Governo exigirá verificação de idade nas plataformas e punirá executivos por conteúdos ilegais que atinjam jovens
Berke Citak/Unsplash
Governo exigirá verificação de idade nas plataformas e punirá executivos por conteúdos ilegais que atinjam jovens

A Espanha anunciou que proibirá o acesso às redes sociais para menores de 16 anos. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez na Cúpula Mundial de Governo em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, nesta terça-feira (03).

Sánchez informou que as plataformas digitais terão de implementar sistemas de verificação de idade e que executivos poderão ser responsabilizados por conteúdos ilegais, incluindo discurso de ódio, pornografia e desinformação que afetam jovens.

Sánchez afirmou que “nossos filhos estão expostos a um espaço que nunca deveriam navegar sozinhos. Não aceitaremos mais isso” e pediu que outros países europeus adotem medidas semelhantes. “Vamos protegê-los do Velho Oeste digital”, acrescentou.

Países estudam restrições semelhantes

O premiê revelou que a Espanha se uniu a outros cinco países em uma iniciativa chamada “Coalizão dos Digitalmente Dispostos”, que visa coordenar regulamentações digitais entre fronteiras.

A primeira reunião do grupo está prevista para os próximos dias, mas Sánchez não detalhou quais países participam. “Sabemos que esta é uma batalha que excede as fronteiras de qualquer país”, disse ele.

Em dezembro, a  Austrália se tornou o primeiro país a restringir redes sociais para menores de 16 anos, e o modelo espanhol é observado de perto por nações como  Reino Unido  e  França, que já fizeram anúncios similares recentemente.


Responsabilização

Além da proibição, o governo espanhol apresentará na próxima semana um projeto de lei para responsabilizar executivos por conteúdos ilegais e de incitação ao ódio, criminalizar manipulação algorítmica e impedir a amplificação de publicações ilegais.

As plataformas deverão implementar sistemas eficazes de verificação de idade e rastreamento de discurso de ódio online.

Sánchez mencionou que promotores poderão investigar possíveis infrações em ferramentas como Grok, de Elon Musk, e redes sociais como TikTok e Instagram.

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