Rafael Kraisch virou o novo "terror dos gurus" na internet, comprando brigas diárias contra quem usa o selo da ciência para vender milagres perigosos e gerando milhões de visualizações com seus "reacts" implacáveis .
No papo que tivemos no Inteligência Orgânica, ele revelou que sua postura de "paladino" nasceu de um trauma profundo: a morte da esposa de um colega que, convencida por um guru, abandonou o tratamento de câncer por acreditar que a doença tinha apenas um propósito espiritual.
Esse evento transformou o ex-aspirante a monge, que chegava a meditar oito horas por dia, em um crítico feroz da desinformação.
Kraisch solta o verbo contra o que chama de práticas "iatrogênicas" — aquelas que fazem mal ao paciente —, mirando especialmente a Constelação Familiar. Segundo ele, a técnica, que estudou na própria Alemanha, é um dogma perigoso que pode causar danos psicológicos reais ao atribuir doenças como o autismo a "segredos de família" ou abortos passados.
Entre críticas ao "mentalismo" das terapias modernas e alertas sobre como a Inteligência Artificial está sendo usada para fabricar evidências falsas, Kraisch levanta uma bola perturbadora sobre o quanto nossas decisões são realmente nossas.
Para quem ainda acredita em curas quânticas ou no controle total do próprio destino, a conversa completa traz revelações da neurociência que prometem tirar muita gente da zona de conforto.