando de uma tecnologia do futuro. Estamos falando de uma realidade presente no campo, nas cidades, nas empresas, na segurança, na infraestrutura e na defesa. Uma realidade que cresce rapidamente e que coloca diante do Brasil uma escolha importante: podemos simplesmente acompanhar esse movimento ou podemos criar as condições para sermos protagonistas. Eu defendo a segunda opção.</p><p>Os números ajudam a dimensionar essa transformação. Segundo dados divulgados no Anuário ABDRONE 2026, o Brasil alcançou, em fevereiro deste ano, a marca de 133 mil drones registrados no Sistema de Aeronaves Não Tripuladas (SISANT), da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). É uma evolução impressionante. Em 2017, quando entrou em vigor a regulamentação que estruturou o cadastro e as operações civis no país, eram aproximadamente 16,5 mil aeronaves. Em 2022, já eram 93.729 registros. Entre 2024 e 2025, os cadastros continuaram crescendo acima de 20% ao ano, enquanto os pedidos de autorização de voo avançaram mais de 25%.</p><p>Isso significa que estamos comprando mais drones e também estamos usando mais drones e incorporando essa tecnologia à economia brasileira. E é exatamente aí que precisamos prestar atenção.</p><h2>Muito além das imagens aéreas</h2><p>Durante muito tempo, quando se falava em drones, muita gente pensava apenas em equipamentos recreativos ou câmeras voadoras. Essa realidade mudou.</p><p>Já em 2022, aproximadamente 44% dos equipamentos registrados eram destinados ao uso profissional. Hoje, drones são empregados em agricultura de precisão, pulverização, inspeção de redes elétricas, monitoramento ambiental, mapeamento, infraestrutura, segurança pública, defesa, produção audiovisual e inúmeras outras atividades.</p><p>No agronegócio, essa transformação é especialmente evidente. Estimativas do Ministério da Agricultura apontam para cerca de 35 mil equipamentos em operação no campo, e dados do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola indicam crescimento médio de aproximadamente 30% ao ano nas vendas.</p><p>A expectativa é que, até 2030, esse mercado movimente bilhões de dólares no Brasil.</p><p>Isso faz sentido. Um país com a dimensão territorial do nosso, uma das maiores agriculturas do planeta, uma indústria aeronáutica reconhecida internacionalmente, centros de pesquisa de excelência e profissionais altamente capacitados tem todas as condições de desenvolver uma cadeia econômica extremamente competitiva em torno dessa tecnologia.</p><p>Mas existe um ponto fundamental: não podemos nos contentar em ser apenas consumidores de equipamentos desenvolvidos e fabricados em outros países. Precisamos estimular pesquisa, desenvolvimento, fabricação nacional, softwares, sensores, sistemas de comunicação, inteligência artificial, manutenção, treinamento e toda a cadeia de serviços associada aos drones.</p><p>É aí que surgem os spin-offs, novas empresas, novas soluções e novas aplicações. É assim que tecnologia vira economia.</p><p>E, como eu dizia muitas vezes quando fui ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações e continuo repetindo no Senado: no final, precisamos transformar ciência, tecnologia e inovação em nota fiscal e emprego.</p><h2>Regulamentar para permitir que o setor cresça</h2><p>Foi pensando nesse cenário que, como presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática do Senado, conduzi uma audiência pública para discutirmos a viabilidade de um Programa Nacional de Drones.</p><p>Estamos ouvindo representantes do governo, da ANAC, da Força Aérea Brasileira, de empresas e de instituições diretamente envolvidas com o setor. </p><p>Essas audiências não são um fim em si mesmas. Elas fazem parte de um trabalho que pretende reunir conhecimento técnico, experiência operacional e diferentes perspectivas para avançarmos na construção de um marco legal para os drones no Brasil.</p><p>Essa legislação precisa enfrentar um problema conhecido de quem empreende ou desenvolve tecnologia no nosso país: muitas vezes, a inovação avança mais rapidamente do que nossas leis. E quando a legislação se torna ultrapassada, incoerente ou excessivamente burocrática, ela deixa de oferecer segurança e passa a funcionar como obstáculo. Isso precisa mudar.</p><p>Regulamentar não pode significar simplesmente criar mais exigências. Uma boa regulamentação precisa dar segurança jurídica, estabelecer responsabilidades, proteger a sociedade e, simultaneamente, permitir que empresas, pesquisadores e empreendedores inovem.</p><p>A atualização regulatória discutida nos últimos anos, inclusive com abordagens baseadas no risco operacional e no desempenho, aponta justamente para a necessidade de acompanhar a evolução tecnológica.</p><h2>A legislação precisa encontrar a melhor curva</h2><p>Costumo fazer uma comparação com algo que conheço bem da engenharia e da atividade de piloto de testes.</p><p>Imagine um gráfico cheio de pontos. Com dois pontos, é simples traçar uma linha que passe exatamente pelos dois. Com três, ainda podemos encontrar uma curva que os contemple. Mas coloque 50 pontos diferentes naquele gráfico e provavelmente será impossível passar exatamente por todos. O que fazemos? Usamos matemática para encontrar a curva que melhor representa aquele conjunto.</p><p>Uma boa legislação funciona de maneira semelhante. Nenhuma lei complexa conseguirá satisfazer individualmente 100% dos interesses envolvidos. O objetivo deve ser construir a melhor solução possível para o conjunto, baseada em evidências, conhecimento técnico e experiência prática. </p><p>Para isso, precisamos ouvir. Quem fabrica precisa participar. Quem opera precisa participar. Os órgãos reguladores precisam participar. Pesquisadores precisam participar. A Força Aérea precisa participar. O setor produtivo precisa participar.</p><p>Meu papel, nesse momento, é muito mais ouvir do que falar.</p><p>Porque uma legislação eficiente não pode ser construída apenas dentro dos gabinetes de Brasília. Ela precisa compreender aquilo que acontece no campo, nas empresas, nos laboratórios, nos aeroportos e nas operações reais.</p><h2>Segurança e desenvolvimento não são adversários</h2><p>Existe ainda uma questão indispensável nesse debate: segurança de voo.</p><p>Quanto mais drones ocuparem nosso espaço aéreo, maior será a necessidade de coordenação, fiscalização, tecnologia e regras claras.</p><p>Existem riscos? Evidentemente. Qualquer tecnologia de grande impacto traz benefícios e também riscos. A inteligência artificial é outro exemplo. Mas considero um erro tratar novas tecnologias com base exclusivamente no medo.</p><p>O caminho correto não é proibir a inovação porque existem riscos. É conhecer os riscos, administrá-los tecnicamente e criar condições para que a tecnologia seja utilizada com eficiência e segurança.</p><p>Desenvolvimento e segurança não precisam estar em lados opostos. Ao contrário: uma regulamentação inteligente permite que ambos avancem juntos.</p><h2>Da agricultura à defesa</h2><p>Também precisamos compreender o caráter estratégico dessa tecnologia. </p><p>Os conflitos recentes demonstraram de maneira muito clara a importância crescente dos sistemas remotamente pilotados e autônomos para a defesa. Ao mesmo tempo, as aplicações civis avançam rapidamente.</p><p>Agricultura, logística, inspeções, energia, mineração, infraestrutura, segurança, meio ambiente, resposta a desastres e telecomunicações são apenas alguns exemplos. Com inteligência artificial, conectividade 5G, novos sensores e sistemas autônomos, as possibilidades aumentam ainda mais. Isso transforma a discussão sobre drones também em uma questão de soberania tecnológica.</p><p>Quanto dessa tecnologia queremos dominar? Quanto queremos produzir no Brasil? Quantas empresas brasileiras queremos ver participando desse mercado? Quantos engenheiros, técnicos, programadores, pilotos, pesquisadores e empreendedores podemos empregar nessa nova economia?</p><p>Essas são perguntas que uma política nacional precisa responder.</p><h2>Precisamos pensar na cadeia inteira</h2><p>Também devemos olhar para os dados das importações. Em 2024, segundo as informações apresentadas pelo setor, houve crescimento de 24,1% em valor e superior a 115% no número de unidades importadas. Isso demonstra demanda, mas também acende um sinal.</p><p>Um mercado doméstico em expansão precisa servir como plataforma para o desenvolvimento de uma indústria nacional competitiva. Isso envolve discutir tributação e importação de componentes que ainda não produzimos, fomentar startups, ampliar pesquisa e desenvolvimento, capacitar profissionais, melhorar a fiscalização e coordenar a atuação dos diferentes órgãos públicos.</p><p>Não podemos ter governo, Congresso, agências reguladoras, indústria e pesquisadores trabalhando como se cada um estivesse diante de um problema diferente. O drone é multifacetado. A política pública também precisa ser.</p><h2>O próximo passo</h2><p>As audiências públicas são o começo dessa construção.</p><p>Minha intenção é avançar nas discussões e reuniões técnicas necessárias para estruturarmos uma legislação moderna, aplicável e eficiente para os drones no Brasil. E quero ir além. No próximo ano, pretendo trabalhar pela criação de uma frente parlamentar voltada ao desenvolvimento, à indústria e às operações de drones, reunindo parlamentares e diferentes setores interessados em fortalecer permanentemente essa agenda no Congresso Nacional.</p><p>O objetivo não é criar burocracia para uma tecnologia que já está avançando. É exatamente o contrário. Precisamos retirar entraves, organizar o ambiente regulatório, garantir segurança e permitir que o setor cresça.</p><p>O mundo não vai esperar o Brasil decidir se gosta ou não dessa tecnologia. A transformação já está acontecendo. Temos território, agricultura, indústria aeronáutica, universidades, centros de pesquisa, empreendedores e profissionais capazes de colocar o país entre os protagonistas mundiais desse setor. Agora precisamos construir as condições para isso.</p><p>Não devemos ter medo da tecnologia. Precisamos compreendê-la, desenvolvê-la e utilizá-la com responsabilidade.</p><p>Se fizermos isso corretamente, aqueles mais de 133 mil drones registrados serão apenas o começo.</p><p>O Brasil pode liderar. E liderança tecnológica se constrói com ciência, planejamento, segurança, indústria e, principalmente, capacidade de transformar inovação em desenvolvimento, nota fiscal e emprego para os brasileiros.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/astropontes/2026-09-08/drones--o-brasil-pode-ser-protagonista-desse-novo-mercado.html</link><dc:creator>Senador Astronauta Marcos Pontes</dc:creator><media:credit>Geraldo Magela/Agência Senado </media:credit><author>Senador Astronauta Marcos Pontes</author><keywords>inovação, drones, tecnologia, Programa Nacional de Drones, ciência e tecnologia, agricultura de precisão, agronegócio</keywords><internationalize>false</internationalize><section>65ce16b9df431202240a4142</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa04137588ac6b554d17c2e</guid><pubDate>Tue, 08 Sep 2026 17:09:15 +0000</pubDate><title>Nos deram espelhos e vimos o mundo doente</title><description>Renato Russo previu, há quase 40 anos, como entregamos nosso ouro às máquinas achando que era prova de produtividade e amizade</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/cr/1z/5n/cr1z5nebjdc8kiv0nil5oklph.jpg"><figcaption>Palestra Hacktown<span class="copyright">Reprodução </span></figcaption></figure><p>No dia marcado para minha palestra no Hacktown, uma pessoa me contou que teve aula de inglês com<strong> Renato Russo</strong> quando era criança. Fiquei morrendo de inveja boa. Imagina ter a chance de conviver de perto com alguém tão genial? Deve ter sido uma experiência incrível.</p><p>Graças a essa troca, lembrei da música “Índios”, uma das minhas preferidas da Legião. Fui ouvindo no carro rumo à palestra cujo tema era “10 formas de usar IA sem perder o pensamento crítico”. </p><p>Você já parou para ouvir e interpretar “Índios”?</p><p>Um compasso rápido de bateria e entra a voz: “Quem me dera ao menos uma vez ter de volta todo o ouro que entreguei a quem conseguiu me convencer que era prova de amizade se alguém levasse embora até o que eu não tinha.”</p><p>Não é impressionante como o Renato descreveu, quase 40 anos atrás, exatamente a relação que a gente vive hoje com <strong>inteligência artificial</strong>?</p><p>Porque é isso que a gente faz todo santo dia com o ChatGPT, com o Claude, Gemini... A gente entrega o ouro. Entrega o que sabia que tinha e o que nem sabia. E a máquina, gentil, atenciosa e sempre disponível, vai convencendo a gente de que o resultado daquela entrega é prova de amizade, ou melhor, produtividade. </p><p>E se os espelhos que ele fala que “vimos o mundo doente” fossem os “espelhos pretos”? Sim, o "black mirror” que você está usando para ler esse texto. Você olha pra ele o dia inteiro esperando ver o mundo e o que aparece de volta é feed de indignação, comparação, gente brigando, gente se exibindo, uma versão do planeta editada pra te manter olhando fascinado. </p><p>Não estou aqui tocando as trombetas do apocalipse. Dou aula de inteligência artificial, tenho o maior orgulho de ter me tornado professor por causa dessa tecnologia, não apesar dela. O problema não é usar. O problema é entregar sem perceber que está entregando, é olhar pro espelho achando que é o mundo inteiro.</p><p>Pensamento crítico, no fim, é só isso: dar um passo atrás de vez em quando e perguntar se você está sendo beneficiado ou manipulado, se o espelho que você escolheu (ou que escolheram por você) mostra o mundo doente. </p><p>A Patrizia Parenti, a aluna do Renato, que me contou essa história no café da manhã, também disse que o Renato era alguém difícil de acompanhar pois estava sempre muito louco de todos os tipos de drogas. Um coração muito bom mas alguém altamente perturbado.</p><p>A inveja que eu senti dela ter convivido com ele passou quando lembrei que nunca é bom conhecermos nossos ídolos. A intimidade 100% das vezes mostra que, de perto, todos somos só seres humanos.</p><p>Mas a reflexão que ele provocou em mim, uns quarenta anos depois de ter escrito uma letra sobre colonização eu nunca vou esquecer. Quanto do seu ouro você já entregou essa semana sem nem notar? E que espelho é esse que você tem carregado no bolso?</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/pedro-cortella/2026-09-08/nos-deram-espelhos-e-vimos-o-mundo-doente.html</link><dc:creator>Pedro Cortella</dc:creator><media:credit>Reprodução </media:credit><author>Pedro Cortella</author><keywords>inteligência artificial, IA, ChatGPT, pensamento crítico, tecnologia, Renato Russo, Legião Urbana</keywords><internationalize>false</internationalize><section>67924aca1709546c04d9c315</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a9f6a5fe408094e63d646f9</guid><pubDate>Tue, 08 Sep 2026 01:52:33 +0000</pubDate><title>Trend dos anos 80 no ChatGPT: veja como fazer com sua foto</title><description>Moda transforma fotos atuais em retratos com roupas, cabelos e estética da década; recurso pode ser usado sem instalar outro aplicativo</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/be/fr/64/befr641qwkkzjzc12wunk3vhd.jpg"><figcaption>Sabrina Sato, Virginia Fonseca e Fernanda Paes Leme aderiram à trend que recria fotos com estética dos anos 80 usando Inteligência Artificial<span class="copyright">Reprodução/Instagram </span></figcaption></figure><p>Uma <strong>nova trend</strong> feita com <strong>Inteligência Artificial</strong> ganhou força no <strong>Instagram</strong> nesta segunda-feira (07) ao transformar fotos atuais em retratos inspirados nos <strong>anos 1980.</strong> A brincadeira pode ser feita diretamente no<strong> ChatGPT</strong> e não exige a instalação de outro aplicativo.</p><p>As imagens costumam manter os principais traços do rosto, mas mudam cabelo, roupas, iluminação e cenário. Penteados volumosos, jaquetas, jeans e a aparência granulada das fotografias analógicas estão entre os elementos mais usados.</p><p>O ChatGPT permite carregar uma foto e pedir alterações por texto. Depois da primeira versão, o usuário também pode solicitar mudanças específicas, como trocar a roupa, o penteado ou o fundo da imagem. O recurso de criação e edição de imagens está disponível nos planos gratuitos e pagos.</p><p>A ferramenta já apareceu em outras modas semelhantes. Uma delas levou usuários a transformar fotografias em imagens inspiradas no Studio Ghibli.</p><h2>Como fazer a trend dos anos 80 no ChatGPT</h2><p>Primeiro, escolha uma fotografia nítida, de preferência com o rosto bem visível e boa iluminação. No ChatGPT, toque no botão “+” e selecione a opção para adicionar fotos e arquivos.</p><p>Depois de anexar a imagem, basta escrever como deseja que a foto seja transformada. Quanto mais claro for o pedido sobre roupa, cabelo, cenário e estilo da fotografia, maior será o controle sobre o resultado.</p><p>Um comando possível é:</p><p>"Com base na foto que enviei, crie uma versão realista de como eu seria nos anos 80. Preserve meu rosto e minhas principais características. Mude o cabelo e as roupas para estilos típicos da época e use aparência de fotografia analógica, com cores levemente desbotadas e granulação de filme. Evite caricatura e faça a imagem parecer uma foto realmente tirada naquela década."</p><p class="     ">Caso a primeira versão não agrade, não é necessário começar novamente. O usuário pode continuar a conversa e pedir, por exemplo, para manter o cabelo original, trocar a roupa, reduzir o efeito envelhecido ou mudar o cenário.</p><p class="  ">Quando o resultado estiver pronto, a imagem pode ser salva e publicada no Instagram ou em outras redes sociais.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-09-07/trend-anos-80-chatgpt-como-fazer-sua-foto.html</link><dc:creator>Pedro Emerenciano</dc:creator><media:credit>Reprodução/Instagram </media:credit><author>Pedro Emerenciano</author><keywords>Viralizou, Chat GPT, Trend</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a9a0b89c5548a000d6c760d</guid><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 11:00:00 +0000</pubDate><title>Maioria dos vídeos no TikTok já é feita por IA, aponta pesquisa</title><description>Levantamento aponta que 52% dos vídeos da rede leva elemento de IA; para especialista, a falta de critério afasta a audiência e banaliza a tecnologia</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/4n/5a/pr/4n5apr7wecilbubj0y2nc1c3k.jpg"><figcaption>TikTok<span class="copyright">Reprodução Wikimedia Commons/Solen Feyissa </span></figcaption></figure><p>O <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2025-12-17/pericia-do-mpf-aponta-falhas-em-data-center-do-tiktok-no-ceara.html">TikTok</a> já rotulou mais de 1,3 bilhão de vídeos como conteúdo gerado por <strong>inteligência artificial,</strong> além de ter aumentado em 340% a <strong>fiscalização</strong> sobre mídias sintéticas. A medida da plataforma acompanha um cenário em que <strong>52%</strong> dos vídeos publicados contam com algum elemento de IA, segundo <strong>levantamento</strong> da companhia de tecnologia americana Dynamoi. A tecnologia, que já domina a rotina de <strong>produção audiovisual,</strong> mudou a forma como artistas e marcas <strong>falam</strong> com o público no aplicativo.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/1h/d9/dt/1hd9dtsl1tv1n5oh94rm9xuf2.jpg"><figcaption>Segundo levantamento da consultoria Dynamoi, 52% dos vídeos publicados no TikTok contam com algum elemento de IA<span class="copyright">Reprodução Wikimedia Commons/Nik Kranjec </span></figcaption></figure><p>Segundo Cleiton Paris, cofundador da <strong>Paris Group,</strong> venture studio <strong>especializado</strong> em <a href="https://economia.ig.com.br/2026-06-29/receita-regulamenta-o-uso-de-inteligencia-artificial.html">inteligência artificial,</a> os 52% incluem <strong>qualquer uso</strong> da tecnologia, desde um filtro automático até um vídeo feito do início ao fim feito por IA. O levantamento da Dynamoi, portanto, <strong>não separa</strong> os diferentes usos do sistema inteligente. Na avaliação do especialista, os vídeos totalmente sintéticos não engajam por si só e deixaram de ser <strong>novidade,</strong> sustentando que "Quando esse formato vira volume sem critério, a pessoa <strong>não se engaja".</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/6n/fb/4j/6nfb4j46hsh5wh3tq1gz5n7gn.jpg"><figcaption>Sede do TikTok na Califórnia<span class="copyright">Reprodução Wikimedia Commons/Coolcaesar </span></figcaption></figure><p>O <strong>comércio on-line</strong> é, sem sombra de dúvidas, o terreno onde a inteligência artificial mais <strong>avançou.</strong> No TikTok Shop, loja integrada ao aplicativo, algumas marcas e o próprio <strong>algoritmo</strong> <strong>abrem espaço</strong> para vídeos com influenciadores e produtos de <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-07-17/nova-ia-da-china-causa-queda-no-mercado-global-de-tecnologia.html">IA,</a> conforme apuração do site americano Business Insider. </p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/bh/57/aq/bh57aqllzj8aevhj0mvj1kh6h.jpg"><figcaption>Segundo levantamento da consultoria Dynamoi, 52% dos vídeos publicados no TikTok contam com algum elemento de IA<span class="copyright">Reprodução Wikimedia Commons/dronepicr </span></figcaption></figure><p>De acordo com o veículo de jornalismo digital da Califórnia, nos Estados Unidos, um <strong>criador que usa IA</strong> teria movimentado dezenas de milhares de dólares em <strong>vendas por afiliação,</strong> atingindo principalmente os perfis de venda direta e usando de roteiros <strong>repetitivos</strong> sobre <strong>promoções relâmpago.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9v/3o/1v/9v3o1vee4gf3nbgktv6aie4p8.jpg"><figcaption>Segundo levantamento da consultoria Dynamoi, 52% dos vídeos publicados no TikTok contam com algum elemento de IA<span class="copyright">Reprodução Wikimedia Commons/RuinDig/Yuki Uchida </span></figcaption></figure><p>Para a Paris Group, o caminho que gera valor é <strong>misto,</strong> com uma pessoa na câmera e a inteligência artificial na edição, formato que eleva a <strong>qualidade</strong> e abre <strong>espaço</strong> para quem se <strong>especializa.</strong> Quando se analisa o aspecto <strong>mercadológico</strong> das marcas, segundo Cleiton, o retorno maior ainda vem de vídeos simples com o dono ou representantes da empresa, reforçando que "Gera mais atenção, mais <strong>confiança.</strong> A <strong>audiência</strong> volta".</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/d6/ic/a5/d6ica5ygr4xmfkprv0e8ffzwv.jpg"><figcaption>TikTok<span class="copyright">Reprodução/Unsplash </span></figcaption></figure><p>Questionada sobre os <strong>erro mais comuns</strong> no uso da inteligência artificial, a <strong>venture studio</strong> especializada na tecnologia indicou que o equívoco frequente da maioria é produzir vídeos só para <strong>preencher o feed</strong> da rede, reiterando que não se leva em conta a <strong>relação com o público</strong> ou o <strong>produto</strong> a ser vendido.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/30/4r/wy/304rwypj9bc8c2wbtdop1fddq.jpg"><figcaption>TikTok<span class="copyright">Reprodução/Unsplash </span></figcaption></figure><p>As preocupações com o <strong>uso indiscriminado</strong> da inteligência artificial crescem a cada dia. Na esfera regulatória, a <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2026-07-08/uniao-europeia-proibe-saches-de-ketchup.html">União Europeia</a> já avança em leis que exigem <strong>aviso</strong> quando um anúncio usa <strong>personagens sintéticos.</strong> Segundo as normas da rede social, o TikTok permite IA generativa desde que o conteúdo seja <strong>identificado</strong> e <strong>não distorça</strong> o produto. Por fim, a plataforma também proíbe a <strong>imitação</strong> de pessoas reais e o desrespeito a <strong>direitos autorais.</strong></p><h2><strong>Confira a íntegra da entrevista com Cleiton Paris, cofundador da Paris Group</strong></h2><p>Redação do iG: O que exatamente conta como "elemento de inteligência artificial" no levantamento da Dynamoi? Um filtro de edição automático entra na mesma conta que um vídeo inteiramente gerado pela tecnologia?