Publicidade
Publicidade - Super banner
Análises
enhanced by Google
 

Ultrabook é alternativa com Windows para fãs do MacBook Air

Novos modelos de notebooks, mais finos e leves e com alto poder de processamento, são bonitos, mas têm limitações

The New York Times |

Por David Pogue

O que é um ultrabook? É um notebook absolutamente lindo e elegante, vestido com acabamento em um brilhante metal escovado. Não há drive para DVD. A bateria é selada e não pode ser romovida. As telas se projetam por meio de aberturas na base do notebook. O trackpad multitoque não tem nenhum botão – você consegue vários tipos de cliques pressionando diferentes áreas da superfície. O usuário geralmente precisa de um adaptador separado para conectar o notebook a uma rede Ethernet ou a um projetor.

Getty Images
Ultrabook da LG, Z330, é exposto na CES 2012
E não há disco rígido. Em vez disso, o notebook oferece um disco de estado sólido (SSD, na sigla em inglês), que é como um enorme cartão de memória. Ele ajuda a economizar bateria e acelerar a inicialização do sistema. Esses SSDs tornam os ultrabooks muito caros (com preço acima de US$ 900), e você fica com uma pequena parte dele para armazenamento, geralmente 128 GB. Em um notebook com um disco rígido tradicional, o usuário chega a ter oito vezes esta quantidade de espaço – por um custo muito mais baixo.

Então, o que é um ultrabook? É um MacBook Air que roda Windows. Essa é a descrição que todo mundo faz sobre o produto – exceto a Intel que desenvolveu o conceito. (“O MacBook Air foi a inspiração para esta categoria?”, eu perguntei a assessoria de imprensa da Intel. “Não. A categoria de ultrabooks foi concebida a partir de muitas pesquisas realizadas nos últimos anos.” Trata-se de uma alucinante coincidência.)

Por conta do pequeno espaço de armazenamento, um ultrabook não cumpre bem o papel de computador principal e as pessoas só conseguem guardar poucas fotos, músicas e vídeos. Esqueça os games complexos também. E para instalar software, o usuário precisará comprar um drive externo de DVD ou baixar o software da internet.

Mas, esqueça tudo isso. Se tiver dinheiro, vai adorar o quanto são bonitas e requintadamente desenhadas essas máquinas feitas pelos grandes fabricantes de PCs. Para a maioria das atividades – acessar e-mail, navegar na internet, bater-papo, usar o Office, ouvir música e assistir filmes por streaming – um ultrabook funciona bem. Isso, se o usuário conseguir parar de passar as mãos sobre o acabamento de metal polido, que é tão legal.

O MacBook Air ainda tem a melhor combinação de design, tela, teclado, trackpad e autonomia de bateria. Contudo, os ultrabooks chegam perto e eles oferecem a vantagem da escolha. Por exemplo, os ultrabooks chegam com telas maiores, como 14 polegadas (no caso do modelo HP Spectro) e 15 polegadas (Samsung). É possível comprar um ultrabook com uma tela anti-reflexiva – as cores não são tão vibrantes, mas ela não reflete luz. A maioria dos modelos possuem teclas dedicadas, que a Apple não oferece, como Home, End, Page Up e Page Down. E, finalmente, os ultrabooks custam menos que o MacBook Air, que tem preço de R$ 2.999 para o modelo de 13 polegadas.

Eu testei ultrabooks da Acer, Asus, Dell, HP, Lenovo, Samsung e Toshiba. A maioria deles possui configurações idênticas: 4 GB de memória, 128 GB (SSD), processador Intel Core i5, tela de 13 polegadas (1.366 x 768 pixels), uma entrada para cartão de memória SD, duas ou três entradas USB (sendo uma USB 3.0), uma entrada mini-HDMI para conectar a máquina à TV, uma webcam, microfone e alto-falantes integrados e teclado iluminado. A maioria pesa menos de 1,3 kg e tem bateria com autonomia de seis horas. Na maioria dos casos, o usuário pode pagar mais para ter mais memória (256 GB SSD) ou um processador mais rápido (Intel Core i7).

Getty Images
Ultrabook da Acer, o Aspire S3: o ultrabook mais barato nos EUA
Apesar de todas as similaridades, cada ultrabook tem sua própria personalidade:

Acer Aspire S3 (R$ 2.799) – Você leu o preço direito. Este é o ultrabook mais barato no mercado. Para chegar a este preço, a Acer meio que trapaceou. O SSD é pequeno (20 GB) e suporta apenas os arquivos de inicialização; todos os seus arquivos são guardados em um disco rígido tradicional de 320 GB. Resultado: preço mais baixo, mas com mais espaço.

As teclas fazem o usuário sentir como se estivesse digitando em concreto. As teclas de cursor são do tamanho de Tic Tacs. Além disso, apenas o acabamento da tela é feito de metal. O teclado e o restante são feitos de plástico. A vida da bateria não é muito boa – cerca de cinco horas.

