Nth Room chat Telegram
Reprodução
Moon Hyung-wook respondeu a perguntas da imprensa nesta segunda-feira


Um dos criados de chats pornográficos conhecidos como " Nth Room " foi indiciado por abuso sexual na Coreia do Sul. Nesta segunda-feira (18), Moon Hyung-wook teve seu nome e rostos divulgados quando foi colocado pela polícia de frente para a imprensa local. 

Moon, de 24 anos, é acusado de abusar sexualmente de pelo menos 21 mulheres, sendo a maior parte delas menores de idade, segundo informa o jornal The Korea Times. Os crimes aconteceram entre fevereiro de 2019 e janeiro deste ano. 

O acusado está preso desde 9 de maio por criar e operar 12 grupos de chat no Telegram nos quais homens pagavam para receber vídeos e fotos de atos sexuais violentos, como informa a agência de notícias Yonhap. Moon é acusado de chantagear 50 mulheres para obter mais de três mil vídeos e fotos a serem distribuídos nos grupos do aplicativo de mensagens. 

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Moon confessou que seus crimes começaram a ser realizados ainda em 2015, o que fez com que a polícia aumentasse a investigação sobre o caso Nth Room . Ele confessou, também, que além de chantagear as mulheres e meninas, chegou a instruir estupros em três casos. 

O caso Nth Room

Moon não é o único envolvido na criação e gerenciamento de grupos como esses. O caso Nth Room veio à público em março deste ano, quando Cho Joo-bin, suposto líder dos grupos, foi preso.

Os grupos de compartilhamento de imagens de atos sexuais humilhantes sob coerção começaram a funcionar em 2018, de acordo com investigações. Os chats eram divididos em vários níveis: quanto mais alto o grau, mais caro homens pagavam por conteúdos, que se tornavam cada vez mais explícitos e humilhantes. 

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Os responsáveis por gerenciar os grupos, como Moon e Cho, roubavam os dados de mulheres, grande parte adolescentes, e as chantageavam para enviarem vídeos e fotos sexuais. Depois, eles utilizavam esses conteúdos para as chantagearem ainda mais, pedindo imagens cada vez mais humilhantes, que eram compartilhadas em grupos de grau mais alto. 

Em chats mais caros, os criminosos compartilhavam cenas de estupro e, por vezes, instruíam os próprios membros dos grupos a realizarem o ato, compartilhando informações como nome e endereço das vítimas que se negavam a compartilhar suas imagens. 

Em frente à imprensa, nesta segunda-feira, Moon confessou seus crimes e pediu desculpas. "Peço desculpas às vítimas e suas famílias. Acho que tive percepções erradas sobre sexo", afirmou.

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