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De acordo com cientista, em menos de uma década será possível decifrarmos as diferente entonações e expressões faciais de cães e gatos; entenda

Brasil Econômico

Equipe trabalha na montagem de milhares de vídeos de cães e gatos para que a inteligência artificial analise o material
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Equipe trabalha na montagem de milhares de vídeos de cães e gatos para que a inteligência artificial analise o material

Pesquisadores da Universidade do Norte do Arizona acreditam que, em menos de 10 anos, será possível entendermos, de fato, o que os nossos animais de estimação estão querendo comunicar com aqueles olhares e aquelas viradinhas de cabeça para o lado. Isso porque o grupo de cientistas está utilizando inteligência artificial (IA) para analisar as diferentes entonações e expressões faciais de cães e gatos para, enfim, criar um "tradutor pet" .

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A equipe dirigida pelo Dr. Con Slobodchikoff tem trabalhado há mais de 30 anos com cães-da-pradaria, mamífero da América do Norte, para 'decifrarem' a comunicação entre os animais. Até agora, com a longa pesquisa, foi possível descobrir, por exemplo, que as chamadas agudas transmitidas entre o grupo para alertar a presença de predadores podem variar de acordo com o predador, ou seja, têm uma espécie de código.  Assim, o grupo concluiu que é possível fazer a mesma análise de ações tanto de cães como de gatos. Mas, será preciso esperarmos mais um pouco para que tenhamos, em mãos, o tradutor dessa linguagem, o que será possível graças à Inteligência Artificial

Atualmente, a equipe de Slobodchikoff tem trabalhado na montagem de milhares de horas de vídeos de cachorros latindo, para que o computador com IA possa analisar seus diferentes sons, além das expressões faciais que fazem, de acordo com cada estímulo provocado.

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Inteligência emocional

Mas, teriam os cães a chamada "inteligência emocional" suficiente para emitir uma comunicação eficaz? Bom, a professora de neurociência da Universidade de Londres, Sophie Scott, afirma que as pessoas têm certa tendência em ver cães e outros animais de estimação como se fossem crianças, e isso é um equívoco porque, na verdade, não são assim.

Os cães, por exemplo, enxergam os seus donos do mesmo modo que um lobo vê o macho alfa da alcateia. Isso significa que eles gostam de estar com seus donos, mas que não querem ser ‘guardados’ ou superprotegidos: ao contrário do que imaginamos, isso provoca ansiedade neles. Afinal, não se pode desconsiderar que são animais, que querem poder se mover livremente. Até o fim da pesquisa, teremos de aguardar pelas conclusões e, daqui a 10 anos, será possível conferir as ‘críticas’ dos pets em relação aos humanos por meio da inteligência artificial.

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