Asus Zenbook UX31E (R$ 5.999) – Com um bonito acabamento em metal escuro e sistema de som Bang & Olufsen para um som um pouco mais risco. Mas o teclado não é iluminado. O usuário pressiona os cantos inferiores esquerdo e direito do trackpad para produzir os cliques equivalentes ao botão esquerdo e direito do mouse, mas o meu sempre provocava o tipo errado de clique.

A tela tem uma resolução um pouco maior que os demais (1.600 x 900 pixels), o que significa que você consegue ver mais sem rolar a tela, em um espaço menor. Um modelo com tela de 11 polegadas também está disponível no Brasil, com preço de R$ 3.999.

Dell XPS 13 (R$ 3.899) – “Dell” e “lindo” geralmente não aparecem na mesma frase. Mas o acabamento feito de alumínio e fibra de carbono e o teclado fazem deste ultrabook um triunfo. Ele é mais fino que a maioria dos ultrabooks, mas ele é uma polegadas mais baixo, de modo que o usuário pode continuar trabalhando enquanto a pessoa que está em sua frente no avião reclina o assento.

Infelizmente, o ultrabook da Dell não oferece entrada para cartão de memória, porta HDMI, teclas de navegação ou porta Ethernet. O trackpad nunca esquece seus cliques, mas sua capacidade de resposta multitoque é fraca.

Getty Images
Ultrabook da Lenovo só não tem porta Ethernet e entrada para cartão de memória
Lenovo IdeaPad U300s (US$ 1.050 nos EUA) – Os painéis deste sólido, fino e requintadamente projetado ultrabook se projetam ligeiramente, como as capas de um livro. É muito prazeroso usá-lo. Digitar nele é ótimo; cada tecla ganhou o espaço para movimentação e clique. O trackpad também é ótimo.

Apenas duas omissões o impedem de chegar à perfeição: não há entrada para cartão de memória e não há porta Ethernet. [Nota do editor: ainda não há previsão de lançamento do produto no Brasil.]

Samsung Notebook Series 9 (R$ 2.999, com previsão de chegada no segundo semestre) – A parte superior, feita de liga de alumínio, é incrivelmente sedosa ao toque; só de tocá-lo já faz bem para a alma. A tela é brilhante e vibrante, apesar de ser anti-reflexiva. O teclado, trackpad, peso de cerca de 1,1 kg, e bateria também merecem sinal positivo. O único detalhe é o preço alto. (Seja cuidadoso para distinguir este modelo em relação ao anterior, que agora custa US$ 970 e inclui uma entrada para cartão microSD.)

Eu testei o modelo de 15 polegadas (que chega às lojas dos EUA em abril por US$ 1,5 mil): talvez seja o mais fino e mais caro notebook de 15 polegadas já lançado. Graças a seus 8 GB de memória, você pode editar vídeos – um bom uso para a ampla tela.

Toshiba PortEgE Z830 (US$ 1.150 nos EUA) – Este notebook é o mais fino ultrabook já lançado. Ele parece até um pouco oco e sua tela se dobra como se fosse um pedaço de papelão – mas com 1,12 kg, ele quase precisa de um peso de papel. É o único ultrabook que possui porta de Ethernet, porta para conectar projetores e uma conexão HDMI para conectá-lo à TV. O usuário tem até uma entrada USB a mais, são três no total. Finalmente, este modelo vem com 6 GB de memória em vez dos 4 GB geralmente oferecidos. [Nota do editor: não há previsão de lançamento do produto no Brasil.]

Divulgação
Spectre Envy 14 possui 20 milímetros de espessura e pesa 1,6 quilo
HP Envy 14 Spectre (US$ 1.400) – Vidro. Quase todo este notebook – tela, teclado e tampa – são cobertos por Gorilla Glass, o vidro super-resistente que protege a tela de iPhones, iPads e outros gadgets. A empresa não usou metal.

Este design torna o notebook mais pesado que a maioria (ele pesa 1,6 kg) e mais caro. Mas ele oferece porta Ethernet e entrada HDMI, uma gloriosa tela (com resolução de 1.600 x 900 pixels), ótimo som, ótimo teclado e um dos melhores trackpads para Windows já desenvolvidos. [Nota do editor: ainda não há previsão para o lançamento do produto no Brasil.]

O consumidor que compra este ultrabook ainda ganha o Photoshop Elements e o Premiere Elements, da Adobe. (O consumidor consciente pode preferir o ultrabook mais convencional da HP, o Folio (US$ 900), notável por sua impressionante bateria de 8 horas de duração.)

Se você gostar do conceito de ultrabook, vai amar os modelos da Lenovo e da Dell, por oferecerem tudo que é essencial; o modelo da Samsung por sua tela e acabamento; e o modelo da Toshiba, por ser mais leve que o ar.

Mas, se você esperar, outros modelos estão chegando. A nova geração de ultrabook oferecerá chips mais avançados da Intel, telas sensíveis ao toque e Windows 8, nova versão do sistema operacional da Microsoft.

De qualquer forma, um ultrabook pode trazer muita satisfação aos usuários. Começando pelo dia em que ele chegar, quando o entregador poderá passá-lo por debaixo da porta.

Leia tudo sobre: ultrabooksnotebooksmacbook air

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG