Nova versão do smartphone da Motorola traz mais processamento e a mesma resistência

A Motorola foi a primeira no mercado brasileiro a chegar com um aparelho à prova de água, quedas e poeira. Era o Defy. Mas, mesmo com seu diferencial, a empresa resolveu melhorar o produto e trazer um aparelho mais poderoso e com as mesmas características. Considerado um aparelho intermediário, o Defy+ é um celular que alia o sistema Android à segurança física.

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Defy+ tem corpo reforçado
Stella Dauer
Defy+ tem corpo reforçado
A favor:
• Nova versão com mais processamento e outras melhorias;
• Resistente a água, quedas e poeira;
• Tela de vidro do tipo Gorilla Glass;
• Acompanha microSD de 8 GB.

Contra:
• Mais pesado do que outros aparelhos parecidos;
• Interface Blur não agrada a todos;
• Câmera deixa a desejar.

Design

O Defy+, assim como seu antecessor, tem visual off road, para lembrar a que veio. Enquanto a frente lembra muitos outros aparelhos, dominada por vidro e pela tela, a traseira traz material emborrachado e as laterais possuem parafusos aparentes.

Ele é todo preto, ora emborrachado, ora de plástico fosco. Há o botão de volume na lateral direita, conexão microUSB protegida por tampa de borracha na lateral esquerda e botão de energia e entrada para fone – também protegida – na parte superior. Atrás ficam a câmera e o flash, enquanto na frente temos apenas a tela e os botões do sistema, todos sensíveis ao toque.

Tela

Como testei o Defy muito tempo atrás, não me lembrava de o aparelho ser tão pequeno. Bem, nem tão pequeno, já que tem uma tela de 3,7 polegadas, mas é bem menor do que eu pensava. Simpático.

A tela multitoque é de Gorilla Glass, tem solução de 480 x 854 pixels e 16 milhões de cores. Ela deixou ligeiramente a desejar na resposta do toque e não possui nenhuma tecnologia especial como AMOLED, mas não é ruim. Esse tamanho e as cores, além da ótima resolução, fazem dele um bom aparelho para ver vídeos quando você não tem um tablet ou notebook à mão.

Hardware e processamento

Por ter proteção extra no corpo, o aparelho é pesado, com 118 gramas. Mas isso se justifica bem pelo seu diferencial: assim como seu antepassado, ele é resistente a água – não apenas a espirros d'água, mas também a mergulhos leves –, quedas de até um metro e meio e também poeira.

Além de manter as vantagens do Defy, o Defy+ chega todo melhorado: há mais processamento e mais memória. Dizem por aí que o Defy já podia chegar na potência do Defy+, bastando um overclock, mas esse pelo menos é garantido.

O pequeno aparelho traz processador de 1 GHz Cortex-A8, com 512MB de memória RAM. Apesar de não ser dual core, esse é um processamento encontrado apenas em aparelhos mais caros, dando um ponto forte ao Defy+. Em nossos testes com o jogo Temple Run, que exige bastante do processamento, ele rodou sem qualquer lag, sem tropeçar. Com o app de benchmark Quadrant ele levou 1.472 pontos, mais do que o famoso Samsung Nexus S.

Ele é completo nas conexões. Possui Wi-Fi b, g e n, Bluetooth 2.1 (que permite conectar acessórios como teclados), GPS com A-GPS e 3G. Nos sensores, temos acelerômetro, proximidade e bússola.

Sistema operacional e usabilidade

A versão do Android é a 2.3.5, quase a mais atual antes da 4.0. Está de bom tamanho para esse aparelho. Não há informações a respeito da chegada do Ice Cream Sandwich para ele, e isso não deve acontecer. O sistema possui suporte à tecnologia Flash e um emulador garante o uso de Java.

Interface Blur agiliza integração de redes sociais
Stella Dauer
Interface Blur agiliza integração de redes sociais

Algumas pessoas não gostam da interface Blur, incluída nos aparelhos da Motorola. Mas ela vem melhorando à cada versão. Assim, recursos como perfis, grupos de aplicativos, soneca no player de música e outros pequenos e práticos detalhes foram adicionados, deixando esse smartphone muito mais esperto.

Ao contrário da Samsung, a Motorola desenvolve sempre um sistema mais claro, com menus cinzas e muita cor no geral. A empresa coreana costuma colocar cor apenas nos ícones, que são sempre vibrantes. Não há muitas configurações disponíveis. Por isso, o Defy+ é um aparelho para o usuário médio, podemos dizer.

O tamanho do Defy+ deixa o aparelho muito bom para ser manuseado. Se por acaso o teclado ficar apertado, passe-o para a horizontal – ou use o Swype, que já vem instalado. Ele se encaixa bem na mão, tornando-se bom tanto para jogos, como para filmes, e-mails e redes sociais.

Aplicativos

Esse smartphone vem cheio de aplicativos. Se você vai precisar realmente deles, é outra história. Além dos básicos oferecidos pela Google, temos gerenciador de arquivos e de tarefas, informações, redes sociais (do Blur), roteador Wi-Fi, gerenciador de SIM, etc. Entre os especiais, temos o Quickoffice, CardioTrainer e demos do Homem Aranha e Worms.

Na verdade, não são tantos aplicativos assim. Muitas coisas que poderiam estar dentro das configurações (como ajustes do Blur e de contas) ou mescladas (como câmera e filmadora) estão espalhadas pelos aplicativos. Com isso as telas de aplicativos do aparelho ficam lotadas logo de cara. A sorte é que é possível criar grupos, e assim você pode separar o que baixa do que já vem no aparelho.

Câmera

Não vá com empolgação nas câmeras da Motorola. O Defy+ tem sensor de 5 megapixels, autofoco e um bom flash de LED. Se sai bem em fotos com boa luz, mas mesmo na claridade percebe-se que a qualidade não é das melhores. Não há muita acuidade nas fotos, mas elas ficam boas em redes sociais e na internet. O zoom existe, mas evite usar. O vídeo capta bem o áudio, e a qualidade é razoável, gravando apenas em VGA.

Câmera do Defy+ tem sensor de 5 megapixels
Stella Dauer
Câmera do Defy+ tem sensor de 5 megapixels

O aplicativo de captura conta com geolocalização e alguns ajustes como oito cenas, oito efeitos e três modos de foto – o modo autorretrato tira a foto automaticamente quando localiza um rosto. Para os que utilizam o chat por vídeo, é bom avisar que ele não possui câmera secundária na frente do aparelho.

Música e mídia

O aplicativo de música é o Music+, da Motorola. Além do player – que é simples – ele também tem identificador de músicas, loja, comunidade, mostra a letra da música, um mapa com as faixas sendo reproduzidas pelo mundo, etc. Uma pena não ter equalizador.

Mesmo sem ter uma saída de som decente (para que não entre água) seu som externo é bem razoável. Faltam graves, mas ele é alto e equilibrado nos outros elementos. O fone de ouvido comum que acompanha o conjunto também tem os graves um pouco mais pronunciados, mas tem bom som. Nada que um bom aplicativo de música, com equalizador, não resolva.

Os fones também servem como antena para a função de rádio FM, que vem com a tecnologia RDS, mostrando informações sobre a rádio e a música que está tocando no momento. A sintonização de estações e a interface, entretanto, não mandaram muito bem nos testes.

Sua tela em formato wide é confortável para assistir vídeos. Ela não tem nenhum brilho especial, mas as cores são bem acertadas, e é uma ótima solução para ônibus lotados e filas gigantes.

Bateria e armazenamento

Mais uma vantagem que chega nesse novo modelo é a memória interna. Agora, temos 2 GB de memória, além de um cartão microSD de 8 GB que já vem instalado no aparelho. Quem gosta de instalar muitos aplicativos entende as vantagens de uma boa memória interna. Quanto mais, melhor. A bateria chegou a 7 horas de uso de Wi-Fi e 3G moderado. Jogos, música e filmes podem diminuir esse tempo.

O que vem na caixa

Como toda boa caixa da Motorola, ele vem completo. Sua caixa é similar a outros produtos da linha, como o Milestone, Flipout e outros. Nela há fones de ouvido comuns, manual básico, cabo USB, carregador que usa o cabo USB, aparelho, bateria e um carregador veicular. Há também o cartão microSD.

Para quem é

Desastrados são os que mais se identificam com a linha Defy da Motorola. Se você é daqueles que vivem derrubando o aparelho no chão e já perdeu alguns teclados de computador por causa de café ou água, ele é uma boa opção. E fica ainda melhor se você investir em uma capa de borracha e uma película para a tela.

O preço está convidativo, e a tela de tamanho médio, aliado a um forte processamento fazem dele um pau para toda obra, uma opção para os indecisos e para os que querem começar com um bom aparelho.

Seu maior concorrente é o Galaxy Ace, da Samsung. Os dois custam a mesma coisa e possuem quase o mesmo tamanho. Se o visual do sistema e a câmera da Samsung saem ganhando, por outro lado o Defy+ tem 200 MHz a mais de processamento, tela maior, mais memória interna e ainda é resistente a água e quedas. A disputa fica na preferência pela marca, ou será preciso esperar pelo Galaxy Ace Plus por aqui.

Ficha técnica

Motorola Defy+ MB526

Fabricante: Motorola
Preço: R$ 660
Configuração: tela de 3,7 polegadas e resolução de 480 x 854 pixels, sistema Android 2.3.5 Gingerbread, processador 1GHz Cortex-A8, 3G, 2 GB de memória interna + cartão de 8 GB, câmera de 5 megapixels e flash LED, Wi-Fi com hotspot, GPS com A-GPS, Bluetooth 2.1
Dimensões: 10,7 x 6 x 1,3 cm
Peso: 118g
Autonomia de bateria: Até 384h em stand-by / Até 7h em conversação e internet
Itens inclusos: aparelho, bateria, cartão de memória de 8GB, manuais, carregador, carregador veicular, fones de ouvido e cabo USB.

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