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Plataforma pode ajudar em atividades que não exigem conhecimentos médicos específicos, como mudar a temperatura ou puxar as persianas

Brasil Econômico

A IBM , empresa estadunidense voltada para informática que possui um dos sistemas de inteligência artificial (IA) mais famosos do mundo, está entrando nos hospitais para ajudar em tarefas menores, liberando, assim, a equipe médica para serviços mais complexos. Watson, como a plataforma é conhecida, já tem causado um grande impacto na indústria da medicina, assim como em outras empresas.

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Inteligência artificial da IBM pode auxiliar os funcionários em tarefas que não necessitam que conhecimento médico
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Inteligência artificial da IBM pode auxiliar os funcionários em tarefas que não necessitam que conhecimento médico

Atualmente, alguns funcionários médicos utilizam cerca de 10% do tempo de trabalho para responder perguntas básicas de pacientes sobre as credenciais médicas, o almoço, e as horas de visita. A estimativa foi feita pelo vice-presidente da plataforma de Internet das Coisas do Watson, Bret Greenstein, em entrevista ao site "CNET" sobre a importância da criação de sistemas de  inteligência artificial .

Os funcionários de hospitais também precisam operar necessidades básicas que não exigem conhecimentos específicos, como mudar a temperatura de um ar condicionado do quarto ou puxar as persianas, fazendo com que se perca ainda mais tempo com tarefas próprias da área médica. Se fossem auxiliados com algum tipo de IA, os trabalhadores poderiam utilizar esse tempo para se concentrar em cuidados com os pacientes. Este é o objetivo do Watson .

O hospital da Universidade Thomas Jefferson, da Filadélfia, nos Estados Unidos, se juntou à IBM e à companhia de áudio Harman para desenvolver auto-falantes inteligentes para o ambiente hospitalar. Uma vez ativada a voz de comando "Watson", os auto-falantes podem responder a 12 comandos, incluindo demandas para ajustar as cortinas, o termostato, as luzes, e até mesmo a reprodução de músicas calmas.

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Watson

O Watson não é algo desconhecido para a indústria. Além de já ter fornecido um diagnóstico correto e salvado a vida de uma paciente com leucemia, a plataforma foi capaz de recomendar planos de tratamento 99% semelhantes aos elaborados por médicos humanos oncologistas e proporcionar alternativas não percebidas por médicos em 30% dos casos.

Em breve, a inteligência artificial da IBM trabalhará também com outras especialidades médicas, como dermatologia. Ainda que esta integração com a medicina não seja livre de problemas, é a plataforma que possui o maior acesso aos dados dos pacientes – a chave para os melhores diagnósticos.


O Watson também tem apresentado um notável impacto em outras indústrias.

A OnStar – subsidiária da General Motors – agregará a plataforma, permitindo uma condução mais simples em cerca de 2 milhões de veículos GM ligados a redes 4G LTE até o final deste ano. Watson também não é uma desconhecida para o varejo, pois tem sido incorporada em operações de empresas como Macy’s, Lowe’s, Best Buy e Nestlé Cafés no Japão.

Watson, também está se ramificando para um trabalho criativo, até então considerado uma das limitações de plataformas parecidas. O sistema conseguiu editar com sucesso uma edição inteira de uma revista e criou o trailer de um filme. O que a inteligência artificial irá fazer a seguir ninguém pode dizer, mas é seguro afirmar que Watson tem um plano mais excitante e ambicioso para os próximos cinco anos do que a maioria dos humanos.

* Com tradução de futurism.com

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