</p><p>Redação do iG: Existe um risco de saturação? O público tende a valorizar mais o conteúdo genuinamente humano, ou a diferença entre um e outro está deixando de importar para quem assiste?</p><p>Redação do iG: Na perspectiva mercadológica das marcas, qual a aplicação concreta em IAs que mais dá retorno atualmente?</p><p>Redação do iG: Onde estão os erros mais comuns de quem adota IA sem critério, seja em questão de imagem ou de confiança do consumidor?</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-09-05/inteligencia-artificial-ja-supera-humanos-na-criacao-de-videos-no-tiktok.html</link><dc:creator>Caio Resende</dc:creator><media:credit>Reprodução Wikimedia Commons/Solen Feyissa </media:credit><author>Caio Resende</author><keywords>IA generativa, Inteligenca Artificial, IA, video de IA, inteligência artificial generativa, tecnologia, tec, TikTok, IA no TikTok, tiktok brasil, TIK TOK</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a98654214e84d260eaad6eb</guid><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 22:00:00 +0000</pubDate><title>Vacinas: soberania se constrói antes da próxima crise</title><description>Subcomissão permanente nasce para aproximar ciência, setor produtivo e poder público e transformar pesquisa em soberania e proteção aos brasileiros</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/35/u4/p6/35u4p63mebeg3mpf661sslmh8.jpg"><figcaption>CCTVACIN - Subcomissão Permanente do Acompanhamento do Desenvolvimento Científico e Tecnológico de Vacinas de Interesse Nacional. senador Esperidião Amin (PP-SC); presidente da CCTVACIN, senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP). <span class="copyright">Saulo Cruz/Agência Senado </span></figcaption></figure><p>A pandemia deixou muitas lições para o Brasil. Talvez uma das mais importantes seja esta: não podemos esperar uma nova emergência para começar a nos preparar.</p><p>Essa é uma convicção que carrego comigo há muitos anos. Trabalhei durante três décadas com investigação, prevenção de acidentes e gerenciamento de riscos, e aprendi que a melhor forma de enfrentar uma crise é trabalhar antes que ela aconteça. </p><p>No caso da saúde pública, isso significa investir continuamente em ciência, tecnologia, infraestrutura e, principalmente, nas pessoas que fazem ciência no Brasil.</p><p>Foi com esse propósito que instalamos, hoje (02/09/26), na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado, a Subcomissão Permanente para Acompanhamento do Desenvolvimento Científico e Tecnológico de Vacinas de Interesse Nacional.</p><p>Queremos criar no Congresso Nacional um espaço permanente para acompanhar pesquisas, projetos estratégicos, financiamento, infraestrutura e produção de vacinas, aproximando pesquisadores, universidades, empresas, órgãos públicos e agências de fomento.</p><p>Desenvolver uma vacina é um processo longo e complexo. Ele começa na pesquisa básica, passa por universidades e Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação, depende de financiamento contínuo, acompanhamento regulatório, testes pré-clínicos e clínicos e precisa estar conectado à indústria para que aquilo que funciona no laboratório possa ser produzido em escala.</p><p>O Brasil já possui conhecimento, pesquisadores e estruturas capazes de nos colocar em posição de destaque mundial. </p><p>Durante minha gestão no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, no governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), criamos o Centro Nacional de Desenvolvimento de Tecnologias de Vacinas e avançamos em uma infraestrutura estratégica que hoje inclui projetos como o Orion, laboratório de biossegurança máxima conectado ao Sirius.</p><p>Na pandemia, por meio da Rede Vírus MCTI, reunimos especialistas brasileiros antes mesmo da declaração oficial da pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Também financiamos 17 projetos experimentais de vacinas. Alguns terão sucesso, outros talvez não. Ciência funciona assim: mesmo quando determinado projeto não chega ao produto final, conhecimento e capacidade científica são construídos.</p><p>Temos Butantan, Fiocruz, universidades, ICTs, o Sirius, o Orion e centros de pesquisa espalhados pelo país. Temos cientistas extremamente capacitados. O que precisamos é fazer com que toda essa estrutura trabalhe de forma coordenada e tenha continuidade.</p><p>E aqui está um dos principais papéis da nova subcomissão: acompanhar para que os projetos não parem no meio do caminho.</p><p>Ciência não se faz com “voo de galinha”. Não podemos investir apenas quando surge uma emergência e esquecer a ciência quando a crise passa. Projetos científicos exigem planejamento, previsibilidade e financiamento contínuo. A subcomissão deverá acompanhar a execução dos recursos, identificar obstáculos científicos, tecnológicos, regulatórios e produtivos e ajudar na construção de soluções.</p><p>Existe também uma questão estratégica. Durante a pandemia, vimos como a dependência tecnológica de outros países pode deixar uma nação vulnerável. Ter capacidade própria para pesquisar, desenvolver e produzir vacinas é uma questão de soberania científica, tecnológica e sanitária.</p><p>Mais do que isso: o Brasil tem condições de se transformar em um grande polo de desenvolvimento de vacinas para o hemisfério sul, gerando conhecimento, empregos, inovação e oportunidades econômicas, além de ampliar nossa capacidade de proteger vidas.</p><p>Não sabemos quando acontecerá uma nova pandemia nem qual será o agente responsável por ela. Mas sabemos que novas ameaças sanitárias surgirão. Por isso, nossa obrigação é preparar o país agora, enquanto temos tempo para planejar.</p><p>Como presidente dessa subcomissão, quero trabalhar para que ela produza resultados concretos. Não gosto de estruturas que existem apenas no papel. Precisamos fazer funcionar. E essa subcomissão vai funcionar.</p><p>Investir em vacinas é investir em ciência, desenvolvimento, soberania e, acima de tudo, na proteção da vida dos brasileiros.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/astropontes/2026-09-02/vacinas--soberania-se-constroi-antes-da-proxima-crise.html</link><dc:creator>Senador Astronauta Marcos Pontes</dc:creator><media:credit>Saulo Cruz/Agência Senado </media:credit><author>Senador Astronauta Marcos Pontes</author><keywords>ciência e tecnologia, vacinas, desenvolvimento de vacinas, saúde pública, pandemia, soberania científica, soberania sanitária, pesquisa científica</keywords><internationalize>false</internationalize><section>65ce16b9df431202240a4142</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a974e927f1dfcfc7bbe8a8b</guid><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 22:15:48 +0000</pubDate><title>Eleição não é motivo para legislar com pressa</title><description>PEC 6x1 e taxa das blusinhas mostram por que decisões sobre emprego, renda e impostos exigem responsabilidade e análise de consequências</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/4w/2q/mx/4w2qmxftqgfqf0k9z1qvpewm7.jpg"><figcaption>Senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)<span class="copyright">Saulo Cruz/Agência Senado </span></figcaption></figure><p>Existem decisões que podem ser corrigidas com relativa facilidade. Outras interferem diretamente no emprego, na renda, nos impostos e na liberdade de milhões de brasileiros. Essas precisam de muito mais cuidado.</p><p>Nas últimas semanas, dois assuntos ganharam força no Congresso Nacional: a mudança na escala 6x1 e a chamada “taxa das blusinhas”.</p><p>São temas diferentes, com impactos diferentes. Mas existe algo que me preocupa nos dois casos: a pressa para que decisões tão importantes sejam tomadas justamente às vésperas das eleições.</p><p><strong>Quando o calendário eleitoral começa a determinar o ritmo do Congresso, precisamos redobrar a atenção.</strong></p><p>Uma proposta não se torna melhor porque será votada antes da eleição. Da mesma forma, não se torna pior porque será analisada depois dela. Se é boa para o brasileiro hoje, continuará sendo boa depois das urnas. Então, por que a pressa?</p><h2>O trabalhador merece mais do que uma promessa fácil</h2><p>Vamos começar pela discussão da escala 6x1. É evidente que sou favorável ao descanso. Quem poderia ser contra melhorar a qualidade de vida das pessoas?</p><p>Mas governar e legislar exigem olhar além da primeira impressão.</p><p>Quando uma mudança interfere na organização do trabalho de praticamente todo o país, precisamos perguntar também: qual será o impacto sobre os empregos? Quanto isso custará para pequenas e médias empresas? Haverá aumento dos preços? Algumas atividades serão automatizadas? Trabalhadores poderão perder postos de trabalho? Como ficam aqueles que desejam trabalhar mais em determinado momento da vida? Essas perguntas não significam ser contra o trabalhador. Pelo contrário. Significam levar o trabalhador a sério.</p><p>Eu sou engenheiro. Durante toda a minha vida profissional, aprendi que uma decisão precisa considerar não apenas o resultado desejado, mas também suas consequências. Na engenharia, ignorar efeitos colaterais pode produzir uma falha. Na política pública, pode produzir desemprego, inflação e perda de renda.</p><p>Se uma mudança aumentar significativamente os custos de uma empresa, alguma coisa acontecerá. O custo poderá ser incorporado aos preços. A empresa poderá reduzir seu quadro. Poderá exigir mais produtividade dos profissionais que permanecerem. Poderá automatizar determinadas atividades.</p><p>Não estou dizendo que todos esses efeitos ocorrerão na mesma intensidade ou em todos os setores. Estou dizendo justamente que precisamos estudá-los antes de votar.</p><p>Não quero que alguém comemore hoje o fim de uma escala e descubra amanhã que perdeu o emprego.</p><p>O trabalhador precisa ter direito ao descanso. Precisa ter emprego. E também precisa ter liberdade para tomar decisões sobre a própria vida.</p><p>Há pessoas que, em determinado momento, preferem trabalhar menos. Outras acabaram de casar, tiveram um filho, estão comprando uma casa, estudando ou construindo um negócio e querem trabalhar mais. Precisamos encontrar equilíbrio entre proteção e liberdade. E uma mudança dessa dimensão não deve ser feita a toque de caixa porque existe uma eleição logo ali.</p><h2>Primeiro o governo criou a taxa. Agora quer aparecer como quem a retirou</h2><p>A chamada taxa das blusinhas apresenta outro exemplo dessa contradição.</p><p>Minha posição sobre impostos é conhecida: sou contra o aumento indiscriminado de impostos e defendo a redução da carga tributária. Mas existe uma ordem lógica para fazer isso.</p><p>Primeiro, o governo controla os próprios gastos. Depois, melhora a eficiência do Estado, organiza as contas públicas e cria condições sustentáveis para reduzir impostos.</p><p>O caminho não pode ser gastar sem controle e, toda vez que faltar dinheiro, procurar um novo lugar no bolso do cidadão para aumentar a arrecadação.Foi o próprio governo que estabeleceu a tributação das compras internacionais de pequeno valor. Agora, perto das eleições, aparece defendendo a retirada do peso que ele mesmo colocou sobre o consumidor.</p><p>Naturalmente, se a pergunta for simplesmente “você é favorável a acabar com a taxa?”, minha resposta é: sim. Quero menos impostos. Mas existe uma diferença enorme entre acabar definitivamente com um imposto e zerá-lo hoje deixando aberta a possibilidade de o Executivo modificá-lo novamente depois. Esse é o ponto que não pode ser escondido do brasileiro.</p><p>Se tivermos uma proposta que zere essa tributação e determine que qualquer tentativa futura de aumentá-la precise passar novamente pelo Congresso Nacional, terá meu apoio. O que não considero razoável é criar uma situação em que se retira a cobrança agora e se preservam mecanismos para modificá-la posteriormente por decisão do Executivo.</p><p>O consumidor precisa de segurança e previsibilidade, não de uma bondade temporária.</p><p>E as contas do governo? Há ainda uma questão maior por trás dessa discussão. O Brasil precisa recuperar uma cultura de responsabilidade fiscal. Não existe dinheiro público. Existe dinheiro do contribuinte.</p><p>Cada vez que o governo gasta além da sua capacidade, alguém pagará essa conta. Pode ser por meio de impostos. Pode ser pela dívida. Pode aparecer nos juros. Pode chegar à população pela inflação. Por isso me preocupa quando o debate tributário passa a ser conduzido pela conveniência política do momento.</p><p>Se determinado imposto é ruim para a população, vamos discutir sua eliminação de maneira séria e permanente.</p><p>Mas vamos discutir também por que o governo precisou aumentar a arrecadação em primeiro lugar.</p><p>Não podemos normalizar uma lógica em que o Estado aumenta despesas, cria ou eleva impostos para buscar receitas e, próximo da eleição, retira uma cobrança para produzir uma boa notícia.</p><p>Responsabilidade fiscal não pode existir apenas quando é conveniente.</p><h2>O eleitor não pode ser tratado como espectador de uma campanha</h2><p>É justamente aí que as discussões sobre a escala 6x1 e a taxa das blusinhas se encontram. Uma mexe diretamente com trabalho, produtividade, emprego e renda.</p><p>A outra mexe com impostos, consumo, arrecadação e equilíbrio das contas públicas.</p><p>Em ambos os casos, existem argumentos legítimos de diferentes lados. E exatamente por isso precisamos de tempo.</p><p>Precisamos ouvir trabalhadores, empregadores, economistas, especialistas, pequenos empresários e representantes dos setores afetados. Precisamos calcular os impactos.</p><p>Precisamos separar aquilo que funciona em um discurso de campanha daquilo que funciona na vida real. Não há razão para transformar questões dessa dimensão em uma corrida contra o relógio eleitoral.</p><p>Defendo que essas discussões e votações ocorram depois das eleições, quando o ambiente político estará menos contaminado pela necessidade de produzir manchetes, haverá mais tranquilidade para avaliar consequências e poderemos cobrar de cada parlamentar uma posição baseada no mérito das propostas.</p><p>Isso não é fugir de uma decisão. É justamente o contrário. É criar condições para decidir melhor. </p><h2>Não existe solução mágica</h2><p>Eu sei que, em política, soluções simples para problemas complexos são muito atraentes.</p><p>“Vamos acabar com essa escala.”</p><p>“Vamos zerar esse imposto.”</p><p>São frases fáceis de comunicar.</p><p>O problema começa quando perguntamos: como? Como fazer isso preservando empregos? Como garantir liberdade para o trabalhador? Como evitar pressão sobre preços? Como proteger pequenas empresas? Como impedir que um imposto retirado hoje volte amanhã? Como reduzir tributos sem continuar deteriorando as contas públicas?</p><p>Essas perguntas talvez não caibam em um slogan. Mas precisam caber dentro do Congresso Nacional. Porque, depois que termina a campanha eleitoral, a realidade permanece. E é o brasileiro quem convive com as consequências.</p><h2>Fatos, lógica e responsabilidade</h2><p>Passei boa parte da minha vida profissional tomando decisões em ambientes nos quais erro e improvisação podem custar muito caro. Aprendi a trabalhar com dados, fatos, planejamento, ciência e avaliação de risco. É essa mesma lógica que procuro levar para o Senado.</p><p>Não sou contra melhorar a jornada do trabalhador. Não sou contra acabar com a taxa das blusinhas. Sou contra usar a pressa eleitoral para substituir uma discussão que deveria ser técnica, profunda e responsável.</p><p>No caso da jornada de trabalho, quero uma solução que dê mais qualidade de vida sem destruir empregos e que preserve a liberdade das pessoas.</p><p>No caso das compras internacionais, quero redução de impostos de verdade, acompanhada de responsabilidade fiscal e de garantias para que o cidadão não seja surpreendido depois por uma nova cobrança.</p><p>Nos dois casos, quero que o Congresso faça aquilo para o qual foi eleito: estudar, ouvir, debater e decidir pensando no futuro do país e não na próxima eleição.</p><p>O trabalhador não precisa de mágica. O consumidor não precisa de bondade temporária. E o Brasil não precisa de mais decisões econômicas tomadas pensando apenas no curto prazo. </p><p>Precisamos de emprego, liberdade, responsabilidade fiscal, menos impostos e segurança para que cada brasileiro possa planejar o próprio futuro.</p><p>Eleições passam. As consequências das leis ficam. Por isso, entre votar rápido e votar certo, eu fico com a segunda opção.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/astropontes/2026-09-01/eleicao-nao-e-motivo-para-legislar-com-pressa.html</link><dc:creator>Senador Astronauta Marcos Pontes</dc:creator><media:credit>Saulo Cruz/Agência Senado </media:credit><author>Senador Astronauta Marcos Pontes</author><keywords>escala 6x1, taxa das blusinhas, reforma tributária, responsabilidade fiscal, jornada de trabalho, redução de impostos</keywords><internationalize>false</internationalize><section>65ce16b9df431202240a4142</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a95e6b041dabb4d248e37d0</guid><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 22:00:00 +0000</pubDate><title>Meu pai era faxineiro. E eu cheguei ao espaço</title><description>Depois de Lula dizer que ser gari é uma “profissão muito pobre”, conto a história de quem me ensinou que nenhum trabalho honesto diminui uma pessoa</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/0d/km/e3/0dkme3ei17y92l9yuq5c9zz7m.jpg"><figcaption>Marcos Pontes na infância<span class="copyright">Arquivo pessoal/Senador Astronauta Marcos Pontes </span></figcaption></figure><p> Nos últimos dias, uma declaração do presidente Lula sobre garis e trabalhadores da limpeza urbana provocou grande repercussão no país. Durante um evento em Belo Horizonte, ao falar sobre pobreza e invisibilidade social, Lula classificou o trabalho de quem recolhe lixo como uma “profissão muito pobre” e afirmou que não seria uma profissão que dá orgulho, fazendo uma comparação com médicos e engenheiros. Também associou a atividade a quem não teve oportunidade de estudar. Na sequência, reconheceu a importância desses trabalhadores e argumentou que sua ausência por alguns dias seria suficiente para que a sociedade percebesse o quanto são essenciais.</p><p>Entendo a discussão que ele pretendia fazer sobre invisibilidade e desigualdade. Mas discordo profundamente da maneira como colocou a questão. Porque não existe profissão de pobre. Existe trabalho honesto. E trabalho honesto é motivo de orgulho. </p><p>Sei disso não apenas como senador da República, mas pela minha própria história.</p><h2>Meu pai era faxineiro</h2><p>Quero voltar algumas décadas no tempo. Para uma rua sem asfalto na periferia de Bauru, no interior de São Paulo. Ali morava um menino chamado Marcos, filho de seu Vergílio e dona Zuleika. Meu pai era faxineiro.</p><p>Todos os dias, ele saía cedo para trabalhar. Voltava para casa cansado, depois de cumprir mais uma jornada para colocar comida na mesa e sustentar nossa família. </p><p>O trabalho era simples. A vida também. Mas nunca houve nada de pequeno naquilo que meu pai fazia.</p><p>Nunca o vi abaixar a cabeça por ser faxineiro. Ao contrário. Foi observando aquele homem trabalhar que aprendi algumas das lições que carregaria comigo pelo resto da vida: responsabilidade, disciplina, honestidade, perseverança e dignidade.</p><p>Meu pai talvez não soubesse, naquele momento, mas enquanto limpava e trabalhava para sustentar nossa casa, estava ajudando a construir algo muito maior. Estava construindo o futuro dos próprios filhos.</p><h2>Do SENAI ao espaço</h2><p>Aos 14 anos, comecei um curso no SENAI para me tornar eletricista aprendiz na Rede Ferroviária Federal. Eu precisava trabalhar. Minha família precisava. Mas também sabia que a educação poderia abrir novos caminhos.</p><p>Continuei estudando. Vieram a Academia da Força Aérea, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica, a Engenharia, a aviação e anos de preparação até ser selecionado para representar o Brasil no programa espacial. </p><p>Em 2006, embarquei em uma nave Soyuz, no Cazaquistão, em direção à Estação Espacial Internacional. Aquele menino que cresceu em uma rua sem asfalto em Bauru se tornou o primeiro astronauta brasileiro. E há uma frase que resume muito dessa trajetória: Meu pai era faxineiro. E eu cheguei a ser astronauta.</p><p>Não digo isso para diminuir o trabalho do meu pai diante daquilo que conquistei.</p><p>Muito pelo contrário. Digo porque uma coisa só foi possível porque a outra existiu.</p><p>Antes do astronauta, existiu o filho de um trabalhador. Antes da nave espacial, existiu a casa sustentada pelo salário de um faxineiro. Antes de olhar a Terra do espaço, existiu um pai que saía cedo para trabalhar e ensinava aos filhos, pelo exemplo, que dignidade não depende do cargo que ocupamos.</p><h2>Gari, faxineiro, médico ou engenheiro: todo trabalho digno merece respeito</h2><p>Por isso me incomoda a ideia de estabelecer uma espécie de hierarquia moral entre as profissões. É evidente que precisamos criar condições para que todos os brasileiros tenham acesso à educação e possam escolher seus próprios caminhos profissionais. Precisamos melhorar salários, oportunidades e condições de trabalho.</p><p>Mas educação não pode ser usada para dividir brasileiros entre profissões das quais deveríamos sentir orgulho e profissões das quais deveríamos sentir vergonha. Um engenheiro merece respeito, assim como um médico, professor, gari e faxineiro. Um motorista, uma empregada doméstica, um pedreiro, um agricultor e tantos outros trabalhadores também.</p><p>Porque o valor de uma pessoa não está no nome escrito em seu crachá. Está na dignidade com que ela constrói sua vida. </p><h2>Quem limpa nossas cidades não é invisível</h2><p>Existe ainda outra questão importante nessa discussão. Os profissionais da limpeza urbana exercem um trabalho essencial. É justamente quando a coleta para que muitas cidades percebem rapidamente a dimensão do serviço que essas pessoas realizam,  um ponto que o próprio presidente reconheceu em seu discurso.</p><p>Mas eles não deveriam precisar parar de trabalhar para serem enxergados. Não deveríamos perceber um gari apenas quando o lixo se acumula na calçada. Precisamos enxergar a pessoa antes disso.</p><p>O trabalhador que acorda de madrugada, que enfrenta sol e chuva, que corre ao lado de um caminhão, que volta para casa cansado, que paga suas contas, que cria seus filhos e que tem planos e sonhos para eles.Talvez exista hoje, em alguma periferia brasileira, um pai limpando um prédio enquanto o filho estuda para ser engenheiro.</p><p>Talvez uma mãe esteja trabalhando na limpeza de um hospital enquanto a filha sonha em se tornar médica. E talvez exista um faxineiro sustentando, sem saber, um futuro astronauta. Eu conheço essa história. Porque ela é a minha.</p><h2>O Brasil precisa valorizar quem trabalha</h2><p>Uma das maiores responsabilidades de quem exerce uma função pública é nunca perder a capacidade de enxergar as pessoas por trás das estatísticas. Quando falamos de trabalhadores, não estamos falando apenas de categorias profissionais, renda ou indicadores econômicos. Estamos falando de famílias, sonhos e histórias. De brasileiros que acordam todos os dias e ajudam este país a funcionar.</p><p>Podemos e devemos discutir melhores salários, qualificação profissional, educação e oportunidades. Precisamos permitir que cada brasileiro tenha liberdade para construir o futuro que desejar.</p><p>Mas isso começa reconhecendo que nenhum trabalho honesto envergonha uma pessoa. Ao contrário. O trabalho digno constrói famílias, forma caráter, transforma gerações e abre caminhos.</p><p>Meu pai não teve um título importante. Não foi engenheiro nem médico nem astronauta. Meu pai era faxineiro. </p><p>E poucas coisas na minha vida me dão tanto orgulho quanto poder dizer isso.</p><p>Porque antes de eu conseguir chegar ao espaço, foi o trabalho dele que me deu chão.</p><p>E foi daquele chão que eu pude alcançar as estrelas.