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Empresa de Jeff Bezos lança novo serviço que vai deixar encomendas nos carros dos clientes de sua versão Premium, mas novidade ainda é restrita aos proprietários de um veículo da GM ou da Volvo em 37 cidades. Confira

Novo serviço premium da Amazon promete fazer entregas dentro de veículo estacionado
Divulgação/Amazon
Novo serviço premium da Amazon promete fazer entregas dentro de veículo estacionado



Mais uma barreira de privacidade em troca de comodidade acaba de ser vencida pela tecnologia. Isso porque a Amazon anunciou nesta quarta-feira (25) que será capaz de oferecer um novo serviço de entrega de suas encomendas direto no porta-malas ou no banco traseiro dos carros dos membros do seu clube de assinatura Prime. O serviço que está sendo chamado de "In-Car Delivery", porém, ainda conta com uma série de restrições.

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O serviço chama atenção porque os usuários não precisarão estar presentes no momento da entrega e tampouco o carro precisará estar aberto. Os entregadores da Amazon vão conseguir destravar o seu carro, colocar a sua encomenda lá dentro e fechar o carro novamente pra você. Continua animado com a possibilidade? Para que tudo isso aconteça, você precisa ser capaz de preencher uma série de requisitos.

Como a entrega vai funcionar?

Além de ser restrito a assinantes da versão mais cara do serviço de entregas , pelo menos nesse primeiro momento, a opção só está disponível para clientes da Amazon residentes em 37 cidades americanas e suas redondezas, incluindo Atlanta, Austin, Houston, Los Angeles, Miami, Nashville, Filadélfia, Seattle e Washington, entre outras.

Fora isso, os usuários também terão que ser proprietários de veículos da General Motors ou da Volvo de modelos 2015 ou mais recentes que estejam com as contas ativadas dos respectivos assistentes pessoais OnStar ou On Call das fabricantes. É através de um desses sistemas que o entregador vai poder solicitar que seu carro seja aberto para deixar a encomenda.

Para poder executar o serviço, a Amazon pede que os clientes adicionem o endereço onde seu carro estará estacionado (ou próximo) no sistema Prime e torne seu veículo (modelo, placa, cor) um ponto de destino das entregas. A partir daí, no dia da entrega, a empresa vai mandar uma notificação sobre o horário aproximado em que o pacote deve chegar. Estando o carro a no máximo dois quarteirões do local combinado, o entregador localiza o veículo e entra no sistema da Volvo ou da GM para solicitar o destravamento e, depois, o fechamento de novo.


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Há ainda dois detalhes finais que precisam ser atentados para que o serviço de entregas funcione adequadamente.

Primeiro, o carro precisa estar estacionado numa via pública ou num estacionamento público no mesmo nível da rua. Isso porque, segundo a empresa, não há garantias de que o sinal de GPS vai funcionar em garagens subterrâneas ou edifícios-garagem.

Por último, não é qualquer pacote que poderá ser entregue nessa modalidade. Além de não poder ser muito grande, nem muito pesado (limite de 50 libras, aproximadamente 23 quilos), a empresa também impôs um valor máximo de US$ 1.300 para os objetos encomendados. Então, não, ainda que você tente, a Amazon não vai entregar um carro dentro do seu carro.

Privacidade x Comodidade

A novidade aparece apenas seis meses depois que a companhia liderada por Jeff Bezos anunciou o novo sistema chamado de "In-Home Delivery". Nele, os usuários também autorizavam que os entregadores da Amazon abrissem as portas de suas casas para deixar as encomendas. Nessa versão, porém, os clientes tinham que adquir uma fechadura especial, além de câmeras de seguranças que fazem o reconhecimento facial dos entregadores.

Essa modalidade de entrega, no entanto, apresentou uma série de problemas inicialmente que, depois, pouco a pouco foram sendo resolvidos até que o esquema caísse na normalidade e até na preferência dos clientes. Agora, com a entrega nos carros, a Amazon espera passar pelo mesmo processo de amadurecimento.

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De qualquer forma, ambas as modalidades exigem um certo nível de confiança na empresa. Algo que pelo menos 20% dos americanos parecem estar dispostos a fazer já que elegeram a Amazon como a "empresa de tecnologia mais benéfica do mundo" e o seu CEO, Jeff Bezzos, o líder do setor "mais confiável".

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