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Serviço de 4G no Brasil avança com a chegada das Olimpíadas

Maioria dos usuários de telefonia móvel são consumidores de planos pré-pagos que desfrutam de redes 2G e 3G para transferência de dados
Thinkstock/Getty Images
Maioria dos usuários de telefonia móvel são consumidores de planos pré-pagos que desfrutam de redes 2G e 3G para transferência de dados

A empresa britânica de monitoramento e performance OpenSignal divulgou recentemente o relatório O Estado das Redes Móveis no Brasil .  Em parceria com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a organização pretende informar os consumidores brasileiros sobre a cobertura dos sinais 2G, 3G e 4G. O estudo avalia a qualidade das redes móveis em quatro aspectos – download, upload, latência e cobertura – e o desempenho de cada uma das operadoras – Claro, Tim, Vivo, Oi e Nextel. Outro foco do estudo é mostrar como as empresas de telefonia estão se preparando para fortalecer suas redes de 4G durante a edição 2016 dos Jogos Olímpicos.

O levantamento da OpenSignal foi realizado de outubro a janeiro deste ano com base em 110 milhões de medições de 58 mil usuários de smartphones no Brasil. Em sua análise, feita em separado, o Idec deixou de lado as redes 4G para focar nas duas outras bandas que são acessadas pela maioria dos consumidores brasileiros. Segundo o estudo A Internet Móvel no Brasil , a qualidade do 2G e 3G, que correspondem aproximadamente a 75% dos usuários no Brasil, é 30% pior do que média mundial.

“Apesar de um excelente desempenho em redes 4G, os consumidores ainda sofrem com velocidades de download nas redes 3G muito inferiores ao padrão mundial. Esse desempenho é ainda pior nas cidades do interior, conforme dados da OpenSignal, o que reforça o alto índice de reclamação nos Procons de todo o País”, afirma o pesquisador em telecomunicações do Idec, Rafael Zanatta. Além disso, das dez cidades com melhores velocidades de 3G nove são capitais. A única cidade do interior que está na lista das dez melhores é Juiz de Fora (MG).

A velocidade de download nas redes 2G e 3G também é pior em grandes cidades. São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, apresentam números inferiores a Goiânia (3,9 Mbps), Natal (3,32 Mbps) e Cuiabá (2,95 Mbps). 

4G e Jogos Olímpicos

De acordo com o estudo, a cobertura 4G ainda é limitada. Todas as quatro grandes operadoras fizeram melhorias em suas áreas de cobertura de 4G em 2015. Clientes de 4G da Vivo, Claro e TIM foram capazes de conectar a um sinal de LTE por mais que 50% do tempo nos nossos últimos testes. Mas o Brasil ainda ocupa um lugar bastante baixo entre os seus pares globais e da América do Sul em termos de cobertura.

Além disso, as velocidades impressionantes que o Brasil já teve estão começando a sofrer. Comparando com agosto de 2015, as velocidades de download medidos na rede da Vivo caíram quase um megabit. TIM e Oi viram suas velocidades se manterem relativamente estáveis, mas a média geral das conexões para o País estão tendendo para baixo conforme cresce o número de assinantes. A Vivo foi a operadora mais rápida do Brasil de outubro (2015) a janeiro (2016), com uma velocidade média de download LTE (Long-Term Evolution, padrão de redes de comunicação) de 15.3 Mbps. 

No que diz respeito ao Rio de Janeiro, cidade-sede das Olimpíadas, a Nextel foi uma das líderes na disponibilidade de rede, com cobertura de tempo de 75%. Mas seu serviço de 4G se comportou mais como 3G com velocidade de 2,6 Mbps de acordo com o estudo. Já a Vivo e a Claro apresentaram melhores desempenhos na cidade carioca do que em nível nacional, respectivamente 71% e 61%. 

Os dados estão acessíveis ao consumidor pelo  site do Idec  e da OpenSignal . No mapa sobre a internet móvel é possível verificar a cobertura por tipo de rede e operadora.

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