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/astropontes/2026-08-31/meu-pai-era-faxineiro-e-eu-cheguei-ao-espaco.html</link><dc:creator>Senador Astronauta Marcos Pontes</dc:creator><media:credit>Arquivo pessoal/Senador Astronauta Marcos Pontes </media:credit><author>Senador Astronauta Marcos Pontes</author><keywords>valorização do trabalho, dignidade, desigualdade social, trabalho digno, Lula, garis, trabalhadores da limpeza urbana, faxineiro, limpeza urbana, invisibilidade social</keywords><internationalize>false</internationalize><section>65ce16b9df431202240a4142</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a95b1cd1a2f1da8381ffe26</guid><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 17:26:33 +0000</pubDate><title>Apagar o fogo com som? Garota cria extintor sonoro antichamas</title><description>Estudante mexicana de 16 anos desenvolveu o Vortex Tech, extintor acústico que usa ondas sonoras de baixa frequência para abafar as chamas; entenda</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/bx/5z/z8/bx5zz81tw2rr8j906vd7leoq5.jpg"><figcaption>Ángela Karime Venegas<span class="copyright">Reprodução Facebook/Cetis 78 </span></figcaption></figure><p>A mexicana Ángela Karime Venegas Hernández encontrou uma maneira de <strong>combater </strong>o<strong> <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-08-14/fogo-queima-ha-4-dias-espaco-de-14-mil-campos-de-futebol-em-goias.html">fogo</a></strong> sem usar <strong>água,</strong> <strong>espuma</strong> ou qualquer tipo de <strong>pó químico.</strong> A estudante de eletrônica de apenas <strong>16 anos</strong> criou o <strong>Vortex Tech,</strong> equipamento que usa única e exclusivamente o <strong>som</strong> para <strong>abafar o fogo.</strong> O aparelho é um <strong>protótipo </strong>de<strong> extintor </strong>de incêndio<strong> acústico</strong> e portátil, que aposta em <strong>ondas sonoras</strong> de baixa frequência para apagar as chamas.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/02/oo/3m/02oo3m7hmeb8ztfk2foobbct2.jpg"><figcaption>Ángela Karime Venegas, de 16 anos, desenvolveu o Vortex Tech, extintor acústico que usa ondas sonoras de baixa frequência para apagar as chamas<span class="copyright">Reprodução Facebook/Cetis 78 </span></figcaption></figure><p>A ideia por trás do aparelho é <strong>disruptiva,</strong> bem como a velocidade e eficiência da aplicação, mas a <strong>física</strong> que permite o funcionamento do protótipo é ainda mais impressionante. A tecnologia emite uma frequência de 30 pulsos por segundo, fazendo o dispositivo provocar uma <strong>turbulência</strong> que forma pequenos <strong>anéis de vórtice,</strong> que deslocam o oxigênio e alimentam a combustão, separando o gás do combustível até o <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-08-17/fogo-leva-centenas-a-deixarem-suas-casas-na-belgica-e-na-alemanha.html">fogo</a> se<strong> extinguir.</strong> O método ainda é considerado <strong>limpo,</strong> já que não deixa <strong>resíduos</strong> e não recorre a <strong>nenhum tipo de substância química.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/02/8d/ld/028dlduhujm2jq7v84mfmj0k0.jpg"><figcaption>Ángela Karime Venegas, de 16 anos, desenvolveu o Vortex Tech, extintor acústico que usa ondas sonoras de baixa frequência para apagar as chamas<span class="copyright">Reprodução Facebook/Cetis 78 </span></figcaption></figure><p>Montado com <strong>peças acessíveis,</strong> o protótipo de Ángela carrega uma <strong>bateria</strong> de 12 volts como fonte de energia, um <strong>gerador</strong> de frequências, um <strong>amplificador</strong> de potência e uma <strong>corneta</strong> responsável por projetar o som. A <strong>estudante de eletrônica</strong> do colégio Cetis 78, de Tamaulipas, no nordeste do <strong>México,</strong> explicou que a combinação dos componentes é o que cria os <strong>pulsos </strong>capazes de<strong> <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-07-26/cidade-da-franca-retira-moradores-as-pressas-apos-incendio.html">sufocar o fogo.</a></strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/2f/05/k8/2f05k8bpzvrt4oo02atkkmouh.jpg"><figcaption>Ángela Karime Venegas, de 16 anos, desenvolveu o Vortex Tech, extintor acústico que usa ondas sonoras de baixa frequência para apagar as chamas<span class="copyright">Reprodução Facebook/Cetis 78 </span></figcaption></figure><p>Ángela submeteu o aparelho a mais de <strong>100 testes</strong> e, depois de muita tentativa e erro, com trocas de materiais e ajustes, o <strong>extintor acústico</strong> passou a dar conta de <strong>tipos variados de fogo.</strong> O equipamento extingue chamas com <strong>origens diversas,</strong> desde madeiras e líquidos inflamáveis a equipamentos eletrônicos e óleos de cozinha.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ae/14/8n/ae148nk5l8c19vvypeye40bd4.jpg"><figcaption>Ángela Karime Venegas, de 16 anos, desenvolveu o Vortex Tech, extintor acústico que usa ondas sonoras de baixa frequência para apagar as chamas<span class="copyright">Reprodução Facebook/Cetis 78 </span></figcaption></figure><p>A <strong>rapidez</strong> no apagamento das chamas é uma das marcas do <strong>Vortex Tech,</strong> que extingue totalmente as chamas no período de <strong>oito segundos,</strong> sem <strong>contaminar</strong> o ambiente ou <strong>afetar</strong> pessoas próximas. O extintor acústico foi submetido a ensaios de laboratório, que funcionaram sob a <strong>distância máxima de dois metros do alvo.</strong> O próximo desafio da <strong>inventora</strong> é <strong>ampliar a potência</strong> do sistema para enfrentar incêndios maiores.</p><h2><strong>Aparelho pode ser disruptivo no combate às chamas</strong></h2><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/1f/3o/9x/1f3o9x9h3cxwknyq6hqskr6lz.jpg"><figcaption>Ángela Karime Venegas, de 16 anos, desenvolveu o Vortex Tech, extintor acústico que usa ondas sonoras de baixa frequência para apagar as chamas<span class="copyright">Reprodução Facebook/Cetis 78 </span></figcaption></figure><p></p><p>Ángela projeta que o aparelho pode ser <strong>útil</strong> em laboratórios, escritórios, museus e salas de aula, ambientes em que um extintor comum causaria <strong>estragos</strong> a <strong>equipamentos sensíveis.</strong> Ela explicou, no entanto, que o projeto segue em fase de <strong>protótipo</strong> e não pretende <strong>substituir</strong> por completo os extintores convencionais. Além disso, a <strong>garota-prodígio</strong> revelou que uma segunda versão já está em desenvolvimento: um <strong>extintor acústico automático,</strong> programado para detectar a chama e <strong>apagá-la sozinho.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ew/ma/wa/ewmawaq9jdz2f3cox05fc7et3.jpg"><figcaption>A estuudante mexicana Ángela Karime Venegas Hernández criou o Vortex Tech aos 16 anos<span class="copyright">Reprodução Facebook/Cetis 78 </span></figcaption></figure><p>O Vortex Tech rendeu a Ángela diversas <strong>premiações</strong> em diferentes concursos estudantis, com <strong>seis medalhas</strong> conquistadas em competições mexicanas. A adolescente levou a <strong>prata</strong> num concurso <strong>nacional</strong> e ganhou a oportunidade de representar o país na <strong>Internacional Science and Inventior Fair,</strong> feira científica que acontece na Indonésia em outubro deste ano. </p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-08-31/apagar-o-fogo-com-som--adolescente-cria-tecnologia-antichamas.html</link><dc:creator>Caio Resende</dc:creator><media:credit>Reprodução Facebook/Cetis 78 </media:credit><author>Caio Resende</author><keywords>prodígio, garota prodígio, Inventora, invenção, extintor, extintor de incêndio, nova tecnologia, som, onda sonora, velocidade do som</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a92f0d46fde92d66ef4b034</guid><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 14:49:17 +0000</pubDate><title>Baratas ciborgues podem ajudar no resgate de vítimas de desastres</title><description>Insetos equipados com sensores e dispositivos são testados por cientistas australianos para atuar em locais destruídos por terremotos e desabamentos</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/3z/zr/65/3zzr653y7hu93q81l248u7ea2.jpg"><figcaption>Barata ciborgue equipada para resgate<span class="copyright">Foto: UNIVERSITY OF QUEENSLAND </span></figcaption></figure><p>Um<strong> enxame de <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-08-23/quanto-custa-e-como-comprar-um-robo-humanoide-.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">baratas gigantes circulando entre escombros</a></strong> pode parecer uma <strong>cena de ficção científica</strong>. Mas, para <strong>pesquisadores australianos</strong>, esses <strong>insetos <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-05-31/lobo-robo-feito-para-espantar-ursos-tem-grande-demanda-de-compras.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">podem se transformar em aliados</a> em operações de busca e resgate.</strong></p><p>Cientistas da University of Queensland e da University of New South Wales desenvolveram baratas ciborgues, chamadas de “paraborgs”, equipadas com pequenas mochilas que carregam câmeras e dispositivos de injeção.</p><p>A proposta é que, no futuro, elas possam entrar em espaços onde máquinas maiores teriam dificuldade para chegar e, eventualmente, ajudar vítimas presas em meio aos destroços.</p><h2>Como as baratas são transformadas em ciborgues</h2><p>O projeto utiliza a barata-gigante-escavadora do norte de Queensland, uma espécie conhecida pelo grande porte e considerada a barata mais pesada do mundo.</p><p>Os pesquisadores colocam uma espécie de mochila sobre o inseto. O equipamento pode carregar sensores, câmeras e pequenos mecanismos capazes de transportar substâncias.</p><p>Para controlar os movimentos, os cientistas implantam um eletrodo no sistema nervoso da barata. Pequenos sinais elétricos são usados para estimular o inseto e direcionar sua movimentação.</p><p>Segundo os pesquisadores, o método permite conduzir a barata para determinadas áreas de maneira remota.</p><h2>Por que usar insetos?</h2><p>A escolha pode parecer estranha, mas existe uma razão prática.</p><p>As baratas conseguem andar, correr, escalar e atravessar terrenos irregulares, além de suportar condições que poderiam dificultar a atuação de robôs convencionais.</p><p>Essa característica pode ser especialmente importante em situações como desabamentos, quando há corredores estreitos, pedaços de concreto, madeira, metal e outros obstáculos espalhados pelo caminho.</p><p>A estrutura do próprio corpo do inseto também contribui para a mobilidade. Em determinadas situações, uma barata consegue passar por espaços muito pequenos sem precisar de uma estrutura robótica complexa.</p><h2>Uma espécie de "equipe de emergência" em miniatura</h2><p>A expectativa dos pesquisadores é que os paraborgs possam ser utilizados em ambientes nos quais a entrada de equipes humanas seja perigosa ou demorada.</p><p>Com câmeras e sensores, os insetos poderiam ajudar a identificar o que existe em determinadas áreas dos escombros. A tecnologia também está sendo estudada para permitir que dispositivos de injeção sejam utilizados em uma eventual assistência médica inicial.</p><p>A ideia seria, por exemplo, alcançar uma pessoa presa antes que uma equipe de resgate consiga chegar fisicamente até ela.</p><p>Isso não significa, porém, que as baratas já estejam prontas para entrar em operações de emergência.</p><h2>Tecnologia ainda está em fase de testes</h2><p>Apesar dos resultados iniciais, ainda existem obstáculos importantes antes de uma possível utilização em situações reais.</p><p>Os pesquisadores precisam avaliar como os insetos se comportam em terrenos ainda mais complexos, além de garantir que o sistema de comunicação continue funcionando dentro de estruturas destruídas.</p><p>Outro desafio envolve os próprios dispositivos instalados nas baratas. Os mecanismos de injeção precisam ser precisos e seguros, especialmente se forem utilizados próximos a pessoas feridas.</p><p>Por enquanto, os paraborgs permanecem em fase experimental. A tecnologia ainda precisa passar por novos testes para mostrar se pode funcionar de maneira confiável em cenários reais de busca e salvamento.</p><p>Mesmo assim, o projeto mostra uma abordagem diferente para a robótica: em vez de tentar construir uma máquina capaz de reproduzir todas as habilidades de um animal, os pesquisadores estão aproveitando as capacidades que a própria natureza já desenvolveu.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-08-29/baratas-ciborgues-podem-ajudar-no-resgate-de-vitimas-de-desastres.html</link><dc:creator>Thayna Gemin</dc:creator><media:credit>Foto: UNIVERSITY OF QUEENSLAND </media:credit><author>Thayna Gemin</author><keywords>Inseto transporta a tecnologia, Baratas ciborgues podem ajudar no resgate de vítimas de desastres, cientistas australianos, para ser usado em locais de terremotos e desabamentos, Insetos equipados com sensores e dispositivos</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a906b5ad29633c05a5353f6</guid><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 22:00:22 +0000</pubDate><title>Não podemos cancelar a esperança!</title><description>A suspensão de terapia milionária expõe a angústia das famílias e os limites da burocracia</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/eu/sv/qx/eusvqxccujho64amxftymq9vi.jpg"><figcaption>Audiência pública para debater a situação regulatória do medicamento Elevidys (delandistrogene moxeparvovec), destinado ao tratamento da Distrofia Muscular de Duchenne (DMD).<span class="copyright">Carolina Curi/Agência Senado  </span></figcaption></figure><p>Há decisões na vida pública que podem ser tomadas olhando para números, planilhas e cálculos. Outras exigem que, antes de qualquer coisa, olhemos para as pessoas. A situação das crianças e famílias que convivem com a Distrofia Muscular de Duchenne é uma delas.</p><p>Nesta quinta-feira (27/08), a Comissão de Direitos Humanos do Senado realizou uma audiência pública para discutir as doenças raras e, especialmente, a situação regulatória do Elevidys, terapia gênica destinada a pacientes com Distrofia Muscular de Duchenne.</p><p>Estamos falando de uma doença genética rara, grave e progressiva, que provoca perda contínua de força e função muscular e atinge majoritariamente meninos. Para essas crianças, o tempo tem um significado diferente: enquanto processos administrativos seguem seus prazos, a doença continua avançando.</p><p>Por isso, acredito que essa discussão não pode ser feita apenas de maneira aritmética.</p><p>É claro que precisamos falar de segurança. Precisamos falar de eficácia, evidências científicas, critérios regulatórios e acompanhamento dos pacientes. Tudo isso é indispensável. Mas também precisamos falar de vida, qualidade de vida, autonomia e tempo.</p><h2>Ciência e esperança não são adversárias</h2><p>A audiência já estava prevista antes dos acontecimentos desta semana, quando, a pedido da Roche, a Anvisa cancelou o registro do Elevidys no Brasil. A coincidência entre os fatos apenas tornou ainda mais urgente uma discussão que já precisávamos enfrentar.</p><p>Durante a audiência, representantes da Anvisa explicaram que a análise da agência considera segurança e eficácia, e não o custo do medicamento. Também informaram que medicamentos para doenças raras seguem fluxo prioritário e ressaltaram que decisões regulatórias podem ser reavaliadas à medida que novas evidências sejam apresentadas.</p><p>Esse ponto é fundamental.</p><p>Não defendo que segurança seja colocada de lado. Pelo contrário. Como alguém cuja trajetória profissional sempre esteve ligada à ciência e à tecnologia, sei que decisões dessa natureza precisam ser sustentadas pela melhor evidência científica disponível.</p><p>Mas segurança e acesso não podem ser tratados como conceitos necessariamente opostos. Ciência e esperança também não.</p><p>Precisamos encontrar um caminho que proteja os pacientes e, ao mesmo tempo, permita que o avanço da ciência chegue a quem mais precisa dele.</p><h2>Para essas famílias, cada dia importa</h2><p>Foi uma audiência extremamente sensível. Pais e mães se emocionaram ao falar sobre seus filhos e sobre a angústia de acompanhar a evolução de uma doença progressiva enquanto aguardam respostas. Essa talvez seja a parte mais difícil dessa discussão.</p><p>Para quem está fora dessa realidade, algumas semanas ou alguns meses podem parecer apenas parte de um procedimento administrativo. Para uma família que acompanha a perda progressiva das funções de uma criança, esse mesmo período pode representar algo que não será recuperado. Cada possibilidade importa. Cada dia importa.</p><p>O Elevidys não representa uma cura definitiva para a Distrofia Muscular de Duchenne. O próprio debate apresentado ao Senado trata a terapia como uma possibilidade de retardar a evolução da doença e preservar a funcionalidade em pacientes elegíveis.</p><p>É exatamente por isso que precisamos discutir com seriedade qual é o caminho ideal, legal e seguro para essas crianças.</p><p>Como ficam aquelas que já receberam a terapia? Como será feito o acompanhamento individualizado? Quais informações científicas ainda são necessárias? Quais critérios poderiam permitir uma eventual reavaliação? E quais alternativas podem ser oferecidas às famílias enquanto isso? São perguntas que o Estado brasileiro precisa responder.</p><p>“Elas não são caras. Elas são raras.”</p><p>Durante a audiência, a senadora Damares Alves resumiu de maneira muito forte um problema que ultrapassa o caso específico do Elevidys. “Elas não são caras. Elas são raras.”</p><p>A frase surgiu diante da preocupação de que o debate sobre doenças raras seja reduzido simplesmente ao custo dos tratamentos. É evidente que recursos públicos exigem responsabilidade. Precisamos discutir sustentabilidade, incorporação tecnológica e critérios objetivos. Mas uma vida humana não pode ser analisada exclusivamente por uma equação financeira.</p><p>Quando avaliamos uma terapia para uma doença grave e progressiva, precisamos considerar também o benefício para aquele paciente: mais autonomia, mais qualidade de vida, preservação de funções e mais tempo ao lado de sua família. Estamos falando de crianças. Estamos falando de pais e mães que acompanham todos os dias a progressão de uma doença para a qual ainda não existe cura definitiva. Não podemos transformar essas pessoas em números dentro de uma planilha.</p><h2>O Brasil precisa acelerar</h2><p>Existe uma questão ainda maior por trás desse debate. A ciência e a medicina estão avançando rapidamente. Terapias gênicas, medicina de precisão, diagnóstico molecular e novas tecnologias estão transformando aquilo que é possível fazer diante de doenças que, até pouco tempo atrás, ofereciam pouquíssimas alternativas.</p><p>Nosso sistema regulatório e nossas políticas públicas precisam conseguir acompanhar essa transformação. Isso não significa flexibilizar irresponsavelmente a segurança. Significa desenvolver processos mais eficientes, transparentes e capazes de responder à velocidade da inovação.</p><p>Como coordenador-geral da Frente Parlamentar Mista da Inovação e Tecnologias em Saúde para Doenças Raras, a iTEC Raras, tenho trabalhado justamente para aproximar ciência, inovação, diagnóstico e acesso a novas tecnologias das necessidades dos pacientes. Entre os objetivos da Frente estão incentivar pesquisas e reduzir obstáculos ao diagnóstico e ao tratamento das doenças raras.</p><p>E estamos falando de um desafio gigantesco. Estima-se que entre 13 e 15 milhões de brasileiros convivam com doenças raras, distribuídas entre milhares de condições diferentes. Portanto, não é uma discussão periférica da saúde pública brasileira.</p><h2>Não podemos abandonar essas famílias</h2><p>Há outro compromisso que considero indispensável: nenhuma criança que tenha recebido uma terapia pode simplesmente ficar sem acompanhamento. Independentemente das decisões regulatórias sobre novos pacientes, precisamos garantir monitoramento rigoroso daqueles que já foram tratados. Esses pacientes precisam de cuidado.</p><p>E os dados produzidos por esse acompanhamento também podem contribuir para ampliar o conhecimento científico sobre segurança, eficácia e resultados dessas novas terapias.</p><p>Precisamos de transparência. Precisamos saber quais evidências ainda faltam. Precisamos estabelecer critérios claros para eventuais reavaliações e construir mecanismos de diálogo permanente entre Anvisa, Ministério da Saúde, pesquisadores, médicos, empresas e, principalmente, as famílias. Essa necessidade de previsibilidade, acompanhamento e cooperação institucional também está na justificativa apresentada para o debate.</p><h2>Esta discussão vai continuar</h2><p>Vamos continuar trabalhando para encontrar caminhos. Esta já é mais uma etapa de uma discussão que não começou hoje e certamente não terminará aqui.</p><p>Como senador, membro da Comissão de Direitos Humanos e coordenador-geral da iTEC Raras, digo que não podemos aceitar que a velocidade da burocracia seja incompatível com a velocidade de uma doença progressiva. Também não podemos transformar esperança em promessa irresponsável.</p><p>Nosso dever está justamente no equilíbrio: usar ciência, evidências, segurança, inovação e humanidade para construir respostas.</p><p>Porque, para uma família que convive diariamente com uma doença rara, uma decisão regulatória nunca é apenas um processo administrativo. É o futuro de um filho. É sua autonomia. É sua qualidade de vida.</p><p class="  ">Em muitos casos, é uma corrida contra o tempo.</p><p>Por isso, continuarei cobrando respostas e trabalhando para aproximar ciência, inovação e saúde pública.</p><p>Não podemos suspender a ciência. Não podemos abandonar as famílias. E não podemos cancelar a esperança.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/astropontes/2026-08-27/nao-podemos-cancelar-a-esperanca.html</link><dc:creator>Senador Astronauta Marcos Pontes</dc:creator><media:credit>Carolina Curi/Agência Senado  </media:credit><author>Senador Astronauta Marcos Pontes</author><keywords>Distrofia Muscular de Duchenne, Elevidys, doenças raras, terapia gênica, Anvisa, ciência</keywords><internationalize>false</internationalize><section>65ce16b9df431202240a4142</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a902d804050ee0913450098</guid><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 18:04:23 +0000</pubDate><title>Professor da UFG é apontado como autoridade máxima em IA</title><description>Anderson Soares, fundador do CEIA, ficou à frente de executiva da Microsoft e de pesquisadora especialista em justiça algorítmica</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9q/wk/n6/9qwkn6e7h7w4qxvqlf7zxg8q9.jpg"><figcaption>Anderson Soares é fundador do CEIA <span class="copyright">Divulgação </span></figcaption></figure><p>O professor Anderson Soares, da <strong>Universidade Federal de Goiás (UFG)</strong>, foi apontado como o nome <strong>mais influente</strong> do <strong>Brasil</strong> na área de<strong> Inteligência Artificial</strong> pelo estudo Pulso 2026/2027. O levantamento foi realizado pela consultoria Deck em parceria com a Nexus, empresas que integram a FSB Holding.</p><p>Fundador e presidente do Conselho do Centro de Excelência em Inteligência Artificial da UFG (<strong>CEIA-UFG</strong>), Anderson aparece na primeira colocação da categoria. Na sequência estão <strong>Tania Cosentino</strong>, presidente da Microsoft Brasil, e <strong>Nina da Hora</strong>, pesquisadora reconhecida pela atuação em temas como justiça algorítmica, tecnologia e desigualdades sociais.</p><p>O estudo analisou mais de 2 mil perfis ligados a 21 setores da economia brasileira. Para elaborar o ranking, foram considerados critérios relacionados à influência, reputação, afinidade, autoridade e capacidade de pautar discussões e decisões de mercado.</p><p>Além de Inteligência Artificial, o levantamento avaliou nomes de áreas como educação, empreendedorismo, marketing e varejo.</p><h2>Influência além do número de seguidores</h2><p>A pesquisa aponta uma mudança na maneira como o mercado compreende a influência. Em vez de considerar apenas o alcance nas redes sociais ou o número de seguidores, o estudo procurou identificar pessoas capazes de construir autoridade, interferir em debates e influenciar decisões dentro de seus setores.</p><p>Entre os principais resultados, 65% dos perfis que efetivamente exercem influência sobre decisões de mercado são especialistas ou referências técnicas. O dado indica que conhecimento acumulado, reputação e consistência passaram a ter peso crescente na construção da influência pública.