Leves e com baterias que duram um mês, e-readers são ideais para uso em transporte público

Dois anos atrás, o catálogo brasileiro de leitores de livros digitais (e-readers) era sofrível. Tínhamos produtos muito caros, defasados e incompatíveis com o mercado editorial. As editoras também não estavam preparadas e sequer se importavam com a nova onda do livro digital.

Hoje, devido ao avanço da tecnologia, as editoras estão se engajando e se acostumando com o digital, livrarias do país correm atrás de aumentar seus acervos disponíveis e, melhor ainda, empresas internacionais de ótima qualidade aportaram por aqui.

Temos a Google, Apple, Amazon, Kobo, Copia e outras oferecendo livros digitais, mas só duas até agora trouxeram e-readers decentes: Amazon e Kobo (em parceria com a Livraria Cultura). Trazemos aqui um comparativo entre o Kobo Touch (R$ 399) e o Kindle (R$ 299 na versão mais simples do aparelho, a única vendida no Brasil). Confira.

Kobo Touch

A favor:

• Tela de toque, bem nítida;
• Funciona com ePub, formato aberto de livro;
• Plataforma ampla e caprichada;
• É versátil na aceitação de formatos de arquivos;
• Estatísticas de leitura e premiação social.

Contra:

• Mais caro do que o Kindle;
• Tela de toque exige um pouco de paciência;
• Acabamento pode gastar rápido.

Kindle

A favor:

• Tela de excelente qualidade;
• Enorme acervo de livros digitais;
• Backup de eBooks e documentos pessoais na nuvem;
• WiFi, com acesso a buscas na internet e browser experimental.

Contra:

• Não aceita o formato aberto ePub;
• Não há como expandir a memória;
• Ainda é caro no Brasil;
• Não possui assistência técnica no país.

Design

Por serem pequenos e servirem para o propósito de uma leitura sem distrações, os e-readers precisam ser discretos e suaves, e tanto o Kindle como o Kobo são assim. Disponíveis em cores sem exagero (preto para o Kindle, preto e branco – com traseiras de três cores diferentes – para o Kobo), a função dos aparelhos é sumir aos olhos do leitor, deixando-o apenas com seu mundo de leitura.

Traseiras do Kindle e do Kobo são feitas de materiais diferentes
Stella Dauer
Traseiras do Kindle e do Kobo são feitas de materiais diferentes

As telas não possuem iluminação e os aparelhos são silenciosos, dando até a impressão de que não estão ligados. Ambos são muito leves – 170 gramas o Kindle, 185 gramas para o Kobo –, e possuem área suficiente apenas para serem carregados com as mãos e para abrigar alguns botões.

Enquanto o Kindle tem arestas arredondadas, traseira emborrachada e frente em plástico fosco, o Kobo é todo emborrachado, e sua traseira possui uma textura que lembra uma almofada.

Os dois ficam bem nas mãos, e a leveza ajuda a ler enquanto se está deitado. O tamanho pequeno auxilia na leitura discreta em algum transporte público ou fila. Por serem mais baratos que smartphones, podem ser exibidos com um pouco menos de preocupação, já que são máquinas de mostrar livros (quem rouba livros no Brasil?).

Na frente, o Kobo traz apenas um botão home, enquanto o Kindle apresenta quatro botões auxiliares e um pad de navegação, com mais cinco botões. As conexões USB de ambos ficam na parte inferior, sendo que o Kindle traz ainda o botão de energia e um LED de aviso.

No lado esquerdo, o Kobo tem uma entrada para cartões de memória; o Kindle, dos dois lados, possui dois botões de navegação de página. Finalmente, na parte superior, o Kobo tem o botão de energia e seu LED de aviso.

Os dois são parecidos, e bonitos à sua maneira. O que influi, em matéria de design, na escolha do consumidor, é sua preferência por botões ou por tela de toque.

Tela

Tanto o Kobo Touch quanto o Kindle 4 possuem telas de seis polegadas, com definição de 800 x 600 pixels, com a tecnologia E-Ink Pearl. São telas de boa resolução para livros, com bom contraste e sem luz traseira, se assemelhando muito a um livro de papel.

A tela do Kindle se sobressai em matéria de acuidade e qualidade de preto (ela é realmente preta e branca), mas, em compensação, a tela do Kobo Touch é, obviamente, de toque (resistiva bem dura), e possui ajuste de contraste (no geral, o texto fica cinza escuro), coisa que o Kindle não tem.

