Motoristas da Uber tem lutado para garantir direitos trabalhistas
Igor Shimabukuro
Motoristas da Uber tem lutado para garantir direitos trabalhistas

Uber  vai acatar uma determinação judicial da Suprema Corte do Reino Unido e para tornar seus motoristas trabalhadores oficiais do aplicativo de transporte. Agora, a empresa deve iniciar uma rodada de disputa para definir o que deve ser considerado "horário de trabalho" na economia compartilhada.

A decisão significa que os cerca de 70 mil motoristas da Uber no Reino Unido terão pela primeira vez direito a pagamento de férias equivalente a 12,07% de seus rendimentos e registro automático em um esquema de aposentadoria ligado à empresa.

Apesar da mudança, ela poderá fazer pouca diferença nos ganhos principais dos motoristas. Isso porque a Uber vai garantir que eles recebam pelo menos o salário mínimo oficial, após despesas, pelo tempo em que estiverem realizando corridas, mas não incluirá o tempo em que não estiverem atendendo a clientes.

A medida ocorre após notável no mês passado do tribunal superior britânico, que apoiou um grupo de 35 motoristas da Uber que primeiro contestaram sua situação de autônomos em 2016. Eles afirmam que a gigante do transporte por aplicativo exercia um controle dominante sobre eles no modo como alocava viagens e definia tarifas.

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