</p><p>À frente de projetos de pesquisa, inovação e formação profissional, Anderson Soares tem participado do debate sobre os impactos e as aplicações da inteligência artificial em diferentes setores da sociedade e da economia.</p><p>Natural de Catalão, no sudeste de Goiás, o professor atribui o reconhecimento ao trabalho coletivo desenvolvido no estado nos últimos anos.</p><p>“Esse reconhecimento é muito significativo, mas eu o vejo como resultado de um trabalho que não é individual. Goiás construiu, nos últimos anos, um ecossistema de inteligência artificial que reúne universidade, pesquisadores, empresas, poder público e sociedade. Estar nessa posição mostra que o conhecimento produzido aqui está participando das discussões mais importantes sobre o futuro da IA no Brasil”, afirma Anderson.</p><h2>CEIA aproxima universidade, empresas e poder público</h2><p>A trajetória de Anderson está ligada à criação e à expansão do Centro de Excelência em Inteligência Artificial. Instituído em 2019, o CEIA surgiu de uma parceria entre a UFG, por meio do Instituto de Informática, o Governo de Goiás e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg).</p><p>O centro reúne pesquisadores, professores, estudantes e profissionais de diferentes áreas para desenvolver projetos de pesquisa, formação e inovação baseados em inteligência artificial. A proposta segue o modelo de integração entre universidade, poder público e setor produtivo.</p><p>Os projetos desenvolvidos pelo CEIA abrangem áreas como saúde, educação, energia, finanças, agronegócio, indústria e serviços públicos. As equipes trabalham na criação de soluções destinadas a problemas concretos apresentados por empresas e instituições governamentais, aproximando a produção acadêmica de aplicações sociais e econômicas.</p><p>O centro também atua na formação de pesquisadores e profissionais especializados, com a participação de estudantes de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado nos projetos. A experiência permite que os alunos tenham contato com desafios reais durante a formação acadêmica.</p><h2>UFG criou primeiro bacharelado em IA do Brasil</h2><p>O ecossistema estruturado em Goiás também deu origem ao Bacharelado em Inteligência Artificial da UFG, considerado o primeiro curso superior do Brasil e da América Latina dedicado especificamente à área.</p><p>A graduação foi aprovada em 2019 e recebeu a primeira turma no ano seguinte. Anderson Soares presidiu a comissão responsável pela criação do curso e também participou da estruturação do projeto acadêmico.</p><p>Oferecida pelo Instituto de Informática, no Câmpus Samambaia, em Goiânia, a graduação é integral e tem duração prevista de oito semestres. São oferecidas 40 vagas por ano.</p><p>A formação inclui conteúdos relacionados a aprendizado de máquina, redes neurais, processamento de linguagem natural, robótica, análise de grandes volumes de dados, reconhecimento de padrões e sistemas de apoio à tomada de decisões. No último período, os alunos participam de uma residência em inteligência artificial.</p><p>O interesse pelo curso cresceu nos últimos processos seletivos. No Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2025, a graduação recebeu 1.215 inscrições para 40 vagas, média de aproximadamente 30 candidatos por vaga.</p><p>Naquele ano, o bacharelado registrou nota de corte de 811,01 pontos e superou, pela primeira vez, Medicina e todos os demais cursos oferecidos pela UFG.</p><p>Em 2026, a pontuação subiu para 846,72 na modalidade de ampla concorrência. O resultado manteve Inteligência Artificial como o curso com a maior nota de corte da UFG pelo segundo ano consecutivo e colocou a graduação na segunda posição entre as maiores pontuações de ingresso registradas em todo o país no Sisu.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-08-27/frofessor-da-ufg-e-apontado-como-autoridade-maxima-em-ia.html</link><dc:creator>Raphael Bezerra</dc:creator><media:credit>Divulgação </media:credit><author>Raphael Bezerra</author><keywords>Reverência, CEIA, UFG, Anderson Soares, IA, Inteligência Artificial</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a906609d29633c05a5353f0</guid><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 16:30:06 +0000</pubDate><title>Marcelo Costa: A IA no Marketing e o Valor das &quot;Horas de Voo&quot;</title><description>Repertório, escuta e bagagem cultural: por que a comunicação autêntica ainda vence a superficialidade automatizada das métricas digitais</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/96/75/x9/9675x9p5iwmyu3glze55x0543.jpg"><figcaption>Marcelo Costa no podcast Inteligência Orgânica<span class="copyright">Reprodução/Youtube </span></figcaption></figure><p>Marcelo Costa, jornalista de formação com passagem pelo jornalismo financeiro e fundador da agência Edmis Social Media há 15 anos, analisa no<strong> Inteligência Orgânica</strong> os ruídos e a desumanização trazidos pelo uso apressado da <strong>Inteligência Artificial</strong> no marketing. Ele relata o contrassenso de receber briefings e revisões "pasteurizados", gerados integralmente por IA por profissionais jovens sem "horas de voo", o que exige mais tempo da agência para decifrar a demanda do que se ela tivesse sido construída a partir de uma conversa direta. Marcelo alerta para a perigosa onda de superficialidade em que as pessoas terceirizam o raciocínio crítico para algoritmos, esquecendo que o verdadeiro valor da <strong>comunicação</strong> reside no repertório, na escuta ativa e na bagagem cultural.</p><p>Com a vivência de quem esteve nas três pontas do mercado — cliente, veículo e agência —, o publicitário refuta as receitas de bolo de "guruzinhos do marketing" e a obsessão cega pelas métricas astrológicas das plataformas digitais. Marcelo adota a filosofia de que "tudo passa" perante a efemeridade do ambiente online, defendendo que um perfil corporativo saudável deve construir um <strong>storytelling</strong> autêntico alinhado à cultura real da marca, sem ceder a egotrips de executivos ou a polarizações oportunistas. Ele destaca que sua agência não hesita em "demitir clientes" desalinhados de seus valores e reafirma que, mesmo na era das mensagens instantâneas e da <strong>automação</strong>, um simples telefonema no olho no olho ainda é a ferramenta mais poderosa para desarmar tensões e construir conexões reais.</p><p><strong>Quer saber como filtrar o barulho das redes e construir uma estratégia de marca verdadeiramente autêntica? Veja o episódio completo no YouTube.</strong></p><iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/-_NKRtt4nWM" frameborder="0"></iframe>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/pedro-cortella/2026-08-27/marcelo-costa--a-ia-no-marketing-e-o-valor-das--horas-de-voo-.html</link><dc:creator>Pedro Cortella</dc:creator><media:credit>Reprodução/Youtube </media:credit><author>Pedro Cortella</author><keywords>storytelling, marketing digital, Inteligência Artificial, automação, redes sociais, comunicação, cultura de marca</keywords><internationalize>false</internationalize><section>67924aca1709546c04d9c315</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a9043e64050ee09134500b1</guid><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 14:48:58 +0000</pubDate><title>Meta pagará R$ 86 bilhões por vício de crianças em redes sociais</title><description>Acordo encerra ações movidas por 29 estados dos EUA que acusavam a dona do Instagram de tornar adolescentes dependentes; iG consultou especialista</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9w/c4/pv/9wc4pvy5tgssxgefemwn6nf35.jpg"><figcaption>Mark Zuckerberg<span class="copyright">Reprodução Wikimedia Commons/Anthony Quintano from Westminster, United States </span></figcaption></figure><p>A <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-08-22/oculos-virtual-da-meta--mpf-e-acionado-por-riscos-a-privacidade.html">Meta</a> aceitou pagar cerca de <strong>US$ 16,68 bilhões,</strong> algo em torno de <strong>R$ 86,7 bilhões,</strong> para encerrar o processo em que 29 estados americanos a acusavam de <strong>viciar crianças</strong> e <strong>adolescentes</strong> nas <strong>redes sociais.</strong> O acerto foi selado na quarta-feira (26) em um tribunal federal dos Estados Unidos e representa a <strong>maior multa</strong> já paga pela empresa de <strong>Mark Zuckerberg,</strong> dona do <strong>Facebook,</strong> do <strong>Instagram</strong> e do <strong>WhatsApp.</strong> Ao fechar o acordo, a companhia não admitiu ter cometido irregularidades.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/dk/di/g5/dkdig57j99lfc9yjeqcrmdpxv.jpg"><figcaption>Crianças e adolescentes passam horas a fio nos aplicativos da Meta<span class="copyright">Imagem gerada por IA - iG </span></figcaption></figure><p>O julgamento começou em 12 de agosto, em Oakland, na Califórnia, sob jurisdição da juíza Yvonne Gonzalez Rogers. A denúncia reunia ações movidas por<strong> 29 estados americanos</strong> e sustentava que <strong>Facebook</strong> e <strong>Instagram</strong> foram desenhados de propósito para <strong>prender a atenção dos mais jovens,</strong> com recursos como notificações constantes, Stories e vídeos que emendam sozinhos um no outro, alegando que a empresa <strong>escondeu</strong> do público os <strong>danos</strong> que <strong>já conhecia.</strong> Ademais, a companhia ainda foi acusada de <strong>coletar dados</strong> de menores de 13 anos sem o <strong>consentimento dos pais.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/8l/ez/8w/8lez8wsfq9pz2yhio4m6w4h25.jpg"><figcaption>Sede da Meta<span class="copyright">Reprodução Wikimedia Commons/Nokia621 - Own work </span></figcaption></figure><p>O valor pago pela Meta será <strong>bilionário,</strong> mas nem todo o dinheiro está garantido. Devido a um <strong>gatilho contratual,</strong> uma quantia na casa dos <strong>US$ 5,3 bilhões,</strong> o equivalente a quase <strong>30% do total,</strong> só será liberada se o <strong>YouTube</strong> e o <strong>TikTok</strong> também adotarem <strong>freios</strong> parecidos. A gigante da tecnologia pede que as empresas <strong>concorrentes</strong> imponham o limite diário de uma hora, um bloqueio noturno e ferramentas de verificação de idade, além do <strong>pagamento</strong> de um <strong>valor equivalente.</strong> O Youtube e o TikTok ainda não se manifestaram quanto à posição da companhia de <a href="https://economia.ig.com.br/2026-03-05/mark-zuckerberg-compra-mansao-em-miami-e-quebra-recorde-imobiliario.html">Zuckerberg.</a></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/74/ba/f1/74baf1r2xa2twiie2b292i6gl.jpg"><figcaption>Sede da Meta<span class="copyright">Reprodução Wikimedia Commons/LPS.1 - Own work </span></figcaption></figure><p>Os estados da Califórnia, Illinois, Novo México e Washington receberão US$ 459,3 milhões para pôr <strong>fim</strong> aos processos ligados ao <strong>escândalo</strong> da <strong>Cambridge Analytica,</strong> que envolvia o <strong>uso indevido de dados</strong> de milhões de usuários do Facebook revelado em <strong>2018.</strong> O acordo ainda depende do aval de um juiz, já que a Meta segue respondendo a outras ações nos <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-08-13/empresa-dos-eua-oferece-servico-de-limpeza-com-robos-humanoides.html">Estados Unidos.</a></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/98/n8/dn/98n8dn2kanoft1dx26eopl4oo.jpg"><figcaption>Crianças e adolescentes passam horas a fio nos aplicativos da Meta<span class="copyright">Imagem gerada por IA - iG </span></figcaption></figure><p>Do lado dos estados, o acordo foi considerada um <strong>marco</strong> no direito constitucional americano. O <strong>procurador-geral</strong> de Washington, Brian Schwalb, resumiu o tom da acusação em entrevista à BBC, afirmando que o acordo representa uma "Vitória monumental para a <strong>saúde pública</strong> dos jovens".</p><p>Na Califórnia, o <strong>procurador</strong> Rob Bonta comemorou o acordo e reiterou o significado e a importância do acerto para o público infantil, salientando que "Trata-se de uma <strong>mudança real para as crianças".</strong> </p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7y/di/5i/7ydi5ikoex6xp0l8hio54g2jh.jpg"><figcaption>Mark Zuckerberg, fundador da Meta<span class="copyright">Reprodução Wikimedia Commons/Meta - Jeff Sainlar; Social Producer and Editor </span></figcaption></figure><p>A multibilionária Meta, de <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/afp/2025-04-15/mark-zuckerberg-volta-a-depor-para-defender-meta.html">Marck Zuckerberg,</a> manteve a mesma <strong>linha</strong> que vinha adotando durante todo o processo legislativo. A companhia de tecnologia afirmou, em comunicado emitido pelo porta-voz, que <strong>discorda veementemente</strong> das alegações e está "Confiante de que as evidências demonstrarão nosso <strong>compromisso de longa data</strong> com o apoio aos jovens". </p><h2><strong>O que muda nas redes sociais americanas após o acordo da Meta?</strong></h2><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/57/qh/96/57qh9675vy7265pyrg8umtw01.jpg"><figcaption>Sede da Meta<span class="copyright">Reprodução Wikimedia Commons/Jitze Couperus from Los Altos Hills, California, USA </span></figcaption></figure><p></p><p>As <strong>novas regras</strong> valem só nos Estados Unidos e devem entrar em <strong>vigor</strong> nos próximos seis meses. As contas de <strong>menores de 18 anos</strong> passam a ter um <strong>limite padrão de duas horas de uso</strong> diárias em todas as redes sociais da Meta, com a <strong>contagem</strong> reiniciando à meia-noite. Apesar disso, <strong>mensagens</strong> e <strong>vídeos longos</strong> ficam de fora do cálculo.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/22/ot/2t/22ot2t1pbus8ju6hk84zy3jiz.jpg"><figcaption>Crianças e adolescentes passam horas a fio nos aplicativos da Meta<span class="copyright">Imagem gerada por IA - iG </span></figcaption></figure><p>Os perfis de adolescentes também deverão permanecer <strong>bloqueados da meia-noite até às 6h,</strong> com mensagens e ajustes ainda acessíveis, mas sem <strong>porta de acesso</strong> para o restante do aplicativo. Por fim, as <strong>notificações deverão desaparecer</strong> das 22h às 7h e durante todo o horário escolar do usuário. </p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/4c/n4/f2/4cn4f2e57llauudabu12y7lhj.jpg"><figcaption>educadora e especialista em Neuroeducação e Desenvolvimento Infantil<span class="copyright">Imagem cedida ao iG </span></figcaption></figure><p>O iG conversou com <strong>Priscilla Montes,</strong> <strong>especialista</strong> em Neuroeducação e Desenvolvimento Infantil, certificada pela Positive Discipline Association (PDA) e pós-graduanda em Neurociências e Desenvolvimento Infantil pela PUC-RS. Questionada, a <strong>educadora explicou</strong> que vídeos curtos e redes sociais oferecem "Estímulos rápidos, constantes e <strong>recompensas imediatas,</strong> o que pode dificultar o desenvolvimento de habilidades importantes para a <strong>aprendizagem".</strong></p><p><strong>Pergunta do iG:</strong> Quais os principais impactos do uso contínuo de telas, incluindo vídeos curtos e redes sociais, no processo de neuroaprendizagem da criança?</p><p><strong>Pergunta do iG:</strong> Os freios impostos no acordo firmado pela Meta são suficientes para reduzir o impacto do uso frenético de redes sociais em crianças e adolescentes?</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-08-27/meta-pagara-us--16-bilhoes-por-vicio-de-criancas-em-redes-sociais.html</link><dc:creator>Caio Resende</dc:creator><media:credit>Reprodução Wikimedia Commons/Anthony Quintano from Westminster, United States </media:credit><author>Caio Resende</author><keywords>acordo judicial, vício em redes sociais, viciados em internet, redes sociais, rede social, Facebook, instagram, META, Mark Zuckeberg, Estados Unidos, EUA, crianças e adolescentes</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8f8ba910bfa30c1d328c11</guid><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 00:58:43 +0000</pubDate><title>Uma missão por Lito: ciência em busca de esperança</title><description>Diante de uma doença rara e sem tratamento disponível, mobilizamos instituições brasileiras e centros internacionais em busca de alternativas</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ah/al/3j/ahal3j1qsw4x60kd5v6af5y05.jpg"><figcaption>Bancada: senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)<span class="copyright">Foto: Geraldo Magela/Agência Senado </span></figcaption></figure><p> Há momentos em que a vida nos coloca diante de situações para as quais ainda não temos todas as respostas. Para alguém que dedicou boa parte da vida à aviação, talvez não exista metáfora mais adequada: <strong>Lito Sousa está enfrentando a maior turbulência de sua vida. </strong></p><p>Joselito Geraldo de Sousa, o Lito, tornou-se conhecido por milhões de brasileiros por meio do canal Aviões e Músicas. Com conhecimento técnico, bom humor e uma <strong>enorme capacidade de comunicação</strong>, ajudou a aproximar a aviação das pessoas, explicou o funcionamento das aeronaves e até ajudou muita gente a superar o medo de voar.</p><h2>Agora, é ele quem precisa da nossa ajuda</h2><p>Lito foi diagnosticado com a <strong>doença de Creutzfeldt-Jakob</strong>, uma doença priônica rara, neurodegenerativa e de rápida evolução. Hoje, ainda não existe tratamento comprovadamente eficaz capaz de interromper ou modificar o curso da doença. Diante de uma situação tão grave, acredito que não podemos simplesmente assistir de braços cruzados.</p><p>Por isso, solicitei à minha equipe que buscasse informações sobre pesquisas que estão sendo desenvolvidas internacionalmente e preparei quatro ofícios, assinados no dia 24 de agosto, para mobilizar diferentes instituições em busca de uma possibilidade para Lito. Não estou prometendo uma cura. Não seria responsável fazer isso. Estou buscando uma oportunidade.</p><h2>Uma mobilização pela vida</h2><p>O primeiro ofício foi encaminhado ao <strong>Ministério da Saúde (GSMPONTE Nº 0239/2026)</strong>. Solicitei apoio técnico e institucional para o acompanhamento do caso, além da interlocução necessária com os responsáveis pelas pesquisas realizadas no exterior. Caso Lito seja considerado elegível para algum protocolo, pedi que sejam estudadas as possibilidades de apoio institucional para viabilizar sua participação.</p><p>O segundo documento foi encaminhado ao <strong>Ministério das Relações Exteriores GSMPONTE Nº 0240/2026)</strong>. Nele, solicitei apoio diplomático, inclusive por meio das representações brasileiras no exterior, para facilitar o contato com centros internacionais de pesquisa e auxiliar nos procedimentos cabíveis caso seja possível seu deslocamento para avaliação ou participação em algum estudo.</p><p>Os outros dois ofícios atravessaram nossas fronteiras. Um deles (GSMPONTE Nº 0241/2026) foi enviado à equipe responsável pelo <strong>estudo clínico PRiSM, conduzido pelo Broad Institute of MIT and Harvard,</strong> nos Estados Unidos. O outro (GSMPONTE Nº 0242/2026) foi dirigido à equipe responsável pelo PrProfile, estudo da Ionis Pharmaceuticals. Nos dois casos, solicitei que o histórico médico de Lito pudesse receber uma análise célere para verificar sua eventual elegibilidade.</p><p>É importante ressaltar: não cabe a um senador determinar quem participa de um ensaio clínico. Essa decisão pertence aos pesquisadores e deve obedecer aos critérios científicos, médicos, éticos e regulatórios de cada estudo. O que posso fazer, como senador e como alguém que dedicou grande parte da vida à ciência e à tecnologia, é ajudar a abrir os canais institucionais para que o caso seja analisado. E foi isso que fiz.</p><h2>Duas fronteiras da ciência</h2><p>Os dois estudos representam caminhos científicos diferentes, mas partem de uma estratégia semelhante: tentar reduzir a produção da proteína priônica envolvida no desenvolvimento dessas doenças.</p><p>O estudo PrProfile avalia o ION717, um <strong>medicamento experimental desenvolvido pela Ionis Pharmaceuticals.</strong> Trata-se de um oligonucleotídeo antissenso projetado para reduzir a produção da proteína priônica no organismo. O estudo encontra-se em Fase 1/2a e busca avaliar, entre outros aspectos, segurança, tolerabilidade e efeitos biológicos do ION717 em pessoas com doenças priônicas. Já o PRiSM utiliza uma tecnologia baseada em RNA de interferência, o chamado siRNA. O objetivo também é reduzir a expressão da proteína priônica, atuando sobre o processo molecular responsável por sua produção. É um estudo de Fase 1 e first-in-human, ou seja, <strong>uma pesquisa ainda inicial em seres humanos.</strong></p><p>Isso significa que precisamos falar sobre essas alternativas com esperança, mas também com responsabilidade. Estamos falando de ciência experimental. Ainda não sabemos se essas estratégias serão eficazes para tratar a doença. Os ensaios existem justamente para responder perguntas fundamentais sobre segurança, tolerabilidade, dose e possíveis efeitos dessas tecnologias. Mas a ciência também é feita da coragem de buscar respostas onde antes elas não existiam.</p><h2>O tempo da ciência e o tempo de uma família</h2><p>Existe uma diferença dolorosa entre o tempo da pesquisa científica e o tempo de uma família diante de uma doença de rápida progressão.</p><p>A ciência precisa avançar com método, segurança e responsabilidade. Um ensaio clínico não pode abandonar seus critérios porque existe comoção em torno de determinado paciente. Ao mesmo tempo, quem tem alguém que ama enfrentando uma doença tão grave naturalmente procura todas as possibilidades existentes. Eu consigo compreender essa urgência.</p><p>A família de Lito está lutando. Pesquisadores estão trabalhando. Pessoas ligadas à aviação e milhares de brasileiros estão se mobilizando. E eu decidi fazer aquilo que está ao meu alcance institucional para ajudar.</p><h2>Ciência também significa não desistir de procurar</h2><p>Minha trajetória profissional sempre esteve profundamente ligada à ciência, à tecnologia e à busca pelo que parece impossível. Quando entrei para o programa espacial, havia muitos obstáculos entre aquele jovem brasileiro e o espaço. Foram anos de preparação, estudo, disciplina e persistência. A <strong>ciência me ensinou que reconhecer os limites do conhecimento não significa desistir de ampliá-los</strong>.</p><p>Hoje não existe um tratamento comprovadamente eficaz para a doença enfrentada por Lito. Essa é a realidade. Mas também existem pesquisadores tentando mudar essa realidade. É por isso que precisamos investir em ciência.</p><p>Doenças raras mostram de maneira particularmente dura como pesquisa básica, desenvolvimento tecnológico, <strong>ensaios clínicos e cooperação internacional</strong> podem, um dia, representar a diferença entre não ter alternativas e começar a construir uma possibilidade.</p><p>O caso de Lito também nos leva a uma discussão maior: precisamos fortalecer a capacidade científica brasileira para que nosso país participe cada vez mais de pesquisas de fronteira e para que brasileiros com doenças raras tenham acesso a centros de referência e oportunidades de pesquisa sem depender exclusivamente do exterior.</p><h2>Por Lito e por tantas outras famílias</h2><p>Esses quatro ofícios não significam que conseguimos um tratamento para Lito. Também não significam que ele será considerado elegível para qualquer um dos estudos. Significam que estamos tentando.</p><p>E, diante de uma situação como essa, acredito que precisamos fazer tudo aquilo que estiver <strong>dentro da lei, da ética e das possibilidades da ciência para buscar alternativas</strong>. </p><p>Tenho enorme respeito pelos pesquisadores responsáveis por esses estudos e pelos critérios que protegem os pacientes e garantem a integridade das pesquisas. Da mesma forma, tenho profundo respeito pela luta de Lito e de sua família.</p><p>Neste momento, <strong>minha esperança</strong> é que os canais que abrimos possam contribuir para que seu caso seja analisado com a urgência que sua condição exige, sempre respeitando as decisões das equipes médicas e científicas.</p><p>Lito passou tantos anos explicando aos brasileiros que turbulência, por mais assustadora que seja, não significa que devemos deixar de acreditar no voo. Agora, <strong>diante da maior turbulência de sua vida</strong>, quero que ele e sua família saibam: estamos fazendo o que está ao nosso alcance para ajudar.