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"Como primeiro passo, estamos lançando o recurso de apelação para publicações removidas por nudez, atividade sexual, discurso de ódio ou violência explícita”, disse a vice-presidente de políticas públicas da empresa

Brasil Econômico

Pela primeira vez, o usuário poderá recorrer a algumas decisões do Facebook
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Pela primeira vez, o usuário poderá recorrer a algumas decisões do Facebook

O escândalo da empresa britânica de marketing Cambridge Analytica  tem gerado um grande impacto no Facebook não somente em como a rede social está lidando com os dados dos seus usuários, mas também nas regras que compõem as políticas da empresa. Nesta terça-feira (24) a companhia divulgou as suas diretrizes internas e quais alterações o usuário poderá encontrar em breve na plataforma.

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Na publicação feita pela vice-presidente global de políticas públicas do Facebook , Monika Bickert conta que, pela primeira vez, o usuário poderá recorrer a algumas decisões da rede social sobre postagens individuais. A ideia é oferecer o poder de contestar uma ação errada da empresa.

“Nos próximos 12 meses, vamos desenvolver um sistema para que as pessoas possam recorrer de nossas decisões sobre conteúdos. Como primeiro passo, estamos lançando o recurso de apelação para publicações removidas por nudez, atividade sexual, discurso de ódio ou violência explícita”, conta.

Como vai funcionar?

Reprodução/Facebook
"Esta imagem mostra um exemplo que poderia ter sido removido incorretamente e agora pode ser contestado", disse a empresa

O usuário que postar uma foto, vídeo ou publicação que for removida pela empresa será imediatamente notificado sobre a decisão da rede social e receberá a opção de solicitar uma revisão adicional, caso discorde da remoção.

Assim que esse pedido for feito, a nova análise será feita em até 24 horas por uma pessoa da empresa. E, caso a rede social reconheça que errou, uma nova notificação será enviada ao usuário e o conteúdo será restaurado.

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Monika Bickert também destacou que a companhia está trabalhando ainda mais para ampliar esse suporte, a fim de oferecer mais oportunidades às pessoas para que elas forneçam mais contextos sobre os conteúdos para que a empresa não tome decisões equivocadas. “Acreditamos que dar voz às pessoas no processo é outro componente essencial da construção de um sistema justo”, disse.

Políticas do Facebook

A vice-presidente explicou que a empresa conta com 11 escritórios pelo mundo, com especialistas em assuntos como discurso de ódio, segurança infantil e terrorismo que já trabalharam com os temas relacionados à manifestação dessas ideias antes mesmo de ingressarem no Facebook.

Essa equipe, toda semana, busca outros especialistas nesses assuntos fora da empresa para que diferentes perspectivas sobre segurança e liberdade de expressão sejam aprendidas. A ideia é que esses novos conhecimentos sejam revertidos em novas políticas globais da companhia ao longo do tempo.

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Ok, mas nem tudo o que é tolerável para um país pode ser para outro, certo? Considerando a complexidade cultural do mundo, Monika Bickert disse que a equidade é um princípio importante para o Facebook e, que a empresa busca aplicar essas políticas em diferentes comunidades globais de forma consistente e justa em todas as culturas.

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