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OCDE elaborou um estudo em relação à ameaça de vagas de emprego, e concluiu que 57% delas estão suscetíveis à automação e robotização

Brasil Econômico

A cada evolução tecnológica surge o questionamento se, e quais os empregos serão ameaçados, ao passo que as novidades vêm para impactar nossas vidas de diversas maneiras.

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Universidade de Oxford aponta de 63% dos empregos do mundo todo estão ameaçados pelas novas tecnologias
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Universidade de Oxford aponta de 63% dos empregos do mundo todo estão ameaçados pelas novas tecnologias

De acordo com um recente estudo divulgado pela Deloitte UK, as habilidades humanas são cada vez mais fundamentais à medida que há evolução tecnológica,  uma vez que características como empatia, percepção, comunicação, priorização são por essência humanas e necessárias para tomadas de decisões.

A professora e especialista em gestão estratégia de pessoas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Viviane Narducci, acredita que não haverá desaparecimento de postos de trabalho, e sim que ocorrerá substituição. “Robôs precisam ser planejados, desenvolvidos, programados, portanto, tiramos o homem da situação ‘mão de obra’ e o colocamos nas situações de ‘ser pensante’. Para tanto, será necessário desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais. Este é um processo que já está em andamento na sociedade do conhecimento”.

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Mais estudos

Já uma pesquisa realizada pelos professores Carl Benedikt Frey e Michael Osborne da Universidade de Oxford Carl Benedikt para o Citigroup, aponta de 63% dos empregos do mundo todo estão ameaçados pelas novas tecnologias . A apuração concluiu que com uma mão de obra mais direcionada às indústrias, a automação faz com que as pessoas percam vantagem, pois a tecnologia, muitas vezes, oferece um custo menor.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) também elaborou um estudo em relação à ameaça de vagas de emprego, e concluiu que 57% delas estão suscetíveis à automação e robotização nos 34 países que compõem a Organização.

Diante destes números, Viviane Narducci aponta que a flexibilidade, capacidade de interpretação e visão crítica humana terão que acompanhar o desenvolvimento tecnológico, uma vez que não é efetivo apurar e levantar tantos dados, sendo que não exista alguém capaz de administrá-los.

Na economia

De acordo com estimativas da McKinsey&Company, apenas com o surgimento dos primeiros robôs – entre 1993 e 2007 – foi possível gerar um crescimento econômico de 0,4%. Já os sistemas de tecnologia da informação, entre 1995 e 2005, contribuíram com 0,6%.

Seguindo a linha de produtividade da evolução tecnológica, a consultoria americana estima que com a inteligência artificial seja possível produzir taxas entre 0,8% e 1,4%, no período entre 2015 e 2065.

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