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Aplicativo utiliza a localização do celular para exibir pessoas que passaram pelo caminho do usuário

Diretora de tendências do Happn esteve presente no quarto dia da Campus Party 2016
Murilo Amancio/Divulgação
Diretora de tendências do Happn esteve presente no quarto dia da Campus Party 2016

O aplicativo de relacionamentos Happn esteve representado no penúltimo dia da Campus Party 2016 com a diretora de tendências, Marie Cosnard, que apontou alguns motivos que diferenciam o app de seus principais concorrentes. Para quem não conhece, o objetivo do Happn é marcar encontros com pessoas que cruzaram o caminho do usuário. O app utiliza o GPS do celular para exibir em ordem cronológica quem passou pelo mesmo local em um determinado horário.

Diferente de aplicativos como o Tinder e o Loovoo, o Happn não utiliza algoritmos para definir qual perfil vai aparecer para cada usuário. Segundo Marie, o aplicativo não utiliza as combinações por acreditar que algo exato como a tecnologia não consegue entender o amor e que “as coisas acontecem quando menos se espera”. A decisão de iniciar uma conversa fica por conta dos usuários do aplicativo. A intenção é “fazer com que a vida real seja a linha de frente do nosso aplicativo”, continua.

Para Marie, mesmo sem algoritmos o app conecta pessoas com pontos em comum. Em sua visão, fatores como o motivo para morarem no mesmo bairro já contam algo sobre suas personalidades. Segundo a executiva, os apps e sites de relacionamento tradicionais não oferecem uma boa solução por serem apenas virtuais e obrigarem o usuário a continuar no celular ou no computador para encontrar novas pessoas. Enquanto o Happn incentiva os usuários a andarem pela cidade onde vivem. “A localização é algo que vai nos ajudar muito”, complementa. 

De acordo com estatísticas do aplicativo, o momento em que os brasileiros mais utilizam o app é por volta das 22h. Para surpresa dos desenvolvedores, a faixa entre 6h e 8h também é bastante movimentada, mostrando que muitos utilizam o Happn no caminho para o trabalho. Os profissionais ligados ao direito, medicina e empresários são os mais comuns entre os usuários brasileiros. Além disso, os homens são os que iniciam conversas no Happn. Eles enviam cerca de 150% mais charms para serem notados pela outra pessoa.

Criado há dois anos em Paris, o Happn conta com mais de 11 milhões de usuários em 35 cidades pelo mundo. Somente no Brasil, são mais de 1,7 milhão pessoas utilizando o app. O aplicativo está disponível gratuitamente para usuários de dispositivos Android , iOS e Windows Phone .

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