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Empresa pode levar multa de até 7,4 bilhões de dólares caso União Europeia a considere culpada de abuso de mercado

Reuters

Google gerou valor estimado em 11 bilhões de dólares no ano passado com vendas de anúncios em telefones com sistema Android que utilizavam aplicativos da empresa
Reprodução
Google gerou valor estimado em 11 bilhões de dólares no ano passado com vendas de anúncios em telefones com sistema Android que utilizavam aplicativos da empresa


A comissão europeia de concorrência está se preparando para processar o Google por dar proeminência injusta para seus próprios aplicativos em acordos fechados com os fabricantes de celulares que utilizam o sistema operacional Android, disseram quatro fontes familiarizadas com o processo nesta segunda-feira.

O Google gerou um valor estimado em 11 bilhões de dólares no ano passado com vendas de anúncios em telefones com sistema Android que utilizavam aplicativos da empresa. O Android se tornou o software dominante nos últimos anos, operando na maioria dos smartphones do mundo.

Se a União Europeia considerar o Google culpado de abuso de mercado, isto pode levar a uma multa de até 7,4 bilhões de dólares ou 10 por cento da receita de 2015, enquanto força a empresa a mudar suas práticas de mercado.

A chefe antitruste da União Europeia, Margrethe Vestager, disse nesta segunda-feira que a investigação de sua agência se concentra no uso de contratos de exclusividade que possibilitam que as empresas de celulares ofereçam nos telefones um conjunto completo de aplicativos do Google, como o buscador, mapa, Gmail e sua loja de aplicativos Google Play, e não conforme a demanda.

Embora o Android seja um software de código aberto que dá aos fabricantes a liberdade para construir e operar seus próprios softwares, a vasta maioria dos telefones europeus opera com um pacote padrão de softwares e de aplicativos do Google que devem ser licenciados pelo Google, de acordo com dados da Strategy Analytics, empresa de pesquisas de tecnologia de mercado.

"Nossa preocupação é que, ao requerer que as fabricantes e operadores carreguem previamente um conjunto de aplicativos do Google, em vez de deixá-las decidir por si próprias quais aplicativos carregar, o Google pode ter comprometido uma das várias maneiras que novos aplicativos podem chegar aos clientes", disse Vestager em uma conferência regulatória em Amsterdã.

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