A escolha de como ler fica a critério do usuário, que saberá o que e melhor. A tela de toque, certas vezes, pode incomodar na hora da leitura, que não poderá ser feita com apenas uma mão. Já os botões do Kindle são bem confortáveis, mas digitar com o minúsculo pad de navegação é um pesadelo.

Interface e configuração

Resumidamente, podemos dizer que a interface do Kindle é mais prática, enquanto que a do Kobo Touch é mais bonita. No Kindle, é tudo bem textual, tudo mostrado direto e reto, sem enfeites. Já o Kobo oferece uma linda e confortável interface, trazendo mais familiaridade aos amantes da beleza dos livros.

Ao ser ligado, o Kindle mostra sua biblioteca em uma lista, enquanto que as configurações são acessadas pelo botão físico escolhido. No Kobo, a home mostra as capas dos últimos livros que você leu ou está lendo com fontes bonitas e convida o leitor a ler ou visitar a loja.

Não há acelerômetro, mas você pode configurar manualmente a leitura na horizontal e na vertical nos dois e-readers. Nos dois, você também pode dividir seus livros em pastas, chamadas de coleções no Kindle e de prateleiras no Kobo.

Na hora de ler, o Kindle vai mostrando a porcentagem do livro lido, enquanto que o Kobo mostra, na parte inferior, quantas páginas faltam para acabar o capítulo. Tocando no centro da tela, você vê o total do livro.

Na hora da leitura, é possível acertar o tamanho do texto (oito opções diferentes para o Kindle, 24 para o Kobo), tipo de letra (seis para o Kindle, nove para o Kobo), espaço entre linhas, palavras por linha e também a rotação da tela.

Ambos os aparelhos permitem mudar o tamanho da fonte
Stella Dauer
Ambos os aparelhos permitem mudar o tamanho da fonte

Uma das boas vantagens de um e-reader sobre um livro normal é a possibilidade de fazer anotações e grifos no texto, sem estragar o livro, e tendo acesso a todas, de uma vez só, de forma simples.

No Kobo, todos os recursos esperados estão à disposição: anotações, grifos, definição e tradução de palavras. Tudo ali. O único porém é que as notas feitas ficam dentro do livro (sincronizadas com todos os apps), não sendo possível vê-las em um arquivo em separado.

No Kindle, no meio da leitura, você pode fazer anotações, grifar trechos e colocar marcadores. Tudo é disponibilizado em um arquivo separado de texto, que identifica de onde veio cada trecho e faz backup de tudo. Outra coisa é a sincronização entre aparelhos e aplicativos. A página em que você para no livro é a mesma que você começa no smartphone, por exemplo.

O serviço de sincronização de páginas do Kindle, Whispersync, funciona muito bem. O da Kobo se confunde às vezes, mas também funciona de modo satisfatório. É bom salientar que as duas interfaces estão em português, evitando qualquer problema com quem não entende inglês.

Facilidade de uso

Na hora da mudança de tela, o Kindle é mais rápido do que o Kobo, trazendo uma boa diferença. A virada do Kobo não passa de um segundo, mas a diferença entre os dois é notável.

No Kindle, você pode baixar todos os seus livros por meio de Wi-Fi ou e-mail, até mesmo seus documentos pessoais, uma vez que tudo fica guardado no armazenamento na nuvem da sua conta. No caso do Kobo, é possível baixar os livros comprados via Wi-Fi, mas arquivos pessoais devem ser transmitidos via USB.

Os dois aparelhos possuem um navegador primitivo escondido em configurações. Com eles, é possível navegar na internet, conferir emails e realizar outras tarefas, lembrando-se sempre da limitação da velocidade da tela. Além do navegador, o Kobo também traz um aplicativo para desenhos (uma vez que é de toque), Sudoku e Xadrez.

Quando o assunto é busca, o Kindle sai na frente de novo. Sua busca universal permite procurar não apenas no título dos livros em sua biblioteca, mas também na loja da Amazon, na internet (Wikipedia, Google e outros) e até no interior dos títulos que você possui, em todos de uma só vez. Isso é uma mão na roda.

O Kobo também possui uma busca, que atua na loja e em sua biblioteca, mas fica somente nos títulos. É possível realizar buscas dentro do conteúdo dos livros, mas apenas em um de cada vez, após abertos. O Kindle sincroniza suas leituras entre todos os seus dispositivos, e o Kobo não.