</p><p>Com ciência, responsabilidade, fé e esperança.</p><p><strong>Força, Lito. Estamos com você.</strong></p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/astropontes/2026-08-26/uma-missao-por-lito--ciencia-em-busca-de-esperanca.html</link><dc:creator>Senador Astronauta Marcos Pontes</dc:creator><media:credit>Foto: Geraldo Magela/Agência Senado </media:credit><author>Senador Astronauta Marcos Pontes</author><keywords>doença de CreutzfeldtJakob, Esperança, estudos, Lito, doença, ciência</keywords><internationalize>false</internationalize><section>65ce16b9df431202240a4142</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8f118416f3a14d73db26dc</guid><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 16:17:21 +0000</pubDate><title>Carlos: O Sonho Pragmático e a Transformação do Terceiro Setor</title><description>Governança, metodologia educacional e parcerias estratégicas ampliam empregabilidade de jovens em vulnerabilidade social pelo Brasil</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/2y/ih/wo/2yihwonh8xn5s5hk8h8g05oc7.jpg"><figcaption>Carlos no podcast Inteligência Orgânica<span class="copyright">Reprodução/Youtube </span></figcaption></figure><p>Carlos, diretor executivo do Instituto Reciclar, define-se como um "sonhador pragmático" ao liderar uma organização com mais de três décadas de história voltada à <strong>educação</strong> e <strong>inclusão produtiva</strong> de jovens em situação de vulnerabilidade. Ex-executivo da Ambev, onde vivenciou a rigorosa cultura de metas do setor corporativo, ele migrou para o Terceiro Setor em 2002 para aplicar conceitos de governança e gestão de resultados a<strong> causas sociais</strong>. Carlos desmistifica o estigma em torno das ONGs, lembrando que esse ecossistema representa quase 4% do PIB nacional — com mais de 800 mil entidades —, operando com rígidos mecanismos de transparência e sem distribuição de lucros, que são integralmente reinvestidos na própria causa. Para garantir a perenidade de suas ações sem depender de recursos públicos ou de flutuações da filantropia, o instituto mantém um fundo patrimonial próprio desde 2013.</p><p>A metodologia da instituição aposta no construtivismo e na aprendizagem baseada em projetos para desenvolver <strong>soft skills</strong> essenciais, como comunicação, comportamento adequado e pensamento crítico. Apoiado em pesquisas que revelam que 92% das grandes empresas contratam pelo perfil comportamental e preferem formar a parte técnica dentro de casa, o Reciclar firma parcerias com centros de excelência (como a Escola Técnica do Einstein) para o ensino de hard skills, alcançando uma taxa de 94% de <strong>empregabilidade</strong> entre seus formandos. Atendendo anualmente cerca de 16 mil jovens diretamente — majoritariamente meninas negras e pardas nas periferias de 14 estados — e capacitando 90 mil professores da rede pública, o instituto oferece suporte assistencial completo (alimentação, transporte e saúde) para garantir que a vulnerabilidade extrema não force os jovens ao abandono escolar. Carlos defende a urgente desburocratização das doações e o fortalecimento do ensino técnico como pilares para transformar a realidade do país.</p><p><strong>Assista ao vídeo completo no YouTube para descobrir como o investimento social estruturado transforma a vida de milhares de jovens.</strong></p><iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/zB6F8omelPk" frameborder="0"></iframe>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/pedro-cortella/2026-08-26/carlos--o-sonho-pragmatico-e-a-transformacao-do-terceiro-setor.html</link><dc:creator>Pedro Cortella</dc:creator><media:credit>Reprodução/Youtube </media:credit><author>Pedro Cortella</author><keywords>Instituto Reciclar, ONGs, organizações sociais, educação de jovens, inclusão produtiva, jovens em situação de vulnerabilidade, empregabilidade, soft skills</keywords><internationalize>false</internationalize><section>67924aca1709546c04d9c315</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8df73691fe1e9a4ce4a00e</guid><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 22:00:14 +0000</pubDate><title>Não são números. São pessoas!</title><description>O crescimento da população em situação de rua exige políticas integradas, humanização e soluções capazes de transformar vidas</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/el/5c/es/el5cesjnu6n8f8a5doxv30aci.jpg"><figcaption>Presidente eventual da CDH, senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP). <span class="copyright">Carlos Moura/Agência Senado </span></figcaption></figure><p>Quando discutimos políticas públicas, é muito fácil nos perdermos em números, estatísticas, programas e estruturas administrativas. Mas, quando falamos da população em situação de rua, precisamos começar lembrando de algo essencial: estamos falando de pessoas. Pessoas com nome, história, família, sentimentos, sonhos, frustrações e diferentes razões que as levaram até aquela situação. É justamente por isso que não podemos olhar para esse problema com frieza, preconceito ou soluções simplistas.</p><p>Nesta terça-feira (25), presidi, ao lado da senadora Damares Alves, uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, idealizada para discutir as condições da população em situação de rua no Brasil e buscar caminhos capazes de enfrentar uma realidade que tem se agravado.</p><p>Os números mostram a dimensão do desafio. Segundo dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), o número de pessoas registradas em situação de rua passou de 198,7 mil, em dezembro de 2022, para 392,4 mil em junho de 2026. É um crescimento de 97,4%. São quase 200 mil pessoas a mais registradas nessa condição em pouco mais de três anos. Mas volto ao ponto inicial: por trás de cada número existe uma vida.</p><h2>Dignidade não é ter pena</h2><p>Durante a audiência, a senadora Damares resumiu muito bem uma das premissas que devem orientar esse debate: “Falar sobre população de rua é falar sobre dignidade da pessoa humana.”</p><p>Concordo plenamente. Humanizar essa discussão não significa sentir pena. Significa ter compaixão e respeito. Significa tentar compreender a realidade do outro antes de determinar, de Brasília, qual solução deveria servir para todos. Precisamos fazer perguntas difíceis. O que levou aquela pessoa para a rua? Foi a perda do emprego? Uma ruptura familiar? Dependência química? Um transtorno mental? Uma calamidade? Migração? Uma sequência desses fatores? E existe ainda outra pergunta fundamental: o que faz uma pessoa permanecer na rua? Não necessariamente a causa que levou alguém para a rua é a mesma que dificulta sua saída. É justamente aí que políticas públicas padronizadas encontram seus limites. </p><h2>Cada pessoa precisa de uma resposta</h2><p>Uma das principais conclusões que levo da audiência é que não existe uma única população de rua. Existem pessoas em situação de rua. E cada uma apresenta necessidades diferentes.</p><p>Algumas precisam prioritariamente de moradia. Outras precisam de tratamento para dependência química ou atenção à saúde mental. Há quem precise de qualificação profissional e oportunidade de trabalho. Outros precisam reconstruir vínculos familiares. Existem ainda situações relacionadas à migração, à pobreza extrema e até às consequências de calamidades públicas.</p><p>Isso significa que estamos diante de um problema multifacetado que exige uma resposta igualmente multifacetada. Não basta simplesmente oferecer uma casa. Também não basta oferecer um benefício financeiro. Não basta disponibilizar uma vaga de acolhimento. E certamente não podemos imaginar que todas as pessoas precisam exatamente da mesma coisa.</p><p>Ivone Maria Perassa, coordenadora da Pastoral do Povo da Rua, trouxe durante a audiência um exemplo concreto dessa dificuldade ao lembrar que, em muitos casos, nem mesmo o Bolsa Família é suficiente para custear um aluguel. Por isso, defendeu políticas de moradia acompanhadas de condições de geração de renda. Sair da rua precisa significar também ter condições de não voltar para ela.</p><h2>Acolher sem retirar a autonomia</h2><p>Outro ponto importante levantado durante o debate foi o risco de romantizarmos a situação de rua. O frei Rogério Soares, fundador da Pastoral do Empreendedor, alertou que, quando romantizamos essa condição, podemos acabar infantilizando e retirando dessas pessoas sua capacidade de reconstruir a própria vida. Essa reflexão precisa fazer parte do debate.</p><p>Humanização não pode significar abandono disfarçado de respeito à autonomia. Da mesma forma, assistência não pode significar dependência permanente do Estado. Precisamos encontrar um equilíbrio entre acolhimento, tratamento quando necessário, autonomia e reinserção social.</p><p>Nos casos em que existe dependência química, por exemplo, simplesmente retirar alguém da rua e colocá-lo em uma residência pode não resolver o problema que mantém aquela pessoa em situação de vulnerabilidade. Pode ser necessário um processo de tratamento, recuperação, acompanhamento e transição antes da moradia definitiva.</p><p>Por isso, uma política séria precisa conseguir identificar as necessidades de cada indivíduo e construir um caminho possível para sua recuperação e autonomia.</p><h2>Precisamos saber quem são essas pessoas</h2><p>Existe ainda um problema básico: precisamos conhecer melhor a realidade que queremos transformar. O Brasil é um país continental, com situações profundamente diferentes entre municípios e estados. Ainda temos dificuldades para identificar e acompanhar individualmente as pessoas que vivem nas ruas e compreender suas trajetórias. Não podemos elaborar políticas públicas eficientes sem conhecer adequadamente o público que precisa ser atendido. Precisamos saber quem são essas pessoas, por que chegaram às ruas, quais serviços já receberam, quais necessidades apresentam e o que está impedindo sua reinserção social.</p><p>Um cadastro e um acompanhamento mais efetivos também podem permitir que União, estados e municípios trabalhem de forma articulada, evitando a fragmentação dos serviços.</p><h2>Nenhuma instituição resolverá isso sozinha</h2><p>Essa talvez seja uma das questões mais importantes. O problema não será resolvido exclusivamente pela assistência social, pela saúde, pela segurança pública, pelas comunidades terapêuticas, pelas igrejas, pelas organizações da sociedade civil ou pelos programas habitacionais. Precisamos dessas estruturas trabalhando juntas. CRAS e CREAS, serviços de saúde e saúde mental, programas de aluguel social, acolhimento, tratamento da dependência química, qualificação profissional, geração de renda, reinserção no mercado de trabalho e reconstrução de vínculos precisam fazer parte de uma estratégia integrada.E cada estado e município precisa ter condições para identificar o perfil das pessoas em situação de rua em seu território e oferecer respostas adequadas. Essa articulação intersetorial é fundamental porque cada pessoa é um mundo.</p><h2>A audiência foi apenas o começo</h2><p>Saímos da audiência com uma certeza: esse assunto está longe de ser esgotado. O encontro foi um pontapé inicial para um debate que precisa continuar. Ouvimos diferentes perspectivas, inclusive de pessoas e instituições que lidam diretamente com essa realidade, como a Fazenda da Esperança e a Pastoral do Povo da Rua.</p><p>Nem todas as opiniões apresentadas são iguais e não precisam ser. Um problema tão complexo exige que tenhamos maturidade para ouvir experiências diferentes, avaliar evidências e construir soluções que realmente funcionem. </p><p>Meu objetivo é buscar caminhos para que essas pessoas consigam sair das ruas e reconstruir suas vidas com dignidade, autonomia e oportunidades. Não quero uma política pública preocupada apenas em administrar a existência de pessoas nas ruas. Quero discutir políticas capazes de oferecer caminhos reais para a transformação dessa realidade.</p><p>Isso exige compaixão, mas também responsabilidade; exige acolhimento, mas também autonomia; exige assistência, mas também tratamento quando necessário, qualificação, trabalho, renda e moradia. Sobretudo, exige que nunca esqueçamos que não estamos discutindo números. Estamos falando de seres humanos.</p><p>Cada pessoa é uma história. Cada história tem suas próprias causas, suas dores e suas possibilidades.</p><p>Se queremos realmente enfrentar o crescimento da população em situação de rua no Brasil, precisamos começar exatamente por aí: olhar para cada pessoa como alguém que merece dignidade, cuidado e uma oportunidade real de reconstruir a própria vida.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/astropontes/2026-08-25/nao-sao-numeros-sao-pessoas.html</link><dc:creator>Senador Astronauta Marcos Pontes</dc:creator><media:credit>Carlos Moura/Agência Senado </media:credit><author>Senador Astronauta Marcos Pontes</author><keywords>Políticas públicas, População em situação de rua, Dignidade humana, Humanização, direitos humanos, assistência social</keywords><internationalize>false</internationalize><section>65ce16b9df431202240a4142</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8dfc1491fe1e9a4ce4a023</guid><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 20:33:27 +0000</pubDate><title>Rock in Rio vira laboratório para nova geração do 5G</title><description>Festival terá 5G Advanced, inteligência artificial, antenas inteligentes e rede exclusiva para operações críticas</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/65/pk/fy/65pkfy7nbczeutae2hkmyto8c.jpg"><figcaption>Rock in Rio 2026 terá 5G Advanced, IA, mais de 120 antenas inteligentes e network slicing para testar novas tecnologias<span class="copyright">Foto: Reprodução/ Divulgação </span></figcaption></figure><p>O <strong>Rock in Rio Brasil 2026</strong> será usado como um <strong>grande laboratório</strong> para <strong>testar recursos</strong> que apontam para a <strong>próxima geração da conectividade móvel</strong>. Durante os sete dias de festival, a Cidade do Rock terá uma infraestrutura preparada para atender mais de 130 mil visitantes por dia, combinando <strong>5G Advanced, inteligência artificial (IA), automação e mais de 120 antenas inteligentes.</strong></p><p>A estrutura foi planejada para lidar com o aumento do consumo de dados provocado pela concentração de milhares de pessoas em um mesmo espaço. </p><p>A expectativa é que o 5G represente mais de 60% de todo o tráfego móvel registrado pela TIM durante o evento, superando os resultados das edições anteriores.</p><p>A operação também permitirá testar aplicações que vão além do acesso à internet pelo celular. Entre elas estão o uso de dados agregados para analisar a movimentação do público e o network slicing, tecnologia que permite reservar uma parcela da capacidade de uma rede para determinadas aplicações.</p><h2>IA passa a acompanhar o comportamento da rede</h2><p>Um dos destaques da estrutura será o monitoramento automatizado da rede. Sistemas inteligentes acompanharão o comportamento do tráfego em tempo real, identificando padrões de consumo e antecipando possíveis concentrações de usuários.</p><p>A partir dessas informações, a infraestrutura poderá realizar ajustes automáticos na distribuição da capacidade. O objetivo é manter o desempenho da rede mesmo nos momentos de maior demanda.</p><p>A estrutura contará ainda com diferentes frequências e soluções de cobertura integradas ao projeto da Cidade do Rock. A TIM, responsável pela operação de conectividade, também utilizará antenas de nova geração classificadas como High Capacity.</p><p>Segundo a empresa, esses equipamentos podem oferecer até 50% mais capacidade e ampliar em até 30% a cobertura em comparação com soluções móveis convencionais.</p><p>A combinação dos recursos busca responder ao crescimento do tráfego de dados durante o festival, ao mesmo tempo em que permite testar tecnologias de conectividade em um ambiente de alta concentração de usuários.</p><p><strong>5G ganha uma rede exclusiva para operações críticas</strong></p><p>Outro recurso que será utilizado durante o Rock in Rio é o network slicing. A tecnologia permite dividir virtualmente uma rede móvel em diferentes segmentos, com características próprias de capacidade e prioridade.</p><p>No festival, uma dessas “fatias” será utilizada para suportar as comunicações via Push-to-Talk. A solução reserva capacidade para esse tipo de comunicação e prioriza seu tráfego.</p><p>Na prática, isso permite que operações consideradas críticas tenham maior disponibilidade mesmo quando a rede estiver submetida a uma demanda elevada.</p><p>A iniciativa também mostra uma das possibilidades de evolução das redes 5G: em vez de servir apenas para aumentar a velocidade da internet nos smartphones, a tecnologia pode ser configurada para atender necessidades específicas de diferentes serviços.</p><p><strong>Dados do celular ajudam a entender a mobilidade</strong></p><p>A infraestrutura de telecomunicações também será utilizada para estudar como o público se movimenta durante o festival.</p><p>A TIM e o Centro de Operações Rio (COR-Rio) trabalham em uma iniciativa que utiliza informações agregadas e anonimizadas da rede móvel para produzir mapas de calor relacionados ao evento.</p><p>Os dados poderão ajudar a identificar padrões de chegada e saída da Cidade do Rock. A proposta é contribuir para estudos sobre a mobilidade associada ao festival e para o planejamento dos deslocamentos do público.</p><p>Segundo a empresa, as informações utilizadas seguem critérios de agregação, privacidade e proteção de dados.</p><p>O projeto amplia o uso da infraestrutura de telecomunicações para além da conexão dos usuários. A mesma rede que permite enviar mensagens, acessar redes sociais ou transmitir vídeos pode fornecer informações capazes de apoiar estudos sobre circulação de pessoas em grandes eventos.</p><p><strong>Rock in Rio acompanha evolução do 5G</strong></p><p>A utilização do festival como ambiente para testar novas tecnologias acompanha a própria evolução do 5G no Brasil.</p><p>Em 2022, o Rock in Rio foi apresentado como o primeiro grande evento do país com cobertura da tecnologia de quinta geração. Na edição de 2024, a TIM registrou picos em que o 5G representou mais de 50% do tráfego móvel da rede.</p><p>Para 2026, a expectativa é superar 60%.</p><p>A evolução também aparece na quantidade de infraestrutura instalada. Mais de 120 antenas inteligentes estarão distribuídas pela Cidade do Rock, formando uma rede preparada para lidar com o volume de conexões concentrado no espaço do festival.</p><p>Parte da infraestrutura utilizada em edições anteriores também permaneceu na região depois dos eventos. Segundo a TIM, esses equipamentos contribuíram para ampliar a conectividade em áreas como o Parque Rita Lee, o Complexo Olímpico e locais utilizados para grandes eventos no entorno.</p><p class="   "><strong>Teste permite levar o 5G para fora do festival</strong></p><p class="   ">A experiência de conectividade também poderá continuar depois do Rock in Rio.</p><p>Durante o evento, pessoas que não são clientes da TIM poderão experimentar a rede por meio do Test Drive TIM. A ativação será divulgada na Cidade do Rock por meio de palhetas de guitarra com QR Code.</p><p>A iniciativa permite que pessoas sem linha móvel da operadora há pelo menos três meses utilizem gratuitamente internet, ligações e SMS por 30 dias, sem necessidade de portabilidade.</p><p>Nos smartphones compatíveis com eSIM, será possível manter a linha atual e utilizar simultaneamente uma linha TIM durante o período de teste.</p><p>Com isso, a experimentação não fica restrita à Cidade do Rock. O usuário poderá avaliar a conectividade em diferentes locais e situações durante os 30 dias.</p><p>Ao final do período, o acesso é encerrado automaticamente.</p><p><strong>Do festival às cidades inteligentes</strong></p><p>O uso de inteligência artificial, análise de dados, network slicing e infraestrutura de alta capacidade coloca o Rock in Rio em uma posição que vai além de um grande teste de conectividade.</p><p>Grandes eventos concentram milhares de pessoas em uma mesma área, elevando rapidamente a demanda por internet móvel e criando condições para testar como as redes respondem a situações de alta utilização.</p><p>Ao mesmo tempo, os projetos de mobilidade e comunicações críticas mostram possibilidades de aplicação do 5G em ambientes urbanos.</p><p>A operação de 2026, portanto, funciona como uma demonstração de como a evolução das redes móveis pode ser aplicada não apenas ao consumidor, mas também à mobilidade, à gestão de grandes eventos e a iniciativas relacionadas às chamadas cidades inteligentes.</p><p>A TIM participa do Rock in Rio pelo terceiro ano consecutivo como patrocinadora oficial. A companhia também terá ativações voltadas ao público, como a TIM House, experiências interativas e espaços para produção de conteúdo.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-08-25/rock-in-rio-vira-laboratorio-para-nova-geracao-do-5g.html</link><dc:creator>PH Lopes</dc:creator><media:credit>Foto: Reprodução/ Divulgação </media:credit><author>PH Lopes</author><keywords>conectividade, Rock in Rio 2026, 5G Advanced, inteligência artificial, cidades inteligentes</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8df41340a5645550f6e54e</guid><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 19:59:24 +0000</pubDate><title>Extra! Extra! A OpenAI precisa de pessoas</title><description>Criador do OpenClaw conta como a falta de foco expôs que até as gigantes de tecnologia dependem de equipes e escolhas de prioridade</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/a5/83/oz/a583ozkzf7z6lg2kdtipz25rx.jpg"><figcaption>Extra! Extra! A OpenAI precisa de pessoas<span class="copyright">Imagem gerada por IA </span></figcaption></figure><p>Peter Steinberger, o criador do OpenClaw, deu uma ótima entrevista ao Bruno Romani, de O Globo, nesta semana.</p><p>No final de janeiro, antes do Fantástico exibir uma reportagem sobre o OpenClaw e o Moltbook, quem estava na primeira turma da <a href="https://www.espm.br/cursos/dynamic/formacao-em-gestao-de-inteligencia-artificial/">formação em Gestão de IA</a> ouviu deste professor que vos escreve exatamente o que Peter diz agora na entrevista.</p><p>Se você não estava lá, não se preocupe, eu também <a href="https://www.youtube.com/watch?v=GWMtX_tVr9Q">gravei um vídeo sobre o assunto pro meu canal</a>. Eu não posto muito lá, mas em breve deve sair mais conteúdo com frequência, então, se inscreva.</p><p>Sobre a entrevista, vale prestar atenção especialmente na resposta da primeira pergunta.</p><p>Quem acompanha o mundo das<strong> big techs</strong> de IA percebeu que, ao longo deste ano, a <strong>OpenAI</strong> correu atrás do prejuízo para não ficar atrás da <strong>Anthropic</strong>. E conhecer um pouco de como essa reação aconteceu internamente ajuda a desmontar um discurso bastante repetido por aí — inclusive por gestores e líderes do nosso mercado de trabalho tradicional.</p><p>Peter diz que faltava foco à empresa. E, em determinado momento, solta esta frase:</p><p>“Nem nós temos um número ilimitado de pessoas.”</p><p>Você leu direito?</p><p>Vou repetir e colocar em negrito a parte que me choca:</p><p>“Nem nós temos um <strong>número ilimitado de pessoas</strong>.”</p><p>Uai!? Mas desde quando uma das maiores empresas de inteligência artificial do mundo precisa de pessoas? Não era para a IA fazer tudo?</p><p>A ironia é maravilhosa. Enquanto parte do mercado vende a <strong>inteligência artificial</strong> como justificativa para reduzir equipes indiscriminadamente, uma das empresas mais importantes do setor acaba de reconhecer que precisa escolher prioridades justamente porque não tem gente suficiente para fazer tudo.</p><p>Ou seja: a empresa que está na fronteira da automação continua enfrentando um problema profundamente tradicional de gestão: recursos limitados, escolhas difíceis e falta de foco.</p><p>A grande lição da IA para os gestores não é que agora podemos fazer tudo com menos gente. A verdade é que, nem mesmo com a melhor IA do mundo, nenhuma organização consegue fazer tudo ao mesmo tempo o tempo todo.