
A Casa Branca acusou a China, nesta quinta-feira (23), de roubar propriedade intelectual de laboratórios de Inteligência Artificial (IA) dos Estados Unidos em escala industrial.
O roubo, segundo informações que contam em um memorando compartilhado nas mídias sociais, teria sido feito por meio de perfis falsos para ocultar a identidade dos invasores e de técnicas para burlar os sistemas de segurança dos modelos americanos e extrair informações confidenciais.
O governo dos EUA tem informações que indicam que entidades estrangeiras, principalmente sediadas na China, estão envolvidas em campanhas deliberadas em escala industrial para desmantelar sistemas de IA de fronteira dos EUA. Michael Kratsios, diretor do Escritório de Política de Ciência e Tecnologia da Casa Branca
Ainda de acordo com o memorando de Michael Kratsios, aproveitando dezenas de milhares de contas de proxy para evitar a detecção e usando técnicas de jailbreak para expor informações proprietárias, as campanhas coordenadas extraem sistematicamente recursos dos modelos de IA norte-americanos, explorando a experiência e a inovação americanas.
A Embaixada da China em Washington ainda não se manifestou.
Tensão tecnológica
O memorando foi divulgado semanas antes do presidente dos Estados Unidos Donald Trump visitar o líder chinês Xi Jinping, em Pequim, durante um período de tensão tecnológica entre os países.
Além disso, o documento também reacende dúvidas sobre a exportação de chips de IA da NVIDIA, empresa multinacional de tecnologia com sede na Califórnia, à China.
O governo americano havia autorizado as vendas em janeiro, mas o secretário de Comércio, Howard Lutnick, afirmou nesta quarta-feira (22) que nenhuma remessa tinha sido feita até o momento.
*Estagiária sob supervisão