Volume de computadores vendidos aumentou apenas 2% em relação ao primeiro semestre do ano passado, seguindo a tendência mundial

Valor Online

A consultoria IDC reduziu sua expectativa de crescimento para a venda de computadores em 2012. Seguindo uma tendência global, o mercado brasileiro de computadores apresentou sinais de desaceleração no primeiro semestre deste ano, segundo dados da consultoria IDC. No período, o país registrou um total de vendas de 7,8 milhões de computadores, um avanço de 2% na comparação com igual período do ano passado.

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Notebooks são maioria entre os computadores vendidos no Brasil, de acordo com estudo da IDC
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Notebooks são maioria entre os computadores vendidos no Brasil, de acordo com estudo da IDC

O volume ficou abaixo das previsões realizadas pela empresa no início do ano, quando a expectativa era de um crescimento de 7% para o período. Ao mesmo tempo, a expansão foi bem inferior ao índice apurado no primeiro semestre de 2011, quando as vendas do setor cresceram 15% em relação a 2010.

Reforçando esse cenário, o Brasil reportou a pior taxa de crescimento entre os países do BRIC. Com 37%, a Rússia apresentou o maior salto no período, seguida pela Índia, com 9%, e China, com 3%. Durante o primeiro semestre, os notebooks responderam por 55% das vendas. Na classificação da IDC, o segmento inclui ainda netbooks, ultrabooks e ultrafinos. A categoria atingiu um crescimento de 15% em relação ao mesmo período de 2011.

Com 45% das vendas do mercado de computadores, os micros de mesa (desktops) tiveram uma queda de 11% na mesma base de comparação. "O usuário doméstico tende a preferir a portabilidade dos notebooks e as empresas optam pela segurança dos desktops, que representam metade do segmento corporativo durante o período", observou Attila Belavary, analista do mercado de PCs da IDC Brasil.

A venda de PCs para usuários domésticos representou 67% do volume comercializado no semestre. O segmento empresarial, por sua vez, registrou uma fatia de 27%, enquanto as vendas para governo e educação ficaram com 6% do total. "A variação cambial foi responsável por reduzir o número de ofertas disponíveis no varejo e levou alguns fabricantes a aumentarem seu preço final. Além disso, a competição com outros dispositivos, como tablets e smartphones, fez com que os usuários tivessem que priorizar seu investimento", afirmou Belavary.

Mesmo diante de perspectivas positivas, como os lançamentos previstos para o segundo semestre e a chegada de equipamentos que rodam o Windows 8, nova versão do sistema operacional da Microsoft, a IDC reduziu a expectativa de crescimento para o mercado brasileiro em 2012. No início do ano, essa previsão estava na casa de 13%. Em meio aos resultados obtidos até o momento e sob um contexto de instabilidade econômica, a nova projeção é de uma expansão de 8%.

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