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Maior feira de eletrônicos do mundo acontece em Las Vegas, nos Estados Unidos, sempre na primeira semana de janeiro

Pepper, o robô humanóide que entende emoções terá um cérebro do Watson, da IBM
AP Photo
Pepper, o robô humanóide que entende emoções terá um cérebro do Watson, da IBM

A tecnologia deu tantos saltos ultimamente que uma feira sem muitas novidades não é algo exatamente supreendente. Assim foi a CES 2016 , evento que acontece anualmente em Las Vegas, nos Estados Unidos. Ainda que não tenha mostrado muitas inovações, o centro de convenções estava cheio de exemplos importantes de como algumas tecnologias evoluíram. A robótica é uma delas. Além disso, alguns anúncios importantes para o setor foram feitos, como, por exemplo, a parceria da IBM com a SoftBank Robotics Holdings Corp., a SBRH, dona do robô humanóide Pepper. 

Com a chegada do Watson, o supercomputador de computação cognitiva da IBM, Pepper terá quase que um cérebro capaz de entender melhor os seres humanos. Ou, como diz o comunicado, "o significado oculto em dados que os computadores tradicionais não podem compreender, como mídias sociais, vídeos, imagens e textos". O Watson é a primeira plataforma aberta de computação cognitiva e representa uma nova era na computação onde os sistemas entendem o mundo da mesma forma que os seres humanos: por meio dos sentidos, do aprendizado e da experiência.

Inicialmente, o robô Pepper com Watson será oferecido somente para clientes corporativos. A ideia é que as empresas possam expandir o contato dos seus clientes com a computação cognitiva. Segundo as empresas, as opções de hoje se limitam ao autoatendimento em ambientes de varejo comprimidos ou quiosques, limitando o quão interativa e intuitiva a experiência realmente pode ser. Com um assistente robótico inteligente, os usuários podem ter uma conversa natural, onde suas palavras, bem como gestos e expressões, são compreendidos.

Quem também estava na CES 2016 era a FutureRobot, que há algum tempo comercializa robôs, especialmente na Ásia. Os robôs mais impressionantes da empresa são os dois que, do tamanho de um ser humano, podem se movimentar e são voltados ao mercado corporativo. O FURo-S é um robô que presta serviço, que traz uma espécie de tablet acoplado para que o usuário escolha o que fazer e que funciona como estação de fotos, ou de compras, uma vez que tem até um leitor de cartões e uma impressora integrada. Já o FURo-D é mais voltado para propaganda, mas também pode tirar e imprimir fotos. Há, ainda, versões de mesa desses robôs, como FURo-Desk Mini ou FURo-Desk.

Ao contrário do Pepper, os robôs da FutureRobot não são tão inteligentes, até porque não contam, pelo menos por enquanto, com o Watson, mas eles são capazes de reconhecer quem está usando, se é homem ou mulher, responde a comandos de voz em mais de uma língua e acumulam dados sobre o que estão fazendo. A FutureRobot tem ainda robôs para a casa: FURo-i Watch e o FURo-i Home, que com câmeras não apenas monitoram a residência dos donos, mas trazem também conteúdos de educação, jogos, e saúde para divertir a família que os acolhe.

Robô de todas as formas

Outra novidade interessante para a robótica foi apresentada pela Intel. Em sua apresentação na CES 2016, Brian Krzanich, CEO da empresa, demonstrou um transportador pessoal Segway da Nineboot capaz de se transformar em um robô. A plataforma aberta usa a nova Intel RealSense ZR300 Camera para navegar em ambientes complexos e interagir de forma inteligente com usuários e sensores em casa, e também vem equipado com o Processador Intel Atom. A Segway planeja tornar o robô disponível comercialmente e apresentará inicialmente um kit para desenvolvedores no segundo semestre deste ano.

Já o Tipron, da Cervero, é um robô um pouco diferente. Além de ser capaz de se mover pela casa do dono, ele projeta conteúdos da internet ou armazenados nele mesmo nas paredes. Além disso, ele tem um design do tipo "Transformer", ou seja, fica mais compacto quando desliga ou enquanto carrega sua bateria. É claro que um robô que aprende é muito mais interessante, mas também é bom saber que no futuro os robôs que vão estar na sua casa podem ter outra aparência, outras funcionalidades, e até te acompanhar por aí como parte de um dispositivo de transporte individual. 

Bônus

Ele não é exatamente um robô como os citados anteriormente, mas fez a festa dos participantes da CES 2016 e, é claro, dos fãs de Star Wars. O BB-8 da Sphero é na verdade um brinquedo conectado por bluetooth, que obedece aos comandos do usuário via aplicativo, Android ou iOS. Na CES 2016, a empresa também mostrou um protótipo de pulseira que, conectada ao BB-8, funciona como controle remoto, ou seja, o simpático robô poderá, no futuro, responder aos movimentos do seu braço e mãos. Pelo site, o BB-8 pode ser encontrado por US$ 149, ou nada módicos US$ 500.

*A jornalista viajou a convite da Samsung.

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