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Segundo executivo, rede social deve atualizar política de remoção de fotos e publicações considerados impróprios, mas ainda não definiu novo critério

Facebook deve usar critério mais brando para considerar conteúdos impróprios
Reprodução
Facebook deve usar critério mais brando para considerar conteúdos impróprios

Depois de ter se envolvido em polêmicas por bloquear a foto da "Menina do Napalm", capturada durante a guerra do Vietnã, o Facebook  deverá usar um critério um pouco mais brando para considerar conteúdos impróprios. De acordo com a Reuters, um executivo da rede social confirmou a informação no mesmo dia em que mais de 70 grupos sociais pediram para a plataforma esclarecer as políticas de remoção de conteúdo.

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Os grupos também desejam saber mais detalhes sobre supostos pedidos de remoção feitos por governos, especialmente em casos de publicações que retrataram violações dos direitos humanos. O Facebook, no entanto, ainda não anunciou qual será o critério que define se uma foto ou um post devem ser removidos.

"Fizemos uma série de mudanças de regras depois da foto 'O Terror da Guerra'. Temos desenvolvido nosso processo para garantir que histórias e imagens controversas venham à tona mais rapidamente", disse à Reuters, Patrick Walker, diretor de parcerias de mídia da rede social para a Europa, Oriente Médio e África.

A polêmica envolvendo a remoção de publicações  começou no início de novembro, quando o autor norueguês Tom Egeland escreveu um post na rede social sobre "as sete fotografias que mudaram as histórias das guerras". Logo após a publicação, a plataforma deletou o conteúdo e suspendeu a conta de Egeland. Quando o jornal norueguês Aftenposten compartilhou uma reportagem com a mesma foto, o resultado foi parecido: um e-mail exigindo a exclusão do post. De acordo com o editor Epsen Egil, a rede social apagou a publicação antes mesmo do periódico conseguir responder a mensagem.

O caso chegou até a primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, que postou a mesma imagem na rede social e também foi censurada. O jornal publicou, então, uma capa com uma mensagem direcionada para o CEO da empresa, Mark Zuckerberg.

Foto bloqueada retrata crianças durante guerra
Reprodução/Twitter
Foto bloqueada retrata crianças durante guerra

"Estou chateado, desapontado - bem, na verdade até com medo - do que você pode fazer com um dos pilares da nossa sociedade democrática", escreveu o editor Epsen Egil Hansen.

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Em uma comunicado publicado há alguns dias no blog do Facebook, Joel Kaplan, responsável pela política pública global da plataforma, e Justin Osofsky, responsável pelas operações globais e parcerias de mídia, seguiram a mesma linha de Walker. "Nosso objetivo é permitir a publicação de mais imagens e histórias sem oferecer riscos de segurança ou exibir imagens inapropriadas para menores e outros que não desejam vê-las".

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