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/pedro-cortella/2026-08-25/extra-extra-a-openai-precisa-de-pessoas.html</link><dc:creator>Pedro Cortella</dc:creator><media:credit>Imagem gerada por IA </media:credit><author>Pedro Cortella</author><keywords>automação, OpenAI, mercado de trabalho, big techs, Anthropic, inteligência artificial</keywords><internationalize>false</internationalize><section>67924aca1709546c04d9c315</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8de60e202e3e69245769dc</guid><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 19:21:08 +0000</pubDate><title>GTA 6: empresa intima Discord e Microsoft após vazamentos do jogo</title><description>Justiça dos EUA autorizou a Take-Two, dona da Rockstar, a exigir das plataformas os dados de contas do grupo CyberLeek, que divulga vídeos do game</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/96/07/46/96074674m5db21y7s49op8ebu.jpg"><figcaption>GTA VI, jogo da Rockstar Games<span class="copyright">Divulgação/Rockstar Games </span></figcaption></figure><p>A <strong>Take-Two Interactive,</strong> dona da <strong>Rockstar Games,</strong> obteve última na sexta-feira (21) uma <strong>autorização</strong> da Justiça dos Estados Unidos para intimar a <strong>Microsoft</strong> e o <strong>Discord</strong> a entregar <strong>dados</strong> sobre os <strong>vazamentos</strong> de <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-07-14/gta-vi--humilha--hollywood-e-tem-a-maior-pre-estreia-do-ano.html">GTA 6.</a> De acordo com a agência AFP, dois juízes federais de Nova York <strong>aprovaram</strong> os pedidos, estabelecendo que as empresas de tecnologia têm até 4 de setembro para <strong>responder.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/aw/6i/27/aw6i273extqrt3pi0jbk7mj17.jpg"><figcaption>GTA VI, jogo da Rockstar Games<span class="copyright">Divulgação/Rockstar Games </span></figcaption></figure><p>As petições foram protocoladas na quinta-feira (20) no Tribunal Distrital do Sul de Nova York, com base no DMCA, a <strong>lei americana de direitos autorais.</strong> No documento, a Take-Two sustenta que o <strong>material divulgado</strong> reproduz <strong>conteúdo protegido,</strong> incluindo "Obras de arte e imagens", segundo os termos da intimação. Foi a <strong>primeira vez</strong> que a empresa <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-07-28/jazida-bilionaria-com-300-toneladas-de-ouro-e-encontrada-na-china.html">bilionária</a> tratou os vídeos como <strong>autênticos,</strong> ainda que sem confirmação pública.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9q/5r/h3/9q5rh32qnr7j6k4pn3jy3phg8.jpg"><figcaption>GTA VI, jogo da Rockstar Games<span class="copyright">Divulgação/Rockstar Games </span></figcaption></figure><p>O <strong>alvo</strong> é o grupo de <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-07-15/ataque-hacker-deixa-portal-do-stm-fora-do-ar-por-semanas.html">hackers</a> que assina como <strong>CyberLeek.</strong> Desde a última terça-feira (18), os invasores vazam vídeos inéditos do jogo. Entre os <strong>clipes,</strong> o <strong>protagonista</strong> Jason aparece caminhando diante de uma casa, dirigindo, se envolvendo em brigas com pedestres e caminhando pela praia de Vice City lotada. Mesmo diante das <strong>restrições</strong> resultantes da <strong>batalha judicial</strong> imposta pela Take-Two, as <strong>gravações</strong> sempre reaparecem em <strong>novos endereços.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9v/5q/pd/9v5qpdwgj4kj1daqf2d4q06zk.jpg"><figcaption>GTA VI, jogo da Rockstar Games<span class="copyright">Divulgação/Rockstar Games </span></figcaption></figure><p>A lista de <strong>dados</strong> exigidos pela <strong>produtora</strong> do <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/oscar-filho/2026-08-17/flavio-bolsonaro-posta-ia-usando-sunga-com-estetica-de-gta-vi.html"><strong>Grand Theft Auto VI</strong></a> é extensa. A Take-Two quer todos os registros de <strong>investigação</strong> interna da Microsoft, dona do GitHub, onde parte do material foi publicado. A empresa solicita dados sobre a persona <strong>"Cyberleek",</strong> além de <strong>identidades</strong> de contas, <strong>e-mails</strong> de registro, <strong>IPs</strong> de login, <strong>telefones</strong> e <strong>identificadores</strong> de dispositivos.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/77/bk/ix/77bkixnwlc53w1g0ms559tfs6.jpg"><figcaption>GTA VI, jogo da Rockstar Games<span class="copyright">Divulgação/Rockstar Games </span></figcaption></figure><p> Já da plataforma de comunicação digital Discord, a Take-Two exige os registros de <strong>todos os usuários de servidores</strong> como <strong>CYBERLEEK</strong> e <strong>CINEMATICROCKSTAR,</strong> citando até mesmo o servidor dos editores do <strong>streamer</strong> DarkViperAU.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/1q/7z/dh/1q7zdha1d15olfalqnm5c8pi1.jpg"><figcaption>GTA VI, jogo da Rockstar Games<span class="copyright">Divulgação/Rockstar Games </span></figcaption></figure><p>O responsável por trás do <strong>pseudônimo</strong> de Cyberleek, porém, ainda <strong>não é conhecido.</strong> O site do grupo publicou um <strong>manifesto</strong> contra a <strong>pré-venda digital</strong> e o lançamento de <strong>DLCs pagas,</strong> criticando a Rockstar por vender uma <strong>edição mais cara</strong> e por <strong>não oferecer a mídia física.</strong> Além disso, há indícios de que os vazamentos serviram para <strong>inflar</strong> um meme coin ligado aos <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-06-20/defesa-civil-aponta-10-alertas-falsos-e-suspeita-de-ataque-hacker.html">hackers.</a></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9c/n6/lf/9cn6lfz2iefas8io9q4aq6acj.jpg"><figcaption>GTA VI, jogo da Rockstar Games<span class="copyright">Divulgação/Rockstar Games </span></figcaption></figure><p>Com a repercussão dos <strong>vazamentos contínuos,</strong> a Take-Two chegou a perder mais de <strong>US$ 2 bilhões em valor de mercado.</strong> Na resposta aos questionamentos levantados pela revista Variety, um porta-voz do Discord disse que <strong>"Cumprimos as intimações válidas</strong> quando as recebemos". A gigante da tecnologia Microsoft, por sua vez, ainda <strong>não se manifestou.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/bo/2j/hf/bo2jhftu1ulcxoywhx3w2kgo5.jpg"><figcaption>GTA VI, jogo da Rockstar Games<span class="copyright">Divulgação/Rockstar Games </span></figcaption></figure><p class="  "></p><h2><strong>Rockstar mantém data de lançamento de GTA 6</strong></h2><p>Apesar do conteúdo <strong>vazado,</strong> os planos de <strong>lançamento</strong> do <strong>jogo mais aguardado do ano</strong> não mudaram. O GTA 6 estará disponível para gameplays em <strong>19 de novembro</strong> para PlayStation 5 e Xbox Series X e S, 13 anos depois de <strong>GTA 5.</strong> O <strong>antecessor</strong> fez um sucesso estrondoso em todo o planeta e se tornou o <strong>segundo jogo mais vendido da história da indústria,</strong> com cerca de 230 milhões de cópias.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/6x/g2/mo/6xg2mox7kqzsnvea9upj2733l.jpg"><figcaption>GTA VI, jogo da Rockstar Games<span class="copyright">Divulgação/Rockstar Games </span></figcaption></figure>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-08-25/gta-6--empresa-intima-discord-e-microsoft-apos-vazamentos-do-jogo.html</link><dc:creator>Caio Resende</dc:creator><media:credit>Divulgação/Rockstar Games </media:credit><author>Caio Resende</author><keywords>Grand Theft Auto 6, Grand Theft Auto VI, GTA, GTA 6, GTA VI, gta em oferta, GTA Online, GTA Vice City, gráficos realistas, gráfico realista, realismo, Rockstar, Rockstar Games, Rockstar não se pronunciou, Rockstar Social Club, Discord, Discord vídeo, microsoft, intimação, intimação policial</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8cbf59374e89381d3b481c</guid><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 09:00:00 +0000</pubDate><title>Tratar a IA com educação melhora as respostas? Entenda</title><description>Testes com diferentes tons tiveram resultados opostos e mostram que a forma de fazer um pedido pode mudar o desempenho da inteligência artificial</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/c1/z4/n1/c1z4n1xsmwomarj12ehxv3pmf.jpg"><figcaption>ChatGPT<span class="copyright"> Emiliano Vittoriosi/Unsplash </span></figcaption></figure><p>Com as <strong>inteligências artificiais</strong> cada vez mais capazes de conversar de forma parecida com uma pessoa, o uso de expressões como “<strong>por favor</strong>” e “<strong>obrigado</strong>” passou a ser motivo de curiosidade. A dúvida é se a <strong>educação</strong>, ao conversar com as ferramentas, pode trazer algum benefício de verdade, como <strong>melhorar as respostas</strong>.</p><p>Para entender se o modo de falar com uma <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-07-29/defesa-diz-que-bolsonaro-nao-autorizou-video-com-ia.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">inteligência artificial</a> melhora ou piora seu desempenho, pesquisadores fizeram um experimento com o <strong>ChatGPT-4o</strong>. Foram escolhidas 50 perguntas de múltipla escolha sobre matemática, ciência e história. Cada questão tinha quatro alternativas e apenas uma resposta correta.</p><p>As perguntas eram as mesmas, mas foram apresentadas de cinco maneiras diferentes. O texto podia ser <strong>muito educado</strong>, educado, neutro, rude ou <strong>muito rude</strong>. </p><p>Cada série de perguntas foi mostrada ao <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-07-31/artistas-alemaes-obtem-vitoria-contra-empresa-de-ia-musical.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">ChatGPT-4o</a> dez vezes para cada tom, para comparar os resultados entre as diferentes formas.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7y/ax/1n/7yax1noxob7sugv2d5qvze9kk.jpg"><figcaption>Inteligência artificial<span class="copyright">Aerps.com/Unsplash </span></figcaption></figure><p>O desempenho aumentou conforme os pedidos ficavam mais agressivos. A média de acertos foi de:</p><ul><li>80,8% nos pedidos muito educados;</li><li>81,4% nos educados;</li><li>82,2% nos neutros;</li><li>82,8% nos rudes;</li><li>84,8% nos muito rudes.</li></ul><p>O resultado pode parecer uma confirmação de que vale a pena tratar uma IA com grosseria. Mas não é isso que o estudo conclui. A pesquisa foi uma investigação inicial e teve limitações, como o número pequeno de perguntas e a concentração dos testes em só um modelo dentre tantos outros. Além disso, um estudo anterior encontrou resultados diferentes.</p><ul><li><strong>CONFIRA</strong>: <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-08-15/macacos-interagem-com-ia-em-estudo-sobre-cognicao.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Macacos interagem com IA em estudo sobre cognição</a></li></ul><h2>Outra pesquisa chegou à conclusão contrária</h2><p>Pesquisadores da Universidade de Waseda avaliaram modelos como GPT-3.5, GPT-4 e Llama 2 70B<strong>, além de modelos voltados para os idiomas chinês e japonês</strong>.</p><p>Nesse caso, os pesquisadores pediram tarefas como resumir textos, entender a linguagem e encontrar possíveis preconceitos ou estereótipos. Os mesmos pedidos foram escritos em oito níveis diferentes de linguagem, indo do muito rude ao muito educado.</p><p>Em vários casos, o resultado foi o oposto do encontrado no experimento com o <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-08-06/lula-sanciona-lei-que-pune-crimes-sexuais-com-uso-de-ia.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">ChatGPT-4o</a>. Os pedidos pouco educados tiveram a pior colocação.</p><p>O GPT-3.5 alcançou sua maior pontuação, de 60,02, quando recebeu pedidos no nível mais educado. No nível mais rude, a pontuação caiu para 51,93.</p><p>A conclusão dos pesquisadores foi que o efeito do tom pode variar de acordo com o modelo, o idioma e a tarefa.</p><h2>Então, como conversar com uma IA?</h2><p>Os resultados diferentes ajudam a explicar por que não é possível criar uma regra simples dizendo que a inteligência artificial prefere pessoas educadas ou grosseiras.</p><p>Para entender isso, é importante conhecer o conceito de <strong>prompt</strong>. O termo é usado para definir a instrução que uma pessoa envia para uma <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-08-07/ia-cria-virus-e-cientistas-alertam-para-risco-de-armas-biologicas.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">inteligência artificial</a>. Pode ser uma pergunta, um pedido para produzir um texto ou uma orientação detalhada para fazer certa tarefa. A <strong>engenharia de prompt</strong>, por sua vez, é o processo de criar e melhorar essas instruções para aumentar as chances de obter o resultado esperado.</p><p>É nesse ponto que as recomendações das próprias empresas ganham importância. Em vez de sugerirem que a pessoa descubra se determinada IA responde melhor a elogios ou a grosserias, as orientações de <strong>OpenAI</strong>, <strong>Anthropic</strong>, <strong>Google</strong> e <strong>xAI</strong> destacam principalmente a importância de <strong>explicar bem a tarefa</strong>.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/05/eo/0t/05eo0tk8is9nacvfjgkk1urqp.jpg"><figcaption>Inteligência artificial<span class="copyright">Saradasish Pradhan/Unsplash </span></figcaption></figure><p>Um pedido como “faça um texto sobre esse assunto” pode deixar várias dúvidas. Qual deve ser o tamanho? Quem vai ler? Qual linguagem deve ser usada? Que informações precisam aparecer? Qual é o objetivo do texto? Quanto mais dessas informações forem importantes para a tarefa, mais útil pode ser incluí-las no pedido.</p><p>No caso do ChatGPT, a recomendação é explicar claramente a tarefa, fornecer as informações necessárias e indicar o tom ou estilo desejado. Para trabalhos mais complexos, também pode ser útil usar a técnica de “<strong>prompt chaining</strong>”, ou <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-08-11/eleicoes--tse-se-reune-nesta-quinta-em-busca-de-consenso-sobre-ia.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">encadeamento de prompts</a>. Em vez de fazer um pedido grande com várias tarefas, o usuário pode dividir o trabalho em pequenos pedidos.</p><p>A Anthropic, responsável pelo Claude, segue a mesma orientação, mas também recomenda o uso da técnica chamada de “<strong>few-shot prompting</strong>”, que significa mostrar alguns exemplos para ajudar a IA a entender o padrão que deve seguir.</p><p>O Gemini e a xAI, responsável pelo Grok, também recomendam o uso de comandos claros e específicos. Ainda assim, todas as plataformas consultadas avisam que podem produzir informações falsas ou contraditórias e que precisam de <strong>checagem humana</strong>.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/dicas/2026-08-25/tratar-a-ia-com-educacao-melhora-as-respostas-entenda.html</link><dc:creator>Vitor Hugo Girotto</dc:creator><media:credit> Emiliano Vittoriosi/Unsplash </media:credit><author>Vitor Hugo Girotto</author><keywords>por favor, obrigado, ChatGPT, Gemini, Grok, Claude, checagem, inteligência artificial, IA, educação</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24647c494bedc914000471</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8b20dd86626a6e5b5c1567</guid><pubDate>Sun, 23 Aug 2026 17:30:15 +0000</pubDate><title>Quanto custa e como comprar um robô humanoide?</title><description>Modelos como o Unitree R1 já são comercializados por revendas brasileiras e pelo AliExpress; preços vão de R$ 37,5 mil a mais de R$ 600 mil</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/af/aq/7b/afaq7b30l7fyy95rdcsco3cbt.jpg"><figcaption>Robôs humanoides viram febre no mercado de alta tecnologia<span class="copyright">Divulgação/NEO </span></figcaption></figure><p>O <strong>robô humanoide</strong> Lightning, da empresa chinesa Honor, cravou <strong>9,32 segundos</strong> nos 100 metros rasos neste sábado (22), superando o <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-08-22/robo-chines-recorde-velocidade-usain-bolt.html.amp"><strong>recorde</strong> <strong>do velocista Usain Bolt.</strong></a> A máquina é apenas um <strong>protótipo</strong> e ainda não tem <strong>preço</strong> definido, mas outras empresas já <strong>comercializam</strong> a tecnologia no <strong>Brasil.</strong> Dentre os chamados robôs de prateleira, é possível encomendar um <strong>androide</strong> por valores que vão de <strong>R$ 37,5 mil</strong> a mais de <strong>R$ 600 mil,</strong> a depender do modelo escolhido.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/5l/fb/wr/5lfbwri7zf6e7g09yhte2bx3y.jpg"><figcaption>Robôs humanoides viram febre no mercado de alta tecnologia<span class="copyright">Divulgação/Unitree </span></figcaption></figure><p>O mercado global de <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-08-13/empresa-dos-eua-oferece-servico-de-limpeza-com-robos-humanoides.html">robôs humanoides</a> registrou um <strong>crescimento</strong> de <strong>272%</strong> apenas no primeiro semestre de 2026. A porta de entrada da categoria é o <strong>R1,</strong> da gigante chinesa <strong>Unitree.</strong> Lançado em julho de 2025 a <strong>US$ 4.900</strong> (R$ 25 mil) na versão simples, o modelo tem 1,32 metros, 25 quilos, 26 articulações e <strong>bateria</strong> que dura cerca de <strong>1 hora.</strong> Desde abril, a companhia vende a <strong>tecnologia</strong> no AliExpress por <strong>US$ 8.150</strong> (R$ 41 mil) com impostos incluídos, além de uma versão de <strong>US$ 6.800</strong> (R$ 35 mil).</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/f2/02/j1/f202j1299crp0kkx41xwq7sia.jpg"><figcaption>Robôs humanoides viram febre no mercado de alta tecnologia<span class="copyright">Divulgação/Unitree </span></figcaption></figure><p>No <strong>Brasil,</strong> o caminho mais curto para a <strong>compra</strong> de um <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-08-13/empresa-dos-eua-oferece-servico-de-limpeza-com-robos-humanoides.html">androide</a> são as revendas e importadoras. A Lili Vendas, autorizada pela Unitree, anuncia o R1 oficial, com nota fiscal e <strong>garantia</strong> de 12 meses, a partir de <strong>R$ 122,5 mil,</strong> com <strong>entrega</strong> em até quatro meses. Enquanto isso, uma unidade <strong>importada</strong> custa em torno <strong>R$ 37,5 mil.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7a/wc/44/7awc449e4zkveytfkdroc8zfw.jpg"><figcaption>Robôs humanoides viram febre no mercado de alta tecnologia<span class="copyright">Divulgação/NEO </span></figcaption></figure><p>Ademais, as empresas Premier Drones e BR Metaverso vendem os produtos <strong>sob encomenda</strong> com <strong>preços variados </strong>e prazo de entrega na casa dos 45 dias. No Mercado Livre, a BR Robotics também oferece um <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-07-02/bmw-coloca-robo-humanoide-para-trabalhar-em-fabrica.html">humanoide</a> de 1,32 metros e 35 quilos pelo valor de <strong>R$ 110 mil.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/41/gr/40/41gr40rwlx707id021mlhv1w5.jpg"><figcaption>Robôs humanoides viram febre no mercado de alta tecnologia<span class="copyright">Divulgação/Unitree </span></figcaption></figure><p>Os <strong>preços</strong> sobem <strong>consideravelmente</strong> conforme a <strong>capacidade muscular</strong> do robô. O modelo <strong>G1,</strong> <a href="https://carros.ig.com.br/2026-06-05/byd-prepara-vender-robos-humanoides-concessionarias.html">humanoide</a> de pesquisa da própria Unitree, sai por <strong>US$ 16 mil</strong> no exterior e varia entre <strong>R$ 265 mil</strong> a <strong>R$ 615,6 mil</strong> nas versões vendidas em território brasileiro. O <strong>H1,</strong> maior e mais forte, custa <strong>US$ 90 mil</strong> (R$ 462 mil).</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/0m/k0/do/0mk0dos6v2os82vtfalyqnahl.jpg"><figcaption>Robôs humanoides viram febre no mercado de alta tecnologia<span class="copyright">Divulgação/Unitree </span></figcaption></figure><p>Outra categoria que chama atenção pelo <strong>desenvolvimento tecnológico</strong> é a gama de robôs humanoides feitos para <strong>executar</strong> a <strong>limpeza</strong> e <strong>tarefas diárias de casa.</strong> O modelo <strong>Neo,</strong> da <strong>1X,</strong> tem 1,68 metros de altura e 30 quilos e promete <strong>dobrar</strong> as roupas, <strong>organizar</strong> os cômodos e <strong>conversar</strong> com o dono. A pré-venda americana pede reserva de US$ 200 ou <strong>US$ 20</strong> mil à vista (R$ 102 mil), <strong>sem previsão</strong> de chegada no Brasil.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/a2/nc/05/a2nc05sxsunmxjaigtiini2k0.jpg"><figcaption>Robôs humanoides viram febre no mercado de alta tecnologia<span class="copyright">Divulgação/Unitree </span></figcaption></figure><h1><strong>O que saber antes de comprar o seu próprio robô humanoide</strong></h1><p>Antes de <strong>fechar negócio,</strong> é necessário entender que a importação por conta própria soma o <strong>imposto de importação</strong> e o <strong>ICMS</strong> (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação) à <strong>fatura.</strong> Além disso, as fabricantes das máquinas recomendam manter uma <strong>distância segura</strong> e conhecer as <strong>limitações dos robôs,</strong> já que a tecnologia é <strong>recente</strong> e ainda está em <strong>estágio inicial</strong> de desenvolvimento.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/cw/35/j2/cw35j2vt671jzubvcr3fczjs6.jpg"><figcaption>Robôs humanoides viram febre no mercado de alta tecnologia<span class="copyright">Divulgação/Unitree </span></figcaption></figure>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-08-23/quanto-custa-e-como-comprar-um-robo-humanoide-.html</link><dc:creator>Caio Resende</dc:creator><media:credit>Divulgação/NEO </media:credit><author>Caio Resende</author><keywords>preço, preço alto, robô humanoide, Robô humanoide, quanto custa, quanto vale, tecnologia, valor, tecnologia chinesa, tecnologia americana, inteligência artifical, IA, robô, robô artista, robô com IA, robô com inteligência artificial, alta tecnologia</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a89cba59215c9a01bb1ed70</guid><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 17:28:47 +0000</pubDate><title>Óculos virtual da Meta: MPF é acionado por riscos à privacidade</title><description>Idec e Coding Rights pediram que o MPF, a ANPD e a Senacon investiguem os óculos Ray-Ban Meta; entidades apontam gravações discretas de usuários</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/48/3g/2a/483g2aplfue2n3a80e1orcpxu.jpg"><figcaption>O Idec e a organização Coding Rights pediram que a ANPD, a Senacon e o MPF investiguem a comercialização dos óculos inteligentes Ray-Ban Meta no Brasil<span class="copyright">Divulgação/Meta </span></figcaption></figure><p>O Instituto de Defesa de Consumidores <strong>(Idec)</strong> e a <strong>Coding Rights</strong> protocolaram, na última quinta-feira (20), uma <strong>denúncia</strong> contra os <strong>óculos inteligentes Ray-Ban Meta,</strong> vendidos no <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-08-20/como-foi-a-falha-que-afetou-clientes-da-latam-.html.amp">Brasil</a> desde setembro de 2025. O ofício pede que o Ministério Público Federal <strong>(MPF)</strong>, a Agência Nacional de Proteção de Dados <strong>(ANPD)</strong> e a Secretaria Nacional do Consumidor <strong>(Senacon)</strong> apurem juntos possíveis <strong>violações</strong> à Lei Geral de Proteção de Dados <strong>(LGPD)</strong> e ao <strong>Código de Defesa do Consumidor.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/8b/l0/pj/8bl0pj98aqwmir6s729ayngiv.jpg"><figcaption>O Idec e a organização Coding Rights pediram que a ANPD, a Senacon e o MPF investiguem a comercialização dos óculos inteligentes Ray-Ban Meta no Brasil<span class="copyright">Divulgação/Meta </span></figcaption></figure><p>A armação dos óculos possui <strong>câmera</strong> integrada e <strong>microfones,</strong> permitindo a <strong>gravação</strong> de <strong>vídeo</strong> e <strong>áudio.</strong> O aparelho também <strong>traduz</strong> conversas em tempo real e <strong>transmite</strong> para as redes sociais da <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-05-30/meta-lanca-assinaturas-pagas-para-whatsapp--instagram-e-facebook.html">Meta.