Tamanho do texto

Pirataria de softwares faz com que os sistemas fiquem mais vulneráveis, além de favorecer a incidência de ataques cibernéticos, causando os prejuízos

Brasil está acima da média global no ranking mundial de pirataria de softwares
shutterstock
Brasil está acima da média global no ranking mundial de pirataria de softwares

Um dos maiores problemas para a indústria brasileira de software é a pirataria. Segundo estudo realizado pela Business Software Aliance (BSA), quase metade dos softwares instalados no Brasil não são licenciados.

Leia também: Futuro sem congestionamento de automóveis? Veja a nova ideia de Elon Musk

A pirataria de softwares faz com que os sistemas fiquem mais vulneráveis, além de favorecer a incidência de ataques cibernéticos, o que gera assim um prejuízo superior a US$ 300 bilhões em todo o mundo, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Software. Só na América Latina, estes valores giram em torno de US$ 5,8 bilhões.

De acordo com especialistas, o mercado informal e a comercialização de produtos piratas são um retrocesso para o desenvolvimento do Brasil e a sua participação e consolidação no cenário internacional, pois o País está acima da média global neste índice.

Leia também: PlayStation 4 fica mais barato em abril e se torna mais procurado na internet

“No setor de TI a cópia ilegal de um sistema ou software inviabiliza a remuneração dos fabricantes para investirem na melhoria dos produtos. Todos perdem com isso. Observamos a diminuição nas ofertas de empregos na área e as instituições federativas não arrecadam. O resultado é que as empresas estrangeiras e nacionais não se sentem seguras para investir em tecnologias e no desenvolvimento de novos produtos”, aponta Gustavo Rodrigues, arquiteto de Soluções da maisDADOS Tecnologia,

Investimento

Segundo Magno Souza, diretor técnico da Projelet ECOM, empresa de projetos de instalações de sistemas prediais, a pirataria contribu para a concorrência desleal entre as empresas. “Nos últimos anos, investimos mais de R$ 200 mil na atualização de sistemas. Esse valor tem que ser diluído em nossos serviços e encarece nosso trabalho. O problema é que esse fato não possui efeito direto para os clientes, que na maioria das vezes não procuram saber se nossos programas são legalizados”, diz.

Leia também: YouTube lança novo design para desktop com opção de background escuro

O investimento em software é contínuo porque a maioria precisava de renovação periódica, explica Souza. Estes investimentos acabam sendo prejudicados pela pirataria. “Hoje, a maioria dos sistemas operacionais são alugáveis, exigindo investimentos cíclicos. Um exemplo é o Revit da Autodesk, software para a arquitetura criado dentro do conceito de Modelagem das Informações de Construção (BIM). Só com ele são R$ 6 mil por ano. Há situações em que os gastos são em todos computadores e por isso chega a custar R$ 45 mil”, conclui.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.