Outra coisa super legal em e-readers é o dicionário embutido. Ninguém tem paciência (ou costas) para levar um enorme dicionário em papel pra lá e pra cá, na mochila ou bolsa. Esses dois modelos trazem dicionários dentro de si. No Kindle está disponível o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, além do Oxford em Inglês. Tudo offline, sem precisar da internet.

No Kobo, são 19 dicionários disponíveis, 13 deles já instalados. Os de português precisam ser baixados mas há, além do dicionário de termos, um de português-inglês e outro inglês-português, muito útil. Ao clicar sobre uma palavra, o termo aparece na hora, sem precisar de internet. Também é possível digitar uma palavra para ver seu significado.

Plataformas

As duas plataformas possuem, além do e-reader, aplicativos para diversos aparelhos. Enquanto a Kobo tem apps para Windows, OSX, Android e iOS, a Amazon oferece para OSX, Windows, Android, iOS, Windows Phone e BlackBerry. E os dois leitores contam com Wi-Fi.

Os dois apps são ótimos, mas o da Kobo ganha em versatilidade, já que aceita mais tipos de arquivos, inclusive possibilitando uma biblioteca pessoal. Há também os recursos extras de redes sociais. Há também, para ambos, a opção de ler diretamente do navegador de qualquer dispositivo, leitura na nuvem.

Quando você adquire um livro na Amazon, é possível abrir o livro em até cinco lugares diferentes. Após isso, é necessário realizar uma nova compra, mesmo compartilhando tudo na mesma conta. Já no Kobo, ao comprar um eBook, ele pode ser aberto em quantos aparelhos estiverem disponíveis com sua conta.

Acesso ao vasto catálogo da Amazon é um ponto forte do Kindle
Stella Dauer
Acesso ao vasto catálogo da Amazon é um ponto forte do Kindle

As duas lojas vendem os arquivos com DRM (Digital Rights Management, proteção contra pirataria), sendo o da Amazon proprietário e o da Kobo o tradicional Adobe DRM, o mais utilizado atualmente.

Comprar nas lojas é bem fácil. Além da compra no site, ambos os leitores e aplicativos subjacentes permitem a compra dentro do dispositivo. Tanto no Kindle como no Kobo você pode configurar compras rápidas, mas o Kindle ganha na velocidade: compras com um clique, entregues em seu aparelho em até 60 segundos.

Na loja da Kobo, você pode acessar listas de leitura, que incluem títulos selecionados, por exemplo, pelo New York Times. Quando realizamos uma compra, a chegada do livro não é instantânea, mesmo com a compra com um clique. O título fica disponível aproximadamente 20 minutos depois.

Para os que gostam de estar conectados, os e-readers trazem uma conexão básica com as redes sociais e a opinião de outros leitores. No caso do Kindle, você pode habilitar as notas públicas e os destaques populares. Além de poder ver anotações feitas por outras pessoas no título que está lendo, também pode conferir os trechos mais grifados pelos que já passaram por lá, publicar coisas no Facebook e no Twitter.

O Kobo traz muito mais do que o Kindle, e é ideal para quem adora compartilhar o que está lendo, competir com os amigos, etc. Toda a plataforma possui o Reading Life, uma espécie de rede social de leitura, que funciona junto ao Facebook.

Um dos recursos são as medalhas (badges) oferecidas para cada etapa completada pelo leitor. Quando ele abre o primeiro livro, quando começa a ler um novo livro, quando termina o livro, quando compartilha muitos trechos, quando lê à noite, quando lê por horas seguidas… são centenas deles. Tudo é compartilhado (se você quiser) no Facebook, para mostrar aos amigos o quanto você tem lido.

Você também pode compartilhar trechos de livros, mas isso ele não faz muito bem, pois corta um bom pedaço do que você publicou. O e-reader e os aplicativos rastreiam todo o seu comportamento de leitura, e oferecem um panorama de como você lê, incluindo horas mais ativas, número de páginas por hora, por sessão, quanto tempo você passa lendo, quanto da sua biblioteca já está lida, quantas páginas virou, entre outros.

E se você gostaria de saber o que outras pessoas acham dos livros e seus trechos, temos o Pulse, onde você confere comentários de outras pessoas (protegido de spoilers), e vê quantas pessoas já leram esse livro, o que acharam, entre outros. Isso é realmente uma leitura social.

Para os que sentem falta de passear pela livraria e não compram livros sem antes dar uma conferida no conteúdo, é possível baixar amostras de todos os livros, antes de realmente comprá-los. No Kindle, as amostras são bem maiores do que nos da Kobo.

