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Cerca de 10 mil celulares eram manipulados; Embora a prática não seja ilegal, a ação também pode influenciar no dinheiro movimentado na internet

Brasil Econômico

Você com certeza já se perguntou como que determinada página do Facebook , vídeo ou meme conseguiu tanta visibilidade sendo o conteúdo tão sem graça ou com “nada demais”. Bom, talvez a resposta para essa pergunta esteja nas “fazendas de like” supostamente espalhadas pelo mundo.

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O local descoberto possuía cerca de 10 mil telefones em funcionamento para gerar o tão almejado
iStock
O local descoberto possuía cerca de 10 mil telefones em funcionamento para gerar o tão almejado "like"

Um vídeo publicado recentemente mostra milhares de smartphones ordenados em prateleiras com páginas de Facebook, aplicativos e conteúdos audiovisuais abertos para se tornarem virais manipuladamente. As “fazendas” são financiadas por empresas ou interessados para interagirem com os conteúdos por meio de like , comentário e compartilhamento.

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Ética

A questão ética a respeito da ação pode ser ainda mais problematizada se for considerado que dentro dessas fazendas há opiniões, histórias e absurdos em jogo. Todo mundo sabe que quanto mais interação determinada publicação tiver, maior é o alcance.  Imagine se chega às milhares ou milhões de pessoas um viés que defende atos criminais, como racismo, apologia à violência, etc. Ou que determinado governo financie ações do tipo para promover seus interesses.

O local descoberto possuía cerca de 10 mil telefones em funcionamento que eram manipulados por trabalhadores. Embora a prática não seja ilegal, a ação também pode influenciar na quantidade de dinheiro movimentada na internet e, além de sujeitar os funcionários a essa atividade, as fazendas de like prejudicam quem trabalha corretamente com seus conteúdos.

Após a descoberta, pedidos de proibição das fazendas foram feitos, multas também foram sugeridas como meio de punição.


Youtube

Em março deste ano, o youtuber Cauê Moura postou um vídeo denunciado ações que outros youtubers estavam tendo para ganhar mais views desonestamente. De acordo com Moura, os canais usavam um software capaz de fazer rodar seu conteúdo – sem som nenhum e imagem – na sombra do vídeo que o usuário realmente tinha como intenção de assistir, no caso animes disponíveis no site. A ação fazia com que milhares de visualizações fossem enumeradas, sendo que na verdade o conteúdo em si não estava sendo consumido. E no Youtube , diversas visualizações fazem com que o vídeo “suba” para a página inicial do site, para ganhar mais visibilidade.

Manipulação

Não é novidade que existem diversas acusações de manipulação com a mídia televisiva, e como escapatória, as pessoas que compartilham desta opinião recorrem à internet ou outros meios para ter informações de maior confiança e sair do “senso comum”, mas até que ponto o que está na internet é apurado e também não tem a mão de interesses desonestos?

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