Fique por dentro do Windows 8
Tire suas dúvidas sobre a nova versão do sistema operacional da Microsoft
Com o anúncio do tablet Surface , a Microsoft entra no mercado de hardware e passa a competir no mercado de tablets e ultrabooks (já que o Surface também funciona como notebook com sua capa que vira teclado).
O lançamento do Surface chamou atenção novamente para o sistema Windows 8. Em desenvolvimento há três anos, o sistema chegou recentemente ao mercado e o interesse dos usuários pelo assunto vem aumentando. Por isso, o iG preparou um guia com as principais dúvidas sobre o Windows 8. Confira.
Quantas versões tem o Windows 8?
O Windows 8 tem quatro versões:
Windows RT – Versão destinada a computadores e, principalmente, tablets com processadores com padrão ARM. Entre os fabricantes de chips nesse padrão estão Qualcomm e NVidia.
Windows 8 – Versão que deve ser a mais usada. É destinada a computadores, notebooks e tablets com processadores baseados na arquitetura x86 (principalmente Intel, mas também AMD). É a versão que deve vir na maioria dos computadores e notebooks vendidos no varejo.
No caso dos tablets, no momento praticamente todos usam chips ARM. Mas alguns modelos com chips da Intel para o mercado corporativo já foram anunciados por empresas como Dell e HP. O Surface, tablet da própria Microsoft, tem um modelo com chip Intel Core i5.
Windows 8 Pro – Versão com mais recursos do Windows 8, voltada para usuários corporativos. Ela se diferencia da versão comum do Windows 8 por ter alguns recursos de criptografia e virtualização.
Windows 8 Enterprise – Essa versão será oferecida apenas a grandes clientes corporativos da Microsoft. Tem recursos avançados de virtualização e gerenciamento remoto de terminais.
Qual o preço do Windows 8?
A única versão do Windows 8 disponível para quem quer atualizar seu computador antigo é a Windows 8 Pro, por R$ 69,90. Mas quem comprou um computador com Windows 7 recentemente poderá atualizar seu computador para o Windows 8 por R$ 29,90, por meio do site www.windowsupgradeoffer.com/pt-BR .
É possível atualizar meu computador para o Windows 8?
Sim, a atualização é possível, mas a quantidade de recursos que poderá ser atualizada sem perda de dados vai variar.
Quem usa o Windows 7 pode atualizar para o Windows 8 e manter seus arquivos, programas e configurações de sistema.
Já quem tem o Vista pode atualizar apenas configurações de sistema e arquivos, mas terá que instalar novamente os programas.
Quem usa o XP manterá apenas arquivos pessoais, mas terá que instalar novamente programas e reconfigurar o sistema.
Quem tem um computador com as versões Starter, Home Basic e Home Premium do Windows 7 poderá atualizar o computador para o Windows 8 ou Windows 8 Pro.
Como ficam os programas? Eles funcionam da mesma forma?
Sim, todo programa que funciona no Windows 7 continuará a funcionar igualmente nas versões Windows 8, Windows 8 Pro e Enterprise. A exceção fica por conta da versão Windows RT (para aparelhos com chips ARM). Essa versão rodará apenas aplicativos criados especificamente para a interface Metro. A versão RT, portanto, não rodará programas convencionais, como Photoshop, Dreamweaver ou Flash, a menos que eles ganhem versões específicas para a interface Metro.
Quais as principais novidades do Windows 8?
A maior novidade do Windows 8 é, sem dúvida, a interface Metro, presente em todas as versões do Windows 8. Inspirado no sistema Windows Phone para celulares, o visual do Windows 8 é radicalmente diferente do clássico desktop a que nos acostumamos desde o Windows 95.
Em vez de pequenos ícones na área de trabalho, o Windows 8 tem quadrados e retângulos para os programas (em inglês, a Microsoft usa o termo “tiles” para esses blocos). Um “tile” é bem mais versátil do que os ícones tradicionais do Windows. Em vez de servir apenas como atalho para abrir um programa, o “tile” exibe informações dele. Por exemplo, o “tile” de clima exibe já no desktop informações como temperatura.
Veja também: 8 novidades do Windows 8
O usuário pode redimensionar e organizar os “tiles” da melhor forma possível, mas a interface é mais adequada para telas de toque, e não é tão prática quando se usa o mouse. Felizmente, quem não quiser usar o novo visual pode chamar o velho desktop do Windows, bastando mover o mouse até o canto esquerdo da tela.
Fora a Metro, o Windows 8 traz ainda algumas novas funções, como o suporte nativo a arquivos ISO e um novo visual do Windows Explorer, que ganhou a barra Ribbon, já presente em aplicativos do Office.
O sistema trará ainda a versão 10 do navegador Internet Explorer.
O Windows 8 traz ainda uma loja de aplicativos, similar às lojas da Apple e Google. Mas também será possível baixar programas que não estejam na loja usando o desktop convencional, similar ao do Windows 7.
Vale a pena migrar para o Windows 8?
A resposta varia muito, dependendo do perfil de usuário. Mas, de modo geral, a migração deve valer a pena somente para usuários mais antenados.
O Windows 8 traz a interface Metro. Ela é mais moderna, tem belo design e uma série de recursos que agilizam e tornam mais agradáveis atividades como uso de redes sociais e publicação de fotos. Mas não há nenhum recurso “matador” que justifique o upgrade para quem usa o computador apenas para navegar na internet e trabalhar com programas como Word e Excel.
A interface Metro agiliza algumas tarefas, mas exige certo tempo para se acostumar. E muito de sua utilidade vai depender da comunidade de desenvolvedores. Se ela “abraçar” o sistema e criar aplicativos úteis e interessantes, a Metro pode ser um diferencial significativo. No seu atual estágio, entretanto, ela é apenas um recurso bacana que agiliza algumas tarefas. Mas não faz uma diferença brutal na vida do usuário comum.
Outro ponto é que muitas das funções mais legais do Windows 8 só fazem sentido se usadas com uma tela sensível ao toque. Muitos dos novos notebooks com o novo sistema têm esse recurso (ou um trackpad com suporte aos gestos do WIndows 8). Mas a esmagadora maioria das máquinas com Windows 7 ou versões anteriores não tem telas sensíveis ao toque. Por isso, o upgrade se torna menos interessante, já que quem tem uma máquina antiga não vai poder aproveitar ao máximo os recursos do sistema.