Formatos

Em matéria de tipos de arquivo aceitos, o Kobo Touch ganha de lavada. Não só por aceitar mais arquivos, mas também por utilizar o formato aberto e mais comum de eBooks, o ePub.

Ao todo, o Kobo aceita os seguintes formatos: ePUB, PDF, MOBI, JPEG, GIF, PNG, BMP, TIFF, TXT, HTML, RTF, CBZ e CBR. Já o Kindle, aceita: AZW, PDF, DOC, RTF, HTML, JPEG, MOBI, PRC, AZW3, GIF, PNG e BMP.

Parece quase a mesma coisa, mas só o fato de o Kobo aceitar ePub e o Kindle não, é uma grande diferença, pois as livrarias estão, no Brasil e no mundo, trabalhando majoritariamente com ePub. Como se não bastasse isso, arquivos como RTF, DOC, GIF, PNG e BMP precisam de conversão antes de ir para o Kindle, ou não serão reconhecidos.

O AZW (MOBI com proteção antipirataria) é um formato simples, que permite poucas formatações no conteúdo, é bem mais pobre do que o ePub (formato mais robusto e mais completo, que permite uma formatação melhor e itens como vídeos, animações e outros dentro do livro), sendo mais indicado para livros em sua maioria textuais. Como vantagem, o MOBI é mais leve, ocupando menos espaço.

Kobo aceita mais tipos de arquivo do que o concorrente
Stella Dauer
Kobo aceita mais tipos de arquivo do que o concorrente

A opção de conversão dos arquivos para o Kindle podem ser feitas pela própria Amazon, de duas maneiras: enviando o arquivo para um email especial da empresa, que o devolve convertido; ou utilizando o aplicativo Send to Kindle, que além de enviar arquivos via Wi-Fi para o aparelho, também faz a conversão.

Se for um arquivo ePub, é bem mais complexo e requer certos ajustes que leigos não conseguirão entender. Também é bom lembrar que arquivos convertidos nunca ficam iguais ao original.

Leitura

A leitura é o ponto principal de um e-reader. Redes sociais, Wi-Fi, todo o resto é secundário, uma vez que o que importa para um leitor tradicional é a capacidade de ler livros.

Comparados aos aparelhos que já tivemos aqui no Brasil, esses dois e-readers dão um banho de qualidade. As telas são ótimas, com bom contraste, você pode escolher entre botões ou toque. Os aparelhos são leves, discretos, têm bateria quase infinita (em relação a um tablet) e carregam milhares de eBooks.

A sensação de ler em um e-reader é sempre muito gostosa. Você se sente, realmente, com um livro nas mãos. São silenciosos, não vão te atrapalhar com notificações de redes sociais e possuem uma tela fantástica para isso. Se não enxergar bem, basta aumentar a fonte, trocar seu visual, espremer a margem.

Comparados a um tablet ou smartphone, você percebe que esses outros dois gadgets possuem a função de leitura, mas de forma alguma foram feitos para isso. São pesados, muito iluminados e altamente distrativos.

Bateria

Nesse quesito, não há discussão. Os dois possuem a mesma duração, aproximadamente um mês, com leituras diárias de duas horas, com o Wi-Fi desligado. Essa já é uma vitória sensacional em cima de qualquer tablet, notebook ou smartphone.

Isso se deve à tecnologia utilizada na tela, chamada de tinta eletrônica. Ao contrário de displays de LED, ela não precisa ficar ligada toda hora, e só gasta energia quando precisa mudar o que está mostrando.

Tratam-se realmente de bolinhas de tinta em um ambiente líquido. Quando precisam formar novas letras ou imagens, campos magnéticos fazem com que as bolinhas girem e mostrem seu outro lado, seja ele branco ou preto. Assim, enquanto você lê uma página, nenhuma energia está sendo gasta.

Para recarregar, via USB, o Kindle leva 3 horas, enquanto o Touch chega a 4 horas de recuperação.

Armazenamento

Nessa, o Kobo leva a melhor, mas isso pode não ser prioridade para todos. Os dois possuem capacidade de armazenamento de 2 GB, com 1,25 GB disponível no Kindle e 1 GB para o Kobo Touch.

