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11/04 - 19:32hs

O verdadeiro Homem de Ferro

Exército norte-americano financia desenvolvimento de armadura que dá poderes sobre-humanos a quem a veste. Soldados podem levantar 100 quilos praticamente sem fazer esforço.

Rafael Rigues

Um exoesqueleto mecânico desenvolvido pela Sarcos-Raytheon para o exército norte-americano pode ser o primeiro passo para realizar o sonho de super-heróis robotizados como o "Homem de Ferro". O XOS Exoskeleton é uma armadura externa que, quando vestida por um soldado, lhe dá poderes sobre-humanos, como a capacidade de levantar pesos de quase cem quilos com o mesmo esforço físico necessário para mover quatro quilos.

A armadura é equipada com um conjunto de sensores que analisa os movimentos do usuário e os reproduz fielmente usando motores hidráulicos. São seis "pontos de contato" com o corpo do soldado, onde as informações sobre o movimento são obtidas. Para isso não são necessários eletrodos, sensores neuro-elétricos ou interfaces cerebrais: a XOS usa simples acelerômetros, sensores de torque e de pressão para entender o que o usuário quer. "Vestir" o XOS é tão simples quanto vestir um macacão.

Um dos principais requisitos para o projeto, em desenvolvimento há seis anos, era de que ele não limitasse a mobilidade do usuário. E o objetivo foi atingido com louvor: um vídeo mostra que soldados podem correr, dançar, subir escadas e até ensaiar alguns movimentos de boxe, mesmo usando equipamento que, na prática, pesa quase 70 quilos.

Mas por mais impressionante que a XOS seja, algumas limitações ainda precisam ser superadas: a principal no momento é a alimentação, limitada a uma bateria interna com autonomia de apenas 40 minutos ou via cabo. Ou seja, a armadura é literalmente "plugada na tomada". Segundo seus criadores, a tecnologia de baterias ainda não evoluiu ao ponto de aumentar a autonomia do XOS de forma prática. Mais baterias representam mais peso, o que prejudicaria os resultados.

O desenvolvimento do XOS é patrocinado pelo agência de projetos avançados de pesquisa do Departamento de Defesa dos EUA (DARPA), que recentemente alocou US$ 10 milhões para uma segunda fase do projeto. Não há informações sobre quando a armadura pode entrar em uso nos campos de batalha.


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