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FBI pediu colaboração da Apple para ter acesso ao celular de um dos jihadistas envolvidos no atentado de São Bernardino

Decisão de juiz de Nova York impede que Polícia obrigue empresa a ajudar a desbloquear iPhone
Emily Canto Nunes/iG
Decisão de juiz de Nova York impede que Polícia obrigue empresa a ajudar a desbloquear iPhone

Um juiz de Nova York decidiu que a Polícia não poderá obrigar a Apple a ajudar a desbloquear um iPhone que pertenceu a um traficante de drogas. A decisão contraria o pedido do FBI para que a empresa desbloqueie um celular que pertenceu a um dos jihadistas responsáveis pelo atentado em San Bernardino, que deixou 14 mortos em dezembro.

A Justiça da Califórnia, no entanto, quer que o aparelho seja desbloqueado para que possa ter acesso aos dados de Syed Farook, que, junto com sua esposa, Tashfeen Malik, realizou o atentado. O celular de Farook está protegido por uma senha e após 10 tentativas fica bloqueado completamente, por isso a Justiça precisa da ajuda da empresa.

As autoridades acreditam que os dados dentro do aparelho podem ajudar a esclarecer fatos ainda obscuros sobre a ação, assim como revelar se existem mais pessoas envolvidas no caso. A Apple, por sua vez, acredita que a ação pode abrir um precedente perigoso e colocar a segurança de seus usuários em risco.

Em entrevista para o ABC News , Tim Cook, CEO da Apple, disse estar preparado para levar o caso à Corte Suprema de Justiça e que tentará conversar sobre o assunto com o presidente Barack Obama. "Acho que algo tão importante para o país não deveria ser conduzido desta maneira", opinou Cook.

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