Robôs humanoides da Figure AI viralizaram após completar 200 horas seguidas de trabalho autônomo em transmissões ao vivo no YouTube
Reprodução/Figure AI
Robôs humanoides da Figure AI viralizaram após completar 200 horas seguidas de trabalho autônomo em transmissões ao vivo no YouTube

O que começou como um teste de apenas oito horas acabou viralizando nas redes sociais. Durante nove dias seguidos, robôs humanoides da Figure AI trabalharam sem parar em uma tarefa de logística, somando  200 horas de funcionamento em transmissões ao vivo no YouTube.


Os robôs, chamados F.03, faziam a separação de pequenos pacotes de forma automática usando o sistema de inteligência artificial Helix-02. Desde o início do desafio, em 13 de maio, a empresa realizou 18 transmissões ao vivo.

Enquanto isso, as transmissões chamaram a atenção de usuários interessados em tecnologia e viralizaram nas redes sociais. Internautas passaram a dar apelidos aos robôs durante as lives, enquanto outras pessoas faziam apostas sobre quanto tempo os humanoides conseguiriam operar sem falhar.

Internautas deram apelidos aos robôs e apostaram quanto tempo eles funcionariam sem falhas
Reprodução/Brett Adcock
Internautas deram apelidos aos robôs e apostaram quanto tempo eles funcionariam sem falhas


Desafio começou com meta de oito horas

No começo da experiência, o CEO da empresa, Brett Adcock, afirmou que existia uma grande possibilidade de algum problema acontecer durante a operação contínua.

Segundo o empresário, os robôs precisavam identificar os códigos de barras dos pacotes, pegar os itens e colocá-los novamente em uma esteira com o código virado para baixo. Todo o processo acontecia apenas com o uso das câmeras instaladas nos próprios humanoides.

O executivo explicou ainda que os robôs funcionavam de forma autônoma com o Helix-02, sistema de inteligência artificial desenvolvido pela empresa e executado diretamente dentro dos humanoides.

“Múltiplos humanoides estão conectados em rede e se comunicando entre si para maximizar o tempo de atividade da esteira transportadora.” Brett Adcock, CEO da empresa


Segundo a empresa, quando a bateria ficava fraca após cerca de três a quatro horas de funcionamento, o próprio robô avisava automaticamente que precisava ser substituído por outro modelo da frota. Em casos de falhas técnicas, os humanoides também conseguiam identificar problemas sozinhos e se dirigir para manutenção.

Homem contra máquina

No quinto dia do desafio, a empresa promoveu uma disputa entre os robôs e um estagiário humano, Aimé Gérard, para realizar a mesma tarefa logística.

Os resultados ficaram muito próximos. Segundo Adcock, o humano organizou 12.924 pacotes, com média de 2,79 segundos por item. Já os robôs processaram 12.732 pacotes, com média de 2,83 segundos por pacote.

“Parabéns ao Aime!! Ele disse que seu antebraço esquerdo está basicamente quebrado.” Brett Adcock, CEO da empresa



Segundo o CEO da Figure AI, Aimé Gérard, o estagiário que competiu contra os robôs ficou com bolhas nas mãos
Reprodução/Brett Adcock
Segundo o CEO da Figure AI, Aimé Gérard, o estagiário que competiu contra os robôs ficou com bolhas nas mãos


Depois da competição, Adcock afirmou ainda que "esta é a última vez que um humano vai vencer”.

Ao final do desafio, Adcock anunciou que o sistema havia completado 200 horas seguidas de funcionamento sem nenhuma falha.


Sistema controla movimentos do corpo inteiro

Segundo a Figure AI, o Helix-02 utiliza uma única rede neural, tipo de sistema inspirado no funcionamento do cérebro humano, capaz de controlar todo o corpo do robô. Isso inclui caminhada, equilíbrio, movimentação dos braços e manipulação de objetos.

O sistema usa câmeras, sensores de toque e informações do próprio corpo do robô para entender o ambiente ao redor e executar tarefas. A empresa afirma que o treinamento foi feito com mais de mil horas de movimentos humanos e simulações em mais de 200 mil ambientes virtuais.

Entre os testes apresentados pela empresa estão tarefas como retirar utensílios de uma lava-louças, abrir gavetas, separar pequenos objetos, pegar comprimidos em organizadores e usar seringas com precisão.

Segundo a Figure AI, todas as demonstrações foram feitas de forma autônoma, sem controle humano à distância.

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