Tamanho do texto

Segundo autoridades, executivo fez pagamentos por meio de instituições de Choi Soon-sil, que teria divido lucros com a presidente Park Geun-hye

O vice-presidente e herdeiro da Samsung, Lee Jae-Yong, e outros quatro executivos da empresa foram oficialmente indiciados nesta terça-feira (28) por envolvimento no escândalo que tem abalado a Coreia do Sul. Lee está sendo acusado por "corrupção, utilização indevida de bens públicos, ocultação de ativos no exterior e perjúrio", segundo o porta-voz da equipe especial que investiga o caso Lee Kyu-Chul.

Leia também: De favores políticos à repressão da imprensa: a queda da presidente sul-coreana

O chefe do maior conglomerado empresarial da Coreia do Sul teria pago 43 bilhões de wons (cerca de R$ 113 milhões) para organizações ligadas a Choi Soon-sil, conhecida como "Rasputina sul-coreana" e amiga da presidente afastada, Park Geun-hye, centro do escândalo no país. As autoridades sul-coreanas acreditam que o vice-presidente do congolomerado tenha realizado pagamentos para garantir sua liderança na empresa e o apoio do governo à  fusão entre duas subsidiárias da companhia: a Samsung C&T e a Cheil Industries. 

Lee Jae-yong é filho do presidente da Samsung, Lee Kun-hee, e neto do fundador da companhia, Lee Byung-chull
Shuttersock
Lee Jae-yong é filho do presidente da Samsung, Lee Kun-hee, e neto do fundador da companhia, Lee Byung-chull

Leia também: Parlamento aprova processo de impeachment da presidente da Coreia do Sul

No último dia 16, a Justiça já havia decretado a prisão provisória de Lee, filho do presidente, Lee Kun-hee, e neto do fundador da empresa, Lee Byung-chull. Além do crime de suborno, a promotoria acusa o empresário por peculato e perjúrio, após ter dado versões diferentes em seus depoimentos.

Entenda o caso

O escândalo de corrupção na Coreia do Sul tem como peças principais a presidente afastada Park Geun-hye, e sua amiga Choi Soon-sil, acusada de ter se aproveitado de sua influência para interferir em assuntos oficiais do país sem possuir cargo no governo. O objetivo seria embolsar grandes quantias de dinheiro de companhias sul-coreanas que teriam pago milhões de dólares de subordo por meio de fundações privadas criadas por Choi.

Leia também: Facebook cria ferramenta de censura de posts para retornar ao mercado chinês

De acordo com as investigações, Choi e Park teriam dividido os lucros dos subornos pagos por empresas como Samsung, Hyundai e LG. Em dezembro do ano passado, o caso levou à aprovação do impeachment da presidente Park. O Tribunal Constitucional tem até junho para decidir se Park deve abdicar permanentemente ou se poderá reassumir o cargo. Até lá, os poderes presidenciais da mandatária estão suspensos. Caso a destituição de Park avance, a Coreia do Sul deverá realizar novas eleições nos 60 dias seguintes à decisão.

* Com informações da Ansa.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.