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Antes, vídeos que ficavam na lista de conteúdo ofensivo do site diziam respeito apenas à publicações racistas, homofóbicas ou intolerância religiosa

Brasil Econômico

YouTube começou a enfrentar problemas após algumas empresas descobrirem anúncios exibidos em vídeos ofensivos
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YouTube começou a enfrentar problemas após algumas empresas descobrirem anúncios exibidos em vídeos ofensivos

Devido aos boicotes que vem sofrendo por ter posicionado publicidades junto de vídeos considerados ofensivos, o YouTube anunciou que vai aplicar mudanças nas políticas de materiais barrados do site.

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Antes, os vídeos que ficavam na lista de conteúdo ofensivo no YouTube diziam respeito, majoritariamente, à publicações de cunho racista, homofóbico ou de intolerância religiosa. Agora, a plataforma vai passar a barrar materiais que contenham estereótipos negativos e até mesmo de criadores de conteúdo que neguem a existência do Holocausto. 

A partir destas novas políticas, a empresa pretende conseguir barrar até cinco vezes mais vídeos. Em entrevista à "Bloomberg", Philipp Schindler, executivo do Google, disse que a companhia está investindo em tecnologias para que este tipo de conteúdo seja removido de forma automática. 

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Apesar disso, o executivo diminuiu a magnitude dos problemas denunciados pela empresa. "Após conversarmos com muitos dos nossos principais anunciantes, ficou evidente que os vídeos que eles haviam sinalizado receberam menos de um milésimo do percentual das impressões totais de anúncios feitos por empresas. É claro que removemos esses anúncios imediatamente quando descobrimos que foram exibidos por engano em conteúdos que não atendem às nossas políticas", afirmou Schindler.

Entenda o caso

A plataforma de vídeos do Google começou a enfrentar problemas após algumas empresas descobrirem que seus anúncios estavam sendo exibidos em vídeos de conteúdos racistas, homofóbicos ou antissemitas.

Anunciantes como PepsiCO, Starbucks, HSBC, Walmart e Marks & Spencer, por exemplo, removeram publicidades do site. Até mesmo o governo britânico – mercado que gerou receita de US$ 7,8 bilhões ao gigante da tecnologia em 2016, equivalente a quase 9% da arrecadação total para o período – suspendeu publicidades na plataforma de vídeos do Google, pois alguns de seus conteúdos foram colocados ao lado de conteúdos ofensivos, o que resultou em uma série de processos judiciais.

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Após a perda de anunciantes, Susan Wojcicki, diretora-executiva do YouTube, anunciou algumas mudanças na área de publicidade do site. Entre as alterações, a empresa passou a oferecer novas opções para que os anunciantes tenham maior controle sobre os vídeos em que suas publicidades são apresentadas.

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