</a> Para as entidades acusadoras, o problema não está na capacidade de filmar, mas na chance de a <strong>pessoa filmada não perceber.</strong> Levantar o celular para filmagem é um gesto claramente <strong>visível,</strong> mas um <strong>toque</strong> na haste dos óculos pode ser <strong>discreto.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/c9/tq/66/c9tq661nm8euvgfu536wgvij7.jpg"><figcaption>O Idec e a organização Coding Rights pediram que a ANPD, a Senacon e o MPF investiguem a comercialização dos óculos inteligentes Ray-Ban Meta no Brasil<span class="copyright">Divulgação/Meta </span></figcaption></figure><p>Para indicar o <strong>início</strong> de uma <strong>gravação,</strong> o aparelho carrega um <strong>LED</strong> que <strong>pisca,</strong> posicionado ao lado da câmera. Na avaliação das organizações, a <strong>luz</strong> tem pouquíssimos <strong>milímetros,</strong> só aparece para quem <strong>olha </strong>de frente para o óculos e pode ser <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-08-18/passarela-cai-na-fernao-dias--veja-rotas-alternativas-ao-bloqueio.html">bloqueada</a> com <strong>modificações</strong> disponíveis na internet. Segundo o Idec, uma medida de proteção que depende da <strong>boa-fé</strong> de quem quer <strong>burlá-la</strong> apenas transfere ao cidadão o <strong>ônus de se vigiar.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/6f/ny/0r/6fny0r443ch32c8golxh6iiap.jpg"><figcaption>O Idec e a organização Coding Rights pediram que a ANPD, a Senacon e o MPF investiguem a comercialização dos óculos inteligentes Ray-Ban Meta no Brasil<span class="copyright">Divulgação/Meta </span></figcaption></figure><p>O ofício das instituições cita um <strong>ginecologista</strong> de Salvador, capital baiana, <strong>denunciado</strong> por <strong>usar</strong> os <strong>óculos inteligentes </strong>durante uma <strong>consulta.</strong> O documento também trata do <strong>destino</strong> das imagens, indicando que o material segue para os <strong>servidores </strong>da Meta. Nos sistemas da gigante de tecnologia americana, o <strong>conteúdo </strong>da gravação pode ser <strong>revisado</strong> por terceirizados que <strong>treinam</strong> modelos de <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-08-07/ia-cria-virus-e-cientistas-alertam-para-risco-de-armas-biologicas.html">inteligência artificial.</a></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/b0/vr/yr/b0vryro75vtteqwmip08uls3h.jpg"><figcaption>O Idec e a organização Coding Rights pediram que a ANPD, a Senacon e o MPF investiguem a comercialização dos óculos inteligentes Ray-Ban Meta no Brasil<span class="copyright">Divulgação/Meta </span></figcaption></figure><p>A <strong>denúncia</strong> chega em meio à febre de <strong>pegadinhas</strong> em que criadores de conteúdo gravam desconhecidos <strong>sem aviso ou permissão,</strong> violando os <strong>direitos de imagem</strong> de terceiros. Joana Varon, diretora da Coding Rights, também aponta um <strong>padrão</strong> nos casos documentados de <strong>homens filmando mulheres</strong> sem autorização.</p><p>Júlia Abad, do Idec, afirmou que a Meta <strong>transferiu</strong> para quem nem sequer comprou os <strong>óculos inteligentes</strong> a tarefa de <strong>se proteger</strong> deles. Na opinião da Coordenadora do programa de Telecomunicações e Direitos Digitais da ONG, o caso trata de <strong>direitos</strong> fundamentais como <strong>dignidade,</strong> <strong>privacidade e intimidade.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9j/2y/hw/9j2yhwhvp6y4u3g2ss8e4n4r4.jpg"><figcaption>O Idec e a organização Coding Rights pediram que a ANPD, a Senacon e o MPF investiguem a comercialização dos óculos inteligentes Ray-Ban Meta no Brasil<span class="copyright">Divulgação/Meta </span></figcaption></figure><p>Os pedidos incluem um<strong> inquérito civil</strong> no MPF, o <strong>veto</strong> a recursos de <strong>reconhecimento facial</strong> sem autorização prévia e a <strong>instauração</strong> de um <strong>canal gratuito</strong> para que não usuários exerçam os direitos da <strong>LGPD. </strong>Procurada pela <strong>redação</strong> do <strong>iG,</strong> a Meta reiterou que "Todos os pares têm um LED de captura que pisca quando você tira uma foto ou grava um vídeo que você pode salvar ou compartilhar – que não pode ser desligado". Confira a <strong>nota</strong> da empresa americana <strong>na íntegra:</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7t/6l/jo/7t6ljoqndgoiveg0m78ftrgbe.jpg"><figcaption>O Idec e a organização Coding Rights pediram que a ANPD, a Senacon e o MPF investiguem a comercialização dos óculos inteligentes Ray-Ban Meta no Brasil<span class="copyright">Reprodução/freepik </span></figcaption></figure>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-08-22/oculos-virtual-da-meta--mpf-e-acionado-por-riscos-a-privacidade.html</link><dc:creator>Caio Resende</dc:creator><media:credit>Divulgação/Meta </media:credit><author>Caio Resende</author><keywords>óculos de hologramas, óculos inteligente, óculos inteligentes, óculos de realidade mista, óculos android, Inteligenca Artificial, IA, IA e robotização, privacidade, privacidade de dados, privacidade digital, privacidade na internet, privacidade online, META, META AI, Gravação sem permissão, Gravação, Sem permissão, óculos virtual</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8993879215c9a01bb1ed5f</guid><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 14:26:40 +0000</pubDate><title>Robô chinês bate recorde mundial de Usain Bolt em 100 metros</title><description>Em teste, humanoide da fabricante da Honor correu 100 metros em 9,32 segundos, superando recorde mundial humano detido pelo velocista jamaicano</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/0b/gq/nl/0bgqnlzg2wmz7hf6sii28i90o.jpg"><figcaption>Robô da fabricante de smartphones Honor bate recorde mundial de Usain Bolt em 100 metros<span class="copyright">Reprodução </span></figcaption></figure><p>Um robô humanoide desenvolvido pela fabricante chinesa de smartphones Honor <strong>correu 100 metros em 9,32 segundos</strong>, informou a emissora estatal da China neste sábado (22/08), superando o <strong>recorde mundial humano</strong> detido pelo grande velocista jamaicano <strong>Usain Bolt.</strong></p><p>O robô, chamado Lightning, atingiu uma velocidade máxima de 14,5 metros por segundo durante um evento de teste preparatório para os segundos <strong>Jogos Mundiais de Robôs Humanoides,</strong> que começaram em Pequim no sábado.</p><p>O desempenho superou o recorde mundial masculino dos 100 metros de 9,58 segundos, estabelecido por Bolt no Campeonato Mundial de Atletismo em Berlim, em 2009.</p><iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/dvPgl7lIRoc" frameborder="0"></iframe><h3>Recorde em meia maratona</h3><p>A China tem promovido robôs humanoides como uma indústria estratégica emergente, com formuladores de políticas e empresas apostando que os avanços em IA e hardware acelerarão sua implementação na manufatura, logística e aplicações para o consumidor.</p><p>O Lightning também venceu a meia maratona de 21 km de Pequim em abril, em 50 minutos e 26 segundos, um ritmo mais rápido do que o recorde mundial masculino da elite humana.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/cb/86/5v/cb865v30f0bq70uqh57wynh10.jpg"><figcaption>Chamado de 'Superman', robô da fabricante chinesa Unitree promete romper os limites da humanidade<span class="copyright">Repodução/YouTube/Unitree Robotics </span></figcaption></figure><p>O robô tinha 169 cm de altura e pernas de 95 cm na meia maratona. Desde então, pesquisadores alongaram suas pernas em 10 cm, chegando a 1,05 metro, antes dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, informou a Televisão Central da China.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-08-22/robo-chines-recorde-velocidade-usain-bolt.html</link><dc:creator>Deutsch Welle</dc:creator><media:credit>Reprodução </media:credit><author>Deutsch Welle</author><keywords>Além do limite humano, Tecnologia, robótica, China, velocidade</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8728a99dca793863fd7a57</guid><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 22:00:24 +0000</pubDate><title>Universidade e ciência sob o mesmo teto</title><description>Ideia discutida no governo Jair Bolsonaro e incorporada ao plano de Flávio propõe reunir ensino superior e ciência em uma mesma estrutura</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/e8/rf/kq/e8rfkqfyw3jzf3j4dooi15047.jpg"><figcaption>Plenário do Senado Federal, em discurso, à tribuna, senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP).<span class="copyright">Ton Molina/Agência Senado  </span></figcaption></figure><p>O Brasil precisa dar um passo importante na forma como organiza suas políticas de educação, ciência, tecnologia e inovação. A proposta de aproximar o ensino superior da ciência, da pesquisa e da inovação, reunindo essas políticas em uma mesma estrutura de governo, parte justamente dessa visão.</p><p>Uma das propostas que defendo para impulsionar o desenvolvimento do país, e que foi incorporada ao plano de governo de Flávio Bolsonaro, é a transferência da gestão das universidades federais, hoje vinculadas ao Ministério da Educação (MEC), para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Vamos unificar ciência e ensino superior sob o mesmo teto.</p><p>Essa é uma ideia que surgiu ainda durante o governo do presidente Jair Bolsonaro, mas que, naquele momento, não chegou a ser implementada. Agora, a proposta foi incluída no capítulo <strong>“Preparar para o Brasil que existe” do plano do Flávio</strong>, com o objetivo de reunir ciência e ensino superior em uma mesma estrutura, aproximando universidades, pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico. </p><p>Temos dois grandes desafios que precisam ser enfrentados com a seriedade e a prioridade que cada um exige.</p><p>Na <strong>educação básica</strong>, ainda convivemos com crianças que não aprendem na idade certa, altos índices de analfabetismo funcional e resultados educacionais muito abaixo do potencial do nosso país. O Ministério da Educação precisa ter foco, prioridade e capacidade de execução para enfrentar esse problema histórico.</p><p>Ao mesmo tempo, nossas <strong>universidades federais</strong> são muito mais do que instituições de ensino. Elas respondem por uma parcela essencial da produção científica brasileira, pela formação de mestres e doutores, pela pesquisa de ponta e pelo desenvolvimento de conhecimento e inovação.</p><p>É nesse contexto que surge a proposta de aproximar ainda mais universidades, CAPES, CNPq, ciência, tecnologia e inovação, estabelecendo uma lógica mais integrada e eficiente.</p><p><strong>Essa integração não significa subordinar universidades a empresas.</strong> Pelo contrário. O objetivo é fortalecer a universidade brasileira, ampliar sua relevância e aumentar sua capacidade de transformar conhecimento em desenvolvimento para o país.</p><p>A pesquisa básica continuará sendo central. <strong>A liberdade acadêmica e a autonomia universitária são inegociáveis.</strong> A ciência não pode ser reduzida a resultados imediatos ou a interesses de curto prazo. Pesquisa básica é justamente uma das bases sobre as quais grandes descobertas e transformações futuras são construídas.</p><p>Mas também precisamos criar caminhos para que descobertas financiadas com recursos públicos possam, quando aplicável, ultrapassar os limites dos artigos acadêmicos e produzir impacto social, tecnológico e econômico.</p><p>Uma descoberta realizada em uma universidade brasileira pode se transformar em um medicamento, uma vacina, uma nova tecnologia, uma patente, uma startup, uma empresa nacional, empregos qualificados e riqueza para o país.</p><p>Isso tem nome: transferência de tecnologia. E é uma prática consolidada nos principais ecossistemas de inovação do mundo.</p><p><strong>Não estamos inventando a roda.</strong></p><p>Vários países desenvolvidos já compreenderam que ensino superior, ciência, pesquisa e inovação precisam conversar dentro de uma estratégia nacional integrada. A França possui uma estrutura ministerial dedicada ao ensino superior e à pesquisa. A Irlanda reúne ensino superior, pesquisa, inovação e ciência. Outros países europeus adotam diferentes arranjos administrativos para aproximar essas áreas.</p><p>Os modelos não são idênticos, nem precisam ser. O princípio que podemos observar nessas experiências é que universidade, pesquisa, inovação e desenvolvimento não devem funcionar como ilhas.</p><p>Por isso, vale olhar para as experiências internacionais e perguntar: o que o Brasil pode aprender com países que conseguiram integrar melhor suas universidades aos sistemas nacionais de ciência, tecnologia e inovação?</p><p>Integrar não significa controlar. Da mesma forma, aproximar universidade e empresa não significa subordinar uma à outra.</p><p>Nos grandes sistemas de inovação, universidades, governo e setor produtivo cooperam, preservando suas respectivas funções. É dessa interação que podem surgir medicamentos, vacinas, tecnologias, patentes, startups e empresas de alta tecnologia.</p><p>O Brasil produz ciência de enorme qualidade. O desafio é ampliar nossa capacidade de transformar esse conhecimento em benefícios concretos para a sociedade e em capacidade tecnológica para o país.</p><p>Por isso, a pergunta que deveríamos fazer é: por que o Brasil ainda transforma tão pouco do enorme conhecimento produzido em nossas universidades em soluções concretas para a sociedade?</p><p>Precisamos fortalecer a ciência brasileira, fortalecer nossas universidades, valorizar os pesquisadores e preservar integralmente a pesquisa básica. Ao mesmo tempo, devemos criar condições para que o conhecimento produzido no Brasil também gere desenvolvimento no Brasil.</p><h2>Da universidade para a sociedade</h2><p>Já mostramos que esse caminho é possível! Durante a pandemia, quando estive à frente do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, o MCTI apoiou o desenvolvimento da SpiN-TEC, no CTVacinas da Universidade Federal de Minas Gerais.</p><p>A tecnologia nasceu dentro de uma universidade pública brasileira e avançou da bancada do laboratório para os ensaios clínicos. A SpiN-TEC foi concebida com uma estratégia inovadora, buscando estimular também a resposta imune celular contra regiões mais conservadas do SARS-CoV-2, com o objetivo de proporcionar uma resposta mais ampla diante das diferentes variantes do vírus.</p><p>Esse caso representa exatamente o modelo que precisamos estimular: universidade forte, pesquisa básica de qualidade, investimento público, ciência e desenvolvimento tecnológico caminhando juntos para transformar conhecimento brasileiro em soluções para o Brasil.</p><p><strong>Queremos criar condições para que exemplos como esse se multipliquem.</strong></p><p>Temos pesquisadores altamente qualificados, universidades reconhecidas, capacidade científica e jovens com enorme potencial. Precisamos conectar melhor esses ativos e criar um ambiente no qual uma boa ideia possa percorrer todo o caminho necessário, da pesquisa básica à aplicação, sempre que houver essa possibilidade.</p><p><strong>No fundo, estamos falando de soberania.</strong></p><p>Um país que domina conhecimento, desenvolve suas próprias tecnologias, forma cientistas e consegue transformar pesquisa em soluções reduz dependências externas, gera empregos qualificados, aumenta sua competitividade e está mais preparado para enfrentar os desafios do futuro.</p><p>Colocar o conhecimento produzido nas universidades também a serviço do desenvolvimento nacional não diminui a universidade. Fortalece sua importância para o país.</p><p><strong>Universidade, ciência e inovação não são mundos separados. São partes de um mesmo projeto de Brasil.</strong></p><p></p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/colunas/astropontes/2026-08-20/universidade-e-ciencia-sob-o-mesmo-teto.html</link><dc:creator>Senador Astronauta Marcos Pontes</dc:creator><media:credit>Ton Molina/Agência Senado  </media:credit><author>Senador Astronauta Marcos Pontes</author><keywords>Flávio Bolsonaro, universidades federais, ensino superior, ciência, tecnologia</keywords><internationalize>false</internationalize><section>65ce16b9df431202240a4142</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a870196772e99cf76679abc</guid><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 14:11:39 +0000</pubDate><title>Como foi a falha de segurança que afetou clientes da Latam?</title><description>Consulta indevida a dados do Latam Pass foi detectada; endereço residencial e parte do cartão de crédito estão entre as informações acessadas</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/49/sp/8n/49sp8nbn4hsbqhxhteltdw1b6.jpg"><figcaption>Latam admite que falha de segurança expôs nome, endereço e parte do cartão de crédito de clientes<span class="copyright">Divulgação/Latam </span></figcaption></figure><p>A <strong>Latam Airlines</strong> levou 21 dias para tornar público que uma <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-01-26/ataque-hacker-leva-nike-a-apurar-suposto-vazamento-de-dados.html">falha de segurança</a> em seu sistema permitiu a consulta de <strong>dados pessoais </strong>de clientes por pessoas <strong>não autorizadas.</strong> A empresa detectou o problema em 29 de julho e só divulgou o caso na última quarta-feira (19). A justificativa foi a realização de uma <strong>análise técnica</strong> dos registros para apurar quais<strong> clientes</strong> e quais <strong>informações</strong> vazaram.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/1v/t1/qe/1vt1qei28v14g3r186v3tkmm3.jpg"><figcaption>Latam admite que falha de segurança expôs nome, endereço e parte do cartão de crédito de clientes<span class="copyright">Divulgação/Latam </span></figcaption></figure><p>Quem entrou no <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-06-11/pedagio-imigrantes-cai-pela-metade-sistema-free-flow.html">sistema</a> da empresa chilena viu o <strong>nome</strong> completo, a <strong>data</strong> de nascimento, o <strong>e-mail,</strong> o <strong>telefone</strong> e o <strong>endereço</strong> residencial de parte da <strong>clientela.</strong> Além disso, também foi possível visualizar o <strong>número</strong> do sócio, a <strong>categoria</strong> do programa incluído, o <strong>status</strong> da conta, o <strong>saldo</strong> de milhas e os pontos qualificáveis disponíveis.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/12/ks/r0/12ksr0pnc7his9xwuvlq4o8uc.jpg"><figcaption>Latam admite que falha de segurança expôs nome, endereço e parte do cartão de crédito de clientes<span class="copyright">Divulgação/Latam </span></figcaption></figure><p>Os <strong>cartões de crédito</strong> também apareceram de forma parcial, com os seis primeiros <strong>dígitos,</strong> a <strong>bandeira,</strong> o nome do <strong>titular</strong> e a <strong>data de validade</strong> vazados. Questionada a respeito dos riscos na exposição dos dados, a <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-08-19/conheca-o-aviao-arraia--nova-aeronave-sem-janelas-e-economica.html">companhia aérea</a> garantiu que o <strong>número</strong> completo, o <strong>código de segurança,</strong> as <strong>senhas</strong> e os <strong>dados</strong> bancários dos clientes permanecem protegidos.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/99/ac/yj/99acyjugpqli0ugozujnngsuv.jpg"><figcaption>Latam admite que falha de segurança expôs nome, endereço e parte do cartão de crédito de clientes<span class="copyright">Divulgação/Latam Airlines </span></figcaption></figure><p>A <a href="https://economia.ig.com.br/colunas/pedemilha/2026-08-20/latam-pass-emissao-passagens-milhas-terceiros.html.amp">Latam</a> não divulgou o número exato de <strong>clientes afetados</strong> e descreveu o grupo apenas como uma parcela limitada de membros do programa de <strong>fidelidade,</strong> o <strong>Latam Pass.</strong> A empresa afirma que bloqueou os endereços de <strong>IP</strong> suspeitos, corrigiu o <strong>código-fonte</strong> do sistema envolvido e aplicou <strong>travas adicionais</strong> de <strong>segurança.</strong> Ademais, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi notificada, conforme exige a Lei Geral de Proteção de Dados.</p><h1></h1><h1></h1><h1></h1><h1></h1><h1></h1><h1><strong>Quais os perigos do vazamento de dados?</strong></h1><p>A maior ameaça é o <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-06-17/grupo-e-preso-por-golpe-de-boletos-falsos-em-sao-paulo.html">golpe</a> chamado de <strong>phishing,</strong> onde um criminoso que conhece os <strong>documentos pessoais</strong> da vítima consegue montar uma <strong>mensagem convincente</strong> sobre uma suposta <strong>irregularidade</strong> na conta, se passando por <strong>funcionário</strong> da empresa responsável. Posteriormente, usa-se um link para download de <strong>aplicativo falso</strong> ou um pedido de <strong>senha</strong> e código de confirmação para ludibriar a vítima.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7n/lv/5d/7nlv5d074obwn7p113cw0s804.jpg"><figcaption>Latam admite que falha de segurança expôs nome, endereço e parte do cartão de crédito de clientes<span class="copyright">Divulgação/Latam Airlines </span></figcaption></figure><p>A Latam orientou que os clientes tenham <strong>atenção redobrada</strong> a mensagens e ligações suspeitas e lembrou que <strong>não solicita senhas nem tokens</strong> por aplicativo de mensagem ou via ligação telefônica. A <strong>recomendação</strong> da companhia aérea é <strong>acompanhar</strong> o extrato do Latam Pass e acionar os <strong>canais oficiais</strong> diante de qualquer movimentação estranha observada na conta.</p><p>Confira a nota da empresa na íntegra:</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-08-20/como-foi-a-falha-que-afetou-clientes-da-latam-.html</link><dc:creator>Caio Resende</dc:creator><media:credit>Divulgação/Latam </media:credit><author>Caio Resende</author><keywords>vazamento de dados, vazamento de dados internet, Vazamento de dados pessoais, vazamento de dados pessoais, vazamento de dados sigilosos, Vazamento de dados sigilosos, VAZAMENTO DE DADOS, dados vazados, Dados vazados, Cartão de crédito, latam, LATAM, Latam Airlines, Latam Brasil, LATAM Pass, Latam Pass, falha de segurança, FALHA DE SEGURANÇA, segurança na internet, segurança online, Segurança online, SEGURANÇA DE DADOS</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8470cbe65e6ab305ef65fe</guid><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 08:00:00 +0000</pubDate><title>Conheça o avião-arraia, nova aeronave sem janelas e econômica</title><description>Z4, da americana JetZero, troca as janelas por telas ligadas a câmeras externas e promete gastar quantidades menores de combustível; entenda</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/cp/8e/yb/cp8eyb4d5rg22unpimmxk1271.jpg"><figcaption>Z4, da americana JetZero, terá telas no lugar das janelas e promete ser mais econômico<span class="copyright">Divulgação/JetZero </span></figcaption></figure><p>Quem embarcar no <strong>tecnológico avião Z4</strong> não vai encontrar <strong>janelas</strong> ao lado do assento, mas sim <strong>monitores.</strong> No lugar das tradicionais <strong>ventanas,</strong> dezenas de <strong>telas</strong> exibirão tudo que <strong>câmeras</strong> externas de alta definição captarem. A <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-07-23/cenipa-revela-falhas-que-levaram-a-queda-da-voepass-em-vinhedo.html">aeronave</a> é um projeto da startup americana <strong>JetZero</strong> e foi batizada de <strong>avião-arraia</strong> por causa do formato <strong>achatado,</strong> sem separação nítida entre corpo e asas.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/8w/dg/nj/8wdgnjuldpaoh6l4pxncoho7o.jpg"><figcaption>Z4, da americana JetZero, terá telas no lugar das janelas e promete ser mais econômico<span class="copyright">Divulgação/JetZero </span></figcaption></figure><p>O projeto da <strong>asa integrada,</strong> nome técnico da <strong>aeronavegabilidade</strong> que o <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-07-31/fab-intercepta-aeronave-suspeita-vinda-da-bolivia.html">avião</a> utiliza, não parte de uma <strong>ideia nova.