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No terceiro trimestre, 1,6 milhão de computadores foram vendidos no País. Volume só não é menor do que o registrado no segundo trimestre de 2005, 1.521 milhão de PCs

Período normalmente bom para o mercado de PCs, o terceiro trimestre de 2015 ficará marcado como o pior em dez anos. A conclusão é do estudo IDC Brazil PCs Tracker Q3, da IDC Brasil. Segundo dados da consultoria, entre os meses de julho e setembro, apenas 1,6 milhão de computadores foram comercializados, 37% a menos do que no mesmo período de 2014. Esse é o pior desempenho trimestral em volume de vendas da última década. Do total de equipamentos vendidos, 993 mil foram notebooks e 607 mil desktops.

“O resultado de vendas está de acordo com as nossas projeções e reflete a situação econômica e política do País. E podemos até comemorar que a receita caiu apenas 7% frente ao mesmo período de 2014. Mesmo vendendo menos, o ticket médio ficou em R$ 2.341, o que representa um acréscimo de 49% de um ano para cá”, afirma Pedro Hagge, analista de pesquisas da IDC Brasil. Segundo ele, o mercado de PCs está registrando quedas seguidas desde 2012. “Até aquele ano, o PC era praticamente o único equipamento que permitia acesso à internet. Hoje temos outros dispositivos e a vida útil das máquinas praticamente dobrou”, completa Hagge.

Sobre a Black Friday, o analista diz que vários fabricantes ficaram receosos de participar: "a adesão não foi tão grande quanto nos últimos anos. As vendas foram positivas, porém, não ajudaram a recuperar o desempenho”.

Até o final do ano, a IDC Brasil projeta queda de 37% nas vendas (com 6.5 milhões de PCs vendidos), alta de 39% no ticket médio e queda de aproximadamente 12% na receita. Em relação a 2016, o mercado será diretamente impactado por conta do fim da Lei do Bem. Segundo o analista da IDC Brasil, “na comparação com os outros dispositivos, certamente o PC será o mais afetado pelo fim da medida provisória”.

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