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CEO do Facebook participa da Mobile World Congress 2016

Quem diria que após causar um verdadeiro furor ao entrar na coletiva de imprensa da Samsung de surpresa enquanto todos os participantes assistiam a uma apresentação em seus óculos de realidade virtual Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, voltaria a MWC para falar tão pouco. De camiseta cinza e mesmo assim suando bastante, além de incomodado com o microfone que não parava de dar defeito, o executivo da maior rede social do mundo falou de tudo um pouco em sua conferência lotada.

Mark Zuckerberg chega na coletiva de imprensa da Samsung sem ser visto
Divulgação
Mark Zuckerberg chega na coletiva de imprensa da Samsung sem ser visto

Em meio a perguntas sobre a paternidade, Zuckerberg contou dos planos da empresa de conectar mais pessoas a internet com ajuda de drones movidos a luz solar e também que aprendeu algumas lições. Recentemente, o Facebook sofreu um grande revés em seus planos de conectar as quatro bilhões de pessoas que não possuem acesso a internet no mundo. A Índia baniu o aplicativo Free Basics, um serviço do Facebook que dava acesso gratuito a alguns sites, inclusive ao da rede social. O argumento da agência regulatória de telecomunicações da Índia é de que o projeto do Facebook fere a neutralidade da rede. Não por acaso esse é o argumento dado por aqueles que são contrários a implementação do Internet.org no Brasil, projeto que engloba o Free Basics.

Sobre a proibição do Free Basics na Índia Zuckerberg disse que aprendeu a lição de que cada país é diferente, mas que não vai desistir de seus planos. Além disso, o executivo comentou sobre a resistência de algumas pessoas e entidades aos seus projetos. “As pessoas acham que só estamos interessados no dinheiro. Mas a conexão à internet muda a vida da pessoas e queremos fazer parte disso. Conectando as pessoas vamos manter nosso modelo de negócio funcionando, mas não é só isso”. O CEO do Facebook também cutucou a indústria de telecomunicações ao se dizer desapontado com algumas empresas, que segundo eles estão mais interessadas em conectar coisas por meio da rede 5G do que aqueles que estão desconectados da web. "É perigoso só fornecer internet para as pessoas ricas".

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, no MWC
Emily Canto Nunes/iG
Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, no MWC

Presente em mais de 35 países, o Free Basics é uma das inicitativas do Internet.org e já dá acesso a internet a mais de 19 milhões de pessoas no mundo. Já anunciado no Brasil em parceria com governo federal em 2014, o Internet.org ainda não foi implementado, mas causa polêmica entre os órgãos de defesa do consumidor e da internet como a Proteste, por exemplo. Com a publicação do decreto que regulamenta o Marco Civil da Internet, previsto para sair ainda neste ano, o governo federal e o Facebook deverão voltar a se manifestar sobre a presença do Internet.org no Brasil.

Zuckerberg também deixou claro que embora esteja investindo em projetos de infraestrutura de rede, o Facebook não vai virar uma operadora de telefonia.  Além da parceria com a Samsung para impulsionar a realidade virtual, o Facebook anunciou um outro projeto com várias operadoras para melhorar as redes que conectam as pessoas. A iniciativa faz parte do Open Compute Project (OCP) e recebeu o nome de Telecom Infra Project (TIP) . Com ajuda de empresas como Intel, Nokia e Deutsche Telekom, o Facebook espera desenvolver novos hardwares para a infraestrutura das redes.

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