</strong> A empresa McDonnell Douglas desenvolveu o conceito nos anos 1990, quando a NASA e a Boeing levaram adiante o programa X-48, que testou dois <strong>protótipos</strong> em escala entre 2007 e 2013. Apesar dos testes, <strong>nenhum virou avião comercial.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/eq/7g/wj/eq7gwj3qcbi84cmmzvjbtcx8w.jpg"><figcaption>Z4, da americana JetZero, terá telas no lugar das janelas e promete ser mais econômico<span class="copyright">Divulgação/JetZero </span></figcaption></figure><p>A JetZero nasceu em Long Beach, na Califórnia, diretamente das mãos de <strong>quem</strong> <strong>iniciou</strong> aquelas pesquisas. Mark Page, cofundador e diretor de tecnologia, foi engenheiro-chefe do programa da NASA e é apontado como um dos <strong>criadores</strong> do X-48. A startup mira a <strong>economia de combustíveis fósseis</strong> no uso da aeronave, visando alcançar as <strong>metas sustentáveis</strong> das <a href="https://turismo.ig.com.br/colunas/vitor-vianna/2026-07-23/cia-aerea-e-processada-por-vender--assento-janela--sem-janela.html">companhias aéreas.</a></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/79/6j/mt/796jmtp6udoua5s2gwgxcifnh.jpg"><figcaption>Z4, da americana JetZero, terá telas no lugar das janelas e promete ser mais econômico<span class="copyright">Divulgação/JetZero </span></figcaption></figure><p>O Z4 deve levar cerca de <strong>250 passageiros</strong> por mais de <strong>9 mil quilômetros,</strong> <strong>autonomia</strong> considerada <strong>alta</strong> na aviação comercial. A <strong>cabine</strong> da aeronave será dividida em seis áreas, cada uma com um corredor próprio e doze fileiras. Além disso, cada <strong>assento</strong> terá compartimento individual de <strong>bagagem</strong> e a iluminação natural virá de duas <strong>claraboias.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/2i/nt/xz/2intxz6gub3l0u7t37e98iodr.jpg"><figcaption>Z4, da americana JetZero, terá telas no lugar das janelas e promete ser mais econômico<span class="copyright">Divulgação/JetZero </span></figcaption></figure><p>Os <strong>motores</strong> da Pratt & Whitney ficarão na parte superior traseira, parcialmente <strong>encobertos</strong> pela estrutura da <strong>aeronave.</strong> Empresas como United Airlines, Delta e Alaska Airlines apoiam o projeto, visando a <strong>inauguração de uma fábrica</strong> em Greensboro, na Carolina do Norte.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/02/q3/fs/02q3fs6ln6vkli4zo0re9dqxp.jpg"><figcaption>Z4, da americana JetZero, terá telas no lugar das janelas e promete ser mais econômico<span class="copyright">Divulgação/JetZero </span></figcaption></figure><p>O <strong>Departamento de Defesa dos Estados Unidos aplicou 235 milhões de dólares</strong> no demonstrador em escala real, previsto para voar em 2027. Concomitantemente, as projeções da JetZero para <strong>início das operações na aviação comercial</strong> visam funcionalidade a partir de <strong>2030. </strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/6x/un/a4/6xuna4lw01i54c4qk4ja0gxoj.jpg"><figcaption>Z4, da americana JetZero, terá telas no lugar das janelas e promete ser mais econômico<span class="copyright">Divulgação/JetZero </span></figcaption></figure>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-08-19/conheca-o-aviao-arraia--nova-aeronave-sem-janelas-e-economica.html</link><dc:creator>Caio Resende</dc:creator><media:credit>Divulgação/JetZero </media:credit><author>Caio Resende</author><keywords>avião autônomo, avião, aeronave, Aviação, AVIÃO, avião a jato, avião anfíbio, avião animal, tecnologia, nova tecnologia, janela, câmera, câmeras de monitoramento, Câmera, Câmera de seguraça, econômica, econômico, AVIAÇÕES</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a83695b25a741b95eabb9ef</guid><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 21:12:16 +0000</pubDate><title>Walmart tem função que faz etiqueta piscar para achar produtos</title><description>Opção aparece no aplicativo da rede de mercados e ajuda a indicar onde o produto está na prateleira e ajuda funcionários a repor itens</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/23/0d/no/230dnomrimr16jp1n96s3a5ai.jpg"><figcaption>Função do aplicativo do Walmart faz a etiqueta digital de preço piscar para ajudar o cliente a encontrar o produto na prateleira<span class="copyright">Reprodução/Walmart  </span></figcaption></figure><p>Um brasileiro que mora nos <strong>Estados Unidos</strong>, André Suman Pereira, mostrou em um vídeo uma função do aplicativo do <strong>Walmart</strong> que ajuda clientes a encontrar produtos dentro das lojas. Ao procurar uma azeitona, ele encontrou o item pelo aplicativo e acionou um recurso que faz a <strong>etiqueta digital </strong>de preço <strong>piscar na prateleira</strong> onde o produto está.</p><p>No vídeo, André conta que procurava uma azeitona e decidiu usar o aplicativo da rede de mercados para <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2025-08-20/walmart-retira-camarao-apos-detectar-material-radioativo.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">encontrar o produto</a>. Depois de fazer a busca, o aplicativo mostrou que o item estava no corredor A8.</p><p>Ao encontrar o produto no aplicativo, a opção chamada "<strong>Flash Price Tag</strong>", que significa "<strong>piscar a etiqueta de preço</strong>", fica disponível. Ao tocar no botão, a etiqueta digital começou a piscar na prateleira.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7s/ax/qk/7saxqkfgnu9hm73zz5dmjid4t.jpg"><figcaption>Etiqueta digital começa a piscar na prateleira após o cliente selecionar a opção “Flash Price Tag” no aplicativo<span class="copyright">Reprodução/Walmart  </span></figcaption></figure><p>A função facilita a localização porque, em vez de procurar o produto por toda a prateleira, o cliente pode usar a luz da etiqueta para identificar exatamente onde o item está.</p><ul><li><strong>CONFIRA</strong>: <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-02-15/homem-com-mochila-do-walmart-e-suspeito-de-sequestrar-idosa.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Homem com mochila do Walmart é suspeito de sequestrar idosa</a></li></ul><h2>Etiquetas digitais também ajudam funcionários</h2><p>As etiquetas digitais de prateleira, conhecidas pela sigla <strong>DSL</strong>, substituem as etiquetas de papel usadas para mostrar os preços dos produtos.</p><p>Segundo o Walmart, a tecnologia é desenvolvida pela Vusion Group e permite que os preços sejam atualizados com um aplicativo usado pelos funcionários. Com isso, a equipe não precisa percorrer os corredores para trocar manualmente cada etiqueta de papel.</p><p><a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2025-07-27/ao-menos-11-pessoas-sao-esfaqueadas-em-supermercado-nos-eua.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">O Walmart afirma</a> que suas lojas têm mais de 120 mil produtos nas prateleiras e passam por milhares de mudanças de preços todas as semanas. As alterações incluem <strong>descontos</strong> e mudanças temporárias nos valores.</p><p>Uma outra função das etiquetas é chamada de "<strong>Stock to Light</strong>". Com um dispositivo móvel, o funcionário pode acionar a luz da etiqueta para achar o lugar que precisa receber novos produtos. Assim, fica mais fácil encontrar rapidamente o ponto da prateleira que precisa de <strong>reposição</strong>.</p><p>Outra função é a "<strong>Pick to Light</strong>". Nesse caso, as luzes ajudam os funcionários a separar produtos de pedidos feitos pela internet, indicando onde os itens estão nas prateleiras.</p><h2>Tecnologia chegou a milhares de lojas</h2><p>Segundo o Walmart, a tecnologia começou a ser testada na <strong>loja 266</strong>, em Grapevine, no Texas. </p><p>A empresa logo expandiu o uso dessas etiquetas digitais para cerca de 2.300 <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2024-09-04/alice-walton-herdeira-walmart-se-torna-mulher-mais-rica-do-mundo.html.ampstories" target="_blank" rel="noopener nofollow">unidades nos Estados Unidos</a>, e a expectativa é ampliar o sistema para toda a rede no país.</p><p>A rede ainda afirma que as etiquetas funcionam em um sistema fechado e não interagem com os clientes nem coletam informações pessoais. Segundo o Walmart, os dispositivos são usados para exibir preços e não possuem câmera ou microfone.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-08-17/walmart-tem-funcao-que-faz-etiqueta-piscar-para-achar-produtos.html</link><dc:creator>Vitor Hugo Girotto</dc:creator><media:credit>Reprodução/Walmart  </media:credit><author>Vitor Hugo Girotto</author><keywords>Flash Price Tag, DSL, Walmart, Estados Unidos, etiqueta digital, mercado, reposição</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a82f3e0735c25af2c45635b</guid><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 11:50:47 +0000</pubDate><title>Discord deve desativar transmissões ao vivo nesta segunda-feira</title><description>Suspensão foi determinada pela Agência Nacional de Proteção de Dados após a agência identificar riscos considerados para crianças e adolescentes</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/2m/i1/0y/2mi10y6uxz8dyj5ekvjcb5n63.jpg"><figcaption>Plataforma registra mais de 200 milhões de usuários mensais<span class="copyright">Reprodução </span></figcaption></figure><p>A plataforma <strong>Discord</strong> deve desativar a função de <strong>transmissão ao vivo</strong> no Brasil a partir desta segunda-feira (17), após uma determinação da <strong>Agência Nacional de Proteção de Dados</strong> (ANPD).</p><p>A ordem não determina o bloqueio completo do Discord. Outros recursos da plataforma continuam disponíveis.</p><p>De acordo com a ANPD, a ação faz parte do processo de fiscalização instaurado pelo órgão no dia 7 de agosto, para investigar falhas na <strong>proteção de crianças e adolescentes</strong> no ambiente digital.</p><p>Após o início das investigações, a ANPD recebeu informações da empresa e se reuniu com os representantes do Discord. Mesmo assim, na última quarta-feira (12), a Agência expediu uma <strong>medida preventiva</strong> para suspender a funcionalidade em até três dias úteis.</p><p>O prazo se encerra nesta segunda-feira (17) e o serviço já não deve funcionar nesta terça-feira (18).</p><p>O recurso ficará suspenso até que o <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-08-14/criptografia-do-discord-dificulta-monitoramento-de-lives.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Discord</a> comprove a adoção de medidas efetivas para impedir que menores de idade sejam expostos a conteúdos relacionados a violência, automutilação e suicídio.</p><p>A investigação não termina com a suspensão das lives. A agência também pretende <strong>avaliar ferramentas de supervisão</strong> parental, verificação de idade e outros mecanismos de segurança oferecidos pelo Discord.</p><p>Caso sejam identificadas violações ao <strong>Estatuto Digital da Criança e do Adolescente</strong> (ECA Digital), a plataforma poderá sofrer outras sanções. A legislação prevê multas que podem chegar a R$ 50 milhões por infração.</p><h2>Morte de adolescente</h2><p>A apuração teve início após a <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-08-13/anpd-manda-discord-suspender-transmissoes-ao-vivo-brasil.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">morte de uma adolescente de 13 anos</a> em Mato Grosso do Sul. Segundo as investigações, ela teria sido induzida por outros jovens a cometer atos de automutilação e, posteriormente, suicídio.</p><p>Parte das ações teria ocorrido durante transmissões feitas no <strong>Discord</strong>.</p><p>O caso passou a ser investigado pelas autoridades e levou à abertura de um procedimento de fiscalização contra a plataforma. </p><p>A <strong>ANPD</strong> ainda analisa se os mecanismos adotados pela empresa foram suficientes para proteger crianças e adolescentes.</p><h2>O que diz o Discord</h2><p>O Discord afirmou que considera a decisão “prematura” e disse que ainda estava dentro do prazo para apresentar sua manifestação no processo administrativo.</p><p>A empresa também declarou que mantém diálogo com as autoridades brasileiras e que investe em ferramentas de segurança para os usuários.</p><p>Em nota, o <strong>Discord</strong> afirmou que não tolera grupos ou pessoas que incentivem a violência e disse ter removido o servidor privado relacionado ao caso investigado.</p><p>A empresa também declarou que a atividade criminosa teria começado em outras plataformas antes da criação do grupo no Discord e continuado fora do serviço depois que os envolvidos foram banidos.</p><p>Segundo a companhia, a plataforma segue colaborando com as autoridades policiais.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-08-17/discord-deve-desativar-transmissoes-ao-vivo-nesta-segunda-feira.html</link><dc:creator>Pedro Boaventura</dc:creator><media:credit>Reprodução </media:credit><author>Pedro Boaventura</author><keywords>após determinação, discord, agência nacional de proteção de dados, investigação, suspensão</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a7e0bbcbfeb411420fab0c1</guid><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 18:37:23 +0000</pubDate><title>Empresa dos EUA oferece serviço de limpeza com robôs humanoides</title><description>Tau Robotics cobra cerca de 160 reais por hora de faxina; máquinas não são autônomas e ficam sob o comando de operadores que monitoram a casa</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/8l/x7/lb/8lx7lbj1ou7ukf40p4fcb7nxu.jpg"><figcaption>Tau Robotics comercializa serviço de limpeza com robôs humanoides<span class="copyright">Divulgação/Tau Robotics </span></figcaption></figure><p>A <strong>startup</strong> Tau Robotics passou a oferecer um serviço de <strong>limpeza</strong> residencial com <strong>robôs humanoides</strong> em San Francisco, nos <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-08-07/ia-cria-virus-e-cientistas-alertam-para-risco-de-armas-biologicas.html">Estados Unidos.</a> A hora custa <strong>30 dólares,</strong> cerca de <strong>R$ 160,</strong> conforme anúncio feito em 28 de julho pelo presidente-executivo e cofundador da empresa, Alexander Koch.</p><blockquote data-media-max-width="560"><p><a href="https://t.co/9bZ8ge6NSi">pic.twitter.com/9bZ8ge6NSi</a></p>— Alexander Koch (@alexkoch_ai) <a href="https://x.com/alexkoch_ai/status/2082135077501522230?ref_src=twsrc%5Etfw">July 28, 2026</a></blockquote><p>O <strong>atendimento</strong> é feito por meio de <strong>convites</strong> da própria empresa. Os interessados que não foram chamados devem se inscrever em uma <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-08-07/fies-comeca-a-convocar-nesta-sexta-estudantes-em-lista-de-espera.html">lista de espera</a> no site da Tau Robotics, transmitida de forma gratuita. Daí em diante, cada visita dura por volta de <strong>uma hora</strong> e exige a presença de um <strong>adulto</strong> no imóvel durante todo o período.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/e1/63/oo/e163oo15se7iimrg9gphjmo7p.jpg"><figcaption>Tau Robotics comercializa serviço de limpeza com robôs humanoides<span class="copyright">Divulgação/Tau Robotics </span></figcaption></figure><p>A startup vende em seu site três <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-07-27/-robo-aranha--e-testado-para-resgatar-pessoas-na-agua--veja.html">robôs</a> diferentes, apelidados de Chelsea, Elon e Tony. Segundo a descrição da empresa, as máquinas <strong>aspiram</strong> os pisos, <strong>limpam</strong> as bancadas e superfícies, <strong>recolhem</strong> o lixo, <strong>retiram</strong> os objetos do chão e <strong>fazem a limpeza</strong> pesada em rodapés e rejuntes.</p><blockquote data-media-max-width="560"><p><a href="https://t.co/lmXRzGHLia">pic.twitter.com/lmXRzGHLia</a></p>— Alexander Koch (@alexkoch_ai) <a href="https://x.com/alexkoch_ai/status/2082135076041871686?ref_src=twsrc%5Etfw">July 28, 2026</a></blockquote><p>Apesar da <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-07-30/harald-bluetooth--o-rei-viking-que-deu-nome-a-tecnologia-sem-fio.html">avançada tecnologia,</a> os robôs não operam de forma <strong>autônoma.</strong> Koch afirmou que um sistema de <strong>inteligência artificial</strong> controla os <strong>motores</strong> das máquinas, mas sempre sob orientação de um <strong>operador humano.</strong> O funcionário trabalha na sede da empresa e acompanha o <strong>interior</strong> da residência através de <strong>câmeras</strong> instaladas no equipamento.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/3j/wn/0y/3jwn0yb71und3wyunifu8v4di.jpg"><figcaption>Tau Robotics comercializa serviço de limpeza com robôs humanoides<span class="copyright">Divulgação/Tau Robotics </span></figcaption></figure><p>Questionada a respeito da <strong>preservação de dados</strong> dos fregueses, a Tau Robotics informou que não divulgará <strong>imagens</strong> capazes de <strong>identificar</strong> clientes ou residências sem <a href="https://economia.ig.com.br/2026-06-30/estado-autoriza-concurso-para-4-mil-vagas-da-pm-em-sao-paulo.html">autorização</a> por escrito. Em entrevista à ABC7, Koch disse que o objetivo é <strong>ampliar o mercado</strong> de limpeza doméstica. </p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/6y/pl/ul/6yplul8xwo7ifhb39mcc6tu8o.jpg"><figcaption>Tau Robotics comercializa serviço de limpeza com robôs humanoides<span class="copyright">Divulgação/Tau Robotics </span></figcaption></figure><p>Ken Goldberg, <strong>professor</strong> de engenharia da Universidade da Califórnia em Berkeley, avaliou que <strong>a tecnologia ainda não está pronta.</strong> <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-06-25/goiania-vira-polo-de-ia-com-mil-pesquisadores-e-r--500-milhoes.html">Pesquisador</a> da área há 40 anos, ele disse que recolher objetos do chão continua sendo um <strong>desafio</strong> para os robôs. O especialista também alertou que o <strong>vídeo</strong> poderia ter sido <strong>acelerado</strong> na edição.</p><p>Contrariando o docente, Koch afirmou que as imagens estão em <strong>velocidade normal.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/a8/21/sg/a821sgier381wfc5s94dhw7gh.jpg"><figcaption>Tau Robotics comercializa serviço de limpeza com robôs humanoides<span class="copyright">Divulgação/Tau Robotics </span></figcaption></figure>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/2026-08-13/empresa-dos-eua-oferece-servico-de-limpeza-com-robos-humanoides.html</link><dc:creator>Caio Resende</dc:creator><media:credit>Divulgação/Tau Robotics </media:credit><author>Caio Resende</author><keywords>robô, humanoide, Robô, Robô aspirador de pó inteligente, ROBO, Robô Aspirador, Robozinho, humanoides, robô humanoide, Robô humanoide, robô humanóide, TECNOLOGIA, tecnologia, Estados Unidos, estados unidos, EUA, USA, San Francisco, san francisco, SÃO FRANCISCO, São Francisco, california, Califórnia, califórnia</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24639d65a59f2273000496</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a7cb01c2c41cd41766ce474</guid><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 17:43:13 +0000</pubDate><title>Pressionar o botão 0 no controle libera função escondida; conheça</title><description>Recurso pouco conhecido do Smart Magic transforma números em atalhos para abrir aplicativos e acessar aparelhos conectados à TV</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/5t/z2/vw/5tz2vwuv8w7zokil0kk1493pk.jpg"><figcaption>Menu de Acesso Rápido permite adicionar atalhos para aplicativos, canais ou entradas HDMI<span class="copyright">Vitor Hugo Girotto/iG </span></figcaption></figure><p>Um botão que normalmente passa despercebido no <strong>controle remoto</strong> pode facilitar muito a navegação pela <strong>Smat TV</strong>. Nos modelos compatíveis com o <strong>Smart Magic da LG</strong>, manter a <strong>tecla 0 </strong>pressionada por cerca de três segundos abre um menu que permite transformar os números de 1 a 8 em atalhos práticos.</p><p>Ao ser pressionado, o botão 0 abre o menu de <strong>Acesso Rápido</strong>, também chamado de <strong>Quick Access</strong>. Nesse menu, o usuário pode adicionar atalhos para aplicativos, canais ou entradas HDMI, ver quais atalhos estão ligados a cada tecla e mudar essas configurações se quiser.</p><p>É possível, por exemplo, conectar uma tecla a um <a href="https://tecnologia.ig.com.br/dicas/2025-11-04/plataformas-de-streaming-de-graca-conheca-opcoes.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">aplicativo de <strong>streaming</strong></a> ou a um aparelho conectado à <strong>televisão</strong> com um cabo HDMI.</p><h2>Como configurar os atalhos</h2><ul><li>Mantenha o botão 0 pressionado por cerca de três segundos e a TV abrirá o menu de Acesso Rápido.</li><li>Escolha o número que deseja transformar em atalho.</li><li>Na lista exibida pela TV, escolha o aplicativo, a entrada HDMI ou outra opção disponível.</li><li>Confirme o atalho e o número escolhido ficará vinculado à função selecionada.</li><li>Para abrir o aplicativo ou acessar a função salva, mantenha o número pressionado por cerca de um segundo.</li></ul><p>Se o aplicativo ainda não estiver associado a nenhuma tecla, também é possível fazer a configuração diretamente ao <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2025-11-04/plataformas-de-streaming-piratas-sao-derrubadas-apos-operacao.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">acessar o aplicativo</a> ou função. Basta manter pressionado o número que deseja usar como atalho por cerca de três segundos.</p><p>A TV perguntará se o usuário realmente quer fazer a ligação. Ao dar ok, a TV confirmará a configuração sem que seja preciso abrir primeiro o menu de Acesso Rápido.</p><p>A partir daí, basta pressionar o número configurado por aproximadamente um segundo para abrir diretamente o aplicativo ou função vinculada.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/3i/yl/dc/3iyldcy8vf8cn5eb5nyq2z6im.jpg"><figcaption>Controle Smart Magic permite escolher atalhos para as teclas de um a oito<span class="copyright">Vitor Hugo Girotto/iG </span></figcaption></figure><ul><li><strong>CONFIRA</strong>: <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-08-12/como-tirar-a-notificacao-do-correio-de-voz-da-tela-do-celular-.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Como tirar a notificação do correio de voz da tela do celular</a>?</li></ul><h2>O que acontece com o número 9</h2><p>A tecla 9 funciona de maneira diferente. Segundo a LG, ela vem reservada de fábrica para funções relacionadas ao serviço de assistência técnica e ao guia de ajuda da empresa.</p><p>Por isso, o número 9 não pode ser alterado pelo usuário para criar um atalho personalizado.</p><h2>Como registrar o Smart Magic</h2><p>Antes de usar o controle com a televisão, é necessário fazer o registro entre os dois aparelhos. Na primeira utilização, a orientação é apontar o controle para a TV e pressionar o botão Scroll (OK).</p><p>A televisão deve mostrar uma mensagem informando que o Smart Magic foi registrado com sucesso.</p><p>Se o registro não acontecer, a orientação da LG é desligar e ligar novamente a TV e repetir o procedimento.</p><p>Para cancelar o registro, mantenha os botões Voltar e Início pressionados ao mesmo tempo por cinco segundos. Com isso, o controle será desconectado da televisão.</p><p>Embora o Acesso Rápido seja um dos recursos disponíveis no Smart Magic, as funções podem mudar de acordo com o modelo do controle e da televisão.</p><p>Por isso, a recomendação é consultar o manual do aparelho para verificar quais recursos estão disponíveis no modelo utilizado.</p>]]></content:encoded><link>https://tecnologia.ig.com.br/dicas/2026-08-12/pressionar-o-botao-0-no-controle-remoto-da-lg-libera-funcao-escondida-smart-magic-tv.html</link><dc:creator>Vitor Hugo Girotto</dc:creator><media:credit>Vitor Hugo Girotto/iG </media:credit><author>Vitor Hugo Girotto</author><keywords>atalhos, streaming, webOS, LG, televisão, controle, Smart Magic, aplicativos, Smart TV</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e24647c494bedc914000471</section></item></channel></rss>