Google "engana" navegador do iPhone para promover Google+

Após publicação da reportagem do Wall Street Journal, empresa de busca desativa o código

iG São Paulo |

Uma reportagem do Wall Street Journal publicada nesta sexta-feira (17) revelou que o Google usava um código em suas páginas para "enganar" as configurações de privacidade do navegador Safari, usado no iPhone, no iPad e em computadores Mac e Windows. Depois de notificado pelo jornal, o Google removeu o código de seus sites.

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Segundo o WSJ, o código era usado permitir que usuários do Google "curtissem" anúncios usando o botão +1, da rede social Google+. Em comunicado enviado por sua assessoria, o Google afirmou que a reportagem interpreta erroneamente o que aconteceu. A empresa afirma ainda que usa funcionalidades conhecidas do Safari para prover serviços que usuários do Google previamente logados em suas contas habilitaram. A empresa observa ainda que os cookies de publicidade usados não coletaram informações pessoais.

Por padrão, o navegador Safari bloqueia quase todos os métodos de rastreamento de usuários. Isso impedia que o Google usasse arquivos de rastreamento (cookies) para identificar se um internauta já estava "logado" em seus sistemas ao clicar em um botão +1 de um anúncio. O botão +1 tem função similar ao Curtir do Facebook e é usado para recomendar conteúdo no Google+.

O Safari, porém, não bloqueia o rastreamento em páginas com as quais o usuário interage (por exemplo, preenchendo formulários). Segundo o WJS, o Google explorou essa brecha para criar um código que enviava um formulário falso e sem conteúdo, apenas para permitir que cookies fossem enviados para o navegador. Segundo o Google, o artifício foi usado para possibilitar que usuários do Google logados em suas contas pudessem ver os anúncios personalizados que selecionaram e outros conteúdos - como a possibilidade de dar um "+1" em coisas que lhes interessam.

Segundo o WSJ, um truque similar é usado pelas agências de publicidade Vibrant Media, WPP e PointRoll. Um representante da Vibrant Media disse que o código é um "improviso criado para que o Safari se comporte como os outros navegadores".

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