Estados Unidos e China
Reprodução/Pixabay
Estados Unidos e China

A Casa Branca acusou a China, nesta quinta-feira (23), de roubar propriedade intelectual de laboratórios de Inteligência Artificial (IA)  dos Estados Unidos em escala industrial.

O roubo, segundo informações que contam em um memorando compartilhado nas mídias sociais, teria sido feito por meio de perfis falsos para ocultar a identidade dos invasores e de  técnicas para burlar os sistemas de segurança dos modelos americanos e extrair informações confidenciais.

O governo dos EUA tem informações que indicam que entidades estrangeiras, principalmente ⁠sediadas na China, ​estão envolvidas em campanhas deliberadas em escala industrial ​para desmantelar sistemas de IA de fronteira dos EUA. ⁠Michael Kratsios, diretor do Escritório de ⁠Política de Ciência e Tecnologia da Casa ​Branca






Ainda de acordo com o memorando de Michael Kratsios, aproveitando dezenas de milhares de contas de proxy para evitar a detecção e usando ‌técnicas ⁠de jailbreak para ‌expor informações proprietárias, as campanhas coordenadas extraem sistematicamente recursos dos modelos de IA norte-americanos, explorando a experiência e a ⁠inovação americanas.

A Embaixada da China em Washington ainda não se manifestou.

Tensão tecnológica

 O memorando foi divulgado semanas antes do  presidente dos Estados Unidos Donald Trump  visitar o líder chinês  Xi Jinping, em Pequim, durante um período de tensão tecnológica entre os países.


Além disso, o documento também reacende dúvidas sobre a exportação de chips de IA da NVIDIA, empresa multinacional de tecnologia com sede na Califórnia, à China.

O governo americano havia autorizado as vendas em janeiro, mas o secretário de Comércio, Howard Lutnick, afirmou nesta quarta-feira (22) que nenhuma remessa tinha sido feita até o momento.

*Estagiária sob supervisão

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