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FemiTaxi é lançado com 100 motoristas cadastradas em sua plataforma. Inicialmente o serviço é restrito a São Paulo, mas empresa já estuda expansão para o Rio de Janeiro e Belo Horizonte

FemiTaxi tem 100 motoristas cadastradas em sua plataforma atualmente.
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FemiTaxi tem 100 motoristas cadastradas em sua plataforma atualmente.

A insegurança e o aumento nos casos de assédio e violência tem feito com que as mulheres procurem alternativas para evitar situações perigosas. Isso fez surgir no mercado uma infinidade de aplicativos que prezam pela segurança da usuária e que comunicam situações de perigo a amigos e familiares, por meio de mensagem de texto, por exemplo.

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O mais recente foi o FemiTaxi, aplicativo de solicitação de taxis dirigidos exclusivamente por mulheres.  Criado em parceria com o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores nas Empresas de Frotas do Esta do de São Paul (Simtetaxis-SP),  tem como intuito trazer uma forma de mobilidade mais cômoda as mulheres de São Paulo. “Escutei amigas comentarem sobre a conduta inadequada de alguns motoristas de taxis e mencionarem a ideia de um aplicativo que fosse exclusivo de mulheres motoristas”, explicou o CEO do FemiTaxi, Charles-Henry.

O empresário afirmou que já existem outros app que oferecem condutoras mulheres, mas como ainda é um mercado muito masculino, a espera por uma corrida é longa. “Por ser uma frota muito pequena, apenas 10%, a espera pela taxista é longa e dependendo do tempo, os aplicativos ou empresas repassam a corrida a um motorista que está mais próximo”, explicou.

Empreendedorismo feminino

 Mais do que se preocupar com a insegurança e até mesmo com o assédio dentro dos taxis, o aplicativo quer ajudar as taxistas a melhorarem os seus ganhos. “Cadastramos no app apenas motoristas de taxi e deixamos claro para as nossas parceiras que a plataforma não vai trabalhar com motoristas particulares”, enfatizou Henry.

Estimativa da Prefeitura de São Paulo é que hoje 8100 mulheres exercem a profissão na capital. No aplicativo estão cadastradas 100 motoristas. Para atrair a atenção das consumidoras em potencial, a empresa disponibilizou mil cupons promocionais no valor de R$ 15,00 para que as mulheres conheçam os diferenciais do serviço oferecido pelo FemiTaxi. “O investimento nessa ação envolverá cerca de R$ 30 mil, além do que vamos investir em publicidade online”, disse o CEO ao comentar que a estratégia para que as consumidoras de São Paulo façam adesão à plataforma será premiar quem indicar o serviço para outras amigas com crédito de até R$ 50,00. A cada indicação, a consumidora somará um crédito no valor de R$ 5,00, que ficará cadastrado na plataforma.

Ainda de acordo com Henry, após a consolidação em São Paulo, a expectativa é de que a operação do aplicativo seja estendida para capitais com grande frota de taxistas do sexo feminino como, por exemplo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, no 1º trimestre de 2017. “Taxistas de outros Estados tem nos procurado para que o aplicativo seja disponibilizado. Estamos cadastrando as interessadas para poder expandir o serviço”, concluiu o CEO da FemiTaxi.

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Apoio à mulher

Essa não é a primeira iniciativa pensando na segurança em inibir agressões no País em que a casa sete minutos uma mulher sofre algum tipo de violência. O aplicativo Clique 180 permite a denúncia de quaisquer tipos de agressão contra a mulher e também orienta como denunciar casos similares.

Aplicativo permite usuário marcar em um mapa o local em que foi assediada ou sofreu algum tipo de violência
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Aplicativo permite usuário marcar em um mapa o local em que foi assediada ou sofreu algum tipo de violência


Outro aplicativo que ganhou destaque entre as mulheres foi o Chega de Fiu Fiu. A mulher que baixar o aplicativo e passar por qualquer situação de assédio, constrangimento, abuso e perseguição marca no mapa o local do ocorrido. Com isso fica mais fácil de identificar o local com maior índice de ocorrências do tipo para que se solicite dos órgãos públicos medidas preventivas.

Estima-se que no Brasil a cada sete minutos uma mulher sofra algum tipo de violência e até a Prefeitura de São Paulo preocupou-se com a insegurança, tanto que durante a noite as passageiras de ônibus podem descer fora do ponto, se o local for realmente seguro para o desembarque.

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