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Especializada em aprimorar resolução de imagens, Magic Pony reconhece padrões em fotos, vídeos e transmissões ao vivo

Segundo o Twitter, falha não revelou qualquer informação que poderia dar acesso direto às contas
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Segundo o Twitter, falha não revelou qualquer informação que poderia dar acesso direto às contas

O Twitter anunciou nesta segunda-feira (20) que comprou a Magic Pony, startup de Londres de que opera um sub-campo da inteligência artificial . Fundada no início de 2015, a empresa é especializada em aprimorar a qualidade de imagens e vídeos – inclusive transmissões ao vivo.

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O Twitter  não divulgou os termos financeiros do negócio, mas o site de tecnologia TechCrunch citou fontes dizendo que o negócio era avaliado em US$ 150 milhões (cerca de R$ 500 milhões). "A tecnologia da Magic Pony será usada para aumentar nossa força em vídeos ao vivo e abrir várias possibilidades criativas emocionantes para o Twitter", disse o CEO Jack Dorsey em um post no blog do Twitter.

A tecnologia da Magic Pony usa inteligência artificial  para reconhecer padrões em imagens enviadas ao sistema e consegue melhorar a qualidade de imagens borradas ou desfocadas. Em abril deste ano, a Magic Pony demonstrou o funcionamento da tecnologia gerando uma imagem de uma parede de tijolos.

Sistema conseguiu gerar imagem da direita após ser alimentado com imagem da esquerda
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Sistema conseguiu gerar imagem da direita após ser alimentado com imagem da esquerda

A Magic Pony vai se juntar à Cortex, time de engenheiros do Twitter, cientistas de dados e pesquisadores de aprendizagem de máquina. Esta é a terceira aquisição do Twitter no setor nos últimos três anos. Ele comprou a Whetlab em 2014 e a Madbits em 2015.

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O acordo ocorre no momento em que o Twitter busca aumentar sua popularidade. No início de junho, a plataforma foi ultrapassada pelo Snapchat  em número de usuários. Quando foi fundado, o Twitter era uma das principais apostas para investidores. O entusiasmo não se transformou em realidade e a plataforma não conseguiu acompanhar o crescimento de concorrentes como Facebook e Instagram. Em 2015, a plataforma teve prejuízo de US$ 90 milhões (cerca de R$ 319 milhões).