Tamanho do texto

Plataforma com inteligência artificial DRIVE PX 2 permite que os carros percebam o ambiente em que estão circulando

Empresa espera que o DRIVE PX 2 permita que o setor automobilístico utilize a inteligência artificial para lidar com as complexidades do trânsito
Divulgação
Empresa espera que o DRIVE PX 2 permita que o setor automobilístico utilize a inteligência artificial para lidar com as complexidades do trânsito

A Nvidia foi uma das primeiras empresas a mostrar suas novidades para os jornalistas na CES 2016 , evento de eletrônicos que acontece em Las Vegas, nos Estados Unidos a partir do dia 6 de janeiro. Dentre os anúncios que mais chamaram a atenção está o de um supercomputador com inteligência artificial para carros autônomos, o NVIDIA DRIVE PX 2, também equipado com o software NVIDIA DriveWorks, que ajuda os desenvolvedores do ramo implantar rapidamente técnicas de aprendizado profundo em veículos autônomos. A novidade é uma evolução da primeira geração da DRIVE PX, anunciada no terceiro trimestre de 2015.

O objetivo da Nvidia com essa plataforma é permitir que o setor automobilístico use a inteligência artificial para lidar com as complexidades inerentes à condução autônoma. A solução usa as avançadas GPUs da NVIDIA para processar o aprendizado profundo, chamado deep learning, e oferecer uma percepção em 360 graus do ambiente ao redor do carro, o que serve para determinar precisamente onde o carro está e computar uma trajetória segura e confortável.

A placa DRIVE PX 2 oferece um poder de processamento enorme no tamanho de um tablet e incorpora dois processadores Tegra de próxima geração e duas GPUs de próxima geração baseadas na arquitetura Pascal. A arquitetura de GPU da NVIDIA DRIVE PX 2 permite que até 24 trilhões de operações por segundo sejam feitas, enquanto processa redes neurais de aprendizado profundo.

A DRIVE PX 2 pode processar entradas de 12 câmeras de vídeo, sensores de lidar (uma tecnologia óptica de detecção remota que mede propriedades da luz refletida para obter a distância e/ou outra informação a respeito um determinado objeto distante), radar e ultrassom, fundindo-os para definir uma posição precisa onde o carro está, reconhecer os objetos ao redor dele e calcular um caminho ideal para uma viagem segura, entre outros.

O aprendizado profundo usa muito processamento. Mas, em combinação com a fusão de sensores, sua habilidade em reconhecer arredores ultrapassa em muito as técnicas tradicionais de visão para computadores, especialmente em condições climáticas ruins, como chuva, neve e neblina, assim como condições de iluminação complicadas, como nascer e pôr do Sol e escuridão extrema.

Por meio de treinamento, o aprendizado profundo também pode chegar a reconhecer situações de alerta elevado que aparecem no trânsito diário, como um policial orientando o tráfego, um motorista imprevisível ou um animal na pista.

Criar e treinar a rede neural da inteligência artificial é um dos processos mais importantes na construção de um carro autônomo. A rede neural deve ser refinada, contínua e rápida para aprender novos cenários de condução que os fabricantes desejem habilitar. Por isso, a DRIVE PX 2 é complementada pelo Sistema de treinamento de GPU de aprendizado profundo NVIDIA DIGITS, que oferece uma solução de ponta a ponta para a construção de um carro autônomo.

O DIGITS é uma ferramenta para desenvolver, treinar e visualizar redes neurais profundas que podem funcionar em qualquer sistema baseado em GPUs NVIDIA. O modelo de rede neural treinada funciona na NVIDIA DRIVE PX 2 dentro do carro.

NVIDIA e fabricantes unidos pela realidade virtual

Outra novidade da CES 2016 é que a NVIDIA uniu forças com as fabricantes de desktops e notebooks e com os fornecedores de placas de vídeo para oferecer componentes com o indicativo “GeForce GTX VR Ready”. Com a novidade, todos os produtos que tiverem a designação criada pela NVIDIA oferecerão uma experiência imersiva em jogos com realidade virtual. O programa minimiza a confusão em relação à quais os equipamentos são necessários para jogar a gama de jogos e aplicativos de realidade virtual que estão chegando ao mercado.

Oferecer uma boa experiência de realidade virtual exige uma potência de processamento de gráficos sete vezes maior do que a dos jogos e aplicativos 3D, com taxas de quadro acima de 90 quadros por segundo (fps) para duas imagens simultâneas (uma para cada olho).

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.

    Notícias Recomendadas