A diferença está no fato de que o aparelho da Kobo aceita cartões microSD de até 32GB, enquanto o Kindle não possui essa função, ficando apenas com o que já tem. Isso é um diferencial muito importante para os que gostam de ler quadrinhos e mangá, já que os JPGs e outros formatos de imagem podem pesar bastante.

Já para os que gostam de ler livros majoritariamente textuais, o Kindle tem espaço de sobra, pois o formato MOBI é bem leve, e o eReader pode armazenar mais de 1000 deles no que tem de memória. Além disso, o Kindle permite arquivar livros, economizando espaço. Já o Kobo mostra todos os livros que você comprou, sempre.

Acervo no Brasil

Os livros digitais brasileiros ainda estão engatinhando em número e criatividade. As maiores editoras, desde o final do ano passado, já publicam seus livros em versão impressa e digital, simultaneamente. Entretanto, os livros digitais ainda não possuem um número expressivo de vendas que justifique essa mesma ação em editoras menores.

Por isso, o número de títulos em formato digital no Brasil é de aproximadamente 20 mil, entre os lançamentos de editoras e publicações independentes. A Livraria Cultura afirma ter um acervo de 12 mil livros, enquanto a Amazon exibe mais de 17 mil.

Isso tudo é relativo, pois a diferença fica muito com editoras menores, autores independentes e outros tipos de títulos. Os melhores lançamentos e os livros mais importantes em formato digital são encontrados em todas as grandes lojas, incluindo a Saraiva e a Gato Sabido.

A Kobo se sai um pouquinho melhor na história, já que seu eReader aceita arquivos em ePub e MOBI, deixando-o mais versátil para compra em um número maior de livrarias. Além disso, aceita o DRM da Adobe, o mais utilizado pelas lojas.

Assistência no Brasil

Esse é um ponto tenso, ainda. Amazon não oferece assistência técnica nem aqui e nem em qualquer outro lugar. Em contato com eles, referente a algum defeito apresentado no aparelho, simplesmente trocam seu aparelho por um novo, caso ainda esteja na garantia.

Caso você entenda inglês, pode acessar as soluções no site, bate papo, enviar emails para os atendentes dos EUA (e do Brasil também) ou até ligar para eles. Mas não haverá solução diferente dessas duas.

Se estiver fora da garantia, oferecem desconto na compra de um novo eReader, e isso é válido apenas nos Estados Unidos. Em contato com a Amazon aqui no Brasil, simplesmente afirmam não poderem fazer nada.

A Kobo oferece uma página de ajuda dentro do site da Livraria Cultura. Oferece telefone (um 0800, que não funciona em todas as cidades), e-mail 24 horas e também assistência online (perguntas já feitas). Esse último é de difícil navegação, mas possui uma boa gama de informações.

Quanto a livros gratuitos, a Amazon leva a melhor, anunciando mais de 37 mil títulos, contra mais de 12 mil da Livraria Cultura. São eBooks em português e em inglês.

Qual deles vence o embate?

Os dois produtos apresentados aqui possuem um bom design, usabilidade interessante, grande acervo e diferentes tipos de vantagens, de acordo com a plataforma. Além disso, ambos estão interessados em trazer serviços de qualidade ao leitor brasileiro.

Quem prefere liberdade, vai de Kobo; quem quer praticidade, vai de Kindle. É uma comparação muito similar à feita entre as plataformas móveis Android e iOS.

Não há um vencedor aqui. O importante do comparativo é apresentar ao consumidor, lado a lado, as características de cada um dos eReaders. Ambos são bons, e cada um atrairá um público diferente.

Ficha técnica

Kobo Touch

Preço: R$399
Configuração: tela de 6 polegadas com tecnologia E-Ink Pearl touch (16 tons de cinza), resolução de 600 x 800 pixels, processador de 800 MHz, memória interna de 2GB (1GB para o usuário) + cartão microSD de até 32GB, USB, WiFi b/g/n.
Dimensões: 16,5 11,4 x 1 cm
Peso: 185 gramas
Autonomia de bateria: mais de quatro semanas
Itens inclusos: aparelho, cabo micro USB e guia rápido.

Kindle

Preço: R$299
Configuração: tela de polegadas com E-Ink Pearl (16 tons de cinza), resolução de 600 x 800 pixels, memória interna de 2GB (1,25GB para o usuário), USB, WiFi b/g/n.
Dimensões: 16,5 11,4 x 8,7 cm
Peso: 170 gramas
Autonomia de bateria: mais de quatro semanas
Itens inclusos: aparelho, cabo micro USB e guia rápido.

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